segunda-feira, 7 de março de 2011

Inundações - um exemplo: Tóquio

Uma precipitação invulgar - muita chuva num escasso período de tempo - é a justificação comum das autoridades meteorológicas para a ocorrência de inundações e cheias, num meio urbano ou rural. As suas causas e consequências são, no entanto, mais complexas, tornando de difícil resolução um problema cíclico que, admitem os climatologistas, se acentuará nos próximos anos. Sem solução?!
Anualmente uns 25 tufões assolam o território japonês.
Desses, dois ou três atingem Tóquio em cheio, com chuvas fortíssimas durante várias horas ou até um dia inteiro.
Mas nem por isso ocorrem enchentes ou alagamentos na cidade.
Por que será?

Subterrâneos de Tóquio
A chuva é inevitável, não há meio de se impedir que chova. Nem seria bom que não chovesse: a chuva lava o ar e o solo gratuitamente e ela é por isso, necessária e útil.
Um sistema de drenagem urbana adequado é aquele que promove o escoamento das águas da chuva após a sua benéfica ocorrência, sem causar transtornos ao funcionamento normal da área urbana.

O subsolo de Tóquio alberga uma fantástica infraestrutura, cujo aspecto se assemelha ao cenário de um jogo de computador ou a um templo de uma civilização remota.

Cinco poços de 32 m de diâmetro por 65 m de profundidade interligados por 64 Km de túneis formam um colossal sistema de drenagem de águas pluviais destinado a impedir a inundação da cidade durante a época das chuvas.

A dimensão deste complexo subterrâneo desafia toda a imaginação.
É uma obra de engenharia sofisticadíssima realizada em betão, situada 50 m abaixo do solo, facto extraordinário num país constantemente sujeito a abalos sísmicos e onde quase todas as infraestruturas são aéreas.

A sua função é não apenas acumular as águas pluviais como também evacuá-las em direcção a um rio, caso seja necessário.

Para isso dispõe de 14.000 HP de turbinas capazes de bombear cerca de 200 toneladas de água por segundo para o exterior.

Conclusão: Não existe problema insolúvel. Basta querer enfrentá-lo. Infelizmente estes problemas são crónicos na maioria das cidades de todo o mundo, porque os responsáveis não atacam as causas.
Pelo facto de serem crónicos não significa "sem solução". Como explicar a repetição de inundações nos mesmos lugares, durante anos seguidos, sem que nada mude? Porque não buscar soluções como as do Japão que mostram ao mundo, que tudo tem solução...

sábado, 5 de março de 2011

Evolução???

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas! Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres as visitas. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…. era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!… – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite…

Que saudade do compadre e da comadre!

Texto de José Antônio Oliveira Resende, Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei. Brasil

É um texto muito profundo que nos impulsiona a voltar ao tempo da nossa infância, não muito distante para alguns e rever os nossos conceitos de família, como estamos a comportar-nos na actual sociedade.
Sou desse tempo, em que os meus pais recebiam sem esperar, casais amigos, que depois do jantar, caminhavam a pé até à nossa casa, servia-se um chazinho com biscoitos caseiros e as conversas e risos enchiam a nossa casa até tarde.
Por vezes, os problemas eram partilhados e ponderadas as respectivas soluções, havia mais humanidade, coisa que a sociedade actual ignora simplesmente.
Hoje em dia é raro abrir a porta àqueles que se considera "amigo", é preciso telefonar para marcar um horário de visita, impossível aparecer de surpresa, é falta de educação cair de "paraquedas" em casa das pessoas, as quais não nos convidaram e talvez nunca nos convidem...
Os valores das relações de hoje completam-se por outros meios: as pessoas casam pela net sem se conhecer, trocam informações privadas através de redes virtuais sem saberem com quem estão a falar, talvez porque haja precisamente a necessidade de ter um ciclo de amizades com quem partilhar os problemas ou grandes alegrias do dia a dia.
Uma pena cair no esquecimento a vantagem de nos sentarmos a beber um cafézinho em boa companhia...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Não beba água fria às refeições...

Os chineses e os japoneses bebem chá quente com as refeições,e dizem não à água fria. Talvez seja hora de mudar os seus hábitos de consumo, dado que a água quente traz imensos benefícios para a saúde.
Não é por acaso que o povo asiático tem este excelente hábito, não só bebe água quente às refeições, como é vê-los a transportar a sua canequinha durante o dia, contendo chá ou água quente, que vão ingerindo em pequenos goles durante todo o dia. Nos empregos, aqueles que não têm acesso a uma máquina de água quente, que estão espalhadas um pouco por toda a parte, ou a uma cozinha, transportam "termos" com água quente, pois faz mesmo parte da cultura deste povo, porque acreditam que também assim se evitam os ataques cardíacos, fazem boa digestão, limpam o organismo e, até para as cólicas, bebendo água quente, elas passam de imediato.
A água desempenha um papel essencial em quase todas as funções do nosso corpo, tais como a digestão, absorção e transporte de nutrientes e desintoxicação (a partir dos 25 anos, o corpo começa a perder água naturalmente). Filtra as toxinas, assim como as dilui facilitando o processo de excreção do corpo, uma vez que a água quente relaxa o intestino, facilitando o trânsito intestinal; regula a nossa temperatura corporal, acelera o processo de emagrecimento, ajuda a combater o acne, celulite, estrias, são inúmeras as vantagens corporais de bebermos água, principalmente se for tépida ou mesmo quente!

Para as pessoas que dizem que só matam a sede com água gelada, será melhor ponderar em mudar esse hábito, porque a água gelada vai fazer solidificar os componentes oleosos do que comemos, logo, que não vão ser digeridos, tornando-se por isso em toxinas que ficam “alojadas” nos intestinos; esse acumular de toxinas, que em Sânscrito e no Ayurveda é denominado de “Ama”, tem a característica migratória e circula por todo o organismo, indo “alojar-se” nas veias, nos orgãos, e sobretudo nas articulações (temos aqui a causa primária de todas as doenças do foro reumático, artrites reumatóides, etc.)

Para as pessoas que acham que não conseguem beber apenas água quente, podem começar por ingerir infusões digestivas, pois há à vendas uma variedade imensa de chás a começar pelo de hortelã, gengibre, cidreira, funcho, chá 3 anos, entre muitas outras, que lhe trará imensos benefícios para a saúde.

terça-feira, 1 de março de 2011

Construa a sua casa com... palha!

Parece estranho, mas afinal é mais vulgar do que se julga: a construção de casas com fardos de palha.
Com o preço da madeira a subir e a sua disponibilidade a diminuir, a palha está a ganhar uma atenção muito especial nos nossos dias, como uma fonte renovável regularmente disponível.
Se algo nos ensina a história da construção, é que o ser humano sempre levou muito em conta o meio ambiental em que se encontram os materiais naturais à sua disposição, e, afinal, uma construção não tem de ser necessariamente feita de areia e tijolo para ser segura, forte e bonita.

As construções em fardos de palha são mais eficazes, quer a nível acústico, quer a nível térmico.
O único senão, é a humidade, se a casa estiver mal isolada, corre o risco de apodrecimento da palha. Mas sendo bem construída, ou seja, o factor fundamental é o de proteger as paredes de toda a humidade, com um reboco bem aplicado, ficam tão seguras como as de pedra e cal.
O mito do perigo de incêndios é contestado todos os dias, pelas milhares de construções pelo mundo fora, existindo algumas no sul dos Estados Unidos, com mais de 150 anos. Até porque a palha está de tal maneira comprimida, que não há oxigénio, e sem oxigénio não há incêndios...
Apesar de precisar da ajuda de um empreiteiro, é necessária pouca experiência para se construir uma casa de palha e essa construção pode ser rápida. Dependendo de quem a constrói, é possível diminuir alguns custos. Existem muitos sites e DVD's disponíveis, que podem ensinar como se pode construir uma casa de palha, mas é importante saber como, onde e que tipo de ajuda se pode ter quando pensar em construir uma casa destas.
Embora a palha seja mais barata que os materiais de construção, como o tijolo e a madeira, construir uma casa com palha, normalmente custará quase o mesmo que uma casa convencional, já que as despesas com o levantamento das paredes é de apenas 10 a 15% do custo total da construção [fonte: Magwood, Mack, Therrien (em inglês)].
Quando se considera as outras despesas, como alicerces, telhado, portas e janelas, o preço da casa de palha pode equipar-se ao das casas mais tradicionais.

Para construir uma casa com fardos estruturais, o alicerce é feito e a palha é empilhada. Depois, o madeiramento é colocado no topo da palha e o telhado é montado. Para uma casa de palha com colunas e vigas, todos os elementos estruturais, incluindo o alicerce, madeiramento e telhado, são colocados no lugar. Depois, a palha é colocada nos espaços entre as colunas.

O passo seguinte é rebocar:gesso, barro e cal servem como revestimentos interno e externo. A primeira camada de massa deve ser sobre a palha, com mais duas camadas adicionais. Ao contrário do que se possa pensar, não se deve usar material impermeável nas paredes. A palha eliminará a humidade por si só, e o reboco deve ventilar a humidade, em vez de mantê-la no interior, próxima ao fardo.
As tintas para as paredes também devem respirar (algumas dessas tintas são à base de cal, silicato e / ou látex). A aplicação correcta de massa e tinta não permitirá que a humidade afecte a palha.

E a casa está pronta. Por dentro e por fora, fica tão perfeita como qualquer das que são construídas no rigor da areia e do tijolo, com vantagens acrescidas.
È rápido, barato e agradável, construir uma casa com fardos de palha. As paredes são um incrível isolante, que podem facilmente manter o calor dentro ou fora, dependendo das necessidades.
Com os conhecimentos e tecnologias que hoje em dia dispomos, este é um modelo confortável e adaptável à Natureza, poupando recursos, que podemos utilizar de uma forma inteligente.
O planeta agradece...

Fontes: www.queridacasa.pt;
http://terrapalha.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cuidado... quando fala ao telefone

NÃO PRENDA O TELEFONE NO OMBRO COM A CABEÇA!Osso assassino – importante alerta médico!

O alerta vem dos consultores médicos, do Jornal Britânico 'Neurology'.
Está comprovado que é perigoso, e pode até ser fatal, conversar ao telefone, apoiando-o no ombro e firmando-o com a cabeça, enquanto as duas mãos estão ocupadas a fazer outra coisa.
Geralmente tende-se a fazer isso quando precisamos anotar o que o interlocutor está a dizer ou estamos a fazer outra coisa qualquer com as duas mãos.
O caso relatado pela publicação científica, refere-se a um psiquiatra francês, que demorou uma hora com o telefone preso entre a cabeça e o ombro esquerdo, para fazer anotações, que lhe estavam a dar do outro lado da linha.
Quando desligou, o psiquiatra sofreu de cegueira temporária e sentiu dificuldade em falar, ao que sobreveio um derrame cerebral.
MOTIVO: Um osso minúsculo, mas pontiagudo, sob a orelha esquerda e por detrás do queixo, rompeu os vasos que levam o sangue até o cérebro.
Esse rompimento dá-se porque a pessoa, sem sentir, vai pressionando cada vez mais a cabeça sobre o telefone e também, involuntariamente, vai levantando o ombro. Como é uma prática comum este comportamento, principalmente nos escritórios e, mesmo no lar, com a dona de casa a fazer as suas obrigações, muitas vezes o problema afecta as pessoas com intensidade podendo causar problemas por acumulação.

Quem já não o fez uma vez por outra, de forma inconsciente? Há pessoas que se queixam de "ter dado um jeito ao pescoço", enquanto falava ao telefone. Por isso, tenha atenção quando tem de anotar qualquer coisa, faça-o com uma mão e não com as duas.
Avise os seus colegas de trabalho, os seus amigos, familiares, e demais pessoas do seu convívio para que: falar com o telefone ao ombro, pode matar!

FONTE: Dr. Luís Carlos Calil - Prof. Psiquiatria da Faculdade de Medicina do Triangulo Mineiro

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O "Carnaval dos cães" em Macau

A grandeza de uma nação e o seu progresso moral, podem ser julgados pela forma como tratam os seus animais. (Mahatma Gandhi) Hoje foi um dia especial para os cães. Para aumentar a sensibilidade dos cidadãos que residem em Macau, o IACM - Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de Macau, inventaram o “Carnaval dos Cães".
Algumas associações colaboram já alguns anos com esta iniciativa, em especial a ANIMA - Sociedade Protectora dos Animais de Macau, que tem feito um trabalho extrordinário, levam para adopção alguns cães resgatados do abandono, para sensibilizar consciências e procurar novos donos.
O objectivo deste encontro, é o de promover a legalização dos cães, que consiste na vacina antirrábica e numa injecção de um "microchip", que identifica o animal para toda a vida, com as informações do dono, tornando-o identificável sempre que se perder dos donos ou.. seja abandonado.
A adesão foi enorme, via-se filas enormes para renovar a licença do animal de estimação.
«O abandono de um animal é um acto cruel e degradante», é o que diz o artigo 5º da Declaração Universal dos Direitos do Animal. Infelizmente há corações imperdernidos e capazes de maltratar e abandonar cães e gatos porque "estão fartos", porque "estão doentes e é uma grande despesa", "porque nasceu um bebé", "porque alguém lá de casa passou a ser alérgico ao pêlo", porque "estão velhos", porque, porque... as desculpas são as mais variadas, para cobrir a ingratidão e justificar o abandono de um animal, que os serviu uns tempos e agora é descartável como lixo.

QUANDO ABANDONAR UM CÃO POR ESTAR DOENTE OU VELHO, OS SEUS FILHOS APRENDEM A LIÇÃO. TALVEZ LHE FAÇAM O MESMO, QUANDO VOCÊ FICAR VELHO E DOENTE...

As diferentes associações de defesa dos animais, registam diversos casos ao longo do tempo e concluem que, apesar de todas as campanhas se sensibilização já realizadas, dos apelos sem conta, o número de cães abandonados continua a aumentar.
O número crescente de cães de raça pura, entre aqueles que são deitados para a rua, é uma das novidades desta nova vaga.
O sangue azul já não os salva! Talvez porque a manutenção destes animais é habitualmente mais dispendiosa do que a de um rafeiro. Será uma explicação, mas há outras.
As notícias sobre as raças perigosas têm tido efeitos dramáticos, como já se previa: entre os abandonados como os pedigree, avultam os pitbull e os rottweiler. Por outro lado, os cães são também, para certas pessoas, um fenómeno de moda — quando esta passa, troca-se de animal. Aconteceu, por exemplo, com os dálmatas entre outras raças.

É vergonhoso para a nossa espécie que, sendo o cão o melhor amigo do homem, seja o homem o pior amigo do cão. (Eduardo Lamazón)

O amor pelos animais eleva o nível cultural de um povo.(F. Salvochea)

Um cão que entra no canil municipal, recolhido na rua, tem uma esperança de vida de sete dias. É o tempo legal para ser reclamado. Findo este prazo, é abatido. O principal trabalho da ANIMA - a nossa associação de defesa dos animais, é o de tentar evitar que este destino se cumpra, sobretudo, por via de campanhas de adopção. E os números são sempre impressionantes...

ABANDONAR UM ANIMAL É UM ACTO COBARDE, CRUEL E VIL!!

NOTA: As fotos dos últimos dois cães e dos dois gatinhos, são os meus companheiros de alguns anos, salvos da morte no canil de Macau, pois todas as quintas-feiras, são abatidos cães abandonados, que não conseguiram ser adoptados.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sabedoria de cão velho...

Uma velha senhora reforma-se e regressa ao seu país de origem: África! E decide levar o seu já velho cão com ela.
Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta que estava perdido.
Vagueando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebeu que um jovem leopardo o vira e caminhava em sua direcção, com a firme intenção de conseguir um bom e farto almoço. O velho cão pensou depressa (pois os velhos pensam depressa):
- Oh, oh! Estou mesmo enrascado!
Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão muito próximo de si.
Em vez de se apavorar mais ainda, o velho cão, ajeitou-se junto do osso mais próximo e começou a roê-lo, virando as costas ao predador, fingindo que não o tinha visto ...
Quando o leopardo estava a ponto de dar o salto a fim de o abocanhar, o velho cão exclamou bem alto:
- Este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um terrível arrepio na espinha, suspendeu o seu ataque já quase começado, esgueirou-se na direcção das árvores e pensou:
- Caramba! Essa foi por pouco! O velho rafeiro quase me apanhava!...

Um macaco, numa árvore ali perto, viu a cena toda e logo imaginou como fazer bom uso do que vira. Em troca de protecção para si, informaria o predador que o cão não havia comido leopardo algum...
E assim foi, rápido, em direcção ao leopardo. Mas o velho cão viu-o a correr na direcção do predador em grande velocidade e pensou:
- Hummmm, aí há marosca...
O macaco logo alcançou o felino, cochichou-lhe o acontecido e fez um acordo com o leopardo.
O jovem leopardo ficou furioso por ter sido enganado e disse:
- Ó macaco, sobe para as minhas costas para veres o que vai acontecer àquele cão abusador...
Agora, o velho cão via um leopardo furioso, vindo em sua direcção, com um macaco nas costas e pensou rápido novamente:

- Ai, ai, e agora, o que é que eu faço?
Mas em vez de correr (pois sabia que as suas pernas cansadas não o levariam muito longe...) sentou-se, mais uma vez de costas para os agressores, fazendo de conta que não os via... Quando estavam suficientemente perto para ouvi-lo, o velho cão disse em voz alta e zangada:
- Mas onde é que anda o sacana daquele macaco? Estou a morrer de fome!... Disse que me traria outro leopardo e até agora nada!...

Moral da história:
Não te metas com um Cão Velho... Idade e habilidade sobrepõem-se à juventude e à intriga. A sabedoria só vem com a idade e a experiência.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

BRASIL! Um Juíz nota 20!!

O juíz Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados.
Oliveira, é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade.
-"A única diferença é que tenho a chave da minha prisão."
Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara
de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.
Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.
Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões - uma, em Ponta Porã, avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte. 'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado. Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. -"No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF." É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarr otado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal.
O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, tiveram de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças.
Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. -"Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada."
Uma sala de audiências que virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta.
-"Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade porque na última ida a um shopping, fui abordado por um traficante."
Os agentes tiveram de intervir. Hora extra! Azar do tráfico, que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a se deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças:
Condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado.
Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil.
Os irmãos, condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas.
O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete.
Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda. Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.
'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico.
'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'

ESTE JUÍZ MERECE OS NOSSOS APLAUSOS!
POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER?
POR FAVOR, FAÇA A SUA PARTE E DIVULGUE O MÁXIMO QUE PUDER!!EU JÁ FIZ A MINHA!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tecnologias à parte...

Esta história é bastante conhecida e passa-se na América.
Um homem que estava desempregado, resolveu responder a um concurso da Microsoft para o lugar de técnico de limpeza.
O Director de Recursos Humanos entrevista-o, faz-lhe um teste e, finalmente dá-lhe a boa notícia:
- O lugar é seu, dê-me o seu e-mail e eu enviar-lhe-ei a ficha para preencher, a data e hora a que se deverá apresentar ao serviço.
O homem, desesperado, responde que não tem computador, e muito menos, um e-mail.
O director, lamentou esse facto, mas se não tivesse e-mail, queria dizer que virtualmente não existia, e, como não existia, não o podia contratar.
O homem desanimado, fica no meio da rua, sem saber o que fazer. Tinha somente 1.000 USD no bolso e então teve uma ideia: foi ao supermercado e comprou uma caixa de 10 Kg de tomates.

Bateu de porta em porta e foi vendendo os tomates ao Kg e, em menos de duas horas, conseguiu duplicar o capital investido. Entusiasmado, repetiu a operação mais três vezes e voltou a casa com cerca de 16.000 USD.
Então verificou que podia sobreviver desse modo e podia assim a sustentar a esposa e os filhos em idade escolar.
Saía de casa cada vez mais cedo e voltava para casa mais tarde, e assim foi triplicando ou quadruplicando o dinheiro todos os dias.
Passado pouco tempo, comprou uma carrinha para transportar outos legumes, mais tarde trocou-a por um camião e pouco tempo depois já tinha uma pequena frota de veículos para distribuição de caixas dos mais variados legumes.
Passados 5 anos, o homem já era dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos dos Estados Unidos. O negócio tornou-se num êxito! Pensando no futuro da sua família, decidiu fazer um seguro de vida. Chama um corrector de seguros, acerta um plano e quando a conversa acaba, o corrector pede-lhe o endereço de e-mail para enviar a proposta. O homem disse que não tem e-mail.
Curioso, o corrector comentou:
- Você não tem e-mail, não usa as novas tecnologias e conseguiu construir este império, imagine o que você seria se tivesse e-mail!?
Ao que o homem respondeu modestamente:
- Seria um técnico de limpeza da Microsoft!

Cada um de nós compõe a sua história e cada um em si, carrega o dom de ser capaz de ter êxitos e ser feliz.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A história do Sr. Palha


Esta, é a foto do Sr. Palha! Está na parede de uma importante firma de exportação de arroz, e os seus herdeiros contam com muito orgulho, como o seu parente se tornou num homem rico.
O Sr. Palha era um jovem que vivia sozinho desde criança, não tinha casa, nem mulher, nem filhos, vivia de trabalhos ocasionais e, em troca, davam-lhe comida e deixavam-no dormir nos celeiros ou num cantinho abrigado.
Era tão pobre que só tinha a roupa que, de vez em quando, alguém lhe dava. Alimentava-se mal e era tão magro como um fiapo de palha. Era por isso as pessoas lhe chamavam "Sr. Palha".

Mas a sua fé era a única coisa que ele possuía de seu e assim, todos os dias, o Sr. Palha ia rezar ao templo mais próximo, para pedir melhor sorte à Deusa da Fortuna. Um dia em que se concentrara mais que das outras vezes, ouviu uma voz a sussurrar-lhe: “a primeira coisa que tocares quando saíres do templo, vai trazer-te grande fortuna”.
Assustado, olhou em volta, mas viu que o templo estava vazio, só as figuras dos deuses é que o observavam na sua rigidez de estátuas. Pensou se estaria louco, ouvindo vozes ... e concluío, finalmente, que tinha adormecido por momentos e seria talvez um sonho.
Mas mesmo assim, com alguma esperança, resolveu correr para fora do templo, mas tropeçou e rebolou pelos degraus do templo até à rua.
Quando se levantou, reparou que tinha um fiapo de palha na mão e ao lembrar-se da voz que ouvira, mesmo pensando que não valia nada, resolveu guardá-lo. E lá seguiu o seu caminho, segurando o fiapo de palha na mão bem fechada.
Pouco depois apareceu uma libélula que zumbia incomodativa à volta da sua cabeça. Tentou espantá-la, mas não adiantou, porque o insecto continuava insistente a zumbir à volta dele. Então pensou: "está bem, se não queres ir-te embora, então ficas comigo".

Apanhou a libélula com muito cuidado, amarrou o fiapo de palha ao rabo dela e continuou a descer a rua.
A caminho do mercado, encontrou uma florista com o seu filhinho, que vinham de muito longe. O menino estava cansado, suado e todo empoeirado, mas quando viu a libélula a zumbir amarrada ao fiapo de palha, o seu rostinho animou-se:
- Por favor senhor, posso ficar com essa libélula? Por favor!
Assim o Sr. Palha, com pena do menino, estendeu-lhe a libélula no fiapo, com um grande sorriso.
- É muita bondade sua! - disse a florista - Não tenho nada para lhe dar em troca além de uma rosa.

O Senhor Palha agradeceu e continuou o seu caminho, levando a belissima rosa vermelha.
Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num toco de árvore, que segurava a cabeça entre as mãos. Parecia tão infeliz, que o Sr. Palha perguntou-lhe o que tinha acontecido.
- Vou pedir a mão aos pais da minha noiva em casamento hoje à noite, mas sou tão pobre que não encontrei nada de real valor para lhe oferecer...
- Também sou pobre meu amigo. Não tenho nada de valor, mas se quiseres podes dar-lhe esta rosa vermelha, cor da paixão, decerto a tua noiva vai gostar.
O rapaz sorriu alegre ao ver a esplêndida rosa.
- Oh meu amigo, muito obrigada, fique com estas três laranjas, por favor. É só o que lhe posso dar em troca, por agora.
O Sr. Palha agradeceu e continuou o seu caminho, levando as três suculentas laranjas.
A seguir encontrou um vendedor de tecidos ofegante, que caminhava em passo incerto, arrastando um carro cheio de tecidos. Quando avistou o Sr. Palha, lamentou-se:
- Estou a puxar o carrinho desde esta manhã bem cedo. Estou tão cansado, com tanta sede e fome, que acho que vou desmaiar.
- Ah meu amigo, pouca sorte a tua, pois acho que não há nenhum poço por aqui, mas podes ficar com estas três sumarentas laranjas. Além de saciar a tua sede, ainda te vai alimentar.

O vendedor ficou tão agradecido, que ofereceu ao Sr. Palha uma peça da mais fina seda.
- O senhor é muito bondoso! Por favor, aceite esta seda em troca, bem a merece!
E mais uma vez o Sr. Palha seguiu pela rua, como a peça de seda debaixo do braço.
Ao fim de dez passos, avistou uma carruagem onde ia uma princesa. Esta, tinha um ar preocupado, mas quando se aproximou um pouco mais, alegrou-se ao ver o Sr. Palha.
- Ohhh que linda! Onde arranjou essa seda? É justamente o que eu andava à procura. Amanhã é o aniversário do meu pai e eu quero oferecer-lhe um quimono real.
- Já que é o aniversário dele, tenho prazer de lhe dar esta seda.
- O senhor é muito generoso - disse a princesa sorrindo - Por favor aceite esta jóia em troca, ela é valiosa e decerto vai-lhe ser muito útil.
A carruagem afastou-se, deixando o Sr. Palha pasmado a segurar uma linda jóia de inestimável valor, que brilhava à luz do sol.
Levou a jóia ao mercado e vendeu-a. Era de facto de muito valor porque, com esse dinheiro, comprou uma pequena plantação de arroz e ali trabalhou mais que nunca, arou, semeou e colheu. No ano seguinte, comprou mais uma plantação e assim, todos os anos, as plantações produziam mais arroz. Ele empregava cada vez mais trabalhadores e fazia bons negócios no mercado.
Ao fim de pouco tempo o Sr Palha ficou rico. Mas nunca se esquecendo da sua antiga condição e das dificuldades por que passou, ofereceu sempre arroz aos que tinham fome e ajudava todos aqueles que o procuravam.
Muitos diziam que a sua sorte tinha começado com um fiapo de palha, mas não terá sido antes com a sua generosidade?