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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Natal em Macau

Largo do Leal Senado em Macau

Para quem queira viajar nos próximos dias e ter um Natal diferente, mas ao mesmo tempo “sentir-se em casa” a opção é vir até Macau.

Com ruas movimentadas e barulhentas, templos e jardins, Macau ficou para sempre marcada por algo único e visível: a multiculturalidade.
O Largo do Senado (pavimentado com calçada portuguesa), enfeita-se com uma gigantesaca árvore de natal e muitos bonequinhos simbólicos alusivos a esta Quadra que dão um toque de festa e alegria ao local.


Presépio junto à Igreja da Sé em Macau

A presença portuguesa mistura-se com a cultura chinesa e o resultado é uma mescla de sabores a todos os níveis: texturas ocidentais com especiarias do Oriente; igualdade entre religiões como o Budismo, o Confucionismo, o Taoísmo, o Catolicismo, o Protestantismo, o Islamismo, a fé Bahá’í e as práticas ancestrais chinesas; preservação de património que inclui fortalezas, palácios, moradias coloniais, igrejas dos séculos XVI a XVIII, templos com mais de 800 anos e, inclusive, um centro histórico que a UNESCO decretou Património Mundial.
De facto, numa terra que nem sequer é cristã, veem-se iluminações de natal, presépios espalhados por todo o lado, o que designa tolerância, respeito, abertura, visão universal e reconhecimento assente numa determinada cultura: a portuguesa!


Largo do leal Senado à noite
As ruas e praças vestem-se com iluminações natalícias e a música de fundo nos grandes Centros Comerciais muda de rock ou pop para os sons calmos de Noite Feliz…

Decorações de Natal no "Macau Square"

Assim, o advento e a festa de Natal, têm um grande impacto em Macau, ao contrário do resto da China. No dia 24 de Dezembro, é celebrada à meia noite, a “missa do galo” em inglês, na igreja da Sé em Macau e, na Igreja de S. Domingos é celebrada a missa em português.

Árvore de natal junto ao casino do "The Venitian" -Taipa - Macau

A opulência das decorações e sons natalícios atinge nos soberbos complexos hoteleiros e resorts de Macau, onde se junta a componente gastronómica. especial nesta quadra e, que muitas empresas contratam para juntar funcionários numa grande festa familiar.

No que diz respeito à cozinha macaense, uma cozinha de fusão, os pratos natalícios típicos como as empadas de peixe de sabor exótico, o trio obrigatório de doces de alua, farte e coscorão, simbolizando o colchão, o travesseiro e o lençol do Menino Jesus.

As pastelaria enchem-se de bolos bem enfeitados e apelativos e também há à venda um bolo de natal tradicional nos diversos supermercados locais, o “Christmas Cake”, muito parecido com o nosso bolo inglês de origem anglo-saxónica da nossa vizinha Hong Kong e, por ser muito rico em ingredientes, o seu preparado conserva-se em vistosas caixas durante um mês sem se estragar ou endurecer.

Mas é claro que não podiam faltar os nossos tradicionais "Bolo de Rei" confeccioados por duas pastelarias de cariz português, que enfeitam as mesas portuguesas na noite da Consoada.
Para muito chineses que vivem em macau e aqui na vizinha Zhuhai, o Natal é visto como um festival com muito divertimento, árvores estranhas, o Pai Natal a distribuir presentes e votos de boas festas, uma época de longas celebrações cheias de diversão, luzes coloridas e bonitas decorações nas ruas e nas portas dos restaurantes. Numa palavra, bom para o negócio...

Em tempos difíceis há que sublinhar o cuidado e a beleza, mesmo oferecendo coisas simples na noite da Consoada que podem ser bonitas e até confeccionadas por nós próprios, porque o Natal, é amor, união e família.
O meu sonho de Natal...
Que pena ser fantasia,
Não haver fome na Terra
Mas trabalho, saúde e alegria! 

No meu sonho de Natal
Que belo, que bom seria...
Sonhei com um mundo sem guerra
De amor e harmonia


domingo, 27 de dezembro de 2009

O meu Natal em Pequim

Mesmo que a vida nem sempre seja favorável para podermos estar junto daqueles que mais amamos, por isso, os nossos últimos dois natais, têm sido passados em Pequim, com a nossa filha, que estuda numa universidade para estrangeiros.
Como os chineses não dão o mesmo significado a esta nossa festa religiosa, aqui em Pequim não há férias de natal como nos países cristãos, por isso juntamos o útil ao agradável e aproveitamos para fazer uma pausa no trabalho, metendo alguns dias de férias e assim matamos as saudades da filha e festejamos juntos.
Mais uma vez encontrámos Pequim gelado nesta altura. No ano passado andámos sempre com temperaturas de 14 graus negativos e este ano tem oscilado entre os 4 e os 13 negativos, mas com uma aragem vinda da Sibéria, deixa-nos por vezes tão gelados que os músculos da cara adormecem e as órbitas dos olhos doem.
Mas nem estes "pequenos pormenores" nos desanimam e, começam então os preparativos para a abençoada noite e mais uma vez, na ante-véspera da noite de natal, recorremos ao “Mercado da Seda”,
uma espécie de bazar, na zona de Chang’an East Street, onde há de tudo, desde camisolas de lã, de caxemira ou de algodão, casacos de todos os estilos e qualidades, roupas de cama, toalhas de mesa, artigos diversos em seda, malas, biblots, perfumes, pérolas, telemoveis, etc, etc., um mundo de tentações...

As negociações são renhidas, os preços são discutidos durante algum tempo, porque cada um tem o seu papel: os vendedores tentam lucrar o máximo e nós, os compradores, tentamos que os artigos tenham um desconto razoável. Acabou por se fazer bom negócio para ambas as partes e ainda acabámos em amizade com as simpáticas meninas, que se desenbaraçam muito bem no inglês...

Acabámos por vir carregados de compras...
Depois dos embrulhos feitos, foi o preparar dos doces e, quando a véspera de Natal chegou, encontrou-nos bem preparados.
Ah, o Natal! Tempo de paz, amor, compreensão, família e muitos presentes, (mesmo porque o nascimento de Cristo parece ter sido relevado para segundo plano há algum tempo), é assim a tradição que tentamos manter, com ou sem família mais próxima, onde estivermos, fazemos o possivel para que tudo corra com alegria. É claro que não faltou o bacalhau, carne, arroz doce, rabanadas, bolo de Rei,figos, nozes, broas...

Depois do jantar, que foi animado com a presença de dois estudantes bolivianos amigos da minha filha, trocámos algumas lembranças no meio de gargalhadas, pelo inesperado que vai saindo dos embrulhos rasgados nervosamente...

No final das contas, por mais que todos possam reclamar que o Natal é uma festa de crianças, dá para se curtir estes momentos e ainda se consegue resgatar a magia que sentíamos quando éramos crianças...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

... quase Natal


Está na hora de arrumar a casa, de abrir os caixotes onde no ano passado se guardaram as bolas, as fitas e os outros enfeites adormecidos que ornamentaram a árvore de plástico, de visco mortiço, mas que volta a remoçar debaixo de toda a quinquilharia que, repetidamente, distribuímos nesta época e depois há que tratar de muitos outros pormenores.
Ano após ano, montamos a árvore de Natal, compramos e embalamos os presentes, escrevem-se postais, ou mandam-se emails de “boas festas”, e depois, pensamos na mesa para a ceia… são estes alguns costumes que estão arreigados e ajudam a preparar o espírito natalício.

O Natal é o quadro perfeito para recrear o imaginário que vai passando de pais para filhos, com toda a família em redor da mesa, onde alguns amigos são incluídos e ainda as crianças. Ah sim, um Natal sem crianças, dá a sensação que falta o principal: a sua inocência e alegria, dão um toque tão especial a essa noite, porque afinal são elas que vibram com o Natal. A excitação de receber os embrulhos, rasgar nervosamente os papéis e os gritos de alegria, são de facto momentos únicos para os quais os pais e familiares tanto se empenharam.

Em Portugal, assim como em todo o hemisfério norte, o Natal é celebrado no Inverno, com frio e em alguns países, com neve, porém, onde haja portugueses, em qualquer lugar do mundo, a Consoada é festejada com saudade e carinho.
Há no entanto países, onde a quadra é assinalada com temperaturas altas ou, pelo menos, amenas como o caso do Brasil, Cabo Verde, São Tomé , Austrália, Tailândia, etc, só para citar alguns, são pontos do globo que assinalam a época natalícia de formas diferentes.
Mas a tradição corre mundo: adaptam-se então os enfeites nas casas, para festejar a chegada do Natal, onde não faltam uma árvore, as luzes, as prendas para obsequiar a família mais os amigos e depois a ceia, onde os doces tradicionais outra vez recreados, matam a saudade dos tempos da meninice.

Os embrulhos dão um toque especial.
Uma árvore de Natal bonita e enfeitada completa-se com vários presentes debaixo dela. Acreditando ou não que o Pai Natal exista, todos gostam de ser lembrados. Papéis coloridos, grandes laços, flores e cartões dão um toque especial em qualquer presente. Para quem tem tempo e gosta de embrulhos exclusivos, o ideal é fazê-los com antecedência.
Outra sugestão é personalizar o presente bordando desenhos nas próprias caixas. Pode bordar motivos natalícios em ponto cruz e ponto cheio. A caixa ou o pacote fica personalizado e quem a recebe fica ciente do carinho com que o presente foi dado.

Depois da casa enfeitada, prepara-se a mesa para a grande noite.
Redobram-se os cuidados quando se põe a mesa da consoada e lá vêm as toalhas mais belas (a que foi oferecida pela avó, por exemplo), os pratos mais preciosos, os melhores talheres, os castiçais...

A maneira de colocar os pratos, facas, copos, até o centro de mesa, será ao gosto e à imaginação de cada um, mas aqui ficam duas sugestões...

Existem várias versões para a origem do costume da árvore de Natal.
A história mais comum remonta à primeira metade do século VIII, na Alemanha. Nessa época, o monge britânico São Bonifácio pregava um sermão sobre o Natal, numa tribo alemã. Para tentar acabar com a adoração que esse povo tinha pelo carvalho, cortou uma árvore dessa espécie. Na queda, os galhos destruíram tudo em volta, com excepção de um pequeno pinheiro. O monge aproveitou o facto e afirmou que havia acontecido um milagre, pois o pinheiro simbolizava a "árvore do Menino Jesus". Com o passar dos anos, além de manter a tradição da árvore, os alemães começaram a enfeitá-la com chocolates, rebuçados, maçãs e papéis coloridos.

No século XIX, foi a vez da Inglaterra vitoriana conhecer a árvore de Natal. O príncipe Albert, marido da rainha Vitória, trouxe o enfeite para o Palácio Real. Filho de um nobre alemão, o príncipe cresceu ajudando a decorar pinheiros de Natal. Quando se casou, pediu à sua mulher que adoptasse o costume do seu país, o que ela cumpriu e assim se generalizou esse hábito.
Na América as árvores desembarcaram em plena guerra revolucionária. Em 1804, os soldados de Fort Dearborn (agora, Chicago), montaram os pinheiros no meio das barricadas. Em 1923, o símbolo conquistou um lugar de maior prestígio nos Estados Unidos, ou seja, na Casa Branca.
O então presidente Calvin Coolidge estabeleceu uma cerimónia para acender as luzes da árvore de Natal nacional. A data, actualmente, faz parte da comemoração norte-americana da festa natalícia.

Actualmente, muitas lojas especializadas facilitam as compras de Natal, mesmo para quem não tenha grande imaginação para oferecer presentes, há agora em qualquer Centro Comercial e até na lojinha da esquina, prateleiras cheias de objectos alusivos a esta Quadra.
Antigamente quem queria enfeitar uma árvore, não encontrava nada além das bolas metalizadas e coloridas. Hoje, também nos grandes centros comerciais, a variedade é enorme. Há enfeites e prendas para todos os gostos e bolsos para enfeitar a casa de forma simples ou com requinte.

A noite do dia 24 de Dezembro, véspera de Natal, é muito especial. É uma noite de pequenas surpresas, de prazeres e, até de excessos no que toca à alimentação.
As reuniões familiares por vezes que só acontecem nesta ocasião, o reencontro de amigos de longa data, que, por contigências da vida, estão distantes, puxam ao sentimento, e são celebrados com acepipes, petiscos ou doces tradicionais a lembrar o que se costumava comer "nos velhos tempos".
Então na mesa é sempre lembrado o velho bacalhau, cabrito, perna de carneiro, o perú e tudo depende do gosto e da região onde é festejado. Quanto aos doces, normalmente não falha o tradicional "Bolo de Rei", as filhós, rabanadas, figos secos, nozes, etc.

Nas montras, surgem lindos bolos alusivos, que fazem a tentação de qualquer um, para alegrar a mesa, ou até para oferecer como presente.

Em algumas ceias mais sofisticadas, surgem lindos e bem enfeitados bolos alusivos à época, que não deixam de ser uma festa para os olhos e... para o estômago.
E aqui ficam as sujestões, depois de tudo preparado, é só esperar tranquilamente a data da chegada do Pai Natal, porque a noite da Consoada, em que todos os encontros são possíveis, tendo tudo preparado para receber a família e os amigos em sua casa, terá o seu lar e a sua alma em festa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Bangkok - Tailândia


No último fim de semana de Novembro, fomos assistir ao casamento de amigos que se realizou em Bangkok, Tailândia e, aproveitámos para passear pela cidade, não só para rever lugares já nossos conhecidos, como para visitar outros, pois esta cidade está sempre em evolução e cheia de novidades...

BANGKOK é a capital da Tailândia e encontra-se nas margens do rio Chao Phraya, com uma população de cerca de 8 milhões de habitantes. É exótica, caótica, tentadora para uns e repulsiva para outros, e provavelmente não existe outra cidade no sudeste asiático, que provoque sentimentos tão confrontados.
Chamada pelos seus habitantes como a "Cidade dos Anjos", Bangkok desenvolveu-se com rapidez e em poucos anos levantaram-se arranha-céus por todos os lados. A cidade convida a caminhar e dando apenas alguns passos, encontramos muitos dos seus atractivos. A diferença de outras grandes capitais da Ásia, é que Bangkok soube preservar e cuidar dos seus encantos, da sua história e dos seus mais de 300 templos (Wat), remansos de paz no meio do caos.

Nos dias de hoje Bangkok é uma metrópole moderna, com oito milhões de habitantes com duas partes fascinantes: a cidade velha, com os palácios e templos do século XVIII, e a cidade moderna, com os seus centros comerciais e zonas de desenvolvimento banhadas pelo rio.
Aqui pode-se visitar as belezas monumentais da cidade, relaxar num parque ou também aventurar-se na vida nocturna, ou ainda fazer compras nas lojas e mercados.

TEMPLOS - GRAND PALACE
Wat Po Temple - Bangkok

Existem muitos templos espalhados por toda a cidade. Normalmente é um bom começo visitar o Grande Palácio, construído em 1782, com residência para a família real nas margens do rio Chao Phraya.
O Grande Palácio, é, actualmente, usado apenas para determinadas cerimónias reais. O espaço encerra cem edifícios, que representam 200 anos de história real. Os turistas não podem entrar dentro do palácio, mas vale a pena caminhar pelos seus jardins. Os telhados coloridos de verde, vermelho e dourado, os pagodes adornados com flores, as pinturas representando as grandes histórias de Buda, todos os detalhes do complexo, estimulam infindáveis cliques nas máquinas fotográficas.
É considerado um dos mais sagrados entre os budistas. O Wat Phra Kaeo é a capela pessoal de Sua Majestade o Rei e é também o venerado lugar do Protector Sagrado da Tailândia, o Buda de Esmeralda.Aqui patenteia-se uma enorme riqueza, com mais de trezentos templos e santuários budistas, como o Templo de Mármore, Templo do Amanhecer e o Templo do Buda Dourado. Rodeado por muralhas, no seu interior encontram-se edificações ao estilo thai e algumas de estilo renascentista ou vitoriano. Quando alguém atravessa as muralhas, descobre então inumeráveis construções que surpreendem pela sua beleza.

O MERCADO FLUTUANTE
Esta é a Veneza dos pobres. O povo, faz toda a sua vida nos canais deste rio, numa zona extremamente pantanosa e pobre, mas colorida, bonita e diferente para os turistas.
O Mercado Flutuante Damnoern Saduak,
encontra-se a 105 km a oeste de Bangkok, em direcção a Ratchaburi. Este é o mais frequentado pelos turistas, já que o antigo e famoso Thonburi, desapareceu por completo há já a alguns anos atrás.
O mais recomendável é visitá-lo na primeira hora do dia (já que pela tarde não tem nenhum interesse) e tivemos de sair do hotel às cinco da manhã, mas valeu a pena, porque é uma experiência única ao fazê-lo numa embarcação programada por uma agência, desde a ponte que cruza o Khlong, é um bom observatório para ver o comércio que se realiza entre as numerosas embarcações, na sua maioria, dirigidas por mulheres.Aqui compra-se e vende-se frutas, verduras, vasilhas, objectos diversos, além da possibilidade de desfrutar de um prato de arroz ou massas cozinhadas das mais variadas formas que se vendem em barcas-restaurantes. Nas margens dos canais existem numerosos postos onde se pode adquirir também quase de tudo.

CORES E SABORES

Primeiro, estranha-se, depois, entranha-se!
Estes petiscos, apesar de serem feitos nas ruas junto do movimento das pessoas e dos automóveis, a maioria dos seus habitantes e até turistas, comem todos estes pitéus e parece que ainda nenhum morreu...A profusão de comida tailandesa vendida na rua tem os seus clientes habituais e os de ocasião que, curiosos sobre os paladares e estas lindas cores, são surpreendidos com o excesso de picante, característica tailandesa.Esta especialidde de fios de ovos em cima de uma pequena panqueca, foi deixada pelos portugueses. Uma delicia!Toda esta abundância de cores, cheiros, de vendedores e movimento, fazem parte de uma cidade simplesmente única e irresistível.
Posso afirmar que são o toque de "charme" da capital da Tailândia e sem eles Bangkok não teria o mesmo encanto! Nesta cidade de contrastes entre a extrema riqueza dos "wats" (templos) e a miséria nas ruas e bairros de lata degradados bem no centro da cidade, os mercados de rua, restaurantes, clubes nocturnos e palácios riquíssimos é impossível ficar indiferente. Aqui os dias começam cedo e acabam muito tarde.

AS COMPRAS
Existem alguns mercados e Centros Comerciais que são verdadeiros paraísos das compras!
Chatuchark MarketDezenas de lojinhas onde se podem admirar colecções culturais de artesanato, antiquários, pintura e afins, bem como se podem encontrar diversos produtos que vão desde roupas, têxteis, joalharia, malas, acessórios, sedas, cerâmicas, ornamentos, móveis, quadros, enfim, há de tudo para todos os gostos cujos preços são competitivamente baixos, para além da grande oferta de restaurantes e bares abertos até bastante tarde.As sedas tailandesas, são as mais procuradas nas compras das senhoras que, ao olhar para elas, não se consegue resistir...

O REI
O governo da Tailândia é uma monarquia constitucional. Em 1946 Bhumibol Adulyadej foi coroado rei, com o titulo de Rama IX.
O respeito ao rei da Tailândia é absoluto, considerando-se tabú ou ofensa qualquer crítica feita a si ou à sua familia. Existe todo um código de protocolo em torno de sua majestade, incluindo evitar olhar-lhe o rosto e prostrar-se à sua frente sem ser de joelhos e de cabeça baixa em sinal de respeito. As cidades de norte a sul, estão salpicadas de bandeiras amarelas (a cor do rei, porque ele nasceu numa segunda-feira), quase todo o povo veste camisolas amarelas em homenagem ao seu rei

Estão espalhadas pelas cidades, placas com as fotos do monarca e da esposa (muito bonita em jovem) nas várias fases da sua vida, principalmente as de quando era mais jovem, dando a impressão de que ele ainda não envelheceu. Toda esta homenagem tem um motivo simples: os tailandeses adoram o seu rei, que mantém o mais longo reinado do mundo. As suas actividades designam-se com uma linguagem especial que só a ele se pode aplicar.
Desde os taxistas aos vendedores, dos funcionários dos hotéis, aos guias turísticos, todos dizem que o seu soberano é um homem bom, que só fez bem ao seu povo e não escondem a admiração que sentem pelo seu soberano. Referem-se a ele, sempre com o maior respeito, sem fazer comentários de qualquer espécie sobre a sua vida pessoal, a qual, aliás, muitos desconhecem. Até os jornais diários tratam-no apenas como "Sua Majestade", sem citar o seu nome e exaltando todas as suas acções como um ser divino.

RELIGIÃO
Cerca de 95% da população é budista, e o país todo tem cerca de 32 mil templos dedicados à religião. Destes, 400 ficam na caótica Bangkok e 320, estão em Chiang Mai, a norte, que é a segunda cidade do país, a 700 km da capital.
O budismo continua a exercer uma forte influência na vida quotidiana da população; os monges antigos são altamente respeitados e os templos e os wat das cidades e aldeias representam o centro da vida social e religiosa. A meditação, um dos aspectos mais populares do budismo, pratica-se regularmente tanto pelos monges como pelo povo.
Os habitantes continuam a fazer cerimónias budistas em muitos dos locais onde acontecem acidentes, para que as almas das vítimas dos seus familiares e amigos que morreram, encontrem o "caminho" da paz.

MONGES
Quando chega o tempo das monções, os monges recolhem aos templos por ser uma época auspiciosa para as ordenações budistas pois é o período de renovação espiritual. Conhecido pelo "Khao Phansa", esta é a altura para os budistas estudarem e meditarem, ficando dentro dos templos durante 3 meses, de Julho a Outubro de cada ano. As tradições e crenças budistas influenciam o modo de vida da população e dão origem a vários festivais religiosos que têm passado de geração em geração.Os jovens adolescentes na Tailândia são obrigados a ingressarem num templo ou mosteiro, para um retiro e, com os parcos recursos que se encontram num balde (que é o seu kit de sobrevivência), pelo menos meditarem 15 dias, para sentirem se têm ou não vocação para monges. Ao fim desse tempo se não quiserem sair, seguem a vocação. Não vi estatísticas de quantos ficam ou saem...

TRANPORTES

Transportes é o que mais há com fartura nesta agitada cidade. Os tuk-tuk (táxis) como mostra esta foto, estão por toda parte. São uma espécie de motocicleta com 3 rodas, com cabine para passageiros. Este meio de transporte é de facto uma forma fácil e económica de percorrer a cidade. Também existem táxis de cores alegres e táxis-barco que ligam as duas margens do rio Chao Phraya. Deve haver cerca de uns 20 parados no rio, sempre à espera de passageiros. Outro meio de transporte atraente é o sky train (comboio-aéreo), tal como o nome indica, é um comboizinho, que “voa” pelos viadutos nesta cidade que nunca dorme.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Festa da Lusofonia em Macau e ainda...


A Festa da Lusofonia decorreu este fim de semana, nos dias 22 a 24 de Outubro e como sempre tem acontecido, na zona do Carmo, na ilha da Taipa.
Este local, onde era antes um bairro de traça portuguesa e que hoje se transformou em casas-museu, é um local tranquilo, escolhido há vários anos para, durante os três dias em que decorre esta festa, o público poder divertir-se nas barracas de artesanato e de petiscos com bebidas típicas, visitar os expositores de cada país lusófono e ainda participar nos jogos tradicionais portugueses, para não falar nos sempre excelentes espectáculos de música e dança.

Lusofonia é isto mesmo! Um conjunto de identidades culturais existentes em países falantes da língua portuguesa como Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Damão e Dio, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste que se juntam na grande festa da amizade e permuta de carinho e cultura.

Este ano, mais uma vez a “Rádio Carmo” esteve no ar a transmitir música portuguesa durante toda a Festa, onde o nosso querido locutor da Rádio Macau, Jorge Vale, fez como sempre as honras da casa em parceria com o seu colega chinês, que também foi transmitindo comentários e anúncios em língua chinesa.

ESPECTÁCULOS DE MÚSICA E DANÇA de artistas locais e convidados.
Este é o anfiteatro onde desfilaram as danças tradicionais lusófonas: Grupos de Dança Brasil, Canções e Danças Folclóricas Infantis; Tuna Macaense, Grupos de Percussão "Beat-it" e de Sapateado "On Tat"; Teatro "Tru e Tru" pelo Grupo Maranatha; Grupo Axé Capoeira, Grupo de danças e cantares de Macau.
Convidados especiais e, vindos de Portugal,a "Quinta do Bill", um grupo que é caracterizado por um estilo próprio, ecléctico mas facilmente distinguível, com influências diversas, sendo a mais óbvia, a da música tradicional celta, muçulmana e ameríndia - ainda que se possam referir influências também da própria MPP (música popular portuguesa) ou do jazz.
De Angola, o grupo "Mercado Negro", a história do seu mentor e líder, Messias, que relembra a sua infância em Angola, como o espaço das suas mais longínquas memórias musicais e como a música africana o influenciou decisivamente no seu próprio percurso como cantor, músico e compositor. Já em Lisboa, durante a adolescência, começa o seu gosto pelo reggae, acompanhado por outros amigos, todos eles apaixonados pela música jamaicana, como Jahlú (dos One Love Family).

JOGO DE MATRAQUILHOS: Os jogadores usam figuras montadas em barras rotativas para "chutar" uma bolinha, até o golo do adversário. São necessários reflexos rápidos para controlar os bonequinhos de forma eficaz. O vencedor pode ser definido ao atingir um placar pré-determinado, ou em partidas por tempo.
Como sempre, crianças e adultos estiveram horas a divertirem-se neste jogo que empolga tanto os jogadores como quem assiste.
O ponto alto da festa, foi o torneio, onde participaram miúdos e graúdos, que se bateram pelo título de "campeões de matraquilhos da Lusofonia". Houve um vencedor adulto e outro vencedor da parte júnior que terminou em abraços e gargalhadas.

ARTESANATO: Há semelhança dos outros anos, tem tido muito êxito a venda de artefactos confeccionados para enfeitar as roupas, bonequinhas de pano, sacolas, malinhas, enfim... um sem número de belissimas peças executadas por mãos pacientes e habilidosas.

Uma das atracções com grande êxito para as crianças, foi a pintura no rosto de cores coloridas, que animou muitos rostinhos que exibiam felizes, não só pinturas artisitcas de flores, arabescos, como apareceram muitos "gatinhos", "tigres", etc.

VAMOS ESPREITAR OS EXPOSITORES LUSÓFONOS?

ANGOLA
O continente africano é considerado como o berço da humanidade. O território do actual estado angolano, é habitado desde o Paleolítico Superior, como indica a presença dos numerosos vestígios desses povos recolectores dos quais se deve salientar a existência de numerosas pinturas rupestres que se espalham ao longo do território.
Os seus descendentes, os povos Sam ou Khm, também conhecidos pela palavra bantu mukankala (escravo) foram empurrados pelos invasores posteriores, os bantu, para as areias do deserto do Namibe. Estes povos invasores, caçadores, provinham do norte, provavelmente da região onde hoje estão a Nigéria e Camarões. Em vagas sucessivas, os povos bantu, começaram a alcançar alguma estabilização novas técnicas
A arte da máscara azul de Angola, as máscaras de madeira e as esculturas não são criações meramente estéticas, tal como na maioria da arte africana. Elas têm um papel importante em rituais culturais, representando a vida e a morte, a passagem da infância à vida adulta, a celebração de uma nova colheita e o começo da estação da caça.
Os artesãos angolanos trabalham madeira, bronze e marfim, nas máscaras ou em esculturas. Cada grupo etno-linguístico em Angola tem os seus próprios traços artísticos originais.

BRASIL

O seu tema foi este pequeno quarto tipicamente gaúcho, que fez as delicias de todos quantos aqui passaram.
A cultura brasileira reflecte os vários povos que constituem a demografia deste país sul-americano: indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc. Como resultado da intensa miscigenação de povos, surgiu uma realidade cultural peculiar, que sintetiza as várias culturas.
A tensão entre o que seria considerado uma cultura popular e uma erudita, sempre foi bastante problemática no país. Durante um longo período da história, desde os Descobrimentos até meados dos séculos XIX e XX, a distância entre a cultura erudita e a popular, era bastante grande: enquanto a primeira buscava ser uma cópia fiel dos cânones e estilos europeus, a segunda era formada pela adaptação das culturas dos diferentes povos que formaram o povo brasileiro num conjunto de valores, estéticas e hábitos rejeitado e desprezado pelas elites. Grande parte do projecto estético modernista foi o de resgatar nos campos considerados "nobres" da Cultura (nas artes em geral, na literatura, na música, etc) e até mesmo nos hábitos quotidianos a vertente popular, considerando-a como a legítima cultura brasileira.

Pelas fotos, podemos ver que a barraquinha do Brasil, à semelhança de todos os outros anos, tem tido imenso êxito pelas infidáveis filas de espera para beber a “caipirinha”, que se tornou um ícone indispensável nesta Festa.
A comunidade brasileira em Macau, é muito popular e querida por todos os que com eles convivem decido ao jeitinho doce e alegre que caracteriza o povo brasileiro.

CABO VERDE
Trouxe até nós a construção de um pequeno vulcão uma vez que Cabo Verde é um arquipélago de origem vulcânica com um solo de montanhas clivosas, coberto de cinzas vulcânicas, pouca vegetação cresce nas ilhas. Ainda há um vulcão activo que deu origem à ilha do Fogo. O clima é quente e seco com médias anuais de 20º/25ºC e em Janeiro e Fevereiro sofre a acção das tempestades de areia vindas do Saara.
Cabo Verde, é onstituído por dez ilhas, foi descoberto por Portugal no século XV.Tem cerca de 420.979 habitantes e um turismo crescente, principalmente na Ilha do Sal e na Ilha de Santo Antão.
Arquipélago que pertenceu a Portugal desde sua descoberta, tornou-se independente em 1975.
Cabo Verde está dividido em 22 concelhos: Boa Vista, Brava, Maio, Mosteiros, Paul, Porto Novo, Praia, Ribeira Grande, Sal, Santa Catarina, Santa Cruz, São Domingos, São Filipe, São Miguel, São Nicolau, São Vicente e Tarrafal.
As ilhas de Cabo Verde têm poucos recursos. Os mais relevantes são a agricultura, frequentemente afectada pelas secas, e a riqueza marinha do arquipélago. Na cultura têm a música onde há diversos géneros musicais próprios, dos quais se destacam a morna e a coladera.

GOA, Damão e Diu, Este expositor representava a fachada da Basílica de Bom Jesus onde se econtra os restos mortais de S. Francisco Xavier.
A história do Estado da Índia, que compreendia territórios de Goa, Damão e Diu à data da integração na União Indiana, em Dezembro de 1961, constitui um dos mais fascinantes capítulos da aventura portuguesa do Oriente, já que a influência político-administrativa e social daquele se estendeu, por longos anos, à costa leste africana e às longínquas possessões de Macau e Timor.
O Estado da Índia nunca foi uma colónia, quer em sentido económico quer no aspecto sócio-político, mas sim uma peculiar comunidade luso-indiana com identidade cultural própria e quase total autonomia administrativa.
A Basílica do Bom Jesus, que contém o túmulo de S. Francisco Xavier - ilustram a evangelização da Ásia. Estes monumentos foram influenciados na divulgação do Manuelino, do Maneirismo e do Barroco em todos os países da Ásia, onde foram estabelecidas missões.
O túmulo de S. Francisco Xavier, localizado na capela da sua invocação, na Igreja do Bom Jesus de Goa, assume-se como uma obra, a vários títulos, excepcional.
Integrado no camarim de uma imponente estrutura retabular, o túmulo propriamente dito, é constituído por várias componentes, destacando-se desde logo a arca feral, de tampa escalonada em prata, de fabrico goês, e o aparato escultórico concebido em momento posterior, em mármore e bronze e de origem italiana.

A Guiné escolheu como tema: A Fortaleza do Cachéu
que se localiza junto à foz do rio Cacheu, na cidade e província de Cacheu, no Noroeste da Guiné-Bissau.
O estabelecimento de uma fortificação em Cacheu, remonta a 1588 por forças Portuguesas com a função de defesa da primeira feitoria fundada na região. Além de assegurar a presença militar Portuguesa, constituía ser um importante apoio ao comércio de tecidos manufaturados, marfim e escravos.
O forte, de pequenas dimensões, apresenta planta na forma de um rectângulo, com 26 metros de comprimento por 24 metros de largura, com pequenos baluartes nos vértices. As muralhas, em pedra argamassada, apresentam cerca de quatro metros de altura por um de espessura. Encontrava-se artilhado com dezasseis peças. O Portão de Armas, com mais de um metro e meio de largura, é o seu único acesso
Este stand ainda faz uma chamada de atenção para 5 áereas protegidas na Guiné:
1. Área da Marinha Comunitária das Ilhas de UROK
2. Parque Natural das Tarrafes do Rio cacheu
3. Parque Natural das Lagoas da Cufada
4. Parque Nacional das Florestas de Cantanhas, que ainda se mantém na sua forma primitiva onde habitam raras espécies de aves e animais marinhos.
5. Parque Nacional Marinho João Vieira Poilão
A Guiné-Bissau possui uma herança cultural bastante rica e diversificada. Esta cultura, que varia de etnia para etnia, passando desde a diferença linguística, à dança, a expressão artística, a profissão, a tradição musical até às manifestações culturais.
A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diferentes grupos étnicos.
Os povos animistas caracterizam-se pelas suas belas e coloridas coreografias. No dia a dia, estas fantásticas manifestações culturais podem ser observadas na altura das colheitas, dos casamentos, dos funerais, das cerimônias de iniciação.

MACAU
Respira-se aqui uma atmosfera internacional que se junta a uma forma de viver verdadeiramente única em que, como sempre, a Europa se encontra com a Ásia e onde as duas maior comunidades (a chinesa e a portuguesa) construíram os seus muitos intercâmbios: uma forma de conviver baseada no respeito e na tolerância mútua.
Portugal saiu da administração de Macau, mas a sua passagem ficou bem vincada nas ruas, na cultura, na gastronomia, no património, na língua e até no comércio, com os vinhos nacionais e outros produtos tradicionais portugueses, que continuam a ter lugar nas prateleiras dos supermercados.
Preservado o património arquitectónico, Macau é hoje ainda uma cidade com características portuguesas. Nas ruas, os seus passeios estão forrados da calçada à portuguesa, os candeeiros são ao estilo dos “antigos” candeeiros de Lisboa, com floreiras a meia altura, que vão dando uma cor diferente e alegre à cidade.
Macau tem a sua própria cultura e maneira de viver, bem como o seu próprio crioulo, o patuá macaense.
Este crioulo é baseado no português e fortemente influenciado pelo cantonês, pelo malaio e por muitas outras línguas. Tudo isto é fruto do longo e histórico convívio, coexistência e intercâmbio entre as culturas ocidental e oriental.
Quando se fala sobre a culinária de Macau, é de destacar a culinária dos macaenses, considerada única no Mundo, que nasceu quando as esposas orientais dos portugueses tentavam fazer comidas portuguesas com os ingredientes locais (principalmente os de origem chinesa), mas também com vários ingredientes oriundos de lugares (como por exemplo Malaca, Índia e Moçambique) visitados pelos portugueses na altura dos Descobrimentos.
Evidentemente, as tradições culinárias destas esposas influiram nestas comidas, originando a culinária macaense, considerada por muitos como uma genuína gastronomia de fusão. Lacassá de talharins e porco afumado, "Min Chi" (carne picada), "Tacho" (ensopado de carne e legumes), arroz gordo, cabidela de pato, camarões grandes recheados, inhame chau-chau com lap-yôck, galinha assada, caldo de raiz de lótus e caril de galinha, são algumas das comidas macaenses mais populares.

MOÇAMBIQUE
O seu tema foi dedicado a “Escritores e Poetas Moçambicanos”.
A cultura Moçambicana, como a cultura africana em geral, continua a ser apenas associada à arte tradicional. Trata-se de uma falsa ideia que muito tem contribuído para desvalorizar os seus criadores e intérpretes contemporâneos.
Ninguém fica indiferente aos nomes de Bertina Lopes, Malangatana, José Craveirinha e de Mia Couto. Reconhecidos internacionalmente levam a cultura moçambicana aos quatro cantos do mundo .
Escritores
Mia Couto é hoje o nome mais sonante das literatura moçambicana. Entre outros nomes, lembremos Rodrigues Júnior, Guilherme de Melo, Luís Bernardo Honwana, Correia de Matos, Orlando Mendes, Ungulani Ba Ka Klosa e muitos outros.
Poetas
José Craveirinha e Rui Knopfli são incontestavelmente os mais conhecidos, mas não nos podemos esquecer de Alberto Lacerda, Reinaldo Ferreira.
Gastronomia:
Frango à Cafreal; Caldeirada de Cabrito à Moçambicana; Caril de Caranguejo; Matapa de Camarão; Chacuti de galinha e ainda muitos doces que fizeram as nossas delicias…

PORTUGAL, a inspiração para este expositor foi um Coreto! Isso mesmo, um Coreto, é uma cobertura, situada ao ar livre nos jardins públicos e nas praças principais das cidades portuguesas, para abrigar bandas musicais em concertos, festas e romarias, também é usado para apresentações políticas e culturais.
Portugal é muitas vezes designado como "um país de poetas". Efectivamente, a poesia portuguesa tem tido um peso e influência substancialmente maior na literatura do país do que a prosa. Existem bons exemplos, tanto na poesia lírica como na épica. Os poetas portugueses mais conhecidos no mundo são, sem dúvida, Luís Vaz de Camões e Fernando Pessoa, ainda que não se deva desprezar, especialmente, toda a poética galaico-portuguesa medieval.
A culinária portuguesa é reconhecida como uma das mais variadas do mundo, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico diminuto, mostrando influências mediterrânicas (incluindo-se na chamada "dieta mediterrânica") mas, também, atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumido tradicionalmente.
A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e frutos frescos.
A carne e as vísceras (chouriços), principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os enchidos que correm fama pelo mundo.
Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar.
No âmbito da cultura popular há ainda a acrescentar o folclore, o artesanato e o futebol…

S. TOMÉ E PRINCIPE, é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 1100 km², com cerca de 120 mil habitantes. Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe é um mosaico cultural muito rico. A população são-tomense é resultado da miscigenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).

TIMOR, o tema foi a mostra de uma casa simples que povoa Timor-Leste, que é um dos países mais jovens do planeta Terra, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor no extremo sudeste da Ásia.
Conhecido como Timor Português, foi uma colónia portuguesa até 1975, altura em que foi invadido pela Indonésia.
Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur". Em agosto de 1989, cerca de 80% do povo timorense optou pela independência em referendo pela Organização das Nações Unidas.
A língua mais falada em Timor-Leste é o tétum. Devido à recente ocupação indonésia, grande parte da população compreende o indonésio bahasa mas só uma minoria compreende o português. Geograficamente, o país enquadra-se no chamado sudeste asiático, enquanto do ponto de vista biológico aproxima-se mais das ilhas vizinhas da Melanésia, o que colocaria na Oceânia e por conseguinte, faria dele uma nação transcontinental.
Lema: "Honra, Pátria e povo"

E pronto, chegámos ao fim de mais uma Festa da Lusofonia em Macau, que terminou com muita folia, alegria (com a responsabilidade das muitas caipirinhas, pois então) e para o ano vai haver mais, se Deus quiser...


Segunda-feira, dia 26 de Outubro é feriado de Cheong Yeong, o dia em que os chineses prestam culto aos antepassados, no nono dia do nono mês do ano lunar é o Chong Yeong, que se chama, por isso, também,“Duplo Nove”.
Uma das características que demonstra a importância de Macau como ponto de intercâmbio da cultura oriental e ocidental, é a diversidade das religiões aqui professadas.
Para além do confucionismo, budismo e taoismo como principais religiões, o catolicismo, o protestantismo, e o islamismo, coexistem em Macau desde tempos antigos. Nos últimos quatrocentos anos, os residentes de Macau de diferentes nacionalidades, raças e crenças religiosas têm coexistido sempre em harmonia, influenciando-se mutuamente com os seus costumes e tradições.
Os discípulos e crentes das diversas religiões desenvolvem com devoção as suas próprias actividades nas suas festas religiosas tradicionais.

O Dia dos Finados é uma festa móvel podendo ser celebrada antes ou depois do dia 5 de Abril. Este é um dia para homenagear os antepassados. Durante esta festa, os residentes chineses de Macau, como todos os seus compatriotas espalhados pelo mundo, têm o costume de sair de casa para irem “pisar o verde e limpar as sepulturas”.
Limpar as sepulturas é a conduta correcta para respeitar e recordar o passado, promover íntimas relações com familiares e cumprir os deveres filiais.

Geralmente, os residentes vão a diversos cemitérios na zona urbana de Macau e nas ilhas, ou aos cemitérios na vizinha província de Guangdong, ou ainda em frente da tabuleta mortuária colocada nos templos para render homenagem aos seus antepassados. Primeiro, limpar sepulturas e cortar ervas à volta, depois, são feitas ofertas de incenso, velas de cera e sacrifícios em respeito aos antepassados.
Durante esta festa, os chineses sobem a um ponto alto para admirar a paisagem,
vão aos cemitérios limpar as tumbas dos seus antepassados prestando-lhes culto, e lançam papagaios de papel.
Poucos dias depois de Chong Yeong, é o Dia dos Finados cristão, ou seja, no próximo dia 2 de Novembro,também é feriado público de Macau.