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quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Páscoa e as tradições

São muitas as tradições relacionadas com a Semana Santa, que vão desde entregar os ramos aos padrinhos, ao comer o folar e, ou beijar a cruz de Cristo.
Algumas podem já estar ultrapassadas nas grandes cidades, mas na Páscoa, não podem faltar as amêndoas e os ovos, que além de cumprirem a tradição, também animam as festividades e dão um toque de alegria a esta época religiosa.
Muito se tem especulado por na Páscoa se oferecer ovinhos de chocolate coloridos e coelhinhos…

OVOS COLORIDOS O costume de pintar ovos e dar os mesmos de presente na Páscoa, tem várias origens. Uma delas, é que receber ovos pintados, traz boa sorte, fertilidade, amor e fortuna. Na cristandade primitiva, o ovo era símbolo da vida e da ressurreição e, um ovo, era sempre adicionado ao túmulo, quando do falecimento de um cristão.
Os cristãos acarinharam a imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus – o Concílio de Nicéia, realizado em 325, e estabeleceu o culto até aos dias de hoje.
Nessa época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou cordoniz) com imagens de figuras religiosas, com o próprio Jesus e de sua mãe Maria.
Assim o ovo adquiriu a imagem de conter algo oculto, ser como um túmulo fechado, no qual está encerrada uma vida, que em qualquer momento irá dali surgir...
O ovo é também um alimento, considerado um símbolo de vida, de pureza, de fertilidade, e era usado como forma de pagamento de dívidas, como sacrificio ou como oferta de gratidão.
Em Inglaterra, no século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados, porque o rei Eduardo I (900-924), costumava presentear a realeza e os seus súbditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas e oferecia-os na Páscoa.

PORQUÊ O COELHO: O coelho, apesar de ser um mamífero e por conseguinte não põe ovos, assumiu o papel de produtor e entregador dos ovos de Páscoa. Isto devido à notória capacidade de reprodução desses animais, que se tornaram o símbolo da fertilidade, pois o Coelho, na mitologia grega, era o símbolo da fecundidade e aparecia nos respectivos ritos. Daí pode ter-se infiltrado na lenda ocidental, devido à Páscoa estar relacionada no calendário, com o início da primavera.

O FOLAR E A LENDA: Não se consegue precisar no tempo a origem da história do Folar da Páscoa. Sabe-se apenas que é muito antiga e segundo ela, uma jovem aldeã de seu nome Mariana, tinha como grande objectivo de vida, casar cedo.
Tanto rezou a Santa Catarina, que lhe surgiram dois pretendentes ao mesmo tempo: um lavrador pobre e um fidalgo rico. A única coisa que era comum aos dois, era a sua beleza e juventude.
Indecisa quanto à escolha a tomar, a jovem pediu novamente ajuda a Santa Catarina. Ambos os jovens pretendentes a pressionavam a escolher, tendo mesmo o jovem lavrador marcado o Dia de Ramos como data limite para a resposta.
Ainda segundo a lenda, no Dia de Ramos, os dois jovens pretendentes envolveram-se numa luta de morte e, Mariana acabou por se decidir pelo lavrador Amaro.
Contudo Mariana vivia preocupada e receosa porque constava que o fidalgo iria aparecer no dia de casamento para matar o seu Amaro. Mais uma vez recorre a Santa Catarina, e ao que parece, a santa sorriu-lhe enquanto Mariana rezava. Mais tranquila e agradecida, Mariana ofereceu flores à sua santa. Quando chegou a casa tinha em cima da mesa um bolo com ovos inteiros e as flores que tinha oferecido à santa, ao lado. Aflita, Mariana dirigiu-se a casa de Amaro para lhe contar o sucedido, mas a este também tinha acontecido o mesmo. Ambos pensaram que tinha sido obra do fidalgo e quando o procuraram para agradecer, constataram que a ele também tinham oferecido o mesmo.
É por isso que este bolo chamado folar se tornou numa tradição que é entendida como a celebração da reconciliação e da amizade.
Por isso no Domingo de Ramos os afilhados oferecem aos padrinhos um ramo de flores e recebem o folar, no Dia de Páscoa.

A TODOS, UMA DOCE PÁSCOA, CHEIA DE COELHINHOS, OVOS, FOLARES E A RENOVAÇÃO DOS VOSSOS SONHOS!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Ano do Coelho - Macau

E a festa continua! Quase toda a noite se ouviu o rebentamento de panchões.
O dia amanheceu cheio de sol, logo cedo o movimento começou nas ruas principais da cidade, para receber com alegria o dia de ano novo que, como sempre, tem muitas actividades e também muita euforia.
As ruas de Macau estão engalanadas de vermelho e dourado, as cores dominantes que significarem prosperidade, e também cheias de turistas, a maioria do continente chinês, já que este constitui para muitos chineses o único período de férias anual.
Os templos encheram-se para pedir as boas graças dos deuses, saúde, sorte e dinheiro... fazem-se ofertas de pivetes e levam-se também alimentos aos deuses da preferência de cada um, para consolidar os pedidos. Os restaurantes enchem-se de familiares e amigos, num alegre convivio, no meio de dezenas de pratos diferentes. A dança do Leão animou alguns pontos da cidade, porque se acredita que à sua passagem, traz sorte e prosperidade.
Como não podia deixar de ser, as dezenas de casinos de Macau, encheram-se para tentar a sorte. E,conforme o nível de sorte, há sempre a possibilidade de voltar com os bolsos cheios... ou vazios!
As crianças são as que mais se divertem, não só pelos presentes que recebem, como há muitas actividades dedicadas a elas.
Com uma nova fatiota que inclui roupa interior vermelha, as famílias partem em romaria para queimar incenso nos templos, jogam nos casinos e cumprimentam os amigos com votos de "Kung Hei Fat Choi", que significa “prosperidade neste novo ano”.

Entre tradições, superstições ou pura curiosidade, a população de Macau, chinesa, portuguesa e de outras comunidades, associa-se à festa e cumpre rituais.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dragão Embriagado

Hoje, dia 21 de Maio, é feriado em Macau!
Porque se festeja o aniversário de Buda, é uma festa móvel do calendário lunar.
Por coincidência, este ano calhou ser o dia de festa do Dragão Embriagado:
tudo começa bem de manhã no templo do Kuan Tai, junto ao Mercado de S.Domingos (perto do Largo do Senado), com os membros das associações de pescadores a levarem a cabo uma dança de embriagados com uma cabeça de madeira, patas e cauda de dragão. Dirigem-se com grandes movimentos e alarido para a zona do Porto Interior, visitando os seus moradores e as lojas que se situam à borda de água.
A dança do dragão, é um espectáculo cheio de cor e de alegria. O dragão depois de "acordar", começa a dançar, percorrendo as ruas e despertando a curiosidade por onde passa.Para distrair o dragão, alguns dançarinos transportam bolas coloridas e orientam a sua marcha pelas ruas. Este, segue as bolas, pois são os seus brinquedos favoritos.Em cada uma das paragens ingerem vinho até não poderem avançar mais e serem substituídos por colegas seus que continuam com este curioso desfile. Todos os participantes e curiosos acabam geralmente o dia com uma grande refeição durante a qual confraternizam.
Esta é, entre todas as demais festividades chinesas, talvez a mais estranha, tendo possivelmente as suas origens num qualquer ritual exorcista. É uma festividade originária da Dinastia Qing, e só comemorada em poucas localidades, entre as quais, aqui, em Macau.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Páscoa Feliz!

A Páscoa, que este ano será comemorada no dia 4 de Abril, está perto e por isso mesmo, muitas pessoas já começaram a refazer os seus cálculos para as compras das tradicionais amêndoas, folares e ovos de chocolate para mimar a família e os amigos.
Nesta época do ano, a publicidade e as tentações é o que não falta, entre ovos de chocolate branco ou de leite, cestinhos personalizados, e até mesmo caixas de bombons, entre muitas outras ofertas, é impossível ficarmos indiferentes.
Todos os anos aparecem novidades quanto aos ovos de Páscoa, principalmente os que são feitos, especialmente, a pensar nas crianças e, que, além do chocolate em forma de ovos e de coelhos, muitos deles possuem um brinde surpresa dentro, o que estimula o negócio e faz as delícias da garotada.A Páscoa é uma festa com muitas tradições que se misturaram com o passar dos séculos, na Europa. Tem a ver com religiões bem antigas e com o Cristianismo.
As crianças às vezes fazem a pergunta embaraçosa:
- se o coelho é mamífero e não põe ovos, então porque surge o coelho como representante da Páscoa e associado aos ovos?
Ora, essa tradição do coelho e dos ovos é muito antiga e tem a ver com a Primavera. Para os antigos habitantes da Europa, festejar a Primavera sempre representou a passagem de um tempo escuro e triste para um mundo iluminado, de vida nova na Natureza. Era uma espécie de renascer…
De facto, os símbolos da Páscoa são o coelho e os ovos.
O Coelho, por ser um dos animais com capacidade de gerar grandes ninhadas, a sua imagem simboliza a renovação e a vida nova.
A tradição do coelho da Páscoa não é portuguesa; foi levada para a América por imigrantes alemães em meados de 1700.
Para eles, o coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã do Domingo de Páscoa. A tradição não veio para Portugal, mas a imagem do coelho, sim.
O outro símbolo é o ovo que representa o nascimento e a renovação. De uma forma simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.
Os símbolos cristãos da Páscoa são o cordeiro, que simboliza Jesus Cristo, a cruz, que representa a morte e ressurreição e a vela, que simboliza a luz.
Porém, a tradição de oferecer ovos, vem da China.
No domingo de Páscoa, ao abrir o seu ovo, lembre-se que a paciência chinesa é responsável por esta tradição.Segundo a lenda chinesa, antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de uma galinha abriu-se e, dos seus elementos pesados, surgiu a terra (Yin) e, da sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yang).
Há vários séculos os orientais preocupavam-se em embrulhar os ovos naturais com cascas de cebola e cozinhavam-nos com beterraba. Ao retirá-los do fogo, ficavam com desenhos mosqueados na casca. Os ovos eram dados como presentes na Festa da Primavera e este costume chegou, também, ao Egipto.
Assim como os chineses, os egípcios distribuíam os ovos no início da nova estação.
Com o passar dos anos, os ovos passaram a ser vistos como o símbolo da vida, a origem de Jesus, a ressurreição por todos os cristãos.
Foi então que o rei Eduardo I da Inglaterra começou a oferecer na sua corte, ovos banhados a ouro e alguns, enfeitados com pedras preciosas.
Com o tempo, as pessoas começaram a rechear os ovos, mas só no século XVII começou, em Inglaterra, a tradição de rechear os ovos com chocolate, porém só em 1960, é que eles passaram a ser industrializados e feitos como um ovo de verdade.
Depois da morte de Jesus Cristo, os cristãos consagraram esse hábito como lembrança da ressurreição e no século XVIII, a Igreja adoptou-o oficialmente, como símbolo da Páscoa.Tradicionalmente, para além das amêndoas (porque parecem ovos pequeninos) e dos ovos (símbolo da vida), existe o pão-de-ló e os folares são oferecidos às crianças (especialmente pelos padrinhos).
Os folares, como se sabe, têm um ou mais ovos dentro - e lá voltamos aos símbolos da Páscoa.
Antes da Páscoa, na Quaresma, o tempo é de jejum - evita-se comer carne e a ementa das sextas-feiras deve ser peixe (bem, na verdade, não deve é ser carne) por respeito, pois foi na sexta-feira que Jesus foi crucificado e morreu.
Mas como no Domingo de Páscoa se celebra a festa da Ressurreição (volta à vida, ressuscitar), volta a comer-se carne: cabrito ou borrego, como se fazia nos tempos antigos. E os doces, claro, que incluem todos os tradicionais e os folares, como foi dito.A Páscoa está também associada a várias práticas alimentares onde os ovos, os folares, as amêndoas e os cordeiros ocupam o primeiro lugar.
O "folar" tem especial relevância e varia muito conforme a região do país em que é consumido, mas qualquer que ela seja, assenta sempre num ritual de dádiva, solidariedade e convívio.
O folar mais corrente em Portugal é um "bolo de massa seca, doce e ligada, feito com farinha de trigo, ovos, leite, azeite, banha ou pingue, açúcar e fermento, e condimentado com canela e erva-doce, encimado, conforme o seu tamanho, por um ou vários ovos cozidos inteiros e em certos lugares tingidos, meio incrustados e visíveis sob as tiras de massa que os recobrem".Pois é, com uma origem tão misturada, a comemoração da Páscoa não é igual em todos os lugares do mundo. Por isso, cada cultura comemora a Páscoa à sua maneira bem especial...
Aqui em Macau por exemplo, festeja-se no dia 5 de Abril, o “Cheng-Meng”, ou a Suprema Luz, que é uma festividade que ocorre na mesma época da Páscoa, onde são visitados os túmulos dos antepassados e feitas oferendas, em forma de refeições e doces.Enfeitei esta tela para si com muito carinho, desejando que a alegria da Páscoa invada o seu coração e o daqueles que ama, irradiando luz para iluminar e fazer brilhar o mundo em
que vivemos, enchendo-o de AMOR, SAÚDE e PAZ!

terça-feira, 30 de março de 2010

Sexta-feira Santa

Aqui está um ritual muito importante do calendário cristão, porque reproduz o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Cristo, pois segundo a tradição Cristã, Jesus ressucita no domingo, (por isso a Páscoa é sempre no domingo), porque representa a ressurreição de Jesus.
E é também nesta época que somos levados a reflectir sobre a renovação da vida, primeiramente a de Jesus, que segundo as religiões cristãs, morreu e ressuscitou na Páscoa e em segundo lugar, devemos fazer um balanço da nossa própria vida, onde devemos também pensar em mudanças, no que fizemos de errado e de bom, durante todo o tempo que entretanto passou. Páscoa significa “passagem” e é realmente tudo o que a data representa.

A sexta-feira Santa antecede sempre antes do domingo de Páscoa e nesse dia não se deve comer nenhum tipo de carne e muito menos a "vermelha" porque simboliza um tipo de penitência e também porque a carne vermelha tem sangue, e esse sangue é alegórico ao sangue derramado por Cristo.
Por estas razões, o mais comum é comer-se peixe, então para além do que esta época significa na sua religiosidade, há os aspectos práticos, que não devemos descurar e pensei em deixar aqui a sugestão de algumas receitas em alternativa à carne.
Que tal preparar um delicioso Bacalhau à Transmontana?
BACALHAU À TRANSMONTANA

• 4 postas de bacalhau demolhado
• 4 fatias de presunto
• 1 colher de sopa de farinha de trigo
• 2-4 colheres de sopa de manteiga
• 1 colher de sopa de azeite
• 1 dl de vinho branco
• 2 cálices de vinho do Porto
• 2 cebolas
• 1 tomate maduro
• 1 ovo batido
• alho q.b.
• folha de louro
• salsa q.b.
• pimenta moída na altura q.b.
• puré de batata q.b.
• 1 ovo cozido
Confecção:
Ao bacalhau retiram-se as peles, cortam-se as postas ao meio, no sentido da largura e entre as duas metades coloca-se uma fatia de presunto previamente demolhado.
Colocam-se as postas, num tabuleiro de preferência de barro, que se untou com manteiga.
Cobrem-se com rodelas muito finas de cebola, que foram alouradas primeiro, servindo o azeite (com manteiga), que as fritou, para misturar com o alho picado, o tomate e a farinha desfeita no vinho branco.
Tempere este molho com sal e pimenta, junta-se-lhe o vinho do Porto e regam-se as postas de bacalhau com ele.
Depois polvilha-se com salsa picada, cobre-se tudo com puré de batata e pinta-se com ovo batido.
Vai ao forno a alourar.
Sirva depois de alourado, decorado com salsa picada e ovo cozido ralado.
Acompanhe com uma salada verde.
Para quem não gosta de bacalhau ou não o tem em casa, aqui fica outra sujestão:
FILETES DE LINGUADO À PADEIRO

• 4 filetes de linguado
• 1 dl de azeite
• 100 g de manteiga
• 30 g de amêndoas peladas e ralada grosseiramente
• 30 g de pão fresco ralado
• 1 raminho de cerefólio picado
• sal q.b.
• pimenta branca moída na altura q.b.
Confecção:
• Tempere os filetes com um pouco de sal e pimenta.
Deixe tomar gosto cerca de 20 minutos.
Passe os filetes por leite frio e, em seguida por farinha.
Cobre-se levemente o fundo de uma frigideira com azeite, ou manteiga, e, quando estiver quente, deita-se-lhe os filetes, corando-os dos dois lados.
Misture a amêndoa ralada com o pão ralado e o cerefólio picado.
Polvilham-se os filetes com esta mistura, salpicam-se com a manteiga derretida e levam-se ao forno num pirex a acabar de passar.
Servem-se rodeados com batatas à padeiro e regados com manteiga meio queimada.
Finalmente deixo outra ideia igualmente simples e deliciosa:
LASANHA DE PEIXE E ESPINAFRES

• 250 g de folhas de lasanha
• 500 g de peixe cozido sem pele nem espinhas
• 1 molho de espinafres
• 1 colher de sopa de salsa picada
• 1 dente de alho
• Cerca de meio litro de molho “bechamel”
• sal e pimenta q.b. uma pitada de noz-moscada
Confecção:
Retire as folhas dos espinafres, lave-as, deixe-as cozer em água temperada de sal, durante 1 minuto. Deixe depois escorrerem sobre um pano. Deixe depois escorrerem sobre um pano. leve a cozer em água a ferver temperada de sal as folhas da lasanha durante 3 minutos, retire-as do tacho e coloque-as também a escorrer em cima de um pano.
Misture o peixe com o metade do molho “bechamel” e leve ao lume mexendo sempre até ferver. Rectifique o sal, tempere com uma pitada de pimenta e outra de noz-moscada, junte a salsa, mexa e retire do lume.
Descasque o dente de alho e, com ele, esfregue um prato de forno.
Disponha no fundo uma camada de folhas de lasanha, seguida de outra da mistura de peixe e depois de outra de espinafres. Repita esta sequência de camadas até o prato ficar cheio. Cubra com o restante “béchamel”, polvilhe com o queijo ralado e leve ao forno a180ºC durante 20 minutos.
Para quem não sabe como se faz este molho, aqui fica a receita, embora jé se encontrem embalagens à venda nos supermercados de diversos molhos prontos a utilizar.
MOLHO Béchamel
1 colher de sopa de manteiga ou margarina;
• 1 colher de sopa de farinha de trigo;
• 3 dl de leite;
• sal;
• pimenta;
• noz-moscada.
Confecção:
Derreta a manteiga ou margarina sobre lume brando e polvilhe com a farinha. Deixe cozer sem deixar ganhar cor e até aparecer à superfície uma espuma esbranquiçada e o preparado desagregar-se.
Regue de uma só vez com o leite frio e mexa com a vara de arames ou a colher de pau até a dissolução completa da mistura de farinha e gordura no leite.
Tempere com sal, pimenta e noz-moscada e deixe cozer sobre lume brando durante cerca de 10 minutos.

*Se o leite estiver morno, junte-o a pouco e pouco.
Se o molho ganhar grumos, aumente o calor e bata energicamente com a vara de arames até o seu completo desaparecimento.
Adicione mais líquido para compensar o que se evaporou; os grumos não se formarão se, antes de juntar o leite, a farinha e a gordura estiverem intimamente ligadas.

*Quando temperar este molho com o sumo de limão, para evitar que talhe, junte o sumo de limão fora do lume.

(Molho Béchamel: é um molho base de muitos outros molhos úteis nas sopas, cremes, recheios e soufllés).
Espero que a sua sexta-feira santa seja um êxito!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Hoje é dia de Reis...


O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido, recebera a visita de "uns magos" que, afinal eram três Reis visitar o Menino e deram-lhe ouro, incenso e mirra. A noite do dia 5 de Janeiro e madrugada do dia 6, é conhecida como a "Noite de Reis".

A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Melchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

Em alguns países, especialmente nos países hispânicos, é tradição dar as prendas (de Natal) às crianças neste dia.
Em Portugal nesta altura cantam-se as Janeiras, come-se bolo-rei e as crianças nas escolas, representam a história dos Reis Magos.
Nesta data também é tradição desfazer-se a árvore de natal, pois é o último dia da época natalícia.

Receita da sorte com ROMÃS:
1) No Dia de Reis, dia 6 de Janeiro, pegar numa romã e retirar 9 sementes pedindo aos 3 Reis Magos, Baltasar, Belchior e Gaspar, que no ano que agora se inicia, você tenha muita saúde, amor, paz, dinheiro.

2) Depois pegue em 3 dessas nove sementes e guarde num saquinho de papel, ou de pano. Essas sementes ficarão dentro da carteira para nunca faltar dinheiro.

3) As outras 3 devem ser engolidas e as últimas três que sobram devem ser deitadas para trás das costas, fazendo o pedido que desejar. Dizem que é infalível! Você pode não ficar rico, mas na sua carteira, vai ter sempre algum dinheiro.

domingo, 29 de novembro de 2009

Casamento Tradicional na Tailândia

A cerimónia de um casamento tradicional tailandês, é um evento único e muito antigo que difere de região para região.
Devido às necessidades da vida moderna, esta cerimónia tem vindo a ser gradualmente simplificada, mas o mais importante, é de facto, a "Benção Budista" e a "Benção da Água", cuja cerimónia pode ser feita em casa ou numa casa especializada nestas cerimónias.Os noivos, o João, que é português, e a NaE tailandesa, depois de cumprirem as formalidades legais no Registo Civil, seguiram com esta cerimónia religiosa budista, que decorreu em Bangkok, capital da Tailândia, no domingo, dia 29 de Novembro, a qual tivemos o privilégio de assistir e registar e que nos deixou fascinados pela serenidade respeitosa com que toda a cerimónia decorreu, deixando em todos os presentes a bela recordação de um casamento tradicional, onde se uniram dois corações, que batem agora ao mesmo ritmo.
Quando chegámos ao local onde iria realizar-se a cerimónia, (Siam House), atendem-nos duas simpáticas meninas, que nos oferecem, em nome dos noivos, uma lembrança: uma caixinha que continha um pequeno elefante em madeira, com a tromba virada para cima.
Os elefantes são reverenciados na Tailândia há muitos séculos por serem animais de carga e foram muito importantes nas batalhas contra os birmaneses.
Uma lenda tailandesa diz que o casamento é como um elefante - o marido é as patas da frente que escolhem a direcção, e as esposa, as de trás, que dão a energia...
São por isso o símbolo da força, da logevidade e que dão felicidade a quem os possui.
Depois deixamos uma mensagem escrita dirigida aos noivos, no livro vermelho que se encontra na mesa.Os noivos recebem cordialmente os convidados conforme vão chegando e é tirada uma foto à entrada da Siam House (onde vai decorrer toda a cerimónia), para recordação do evento.

A CERIMÓNIA

A cerimónia começa! Os pais sentam-se e os noivos ajoelham-se respeitosamente em frente deles, agradecendo a vida que lhes foi dada através deles, a educação a alimentação, etc.
Os pais abençoam-nos, colocando as mãos nas suas cabeças e fazem uma vénia de acentimento.A seguir, são abertas duas caixas que contêm uma oferta simbólica que são entregues aos pais.Esta é a oferta que os noivos fazem aos pais: uma placa em ouro, que tem a inscrição da cerimónia desse dia, semelhante à capa dos convites distribuidos aos convidados.

BENÇÃO PELOS MONGES BUDISTASSegue-se depois a cerimónia com 9 monges budistas, numa pequena sala que pede uma certa privacidade, mas que a maioria não resistiu em ir espreitar através da porta aberta.
A razão porque são NOVE monges, não é por acaso, pois está relacionada pelo facto dos números impares serem usados em cerimónias que se querem sejam felizes. Segundo a crença tailandesa, o som da palavra "nove" é semelhante ao som da expressão "seguir em frente".
Nesta cerimónia os recém casados oferecem aos monges alimentos, pois o acto de oferecer comida, é uma das formas que os budistas usam para acumular méritos em vida.
As mães, também ajudam a servir os monges em sinal de respeito e devoção para com os servidores de Buda.
Depois dos monges terminarem a sua refeição, voltam para a sala, para se agradecerem mutuamente: os noivos agradecem as bençãos concedidas como acto religioso e os monges abençoam de novo o casal e dá-se por concluída a cerimónia religiosa.

BENÇÃO DA ÁGUA - (ROD NAM-SANG)
Este é o evento principal da cerimónia tradicional tailandesa, onde a família da noiva e do noivo se juntam para testemunhar este importante passo.
Os noivos sentam-se frente a umas pequenas mesas, com as mãos unidas num WAI (como se estivessem a rezar), enquanto o mestre de cerimónias explica em tailandês os significados e os passos que devem ser dados durante a cerimónia. Duas ajudantes, preparam-se para colaborar na cerimónia ajudando a verter a água na concha que por dua vez é derramada nas mãos dos noivos.Estiveram presentes, como autoridade e para testemunhar este acto, os Embaixadores de Portugal, Maria da Piedade e António Faria e Maya, representantes Diplomáticos de Portugal, na Corte da Tailândia, que ligaram as mãos dos dois noivos com uma grinalda de flores, acto simbólico de aprovação.
Os pais colocam nas suas cabeças uma espécie de grinalda feita de algodão(Mong Kol) que tem um fio a unir as duas coroas. Este é o momento em que os dois seres ficam ligados como casal. Preparam-se em seguida para a "benção da água" O recipiente usado para esta cerimónia, tem a forma de concha (ROD, significa encharcar, NAM, água e SANG, concha), que vai ser vertido durante a cerimónia, primeiro pelos pais, depois por outros parentes mais chegados, pelos embaixadores e finalmente pelos convidados. Uma enorme taça contém água perfumada de flores e abençoada pelos monges que vai sendo retirada por um pequeno copo e vertida na concha.Os pais dos noivos são os primeiros a iniciar este ritual, começando por despejar um fio de água a partir da base dos dedos das mãos da noiva, passando depois para o noivo e ao mesmo tempo dão-lhes as bençãos e desejam-lhes boa sorte. A água vai caindo para a taça adornada de flores.Os restantes convidados também querem desejar felicidades ao jovem casal e seguem em fila ordenada para jorrar um pouco de água nas mãos dos noivos e vão expressando os desejos das melhores venturas na vida de ambos.Os embaixadores, retiram finalmente as coroas da cabeça dos noivos, dando por finda a cerimónia.

E aqui estão os noivos unidos segundo os rituais tradicionais tailandeses, em cujos rostos se estampa a felicidade.Terminada a cerimónia, segue-se uma sessão de fotografias, mas a primeira é reservada à família, começando pelos mais velhos e só depois, os convidados.

BANQUETE
Aspecto das mesas onde foi servido o banquete, ao ar livre (visto de cima de uma das janelas).
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Os noivos, já no banquete, sorriam e conversavam animadamente com os convidados, apesar do calor que se fazia sentir, não davam mostra de cansaço...Uma bonita e graciosa bailarina, brindou os convidados com uma dança tipicamente tai.
Uma música suave e muito agradável, fez com que muitos olhos se levantassem dos pratos para melhor observar e apreciar a execuntante.Os noivos foram de mesa em mesa para brindar com os convidados e agradecer a presença de todos.

CAMA NUPCIAL
Antes do final do dia a cama nupcial deve ser preparada para os noivos. Esta tarefa normalmente é levada a cabo por um casal idoso, porque, sendo casados há muitos anos, é um bom prenúncio de longevidade para o novo casal.
Depois de colocar os lençois na cama, são colocados entre as suas dobras, uma pedra e uma saqueta em ouro e prata, contendo grãos, sementes de césamo, arroz e pétalas de flores, que significam amor, longevidade e felicidade.
E são esses os desejos de todos quantos ali testemunharam o feliz e bonito enlace: - que este amor seja eterno...