quinta-feira, 17 de março de 2011

A mutilação é moda?

Não! Não se trata de máscaras de carnaval ou fotos com retoques fotográficos. Estas pessoas existem no mundo real e vivem assim, no seu dia a dia...A moda manda! Cada vez mais estamos a voltar às tradições tribais de marcar o corpo. Durante séculos, a moda tem servido para ditar a degradação da humanidade.
Desde milhares de anos atrás a moda tem servido para deformar e mutilar pessoas. Temos como exemplo na China: as mulheres tinham os seus pés enfaixados desde crianças e sapatos apertados para os pés não crescerem e assim, conseguirem um casamento vantajoso que as sustentasse pela vida fora, pois os homens achavam exitante a forma cambaleante do seu andar, devido às dores e ao desiquilibrio dos seus minusculos pés...
Em África, as jovens são mutiladas através de rituais, para não sentirem prazer; noutras regiões da Ásia (no Mianmar p. ex.), as mulheres têm o pescoço alongado por meio de anéis, uma forma de beleza cultural. Desde a antiguidade a tatuagem já existia como forma de expressão. Representava a união de pessoas com as mesmas características sociais e religiosas. Os primitivos utilizavam-nas para marcar as fases da vida: nascimento, juventude, reprodução e morte.
O que leva uma pessoa a mutilar-se desta forma? "Arte"? Moda? Loucura?
A tatuagem e o piercing existem desde os primórdios de uma sociedade humana. São formas de intervenção no corpo, que designaram diferentes representações sociais, que se foram modificando e adquirindo os diversos significados, que cada cultura desenvolve.
A moda é o reflexo da estética dominante. E não existe só para a forma como as pessoas se vestem. As Artes de um modo geral, sempre variaram de acordo com as preferências de cada século ou década.O que se passa com estas pessoas que se mutilaram e ficaram totalmente deformadas de tantas tatuagens ou piercings?! Onde trabalhará esta senhora? E outras com aspecto semelhante? As pessoas que privam com ela diariamente ficarão indiferentes a este aspecto?
Quais os circulos sociais onde estas pessoas podem fazer uma vida "normal"? Em muitas empresas, o aspecto dito clássico, continua a contar...
São os jovens na sua maioria e cada vez mais adultos de diversas idades, que aderem à moda do piercing. Os locais dedicados a esta actividade, crescem e os clientes também.
Contudo, o perigo de contrair infecções em muitos casos, bastante sérias, que os podem levar morte.
As tatuagens também podem provocar um tipo de reação inflamatória, chamada granuloma, ocasionada pela presença de corpos estranhos, que penetram na pele durante o acto de tatuar, ou pelo próprio pigmento introduzido.
Atrás delas vêm as infecções e, em casos extremos, as septicémias. Modernismo ou não, o uso tanto de tatuagens, bem como os piercings têm o seu preço. A pessoa expõe-se a riscos de contaminação por bactérias, que causam infecções, podem também apanhar vírus e o pior: causam doenças como a hepatite, a HIV, sífilis e muitas outras.As marcas são eternas. O maior problema, no entanto, é quando o indivíduo se arrepende e quer tirar as tatuagens ou os piercings. Neste caso por exemplo!
Todos os meios existentes como cirurgia, laser, eletrocoagulação, nunca a pele vai voltar a ser como antes, ficam as marcas. Ficam os buracos. Jamais a pessoas voltará ao "normal".Por isso é importante pensar se quer conviver com a tatuagem para sempre.
Deve ser muito bem pensado pelos adolescentes, jovens e adultos uma tatuagem ou piercing. Não se deve deixar contaminar pela moda, pois nunca se sabe se num futuro vai ser prejudicial dependendo da profissão que escolher, porque existe ainda um grande preconceito e discriminação.
Mas há quem ache que muitas das tatuagens e piercings tenham algo de demoniaco, ou seja, podemos ver grandes evidências, que a nossa sociedade está a ser condicionada em aceitar o satanismo e a Magia Negra. Parece que podemos ver as "inserções" em toda a parte na sociedade actual. Podemos observar em muitos jovens diversas variedades de anéis para os dedos, argolas e pinos que são colocados no nariz, nas orelhas, nas sobrancelhas, na língua, no umbigo e até nos órgãos genitais.
Se a pessoa que insere esses dispositivos for um satanista praticante, quem recebe esses piercings, pode ser afligido ou tornar-se possesso por demónios sem saber disso. Muitos jovens usam porque é moda, porque o amigo também tem e muitos ignoram o que pode estar por detrás de certos amuletos, simbolos e dispositivos aparentemente inofensivos.
Ao examinar a fotografia desta jovem com alguma profundidade, as tatuagens e piercings no corpo dela, deixam bem evidentes os valores satânicos que estão por detrás desta fotografia. Um ex-satanista disse que esta face é um "Mapa da Estrada", que foi criado de uma forma cuidadosa e intrincada. Observemos os seguintes elementos:
- O Olho-Que-Tudo-Vê no meio da testa, num corpo do tipo reptiliano. Cada uma das cores utilizadas nesse Olho-Que-Tudo-Vê e no restante da face, tem um significado específico na prática do ocultismo ritual, cada uma tem seu próprio tipo de poder.
- Olhos - Para fazer os olhos parecerem "mortos", o seu contorno foi pintado de preto; porque o preto é a cor da morte, do abismo e da condenação.
- Laços de Servidão: a corrente na face direita, que parece ter treze elos.
A corrente é um símbolo da servidão e cada elo forma um "laço de servidão" e por conseguinte esta é uma corrente de servidão espiritual.
- O colar em volta do pescoço também é um "laço de servidão".
Observando os piercings circulares acima dos olhos com uma bolinha no meio e na curvatura na parte de baixo do queixo; também são "laços de servidão", e estão vinculados com demónios específicos, a quem ela deve lealdade.
- Tranças - quando se pega numa trança e a entrelaça, todas as vezes que se encerra a trança, um demónio é recebido. Este tipo de entrançado é consistentemente feito para manter o poder demoníaco sob efeito. A cultura africana faz uso destas tranças exactamente com esse propósito.
- Alfinetes de maldição foram colocados nas narinas. Ao observar como estão colocados, em ângulos exactamente como se pode ver em bonecas de vodu.
Estes são definitivamente "alfinetes de maldição", que colocam esta pobre jovem em servidão espiritual, cujo propósito é o de exercer o controle total sobre ela. Quando alguém recebe um alfinete destes, as pessoas que praticam rituais de feitiçaria, sabem onde ela está. Enfim, daria para muito mais, mas para quem estiver interessado pode consultar este site:
http://avivamentopentecostal.blogspot.com/2007/11/piercing-e-tatuagens-afasta-te-desta.html

Inserções dentais são comuns nos satanistas de alto nível. Normalmente são microcircuitos de computador, que podem ser literalmente rastreados por satélite. Assim, até que sejam removidos, a pessoa pode ser localizada em qualquer lugar do mundo.
A localização dessa pessoa é conhecida todo o tempo através do receptador. Uma variação desses microcircuitos está actualmente a ser introduzida na população em geral dos Estados Unidos e de outros países. Já são utilizadas em animais há vários anos. No inverno de 1989 e 1990, a 'arte' começou a pressionar pela implantação de microcircuitos em crianças, seja sob a pele da mão ou da cabeça. O propósito foi o de impedir os numerosos raptos de crianças nos Estados Unidos... As diversas organizações de 'Localização de Crianças' estão a começar a solicitar a utilização deste sistema.
O tema da "mutilação", requer uma abordagem muito maior e de conhecimentos que não tenho, porque não se pode reduzir o uso do piercing apenas à auto-mutilação.
Há muitos sites que fazem diversas intervenção actuais nesse sentido, esta publicação é apenas uma pequena abordagem do significado da tatuagem ou do piersing, porque cada pessoa os utiliza para representar questões individuais. Também adquire significados variados dependendo da situação e do momento de vida, que a pessoa está a atravessar.

Fonte: http://www.mortesemassacres.com/2010/09/piercing-em-lugares-estranhos-2-volta.html

quarta-feira, 16 de março de 2011

Adeus...

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente, tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza,
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti,
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus...

De: Eugénio de Andrade
Do livro "Poemas 1945 - 1965", 3ª edição, 1971.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nova geração portuguesa "à rasca"!

Os portugueses nunca estiveram tão “à rasca” (aflitos) como nestes últimos dois anos e, com a perspectiva de vir a piorar ainda mais com as novas medidas governamentais. Mas os jovens lançaram um grito de protesto ao nível nacional, que não pode ser ignorado.

No sábado, dia 12 de Março, milhares de pessoas saíram à rua em várias cidades de Portugal. O movimento de protesto, definido como "apartidário, laico e pacífico", reivindica o direito ao emprego, o fim da precariedade, a melhoria das condições de trabalho e o reconhecimento das qualificações.

Transformaram assim o "protesto da geração à rasca", convocado pela internet através do "facebook", num manifesto nacional, onde aderiram, não só a geração mais jovem a reclamar pelo seu futuro, como pessoas de todas as idades, expressando-se livremente, sem condicionamentos, que ostentavam cartazes caseiros, onde se podiam ler as mais diversas críticas aos governantes, que são acusados de só proferir "mentiras" e criar "embustes.

Estamos de luto por Portugal", explicava um dos muitos que não quiseram identificar-se. E houve grupos sem nome. Muitos. Sobretudo grupos de amigos, que puxaram pela imaginação.

"Os Homens da Luta" que, no sábado anterior tinham vencido o Festival da Canção com a canção "A luta é alegria", juntaram-se à manifestação!
Chegaram numa carrinha ao Marquês de Pombal em Lisboa, com muita música. E assim, os manifestantes iniciaram de forma pacífica o desfile pela Av. da Liberdade, até ao Rossio, com um cordão de gente que nunca parou de crescer.
O desfile foi animado com palavras de ordem como “com precariedade não há liberdade”, “fora com os ladrões”, “Portugal, Portugal, agora é que estás mal”, “O povo unido, não precisa de partido” e muitos outros gritava os slogans que tinham preparado antes: "Deixa passar/deixa passar/eu sou precário e o mundo vou mudar."

E os milhares que o seguiam repetiam. Novos e velhos, faziam questão de sublinhar:
-"As pessoas identificaram-se com este protesto. Há pessoas de 50 anos a serem eliminadas pelas empresas, para serem substituídas por jovens, que são mais baratos e que ficam em situação precária."
O vídeo neste endereço electrónico:
http://www.youtube.com/watch?v=cypkcLWCyKA&feature=related

Depois do sucesso desta manifestação da “Geração à Rasca”, os organizadores do protesto, decidiram criar um novo espaço de debate no Facebook. Chama-se “Fórum das gerações" e já tem mais de três mil aderentes.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O pescador...

Um banqueiro de investimentos americano, estava no cais de uma povoação das Caraíbas, quando chegou um barco com um pescador. Dentro do barco, havia vários atuns de tamanhos razoáveis.
O americano saudou o pescador e elogiou-o pela qualidade e quantidade da sua pesca:
- “Hei amigo! Grande pescaria hein? Quanto tempo gastou a pescá-los?”
O pescador encolheu os ombros num gesto de insignificância e respondeu:
-“Pouco tempo. Há muito peixe nesta zona."
O americano aproximou-se mais do pescador e da sua embarcação e voltou a perguntar-lhe: - “Sendo assim, porque não gasta mais tempo no mar e traz mais peixe?
Mas o pescador, arrumando as suas redes, respondeu-lhe evasivamente, que tinha o suficiente para satisfazer as necessidades imediatas da sua família.
Mas o americano insistia: - “Afinal onde gasta o resto do seu tempo?”
O pescador sorriu para o americano e disse: -“Depois de pescar e de entregar o peixe no mercado, descanso um pouco, brinco com os meus filhos, durmo a sesta com a minha mulher, vou ao povoado à noite, beber vinho e tocar guitarra com os meus amigos. Tenho uma vida ocupada e satisfatória"
O americano não desistia da sua ideia e voltou a replicar: - "Olhe meu amigo! Sou um especialista em gestão e poderia ajudá-lo. Acho que você deveria investir mais do seu tempo na pesca e adquirir um barco maior. Depois, com os ganhos, poderia comprar vários barcos e eventualmente até uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender o pescado a um intermediário, poderia fazê-lo directamente a um processador e eventualmente até abrir a sua própria processadora. Poderia assim controlar a produção, o processamento e a distribuição do seu pescado. Deveria sair deste pequeno povoado e ir para a capital, onde geriria a sua empresa em expansão".
O pescador ficou pensativo e finalmente perguntou: - “Mas então, quanto tempo demoraria isso?”
O americano, entusiasmado pelo interesse do pescador, respondeu:
- “ Ah bom… de uns 15 a 20 anos".
- “E depois?“, perguntou de novo o pescador. O americano riu-se satisfeito e disse que essa era a melhor parte. - “Quando chegar a hora, deveria anunciar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) e vender as acções da sua empresa ao público. Ficará rico, terá milhões!”
-"Muito bem… terei milhões e… depois?“ Tornou o pescador seguindo atentamente a proposta do gestor. Este continuou entusiasmado:
- “Poderá então retirar-se. Vai para uma povoação da costa, onde pode dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os seus filhos, dormir a sesta com a sua mulher, ir todas as noites ao povoado beber o vinho e tocar guitarra com os seus amigos".
Responde o pescador: “Amigo, por acaso não é isso o que eu já tenho?"
MORAL DA HISTÓRIA: Quantas vidas se desperdiçam na busca para alcançar uma felicidade que já se tem, mas que muitas vezes a não vemos. A verdadeira felicidade consiste em apreciar o que já temos, e não em sentirmo-nos mal por aquilo que não temos.
"Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas“
A FELICIDADE É UM TRAJECTO, NÃO UM DESTINO!

terça-feira, 8 de março de 2011

Mais um dia... MULHER!


Existe um dia dedicado a isto e aquilo, existe um dia consagrado a este ou aquele, desde que seja necessário ajudar ou proteger alguma coisa.
A Mulher não deveria precisar de um dia destinado a lembrarmo-nos dela!
Não há um dia dedicado ao Homem, porque não é preciso, porque é ele quem comanda, as nações, as guerras, as leis, os destinos...
A Mulher deveria ter o mesmo salário para o mesmo tipo de emprego, os mesmos direitos e as mesmas regalias que o homem, porque faz tudo o que ele faz e ainda algumas coisas que só à mulher está reservado, como ter filhos, amamentá-los e cuidar deles com carinho e amor.
Há mulheres com direitos perfeitamente iguais aos dos homens, mas são em minoria.
Há homens mal tratados, mas também são em minoria. E estas minorias também não deveriam existir. As mulheres enfrentam dificuldades, resolvem problemas, trabalham ao lado do homem, ajudando-o com ternura, amor, e, nas dificuldades, sorriem, quando gostariam de gritar, cantam, quando queriam chorar, lutam por aquilo que acreditam e revoltam-se contra as injustiças, pois não aceitam um "não" por resposta, quando sabem que há outras soluções.
Porque precisa ela que lhe dediquem um dia? ...porque na maior parte do mundo, é tratada como escrava, como inferior e desvalorizada. Desde o afastamento de cargos de chefia, até ao apedrejamento, de tudo se encontra por esse mundo fora.
Ainda há muito que fazer, ainda é necessário mudar mentalidades e formas de estar, e não me parece que seja esse o caminho que está a ser seguido pela nossa sociedade, basta olhar as notícias diariamente pela TV e vermos que há mulheres que continuam a sofrer na pele diariamente essas diferenças.
Por isso ainda é necessário um Dia da Mulher, como o de hoje. É necessário lembrar à Mulher, o quanto vale. Aqui fica uma pequena homenagem a nós Mulheres... de todas as idades, de todas as nacionalidades, e, sobretudo, a todas aquelas que, contra ventos e marés, preservam em sonhar, em amar e lutar por um mundo melhor.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Inundações - um exemplo: Tóquio

Uma precipitação invulgar - muita chuva num escasso período de tempo - é a justificação comum das autoridades meteorológicas para a ocorrência de inundações e cheias, num meio urbano ou rural. As suas causas e consequências são, no entanto, mais complexas, tornando de difícil resolução um problema cíclico que, admitem os climatologistas, se acentuará nos próximos anos. Sem solução?!
Anualmente uns 25 tufões assolam o território japonês.
Desses, dois ou três atingem Tóquio em cheio, com chuvas fortíssimas durante várias horas ou até um dia inteiro.
Mas nem por isso ocorrem enchentes ou alagamentos na cidade.
Por que será?

Subterrâneos de Tóquio
A chuva é inevitável, não há meio de se impedir que chova. Nem seria bom que não chovesse: a chuva lava o ar e o solo gratuitamente e ela é por isso, necessária e útil.
Um sistema de drenagem urbana adequado é aquele que promove o escoamento das águas da chuva após a sua benéfica ocorrência, sem causar transtornos ao funcionamento normal da área urbana.

O subsolo de Tóquio alberga uma fantástica infraestrutura, cujo aspecto se assemelha ao cenário de um jogo de computador ou a um templo de uma civilização remota.

Cinco poços de 32 m de diâmetro por 65 m de profundidade interligados por 64 Km de túneis formam um colossal sistema de drenagem de águas pluviais destinado a impedir a inundação da cidade durante a época das chuvas.

A dimensão deste complexo subterrâneo desafia toda a imaginação.
É uma obra de engenharia sofisticadíssima realizada em betão, situada 50 m abaixo do solo, facto extraordinário num país constantemente sujeito a abalos sísmicos e onde quase todas as infraestruturas são aéreas.

A sua função é não apenas acumular as águas pluviais como também evacuá-las em direcção a um rio, caso seja necessário.

Para isso dispõe de 14.000 HP de turbinas capazes de bombear cerca de 200 toneladas de água por segundo para o exterior.

Conclusão: Não existe problema insolúvel. Basta querer enfrentá-lo. Infelizmente estes problemas são crónicos na maioria das cidades de todo o mundo, porque os responsáveis não atacam as causas.
Pelo facto de serem crónicos não significa "sem solução". Como explicar a repetição de inundações nos mesmos lugares, durante anos seguidos, sem que nada mude? Porque não buscar soluções como as do Japão que mostram ao mundo, que tudo tem solução...

sábado, 5 de março de 2011

Evolução???

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas! Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres as visitas. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…. era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!… – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite…

Que saudade do compadre e da comadre!

Texto de José Antônio Oliveira Resende, Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei. Brasil

É um texto muito profundo que nos impulsiona a voltar ao tempo da nossa infância, não muito distante para alguns e rever os nossos conceitos de família, como estamos a comportar-nos na actual sociedade.
Sou desse tempo, em que os meus pais recebiam sem esperar, casais amigos, que depois do jantar, caminhavam a pé até à nossa casa, servia-se um chazinho com biscoitos caseiros e as conversas e risos enchiam a nossa casa até tarde.
Por vezes, os problemas eram partilhados e ponderadas as respectivas soluções, havia mais humanidade, coisa que a sociedade actual ignora simplesmente.
Hoje em dia é raro abrir a porta àqueles que se considera "amigo", é preciso telefonar para marcar um horário de visita, impossível aparecer de surpresa, é falta de educação cair de "paraquedas" em casa das pessoas, as quais não nos convidaram e talvez nunca nos convidem...
Os valores das relações de hoje completam-se por outros meios: as pessoas casam pela net sem se conhecer, trocam informações privadas através de redes virtuais sem saberem com quem estão a falar, talvez porque haja precisamente a necessidade de ter um ciclo de amizades com quem partilhar os problemas ou grandes alegrias do dia a dia.
Uma pena cair no esquecimento a vantagem de nos sentarmos a beber um cafézinho em boa companhia...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Não beba água fria às refeições...

Os chineses e os japoneses bebem chá quente com as refeições,e dizem não à água fria. Talvez seja hora de mudar os seus hábitos de consumo, dado que a água quente traz imensos benefícios para a saúde.
Não é por acaso que o povo asiático tem este excelente hábito, não só bebe água quente às refeições, como é vê-los a transportar a sua canequinha durante o dia, contendo chá ou água quente, que vão ingerindo em pequenos goles durante todo o dia. Nos empregos, aqueles que não têm acesso a uma máquina de água quente, que estão espalhadas um pouco por toda a parte, ou a uma cozinha, transportam "termos" com água quente, pois faz mesmo parte da cultura deste povo, porque acreditam que também assim se evitam os ataques cardíacos, fazem boa digestão, limpam o organismo e, até para as cólicas, bebendo água quente, elas passam de imediato.
A água desempenha um papel essencial em quase todas as funções do nosso corpo, tais como a digestão, absorção e transporte de nutrientes e desintoxicação (a partir dos 25 anos, o corpo começa a perder água naturalmente). Filtra as toxinas, assim como as dilui facilitando o processo de excreção do corpo, uma vez que a água quente relaxa o intestino, facilitando o trânsito intestinal; regula a nossa temperatura corporal, acelera o processo de emagrecimento, ajuda a combater o acne, celulite, estrias, são inúmeras as vantagens corporais de bebermos água, principalmente se for tépida ou mesmo quente!

Para as pessoas que dizem que só matam a sede com água gelada, será melhor ponderar em mudar esse hábito, porque a água gelada vai fazer solidificar os componentes oleosos do que comemos, logo, que não vão ser digeridos, tornando-se por isso em toxinas que ficam “alojadas” nos intestinos; esse acumular de toxinas, que em Sânscrito e no Ayurveda é denominado de “Ama”, tem a característica migratória e circula por todo o organismo, indo “alojar-se” nas veias, nos orgãos, e sobretudo nas articulações (temos aqui a causa primária de todas as doenças do foro reumático, artrites reumatóides, etc.)

Para as pessoas que acham que não conseguem beber apenas água quente, podem começar por ingerir infusões digestivas, pois há à vendas uma variedade imensa de chás a começar pelo de hortelã, gengibre, cidreira, funcho, chá 3 anos, entre muitas outras, que lhe trará imensos benefícios para a saúde.

terça-feira, 1 de março de 2011

Construa a sua casa com... palha!

Parece estranho, mas afinal é mais vulgar do que se julga: a construção de casas com fardos de palha.
Com o preço da madeira a subir e a sua disponibilidade a diminuir, a palha está a ganhar uma atenção muito especial nos nossos dias, como uma fonte renovável regularmente disponível.
Se algo nos ensina a história da construção, é que o ser humano sempre levou muito em conta o meio ambiental em que se encontram os materiais naturais à sua disposição, e, afinal, uma construção não tem de ser necessariamente feita de areia e tijolo para ser segura, forte e bonita.

As construções em fardos de palha são mais eficazes, quer a nível acústico, quer a nível térmico.
O único senão, é a humidade, se a casa estiver mal isolada, corre o risco de apodrecimento da palha. Mas sendo bem construída, ou seja, o factor fundamental é o de proteger as paredes de toda a humidade, com um reboco bem aplicado, ficam tão seguras como as de pedra e cal.
O mito do perigo de incêndios é contestado todos os dias, pelas milhares de construções pelo mundo fora, existindo algumas no sul dos Estados Unidos, com mais de 150 anos. Até porque a palha está de tal maneira comprimida, que não há oxigénio, e sem oxigénio não há incêndios...
Apesar de precisar da ajuda de um empreiteiro, é necessária pouca experiência para se construir uma casa de palha e essa construção pode ser rápida. Dependendo de quem a constrói, é possível diminuir alguns custos. Existem muitos sites e DVD's disponíveis, que podem ensinar como se pode construir uma casa de palha, mas é importante saber como, onde e que tipo de ajuda se pode ter quando pensar em construir uma casa destas.
Embora a palha seja mais barata que os materiais de construção, como o tijolo e a madeira, construir uma casa com palha, normalmente custará quase o mesmo que uma casa convencional, já que as despesas com o levantamento das paredes é de apenas 10 a 15% do custo total da construção [fonte: Magwood, Mack, Therrien (em inglês)].
Quando se considera as outras despesas, como alicerces, telhado, portas e janelas, o preço da casa de palha pode equipar-se ao das casas mais tradicionais.

Para construir uma casa com fardos estruturais, o alicerce é feito e a palha é empilhada. Depois, o madeiramento é colocado no topo da palha e o telhado é montado. Para uma casa de palha com colunas e vigas, todos os elementos estruturais, incluindo o alicerce, madeiramento e telhado, são colocados no lugar. Depois, a palha é colocada nos espaços entre as colunas.

O passo seguinte é rebocar:gesso, barro e cal servem como revestimentos interno e externo. A primeira camada de massa deve ser sobre a palha, com mais duas camadas adicionais. Ao contrário do que se possa pensar, não se deve usar material impermeável nas paredes. A palha eliminará a humidade por si só, e o reboco deve ventilar a humidade, em vez de mantê-la no interior, próxima ao fardo.
As tintas para as paredes também devem respirar (algumas dessas tintas são à base de cal, silicato e / ou látex). A aplicação correcta de massa e tinta não permitirá que a humidade afecte a palha.

E a casa está pronta. Por dentro e por fora, fica tão perfeita como qualquer das que são construídas no rigor da areia e do tijolo, com vantagens acrescidas.
È rápido, barato e agradável, construir uma casa com fardos de palha. As paredes são um incrível isolante, que podem facilmente manter o calor dentro ou fora, dependendo das necessidades.
Com os conhecimentos e tecnologias que hoje em dia dispomos, este é um modelo confortável e adaptável à Natureza, poupando recursos, que podemos utilizar de uma forma inteligente.
O planeta agradece...

Fontes: www.queridacasa.pt;
http://terrapalha.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cuidado... quando fala ao telefone

NÃO PRENDA O TELEFONE NO OMBRO COM A CABEÇA!Osso assassino – importante alerta médico!

O alerta vem dos consultores médicos, do Jornal Britânico 'Neurology'.
Está comprovado que é perigoso, e pode até ser fatal, conversar ao telefone, apoiando-o no ombro e firmando-o com a cabeça, enquanto as duas mãos estão ocupadas a fazer outra coisa.
Geralmente tende-se a fazer isso quando precisamos anotar o que o interlocutor está a dizer ou estamos a fazer outra coisa qualquer com as duas mãos.
O caso relatado pela publicação científica, refere-se a um psiquiatra francês, que demorou uma hora com o telefone preso entre a cabeça e o ombro esquerdo, para fazer anotações, que lhe estavam a dar do outro lado da linha.
Quando desligou, o psiquiatra sofreu de cegueira temporária e sentiu dificuldade em falar, ao que sobreveio um derrame cerebral.
MOTIVO: Um osso minúsculo, mas pontiagudo, sob a orelha esquerda e por detrás do queixo, rompeu os vasos que levam o sangue até o cérebro.
Esse rompimento dá-se porque a pessoa, sem sentir, vai pressionando cada vez mais a cabeça sobre o telefone e também, involuntariamente, vai levantando o ombro. Como é uma prática comum este comportamento, principalmente nos escritórios e, mesmo no lar, com a dona de casa a fazer as suas obrigações, muitas vezes o problema afecta as pessoas com intensidade podendo causar problemas por acumulação.

Quem já não o fez uma vez por outra, de forma inconsciente? Há pessoas que se queixam de "ter dado um jeito ao pescoço", enquanto falava ao telefone. Por isso, tenha atenção quando tem de anotar qualquer coisa, faça-o com uma mão e não com as duas.
Avise os seus colegas de trabalho, os seus amigos, familiares, e demais pessoas do seu convívio para que: falar com o telefone ao ombro, pode matar!

FONTE: Dr. Luís Carlos Calil - Prof. Psiquiatria da Faculdade de Medicina do Triangulo Mineiro