quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tic-tac...


Um, dois, Um, dois...
Despertador toca:
Levanta que são horas!
Um, dois, Um, dois,
Desce a escada a correr;
Olha o relógio: Tic-tac, Tic-tac
O trabalho começa! As horas passam...
Tic-tac, Tic-tac
Lentas... que cansaço!

Sai do trabalho
Transportes... compras! Tic-tac, Tic-tac
Corre para casa, que tarde...
Um, dois, Um, dois;
O jantar, as crianças...
Lava a loiça, passa a ferro;
Tic-tac, Tic-tac...
É tarde! Fazer amor?
Que cansaço!
Um, dois, Um dois...

Dormir... pouco, porque em breve o despertador toca;
Tic-tac, Tic-tac;
A vida esgota... o tempo passa...
Tic-tac, Tic-tac

2 comentários:

  1. Estimada Amiga e Ilustre Romancista e poetisa Irene,

    Para mim o Tic Tac do relógio se faz ouvir, mas como já o comtemplei por tantos anos, e embora ele continue, felizmente, a mover os seus ponteiros, para mim as horas não contam, já não tenho esse problema de correias e me sujeitar a horários, esses tempos já passaram, agora vivo, olhando o relógioe com alguma nostalgia olhando o passando.
    Esse tempo, para si virá, e depois sim poderá disfrutar de todo o tempo para fazer com calma tudo aquilo que lhe apeteça.
    Um abraço amigo, adorei seu poema.
    ==================
    Te aguardo com ansiedade
    e os ponteiros do relógio mirando,
    me parece uma eternidade
    e eu aqui te esperando

    Cada segundo que passa
    faz palpitar meu coração
    talvez o faça por graça
    chamando à atenção

    Fecho os olhos, e ali estás
    não passa de uma ilusão
    pois sei que com outro estarás
    martirizando meu coração

    Sei que junto não estaremos,
    mas nunca perderei a esperança,
    sei até o que poderemos,
    com amor tudo se alcança

    Ordeno ao tempo para parar
    mas os ponteiros não obedecem
    nem minha dor quer sarar
    nem minhas mãos elas aquecem

    Faz um frio de gelar
    e eu na praça parado
    sabendo que has-de de chegar
    junto a outro seu amado

    Vejo as horas passar
    conto os segundos em vão
    não deixarei de te amar
    sinto palpitar meu coração

    A noite essa vai chegando
    se vai apagando a luz em meu sorriso
    e os ponteiros do relógio sempre andando
    me faz ficar tonto sem juizo

    O meu pensamento vagueia
    olhos as horas mas em vão
    vejo tudo o que me rodeia
    me dá aperto no coração

    Ah!... relógio malfadado
    que horas continuas a dar
    não passo de um desgraçado
    desejoso de teu olhar

    Bloqueio o caminho das lágrimas
    meus olhos embanciados estão
    aguardando teus beijos, tuas dádivas
    sabendo que não voltarão

    Meu pensamento vai vagueando
    recordando tempos de outrora
    sofro porque vou amando
    ficarei até ao nascer da aurora

    Relógio amigo, fiel, sempre correndo
    não paras para descansar
    vê que eu, estou sofrendo
    sem saber se hei-de amar

    Teus ponteiros,
    se cruzam no tempo
    são solidários e companheiros
    eu parado não aguento

    Vislumbro uma sombra familiar
    que para mim se vem dirigindo,
    vejo perto o seu olhar
    ou será que está fugindo!...

    Não!... ela ali está alegre e sorridente
    seu relógio tinha parado
    foi só isso simplesmente
    não esquecendo o seu amado

    O tempo para mim parou
    e logo ali nos beijámos
    feliz é quem sempre amou
    e os segundos já não contámos

    Os ponteiros se uniram
    em bela relação de amor
    e pela vida assim seguiram
    cheios de vida de alegria e de calor.
    Tói Cambeta

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  2. Olá Irene muito grato por tua visita, obrigado pelo comentário, foi muito agradável de se ler... fico contente em ver que pessoas como vc reconhece nessas manifestações através da pintura a mensagem por tras delas, muito obrigado e claro teu blog é muito interessante estaremos sempre por aqui

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