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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Praia, bikinis...

As férias são sempre bem vindas para quem andou a sonhar com elas e, conforme os meses passaram e o verão se aproxima... a preocupação das senhoras de todas as idades com a linha, para ficarem lindas num belo fato de banho ou... num biquíni!

Quando estou sentada na areia, vou admirando quem passa, em especial algumas senhoras ou as jovens que usam os actuais “fio dental”, praticamente nuazinhas, mas mesmo assim, charmosas, fazendo com que as cabeças masculinas rodem perigosamente, à beira de um torcicolo, quando elas passam...

Olhando para estas duas peças, que continuam a fazer êxito há mais de cinquenta anos, faz-nos pensar o porquê deste êxito, e o porquê do nome "biquíni"? Ou desta peça ser desenhada de uma forma e não de outra?

Os primeiros fatos de banho, apareceram na primeira metade do século XIX com a moda dos banhos de mar. Mas foi nos anos 30 que tudo mudou com a moda dos banhos de sol, que eram prescritos pelos médicos como indispensáveis à saúde, e porque em França começou-se a receber subsídio de férias, o que atraiu várias pessoas à praia.

A moda do bronzeado
Coco Channel, considerada já nessa época uma mulher livre, também foi uma das causadoras desta mudança brusca quando, após umas férias, foi vista com um bronzeado espantoso. E é a partir desse momento que a moda do bronzeado começou a entrar em vigor.

Inicia-se então uma saga para encontrar o fato-de-banho perfeito para conseguir o melhor bronzeado, já que os modelos existentes tapavam o mais possível o corpo. E, por esta razão, um novo fato-de-banho é lançado: sem costas.

Mas o biquíni foi criado mais tarde, quando o engenheiro mecânico francês Louis Reard, a 3 de julho de 1946, apresentou a sua colecção em Paris de trajes de banho com um modelo completamente diferente do resto da colecção, apenas com duas peças, que chamou de “biquíni”, pois achou tão atómico como a bomba que tinha sido testada quatro dias antes pelos Estados Unidos da América (EUA), no Atol de Bikini, no Oceano Pacífico.
As estrelas de cinema eram as maiores divulgadoras deste novo modelo de duas peças. Com o lançamento do biquíni, surgiram algumas sex symbol, como a francesa Brigitte Bardot, nos anos 50, que eternizou esta nova peça no filme "E Deus Criou a Mulher" ao usar um modelo vichy.

Relacionado com a revolução de costumes da década de 60, as mulheres adoptaram o biquíni como uma forma de expressarem a sua liberdade.
Nessa época, a sensual actriz Ursula Andress, usa um poderoso biquíni na cena do filme de James Bond, "Dr.No". Foi também nesta altura que algumas piscinas exibiam cartazes onde se lia "Não utilizar os chamados biquínis".

Surgiram outros modelos como o monokini, um modelo sem soutien, apenas com dois suspensórios, e que foi criado em 1964 por Rudi Gernreich. Posteriormente, apareceram os modelos string (fio-dental), no Brasil onde a cultura da “bundinha” ganhou vida.
Actualmente, o biquíni é classificado como tão importante como outra peça de roupa qualquer. Diversos modelos são produzidos e apresentados em desfiles de moda, criando o desejo nas mulheres de adquirir todos os anos um novo modelo.
E, vamos ser sinceros: dá gosto ver um corpinho bem feito a passear pelas praias com estas duas peças, não é verdade?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Uma semana na Ilha de Koh Chang – Tailândia


Algumas vezes desejo desligar o telemóvel, esquecer o trabalho e mudar a rotina diária, escolhendo um local de férias calmo e relaxante! Porém, nem sempre as férias garantem isso.
Quantas vezes marcamos um determinado destino com esse objectivo, mas depois descobrimos (tarde demais), que afinal saímos do frenesim da cidade, para cair na confusão de um destino lotado e barulhento?
Foi com essa ideia que, em Junho, eu e o meu marido decidimos “fugir” da humidade intensa  e do calor denso que se faz sentir nesta altura em Macau, e passar uns dias num cantinho qualquer da Ásia, para descontrair do stresse diário.
As agências de viagens em Macau, estão cheias de programas, mas nem sempre ao nosso gosto, por isso, decidi marcar dois dias num hotel de Bangkok, Tailândia e depois procurar como continuar as férias, de forma mais calma e relaxante.
 De clima excelente, com baixo custo de vida local, há lugares fascinantes que nos aguardam e um povo, cujo princípio de bem receber, fazem-no com arte, a Tailândia é assim, o país ideal para umas férias inesquecíveis, onde se incluem a exótica cidade de Bangkok, as praias de Phuket ou as Ilhas Phi Phi, que já conhecemos, bem como outros cenários naturais do norte do país, tais como  Chiang Mai, onde passámos umas excelentes férias, através da agência e tudo funcionou de forma organizada e perfeita.
Entretanto, aproveitámos ao máximo esses dois dias em Bangkok, passeando e... fazendo compras no Centro Comercial  J. J. Mall, (The Dusit Thani, Bangkok, 946 Rama IV Road), onde na parte exterior, em toda a volta do edifício, têm tendinhas com mercadoria de toda a espécie.
Mas lá fora, o calor era sufocante e, depois de dar uma volta, passámos para dentro do Centro Comercial, sempre tem ar condicionado, onde almoçámos, pois já estava na hora.
Já refeitos do calor e de barriguinha atestada, fomos percorrendo as lojas, até que me encantei com umas blusinhas que comprei, entre umas outras pequenas compras que fiz moderadamente, pois há tanta mercadoria, tantas tentações, que o melhor é só ver e levar as recordações na memória...

Depois, fomos procurar a famosa Agência “K & J - Inernational Business Centre”, que nos programasse algo diferente, o que aliás, já não é a primeira vez que o fazemos, sempre com bons resultados.
“País dos mil sorrisos”, é assim que as agências apresentam a Tailândia, com programas de férias únicos e com preços simpáticos. Existem, pelo mundo fora, zonas com uma certa vida boémia ou um ritmo muito pacato, que podem satisfazer o nosso desejo de descansar e de nos divertir, fugindo um pouco da “civilização”, ou seja, da agitação das grandes cidades.

O funcionário da Agência, mostrou-se atencioso, prestativo e com uma grande dose de paciência...
Depois de termos rejeitado algumas das sugestões do simpático funcionário, umas, por já conhecermos, outras porque não nos agradava, ele acabou por nos trazer um enorme cartaz onde se via a ilha, Koh Chang e garantia-me satisfeito que poucas pessoas sabem da sua existência. Afirmou que ali na agência, lhe chamam "o último paraíso das ilhas do Sudeste Asiático".
Nós sabemos por amigos nossos, que ainda é possível encontrar ilhas paradisíacas no litoral da Tailândia, sem que a quantidade de turistas seja proporcional à beleza das suas praias, mas não há nada como seguir os conselhos de quem sabe…
Explicou-nos que Koh Chang faz parte das 52 ilhas do Parque Nacional Marinho, ao longo da província de Trat, e é a segunda maior ilha da Tailândia, já muito próximo do Camboja e, tal como pretendíamos, está longe do banzé turístico, que caracteriza as ilhas de Phukett ou de Koh Samui.
Acrescentou que, esta ilha é praticamente desconhecida do mundo exterior, não está estragada pela “civilização”, porque ainda se encontram muito dos seus recursos naturais, (quase) intactos…
Depois de olharmos atentamente as fotos que ele nos mostrava, concordámos que talvez fosse o local que procurávamos e assim, fizemos o contrato.
No dia seguinte, uma carrinha da Agência, foi buscar-nos ao hotel. Saímos de Bangkok às oito da manhã, percorremos cerca de 300 quilómetros a sudeste, (con duas paragens de dez minutos) e chegámos finalmente quase seis horas depois, ao cais de Laem Ngop, que é a ponta setentrional, onde está o terminal dos ferries, sendo esta a única ligação com o continente, que é uma espécie de fronteira da “civilização”, devido ao estatuto de “reserva marinha”, que garante que nenhuma ponte rodoviária pode ser construída entre o continente e essa ilha.
Assim sendo, o acesso faz-se exclusivamente por ferry, percurso que demora entre 35 a 40 minutos, entre o porto continental de Laem Ngop e os dois terminais insulares, na ponta norte da ilha de Koh Chang.
O trajecto custa 3€ por pessoa, 5€ por carro. A cidade mais próxima é Trat, com ligações aéreas duas a três vezes por dia com Bangkok (50€ por voo, telefone: +66 39551654). Teríamos preferido ir de avião, porque a viagem de quase seis horas na carrinha, é bastante cansativa e uma perda de tempo, mas na agência nem nos deram essa hipótese, talvez porque não tenham nada programado com a companhia aéra de Trat…
O barco é de grande porte, transporta pessoas e carros. E assim, conforme nos aproximávamos da ilha, avistámos um enorme letreiro, que dá as boas vindas aos recém-chegados em inglês e thai. Logo que desembarcámos, alguns táxis, tipo carrinha aberta atrás, com dois bancos corridos, dá lugar para 6 a 8 passageiros, aguarda quem chegava. São diferentes dos famosos "tuck-tuck" que estão espalhados por toda a Tailândia. Este era o único tipo de táxi que serve a Ilha de Koh Chang, com uma armação no tejadinho para transportar as bagagens dos turistas e distribuí-los pelos Resorts.

O motorista fez o preço, de 100 bates (4 €) cada um, mas como só éramos 5, levou 120 B para perfazer o preço que ele achava justo. É claro que não tínhamos outra escolha, uma ilha completamente estranha e nem fazíamos a mínima ideia onde ficava o nosso resort, nem discutimos, olhámos uns para os outros, encolhemos os ombros e partimos então.
Só há uma estrada (incompleta) em Koh Chang, a maior parte da ilha é floresta tropical virgem, onde se avistavam paisagens submarinas em redor, vimos mais tarde, que são um espectáculo prodigioso.
A ilha, tem uma largura máxima de 14 quilómetros e alonga-se por 30 quilómetros. Mas a única estrada digna desse nome em Koh Chang, contorna a orla marítima, não havendo qualquer ligação de costa a costa, pelo interior.

Finalmente chegámos ao nosso "Plaloma Cliff Resort", na White Sand Beach, que a agência antecipadamente nos tinha marcado. Poderemos dizer que ficava na parte mais central da ilha. O aspecto no geral era agradável, embora já tivesse conhecido melhores dias. Mais para o interior, vimos que tinha o aspecto um tanto degradado (por estar junto ao mar) e, uma das alas do edificio principal, estava em obras.

A piscina apesar de pequena, foi-nos preciosa, sempre que nos quisemos refrescar ou nadar, não nos atrevemos a ir até à praia, porque o mar estava bastante agitado, devido ao vento que fez quase todos os dias em que lá estivemos, até porque Junho, é altura de aguaceiros intensos na Tailândia, bastante típico da monção, que vai até Agosto.

Levaram-nos para um bungalow junto ao mar, bastante simples, onde não nos faltava nada para passarmos uns dias confortáveis, sem esquecer um pequeno frigorifico e televisão.
Reparei que há poucos alojamentos na ilha, que não sejam em bungalows, uns mais luxuosos que outros, mas nesta altura em que é chamada a "época vermelha", devido ao tempo instável, há poucos turistas e por isso, não só a piscina esteve praticamente por nossa conta, como restaurantes, cafés e bares, onde chegámos a ser os únicos clientes...
A uns quinhentos metros, ficava a praia mais próxima. O tempo nublado e o vento, não nos entusiasmou para ir até lá, até porque a corrente estava a puxar com força e um motorista de táxi contou-nos que já tinham morrido cinco pessoas no mês anterior, enganadas pelo ar manso da paisagem.
Fomos à procura de um restaurante para jantar. As ruas da ilha são praticamente todas razas e com este aspecto simples de aldeia. Na verdade, o anel de asfalto persiste, incompleto, e falta terminar a ligação entre as duas pontas meridionais. A dificuldade de comunicações é um dos factores que concorre para o tardio e ainda fraco desenvolvimento turístico da ilha.
Mas não nos faltou sitios,  mesmo à porta do Resort, para irmos à Internet e comunicarmos com a família e amigos. Aliás,  quase todos os dias, colocava no "facebook", as fotos que ia tirando diariamente.

Quando não chove, o comércio faz-se ali mesmo na berma da estrada, uma vez que a ilha é dominada por um colar de altas colinas arredondadas, forradas de cima a baixo por densas florestas húmidas, não dá para construir no seu interior e também porque 70%  da Ilha de Kho Chang, incluindo todo o seu miolo montanhoso, é floresta classificada e absolutamente virgem.
A costa ocidental da ilha é um longo bordado de unidades hoteleiras, com acesso mais ou menos directo às praias. Para percorrer a ilha, o ideal é alugar uma motorizada, à disposição do turista em cada esquina, talvez a única forma de visitar os recantos que o táxi de grande porte se recusa a levar-nos. Uma pena não sabermos conduzir uma motorizada, pois nem exigem a licença e assim, pouco ficámos a conhecer dos encantos escondidos desta ilha...

Ao longo da orla maritima da ilha, oferece uma notável sequência de praias, mas nunca muito longe de um empreendimento turistico, onde se espalham diversos resortes e recantos encantadores, onde depois de uma caminhada, podemos descansar e contemplar o infinito entre o céu e o mar ou então, arriscar  um trekking (trilhas) sem pistas, até ao cume de Khao Jom Peasat, o ponto mais alto da ilha, que se eleva a 744 m de altitude, é um balcão privilegiado para contemplar de forma diferente e mais intensa a imensidão do mar.
A ilha tem também como atracção, uma zona onde se pode andar de elefante. Mas eu tenho muita pena dos pobres dos elefantes! Todos eles têm sofrido uma constante e implacável redução do seu habitat, pois vão criando cada vez mais cidades esticando-se para as zonas mais selvagens e eles vão sendo sistematicamente capturados.
Já não existem elefantes selvagens na Ásia, e os que sobraram, vivem num estado de escravidão - trabalham na indústria do turismo, transportando os visitantes em trilhos, ou em espectáculos, trabalham na madeira, carregando toras, em condições deploráveis, etc.
Quando envelhecem, ou são sacrificados pela carne e pelo couro ou são vendidos sabe Deus para que fim, uma vez que os proprietários mesmo que quisessem conservá-los, têm dificuldade em os sustentar com uma dieta de 250 kilos de ração diária, sem terem lucro em troca...
BANG BAO
No dia seguinte, perguntei à menina da recepção do nosso Resort, o que havia de interessante para visitar na ilha. Com grande entusiasmo, aconselhou-me que fosse visitar Bang Bao, a meia hora de táxi.
Trata-se de uma aldeia piscatória de palafita, no extremo oposto da ilha, onde as antigas cabanas de pescadores são agora estendais de artesanato tailandês, embora barato e produzido em série, mas cujos preços são difíceis de baixar, uma vez que é um dos únicos rendimentos dos que ali residem, para além da pesca e dos restaurantes.
É um local diferente, onde a paisagem muda constantemente, desde as casas construídas sobre o mar, umas com ar modesto, outras mais imponentes e, entre elas, há também pequenas habitações de um quarto com casa de banho comum, para alugar aos mochileiros.
Muitos pescadores ainda partem nos seus barcos, para trazerem o pescado que é servido nos restaurantes, desta zona e possivelmente também fornecem outros restaurantes da ilha. Mas é um local bastante pitoresco e tranquilo.
É muito agradável ficar ali sentada, à beira mar, observando as embarcações e a beber uma aguinha de côco fresquinha.

Depois entrámos num dos restaurantes, e encomendámos marisco, peixe na grelha e a deliciosa sopinha tailandeza. Nada de picantes... para apreciar o verdadeiro sabor dos alimentos!
Satisfeitos com o almoço, fomos dar um passeio por Bang Bao, apesar de ser uma aldeia, tem imensas casinhas, uma soberba paisagem maritima, onde diversas embarcações de pescadores e barcos de recreio baloiçam tranquilamente na baía de água mansa e espelhada que ali se forma. A completar, porta sim, porta não, pequenas lojinhas cheias de artesanato e bugigangas, alguns bares e mercearias, povoam o estrado de madeira, suspenso sobre as águas.
Reparámos que havia muitos barcos de pesca, adaptados a excursões marítimas, atracados no antigo ancoradouro palafita de Bang Bo. Nas agências locais informaram-me que poderia fazer um pequeno cruzeiro, com escala em praias mais selvagens e visitar alguns bancos de coral mais bem preservados do planeta, que se encontram, porém, no sul mais remoto do arquipélago. Levaria um dia inteiro, mas, devido ao tempo instável, com chuvadas fortes e o mar bastante picado, decidimos não embarcar e essa visita ficará adiada para um dia, quando decidirmos voltar a esta ilha.
De regresso ao Hotel, finalizámos a tarde na piscina, com a companhia dos nossos amigos caninos, pois logo no primeiro dia, selamos amizade com dois deles, com a oferta do fiambre dos nossos pequenos almoços... há muitos gatos e cães por toda a ilha. Felizmente são bem tratados pela população. Gente boa, não fossem eles budistas!


É claro que também não perdemos as excelente massagens do Royal Spa, bem pertinho do nosso Resort e que, devido a ser considerada "época baixa" para o turismo, estava a fazer uma promoção de 30% mais barato.
As massagens feitas por mãos experientes, são autênticas vivências de relaxe e prazer, pelo que não é fácil descrevê-las, na medida em que não há palavras capazes de transmitir as sensações puras que se experimentam. As massagens tailandesas são famosas por se conseguir um efeito único de relaxamento e, simultaneamente, energizante, principalmente depois das caminhadas que fizemos pela ilha.
O organismo adquire assim, uma nova flexibilidade e a mente retoma a um estado de paz, plenitude e tranquilidade e... foram 90 minutos de relax.

Para atrair turistas e haver alguma animação na ilha, há, para além das tradicionais massagens relaxantes, um pouco de vida nocturna, próxima dos bazares locais, lojas tradicionais, restaurantes e boutiques, mas tudo com um ar pacato de pouco movimento, o que torna este lugar um verdadeiro refúgio, longe da movimentada vida citadina.

CULINÁRIA
As nossas refeições foram sempre de peixe e marisco, e também a típica e deliciosa sopa tailandeza.

Todo o país é um território de aromas e sabores que cativam os mais exigentes dos goumerts. A riqueza dos ingredientes, a criatividade gastronómica, a delicadeza na apresentação e a boa qualidade dos adereços, fazem da cozinha tailandesa uma das mais exóticas e ricas de todo o oriente.

Deliciámos-nos com imenso marisco fresco

A base da gastronomia são os molhos preparados com vários ingredientes, como pimentas, massa de caranguejo, alho e espécies. Alguns desempenham um papel específico, como por exemplo, o molho de peixe (nam pla), que em muitos pratos substitui o sal.

Outros, utilizam para ressaltar sabores, como o molho de ostras fermentadas ou para equilibrar os sabores, como a que incorpora o leite de coco.
O arroz é um dos pratos que nunca faltam e são preparados de diversas formas: fervido, frito ou na sopa.

São conhecidos os seguintes pratos:
Tom Kha Kai (sopa de leite de côco com frango, cogumelo, legumes, galangal, lemongrass e kafir lime).
Red Curry Soup (pasta de red curry com leite de côco, legumes e carne).
Khao Soi (curry com leite de côco, frango, suco de limão, shallots, green onion e espageti frito)
Pad thai (noodle frito com legumes e carne)
Mango & Sticky Rice (fatias de manga com sticky rice ao molho de leite de côco doce)
Roti Banana (espécie de crepe frito, com banana e leite condensado)

Depois das refeições, encontrámos sempre um barzinho ou um estabelecimento que nos serviu um delicioso café, ou, como nós portugueses chamamos, uma deliciosa e aromática "bica", que nos estimulou nas caminhadas ou no remate de uma boa refeição, com a apresentação que aqui se vê.
Outras vezes, jantámos na praia, onde pudemos contemplar o crepúsculo, sobre o horizonte maritimo
E ainda, nos fins de tarde, ficar ali, a ouvir o mar bater nas pedras, frente ao nosso bungalow e esquecer que o mundo existe...

E, com este pôr do sol, que observámos todos os dias, frente ao nosso bungalow, acabou-se a semana de férias na Ilha de Koh Chang e regressámos a Macau, para mais uns tempos de trabalho e stresse, mas que nos deixou repousados e prontos para os novos embates do dia a dia, mas desta vez com um sorriso nos lábios...


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Viajar...


Hoje vou (com o maridão) viajar! Nesta altura, em que a humidade é cansativa em Macau, sabe bem tirar uns diazinhos de férias para relaxar e espraiar os olhos para outras paragens. O destino será Bangkok, Tailândia. Pertinho de Macau, é um dos nossos destinos favoritos.
Sinto-me inexplicavelmente bem em aeroportos. Qualquer coisa toma conta de mim sempre que passo aquelas portas giratórias.
O som das rodas das malas que correm pelo chão rumo ao seu destino, os placards de informação, o verificar do voo, o check-in e aquela ânsia de "será que ultrapasso os 20kg permitidos?" (sim, quando eu viajo é um drama recorrente), o ti-ti-ti-ti do verificador de metais, a procura da porta de embarque, o espreitar as lojas para saber das novidades e dos preços e, finalmente, o embarque e o sempre sorridente "Tenha uma boa viagem".
Entrar no avião, procurar o meu lugar, acomodar-me, tomar medidas ao "bicho" que sustentará a minha vida nas próximas horas...não consigo fazer tudo isto sem um sorriso (estúpido) na cara.
Gosto de aeroportos, sim! E gosto de viajar! Não só de avião. Gosto de viajar e pronto. De partir, de deixar a minha casa e as minhas coisas, de chegar a um local diferente. Conhecer, explorar. E gosto de regressar! De saber que tenho o meu cantinho e os meus bichinhos (2 cães e 2 gatos), à minha espera, que tenho a minha casa e as minhas coisas tal como as deixei. E eu regresso mais rica, mais completa, mais realizada. Pronta para partir de novo, com a certeza que posso regressar.

Não gosto de ficar sempre no mesmo sítio, estagnada, acomodada. Tenho asas como os aviões e gosto de conhecer outros lugares, outras culturas, outros pensares…

Quando viajo, sinto-me como uma borboleta ou… como um avião. Talvez num aeroporto as minhas asas sintam que têm todo o espaço para se estenderem e baterem. Com ou sem destino, simplesmente batendo. Vivendo.

Tailândia, aí vou eu…



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Regresso de férias

Aqueles dias de praia, passeios, encontro de amigos de convivios feito de saudades e recordações, acabou… isso mesmo, as férias terminaram, estamos de volta ao trabalho, com a disposição renovada e claro, como é típico de português, já estou com uma pontinha de saudades daqueles belos dias que deixamos para trás, com a promessa de voltarmos a fazer tudo de novo nas próximas férias.
Deu para relaxar, rever velhos amigos e agora que as baterias foram recarregadas, é o arregaçar de mangas e labutar mais um ano.
Findo este longo período estival, nada mais oportuno que actualizar ou refazer a agenda para mais um longo ano de actividades diversas e capacitar-me que as férias terminaram mesmo, embora sinta ainda o coração bem longe daqui, mas enfim, o que é mesmo certo, é que voltámos ao activo e a engrenagem habitual começa a mover-se!
Por isso é altura de afinar os planos e ver o que nos espera este ano. Uma coisa é certa, à boa maneira de pensar portuguesa, ainda não é este ano que podemos ficar sentados no sofá e nos chegue tudo feitinho a casa e, ao fim do mês, nos caia o ordenado na conta do banco. Aqui para nós, até há gente que tem essa sorte…
Como sempre, está na altura de pôr de parte aqueles pensamentos mais negativos ou sonhos cheios de efeitos especiais, que só nos fazem esperar pelo rei D. Sebastião numa manhã de nevoeiro.
De volta à rotina, começo a ver o que me rodeia e aquilo com que vamos contar este ano, vê-se a olho nú que não é muito diferente daquilo com que iniciámos e encerrámos nas férias. As notícias vindas de diversos sectores, continuam a debitar as desgraças do costume, portanto, nada de novo no que toca a melhoramentos na vida dos cidadãos, antes pelo contrário, a palavra de ordem é: - "sacrifícios, sacrifícios e mais sacrifícios".
As aulas vão começar, os professores justamente seguem uma luta em defesa do seu estatuto. Estou com eles! Temos um ensino que caminha ao contrário das boas práticas internacionais. Um exemplo que se devia seguir, é o da Finlândia, que tem excelentes resultados na educação, dos melhores a nível europeu.
Não sei como é que conseguem, uma vez que passam 4 horas por dia na escola e os resultados são fantásticos, enquanto os nossos alunos estão lá enfiados o dia todo e os resultados são os mais desastrosos possíveis. Para sanar tanta desgraça, este ano vai ser implementada mais outra medida "revolucionária" no sistema de ensino - as aulas de substituição (podem rir que a situação permite). Vamos seguir os próximo episódios…
No plano político, que se poderá chamar o ano dos pactos, rixas internas, contratos de ordenados chorudos para os amigos do partido governante, reformas antecipadas igualmente chorudas, despedimentos, empresas a fechar, violência, subornos, injustiças, portanto, o costume… continuamos a não avistar nada de bom para quem precisa de trabalhar para comer. Como podemos estar bem, num país que está mal?

Resta-me desejar a todos um bom regresso ao trabalho, um ano cheio de sucessos e actividades positivas, pois só assim podemos dar os nossos dias por bem empregues. Vamos continuar a dar o nosso melhor, certo?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Portugal! Férias, férias, férias

Quando olhei pela minúscula janela do avião e vi uma Lisboa cada vez mais próxima do meu alcance, o coração bateu com mais força.
Ah, que saudades! Palavra bem portuguesa e tantas vezes sentida pela ausência daquilo que compõe as nossas memórias, que constrói os nossos afectos e que se instalaram no nosso coração para sempre. Que bom voltar e rever a família, os amigos, os locais... Logo, à nossa chegada, foi o primeiro almoço na vizinhança. Os amigos sabendo da nossa vinda, acartaram connosco alegremente para um repasto bem “à portuguesa”…
As lembranças que envolvem algumas das pessoas, é o que as torna mais inesquecíveis, que todas as outras. Os longos abraços na família, depois de um ano de ausência que se transformou em saudades infindáveis, descobrir o jovem vizinho, que no ano passado era uma criança, já começa a ter barba, que uma amiga solteira, já traz nos braços o filhinho recém-nascido, que outro amigo, não mudou nada e por aí fora. Depois de desfazer as malas e dar uma limpeza à casa, um ano fechada, rumámos a Lisboa para tratar de assunto e ir ao encontro de amigos.
De máquina fotográfica em punho, tal qual turista que vê Lisboa pela primeira vez, fotografo entusiasmada os recantos que me são queridos.
O que escolher sobre a minha cidade, Lisboa? Quais as lembranças que devo despertar? Que lente usar para destacar o que é para mim o mais importante? A resposta é difícil!
Este ano não resisti em ir espreitar Almada, onde cresci e ali vivi muitos anos.
Fica na margem esquerda do estuário do Tejo, em frente a Lisboa e ligado a esta pela Ponte 25 de Abril, que atravessámos, desta vez sem as infindáveis filas habituais.
Devido à sua localização geográfica privilegiada, Almada foi durante muito tempo procurada como local de descanso pelas classes altas de Lisboa.
A importância económica do concelho assentou desde muito cedo na actividade marítima e na construção naval, sendo os estaleiros da Lisnave o expoente máximo da importância desse sector de actividade. O crescimento urbanístico do concelho acentuou-se notoriamente a partir da construção da ponte sobre o Tejo, tornando-se a cidade uma espécie de dormitório para a população que trabalha em Lisboa. Com o novo "Metro" que percorre a cidade, veio dar-lhe um ar moderno, porém um tanto solitário...
Decidi dar mais uma volta ao meu passado e demos a seguir um pulinho ao Montijo.
Ambas as cidades, Almada e Montijo, ficam no Distrido de Setúbal e vivi largos anos em ambas por períodos diferentes da minha vida e por lá deixei amigas, que conheci nos anos 70. Estava na altura de abraçá-las!
Eram cidades vivas, que tinham um comércio efeverescente, mas que hoje em dia, devido às grandes superfícies comerciais, foram morrendo. Houve fortes críticas em relação aos centros comerciais, pelo facto de estes fazerem uma guerra publicitária de ofertas incompatíveis com os centros urbanos, de forma a aumentarem a quantidade de consumidores. Os pequenos comerciantes não conseguiram rivalizar com os centros comerciais e assim, aos poucos, as lojinhas foram fechando…
Ainda se vêm algumas velhas lojas moribundas e poucas pessoas na rua. Estas duas cidades da outra margem do Rio Tejo, são agora, masi que nunca, dormitórios de gente que trabalha em Lisboa.
Não queria deixar de fazer aqui uma referência à Vila da Ericeira, onde vivem os nossos primos e onde, todos os anos, vamos ao seu encontro para um dia de convivio.
A Ericeira está situada cerca de 50 km a Noroeste de Lisboa, é uma pitoresca vila piscatória, que tem o mar como fonte inspiradora. O seu nome de origem é "Terra de ouriços", pelos imensos ouriços do mar, ao longo de todas as suas praias.
Nesta localidade de Portugal, "cheira a mar" vindo dos restaurantes, com peixe e marisco sempre fresco e, até o ambiente que se vive nas ruas, tudo tem a ver com o mar.
É tradição escolhermos um restaurante, onde o peixe seja fresco e bem servido, para almoçarmos e "pôr a escrita em dia".
E aqui não vemos o mar da mesma maneira que noutros sítios. É, de facto, verdade o que diz a canção: "Ericeira, onde o mar é mais azul..."
Recentemente, a relação com o mar foi ainda mais aprofundada, através da prática do surf nas praias desta região. Com efeito, esta modalidade atinge aqui níveis superiores e é por isso, que são organizadas regularmente provas internacionais que aqui trazem os melhores surfistas do mundo !
Mas não se pense que estas praias apresentam todas, ondas grandes e bem formadas, só acessíveis a surfistas. Há quem faça umas excelentes férias nesta zona, nem sempre atraídos pelas praias (para mim a água é super gelada). Há muitas praias à escolha: por exemplo, a Praia do Matadouro, é óptima para a prática do surf e também para quem procura estar mais envolvido com a carismática vila.
A dos Pescadores, é uma praia local, mesmo no Centro Histórico da Vila, onde se pode avistar as suas imensas arribas, que servem de casa para as gaivotas que ali vivem e se alimentam dos peixes vindos do Porto de pesca diariamente. É a praia de eleição para quem procura um mar mais calmo, pois forma uma lagoa, que circunda o pequeno areal. É tambem perfeita para longos passeios, quer de verão ou inverno, pois é acolhedora e protegida.
Depois ainda há a Praia do Sul, também é uma praia central, que contorna o Centro Histórico da Vila e é das mais frequentadas ao fim-de-semana por ter excelentes acessos e por formar piscinas gigantes naturais, sendo por isso a preferida pela criançada.
Quando era criança, os meus pais frequentavam a Praia da Foz do Lizandro, que ainda hoje recordo essas férias com saudade.
Nos dias de hoje, continua a ter uma dimensão razoável, de areia fina, água límpida e alguns restaurantes e bares bem decorados e apetrechados, para atenuar os calores de verão e bem receber os seus varaneantes.
Mas a vila tem mais encantos, é calma para quem procure descansar, mas também tem vida nocturna para quem queira alguma agitação.
Há ainda os mercados populares de “Santiago” ou dos “Alhos”, recantos antigos recuperados, que dão à vila uma certa sofisticação e encanto, bares, restaurantes, esplanadas e ainda os festivais, S. Sebastião, N. Sra. da Boa Viagem, N. Sra. Da Conceição, etc.
Aqui fica uma sugestão de passeio ou de férias, bem pertinho de Lisboa... E por falar em grandes superfícies, um dos lugares meus favoritos de característica únicas, com uma fabulosa variedade de oferta, é o Centro Comecial Colombo em Lisboa, com cerca de 420lojas, mais de 60 restaurantes, 10 salas de cinema, um Health Club, mais de 10 serviços de apoio ao cliente, um parque de diversões coberto, as melhores lojas de Moda e um bem apetrechado supermercado, com o nome de “Continente” onde, invariavelmente, faço as minhas compras. Outro local aprazível com imenso espaço e diversões, onde muitos portugueses fazem os seus passeios domingueiros, é no Parque das Nações que foi uma consequência do aproveitamento da “Expo98”, construída de raiz, uma vez que aquele local anteriormente era um terreno industrial bastante degradado e aquele espaço foi o ideal para albergar uma Exposição de cerca de 150 países, que funcionou de Maio a Setembro de 1998, com temas relacionados com o mar, a fim de assinalar o 500.º aniversário da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia e, através disso, pretendeu debater as perspetivas do futuro da Humanidade, integrando os vários aspetos éticos e tecnológicos, com o tema «Os Oceanos, Um Património para o Futuro».
Muitos outros pavilhões temáticos, tiveram um retumbante êxito e a exposição determinou ainda a criação de importantes infraestruturas tais como a Ponte Vasco da Gama, que liga Loures ao Montijo, e a Estação do Oriente, que passou a funcionar como local de convergência de terminais ferroviários e rodoviários e do metropolitano.
Parte do seu sucesso ficou a dever-se à vitalidade cultural que demonstrou - por exemplo, os seus cerca de 5000 eventos musicais constituíram um dos maiores festivais musicais da história da humanidade.
Arquitectonicamente, a "Expo" revolucionou esta parte da cidade e influenciou os hábitos de conservação urbana dos portugueses - pode dizer-se que o Parque das Nações é um exemplo de conservação bem-sucedida dum espaço urbano, pois hoje em dia é um local agradável, onde ainda funciona o teleférico, restaurantes, bares e algumas actividades culturais, que faz deste parque um local de eleição dos passeios familiares dos fins de semana e de férias.

Aqui, integrado no Parque das Nações, também podemos encontrar o Centro Comercial Vasco da Gama, tão importante em dimensão como o “Colombo”, com imensas lojas, restaurantes, cinema, supermercado, etc.
LAGOS - ALGARVE Os portugueses em geral, têm uma especial predilecção pelo mar, não fossemos nós descendentes de navegadores...
O Algarve, que fica no sul de Portugal, tem umas praias bastante atractivas e o sol raramente se faz de rogado. Fomos até à cidade de Lagos, com muitas praias em seu redor, para descansar uns dias da agitação da primeira semana e usufruir de outras paisagens. Desta feita, deliciámo-nos na praia de Dona Ana, em Lagos, que fica perto da Ponta de Sagres, no Algarve. Foi aqui, na Praia de Dona Ana, onde passámos quase todas as manhãs. Numa delas, decidimos fazer uma viagem de 40 minutos (10€ por pessoa), num pequeno barco de pescadores,
que vagueia por pequenos rochedos, passa por debaixo de rochas de arcos rendilhados, cortesia do mar que, ao longo dos anos vai batendo e cavando túneis nessas rochas, que os pescadores vão dando nomes pomposos, conforme os formatos que a natureza imprime nelas.
A cidade de Lagos é um dos pedaços mais impressionantes da costa do Algarve. É uma cidade que se soube modernizar sem perder a personalidade.
Tem um Centro Histórico onde apetece perdermo-nos. Uma baía abrigada e um estuário navegável fizeram de Lagos o maior dos portos algarvios. Boa parte do centro da cidade está reservada para os peões. Abundam lojas, restaurantes, bares e esplanadas de ambiente cosmopolita , que se estendem ao largo da Praça Gil Eanes.
Lagos tem uma História respeitável, que pode ser observada por toda a Cidade e está repleta de bons locais onde se pode deliciar com refeições simples ou mais elaboradas, e por isso deixá-mo-nos mimar pela escolha de um ou outro restaurante com ofertas mais tentadoras, durante as nossas férias no Algarve. Para descontrair, decidimos ir até Faro, que é a cidade capital do Algarve muito famosa em todos os roteiros turísticos e habitualmente “reduzida” aos restaurantes, aos hotéis, às praias das redondezas.
Os panfletos turisticos falam do sol, do peixe fresco, das águas quentes da ria e, para além de tudo isso, também nos oferece praias magníficas para além de ser um local de grande interesse histórico devido a ter sido povoado desde os tempos pré-históricos. Durante a ocupação Romana enriqueceu, devido à pesca e à extracção do sal na zona, hoje em dia bastante mais moderadas.
Um passeio a pé pela cidade impõe-se a quem a quiser conhecer a sério. A começar pelo Jardim Manuel Bivar, a “sala de visitas” de Faro. Ali se juntam a cidade e o mar, que entra pelo jardim e o transforma em simpática marina, onde apenas chegam pequenas embarcações, as poucas que passam debaixo da ponte do caminho de ferro
E assim, partimos à descoberta do centro histórico, que é obrigatoriamente um dos principais pontos de paragem.
Percorrer as ruas estreitas e cheias de recantos dentro das muralhas, o mais antigo núcleo urbano, conhecido por Cidade Velha, muitas vezes ligadas por arcos, é a única maneira de absorver o encanto silencioso da Vila Adentro.
Achei de facto uma zona cheia de originalidade, a muralha que circunda grande parte da cidade, que teve origem no séc. IX, durante o período muçulmano.
Quando surgiu a Universidade do Algarve, Faro foi ganhando uma população jovem, fluente e animada que encheu o centro histórico farense.
Algumas ruas que se tornaram exclusivamente pedonais, muitas das casas de habitação e velhas lojas foram-se transformando em casas de diversão nocturna e hoje, nesta zona murada, existem imensos bares e discotecas, que dão animação à cidade e atraem mais turistas, e esta zona histórica da cidade que se foi adaptando assim às exigências de uma vida moderna.
Uma das coisas que mais aprecio, é a gastronomia Algarvia, que remonta aos tempos históricos da presença romana e árabe, constituindo a par do clima da região, um dos principais pontos de interesse turístico.
Os ingredientes utilizados reflectem os sabores frescos do mar e os aromas agradáveis e fortes do campo. Experimentei no restaurante “O Agostinho”, esta “Raia Alhada”, (raia estufada num pouco de água, com muito alho e coentros e servida com batatinhas novas cozidas), que me fez recordar os mais intensos odores maritimos, tal era o seu aroma e sabor fresco a maresia.
Desde o famoso "Arroz de Lingueirão" farense (Faro), da bela sardinha assada portimonense (Portimão) até aos doces "Dom Rodrigos" de Lagos, encontram-se maravilhas para todos os gostos às quais eu sou bastante sensível e nunca resisto em escolher um dos muitos pratos culinários que os restaurantes tentadoramente oferecem.
Depois podemos dar um passeio pelo calçadão junto ao mar, relaxa a alma e ajuda à digestão dos tentadores petiscos que a maioria dos restaurantes oferecem a preços diversos. Apesar da anunciada crise nos bater à porta, da intervenção da Troika e até da mudança política, a maioria dos portugueses não abdica de ir de férias e assim, para onde nos deslocámos, havia sempre imensa gente nos restaurantes, cafés, cinemas, Centros Comerciais e, para nosso desespero, raramente encontrávamos um lugarzinho numa esplanada. De volta a Lisboa, o nosso roteiro de visitas e encontros continuou... fomos almoçar com um grupo de amigos ao Bairro de Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos e, para sobremesa, escolhemos os famosos pastéis de nata e a não menos famosa "bica" (café curto). Os pastéis de nata são uma das mais populares e apreciadas especialidades da doçaria portuguesa. Embora se possam saborear estes bolinhos de creme de nata em muitos cafés e pastelarias espalhados por todo o país (até em Macau), a receita original é um segredo exclusivo da Fábrica dos Pastéis de Belém, em Lisboa. Aí, tradicionalmente, os pastéis de Belém comem-se ainda quentes, polvilhados de canela e açúcar em pó. A fama é tanta, que se vêm longas filas à porta para comprar um pacotinho de bolos, para levar para casa ou oferecer aos amigos. Inesperadamente, foi decidido irmos todos visitar o Museu dos Coches, que ficava mesmo ali ao lado, onde estivemos a saborear o nosso cafezinho entre gargalhadas e recordações dos “velhos tempos”.
Por muito estranho que pareça, e porque vivi em Lisboa até aos meus quarenta anos, acho que nunca tinha visitado este museu…
E, sem nos fazermos rogados, entrámos no velho edifício... Logo que entrámos, uma simpática guia ofereceu-se para nos fazer uma visita guiada. Em boa hora o fez, porque ela foi expondo tudo de forma esclarecedora, sem ser enfadonha, despertando-nos o interesse e a curiosidade, seguimos atentamente todas as explicações.
Foi pois sob nova perspectiva, que olhamos para aquelas respeitáveis carruagens antigas e nos apercebemos da importância destes veículos na sociedade de então.
Ficámos a saber que, em 1905 era uma escola de arte equestre, conhecida como "Picadeiro Real do Palácio de Belém", construída pelo arquitecto italiano Giacomo Azzolini, em 1726. Foi depois transformada num museu, pela rainha D. Amélia, esposa do rei D. Carlos, sob o nome Museu dos Coches Reais que, após o golpe republicano, teve o seu nome alterado.
Mas talvez seja já para o próximo ano que este Museu vai ser mudado para a Avenida da Índia, mesmo à beira do Tejo. Custará uma pequena fortuna para um país que está em crise, (à volta se trinta e um milhões de euros), mas depois toda a gente se habituará à ideia, ficará lindo, enorme, cheio de turistas e a cumprir o seu papel, tal como aconteceu com o Centro Cultural de Belém, cuja opinião geral, na altura, o achavam um "mostrengo"...
O antigo Museu dos Coches continua aberto e pronto a ser alugado, ficando por ali meia dúzia de Coches, para fazer de cenário para casamentos, baptizados e outras cerimónias e eventos com futuro ainda menos promissor. Sou uma fanática apreciadora de caracóis! Não há nada mais relaxante numa tarde quente de verão que nos sentarmos numa esplanada, saboreando um prato de caracóis, acompanhandos com uma cervejinha fresca e, de preferência, em boa companhia.
Ainda conseguimos arranjar tempo para ir a umas patuscadas de caracóis com alguns amigos igualmente fãs deste petisco, que é uma tradição tão antiga quanto saborosa, pois consegue reuniar à mesa os amigos, as conversas e as memórias… E enquanto se petisca, convive-se e vive-se mais!...
Estes bichinhos para além de nos servirem de petisco, também tiveram um grande êxito com o lançamento no ano passado em Portugal, de alguns produtos de "Baba do Caracol". Dizem que afinal tem uma longa tradição na medicina, pois a substância foi utilizada com grande sucesso em pessoas com queimaduras. A secreção produzida pelo molusco quando sofre irradiação, possui poder cicatrizante, é rico em aminoácidos e vitaminas e também é composta por proteínas, colágeno e alguns sais minerais que suavizam as rugas e rejuvenescem a pele. Portanto aqui fica a dica... Ah, falta-me falar de um espantoso restaurante mexicano onde jantámos, que fica ali no Passeio Marítimo de Algés, Lisboa e que se chama "Siesta".
É um restaurante cheio de cores, tem um bom ambiente e a comida é excelente. Pelo menos fazem fila à porta até às dez da noite, por isso será uma boa ideia reservar a mesa com um ou dois dias de antecedência.
Não sei se os pratos têm de facto o sabor original da comida mexicana, porque sabemos que nem sempre é possível transpor esses sabores ao nosso paladar e às vezes aquilo que nos dizem ser típico, os próprios nunca ouviram falar em tal prato.
Supondo que realmente não comemos “gato por lebre”, apreciei especialmente os “Nachos”, aqui nesta foto, cobertos de queijo, que têm de facto um paladar requintado e desapareceram rapidamente do prato.
Do prato dos amigos, provei um bocadinho de tudo que tinha um ar apetitoso e cheio de cores, aromas e sabores requintados. Recomendo vivamente! Durante a refeição, esta foi acompanhada de música ao vivo, dando um ambiente de fiesta, que é uma das caracterisitcas deste povo.
Para encontro de amigos ou festejar um aniversário, encontramos aqui um ambiente acolhedor, de decoração alegre, onde podemos degustar aromas e sabores fortes à beira-rio e... se for ao fim do dia, ainda cedinho, pode ver o pôr-do-sol sobre o Rio Tejo. Nada mais romântico!
E o final das férias aproximaram-se a passos largos e a despedida impunha-se…
Costuma ser um dos momentos mais doridos! É quando nos arrependemos de não termos feito isto ou aquilo, de não termos visitado este ou aquele lugar, faltava encontrar mais aquela amiga, mas já não dá tempo para mais.
Fica sempre a esperança que no ano seguinte, numa nova visita de férias, renovem-se os encontros e se matem as saudades de tudo aquilo que acartamos nas nossas memórias.
Adeus Portugal, levo-te no coração e espero enontrar-te de novo nas próximas férias.

(...) todo o Mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades diferentes em tudo da esperança; do mal, ficam as mágoas na lembrança e do bem (se algum houve) as saudades...Camões