quinta-feira, 7 de julho de 2011

Chá, o néctar dos deuses....

O Chá é um prazer para os nossos sentidos! Tem sido sempre celebrado como um tesouro cultural e uma arte. Ambos se mesclaram por milénios. Originário da China, atravessou desertos e mares, foi trocado por prata e despoletou guerras. Nestas páginas, viajará com exclusividade pelos tempos das cerimónias chinesas e japonesas do chá, ambas seguidas e admiradas por milhares através do mundo. Mas... outros países também têm a sua história, não esquecendo os ingleses, no seu elegante Afternoon Tea, o Tibete, a Rússia e para terminar o chá no Egipto, demonstrando assim que o chá é uma das bebidas mais antigas e mais consumidas em todo o mundo e que faz parte dos hábitos diários de vários povos que o consideram um verdadeiro elixir dos deuses.
A China é o berço e a terra do chá e da sua cultura. Esta, desempenhou um papel importante na cultura tradicional chinesa.
Na História moderna, Macau foi a primeira janela de acesso para que a cultura chinesa do chá se espalhasse pelo mundo ocidental.

ALGUMAS LENDAS:
As origens do chá perdem-se nos tempos e perpetuam-se através de mitos e lendas. Na memória quotidiana do povo chinês é símbolo de bem receber, originando um bom ambiente de convívio e hospitalidade.
A lenda que está ligada à origem do chá como bebida, conta que um dia estava Shen Nong debaixo de uma árvore de camélias quando, sem reparar, caíu uma folha dentro do recipiente onde fervia água. Ao beber a água, notou um desconhecido e agradável sabor, descobrindo assim o chá como bebida.
Durante séculos, muito foi escrito sobre o chá. Folhas de chá faziam parte dos adereços funerários que acompanhavam o morto na sepultura, durante a dinastia Han, entre 206 a.C. a 24 d.C. Segundo o relato de um dos livros mais importantes sobre o chá, "O Chá Chinês", de Wang Dunyan, nessa época, o processo de produção estava dividido entre o colher, escolher, torrar e amassar em forma de bolo.

Antes do chá passar a ser embalado, era antigamente pesado e vendido em pequenas porções nas casas da especialidade. Ainda hoje, em algumas das plantações, há quem o faça, em especial nos considerados medicinais...

O que é o chá
O chá é proveniente das folhas da Camellia sinensis. Actualmente, cerca de 3mil produtos levam o nome de "chá" mas, na verdade, podem ser considerados chás mesmo, somente aqueles que tenham na sua composição a "Camellia sinensis", ou seja, aqueles que nós chamamos chá de hortelã, erva-cidreira e outros tantos, são, para sermos mais correctos, tisanas ou infusões.
A partir das folhas da "Camellia sinensis" é possível obter diferentes tipos de chá e, dependendo do tipo de tratamento a que são sujeitas, dividi-los nas seguintes categorias:
Verde - As folhas vão para a secagem após a colheita. O seu sabor é um tanto amargo. As folhas são apenas passadas pelo calor, imediatamente após a colheita, evitando assim a fermentação. O chá Gyokuro (gotas de orvalho), do Japão, é considerado um dos melhores – as suas folhas são cobertas com uma tela antes da colheita para preservar a clorofila e perderem o tanino, ficando por isso adocicadas.
Preto - As folhas sofrem um processo de fermentação que torna o líquido num tom avermelhado escuro e de sabor intenso. As folhas são colocadas em tanques fechados até fermentarem. A seguir são aquecidas e desidratadas.
Oolong - Sofre um processo de fermentação muito curto. Uma secagem rápida é feita logo após a colheita. Depois as folhas vão para um tanque para fermentar apenas um pouco, uma vez que o processo é interrompido ainda no início. O sabor é suave. Este chá é o menos comum no mundo ocidental.
Aromatizados - Qualquer chá, independentemente do tratamento pelo qual tenha passado, pode receber a adicção de outras folhas, frutos secos ou flores, cujos sabores se misturam e os tornam em chás especiais.

A tradição das casas de chá
Durante muitos anos, a vida social era feita em casas de chá. Algumas dessas casas abria às quatro da manhã e enquanto os patos lacados iam sendo dependurados à porta, enchia-se de uma clientela de uma cidade que não pára, noite e dia.
Muitos desses clientes nocturnos, eram pescadores. Por ali se deixavam ficar, em amena cavaqueira até ao raiar do dia, acompanhados por tigelas de chá e dim sam. A sala ia-se enchendo e às seis e meia era já difícil encontrar uma mesa vazia.
Era a hora normal da chegada dos clientes com os seus pássaros em gaiolas.
As enormes salas amplas, cuja amplitude dificilmente se pode agora conceber nesta cidade onde o espaço, todo ele é aproveitado ao milímetro, permitiam um ambiente dedicado ao convívio através do chá. As ventoinhas colocadas por todo o tecto, removiam o ar abrasador e a quantidade de empregados era grande, tendo cada um as suas funções. Quando um cliente chegava, era-lhe colocada uma tigela cheia de folhas de chá e um bule. Numa grande chaleira, a água fervida era servida às mesas pelo empregado, enchendo os bules que, com a tampa pousada na asa, indicavam precisar de água. Num outro recipiente, cada cliente lavava e escaldava com água os seus copos.
Também a primeira água do forte chá preto de folhas cortadas era vertida para esse recipiente.
Este ritual que era completado com os petiscos de "dim sam" que na tradução, significa "tocar o coração".
A sua origem remete à Rota da Seda, entre os séculos IX e X. Os mercadores paravam em casas de chás para se recompor das cansativas viagens e, como cortesia, os donos ofereciam "dim sam". Era um sinal de apreço, um agrado ao cliente.
Assim, os empregados faziam circular em grandes paletes de bambu com este delicioso petisco. Também se serviam refeições e pelo número de patos que, depenados entravam para a cozinha, parecia ser um prato com muita saída.
Junto à porta, por detrás de um pequeno balcão, o caixa com a ajuda de um ábaco ia fazendo as contas e recebendo dos clientes o dinheiro do consumo. O preço do bule de chá não pagava o convívio. Fechava à uma da tarde. Infelizmente estas casas pertencem a um passado recente. Todas encerraram definitivamente para darem lugar a novos espaços de gentes apressadas que preferem agora os bares, restaurantes, Pizza Huts, McDonald’s...

Visita a uma plantação de chá

Mas ainda há muita boa gente entre chineses e estrangeiros que se interessam por aprender, divulgar e apreciar esta preciosa planta. Algumas Associações abrem cursos para quem queira aprender como preparar, escolher e apreciar o chá.
Depois dos alunos tomarem as suas notas nas aulas, fazem pesquisas em bibliotecas, na Net ou mesmo fazendo algumas entrevistas. Apresentam depois os resultados ao professor, demonstrando assim que aprenderam alguma coisa na teoria.
A seguir, vem a aprendizagem prática, ou seja, os alunos, são levados a um dos imensos campos de cultivo de chá que poliferam na China, e ali, em contacto com a natureza, vão aprendendo a conhecer as plantas, a técnica de recolha e todas as restantes operações até chegar finalmente à sua confecção.
Normalmente, são precisos cinco anos para se começar a colher as primeiras folhas, mas, ao fim de 30 anos o arbusto já é muito velho para produzir. Assim, o tronco do arbusto velho deve ser fendido e enxertado para que continue a produção, atingindo a planta à idade de cem ou mais anos. Na sua forma natural atinge vários metros de altura, mas, quando cultivada, permanece em forma de arbusto, alcançando apenas cerca de um metro. Os quatro a nove primeiros anos levam as sementes a dar origem a arbustos e às folhas a ficarem prontas para a colheita. Segundo Wenceslau de Moraes, no seu livro “O Culto do Chá”, no primeiro ano não se aduba a terra. Só depois se usa fazê-lo com regularidade.
Depois da colheita vem a selecção, a cozedura, a prensagem, a moagem, a moldagem e a secagem. A altura de colher as folhas depende do clima da região, mas o período vai desde o início da Primavera até Outubro. Sempre que vamos em passeio pela China, muitas das vezes está incluída uma visita a uma casa comercial de chá ou mesmo podemos visitar a plantação, se eventualmente essa região vive em função do cultivo do chá, mesmo em pequenas propriedades, numa altitude média e de clima húmido.
Antes de vermos qualquer coisa, somos levados primeiro para uma sala, onde a nossa anfitriã faz uma apresentação muito profissional, falando dos inúmeros benefícios funcionais do consumo do chá e, depois depende da qualidade que estejam a divulgar/vender. Por exemplo, os chineses sabem que os estrangeiros apreciam o chá verde pelos seus poderes medicinais, então ela desfila as vantagens de consumir este chá em função dos polifenóis (substância antioxidante que traz benefícios para a saúde cardiovascular).
Depois vem a demonstração, colocando água num jarro transparente, mais flocos de arroz e iodo num copo, que ganha então uma coloração amarelo escuro. Em seguida adicionou folhas de chá verde ao líquido que, em alguns segundos, ficou de novo transparente!!! Não sei se o chá terá essa intensidade de poder dentro do nosso organismo, mas o impacto visual da “mágica” impressiona sempre! Muitos de nós acabamos por comprar o chá, que ela diz ser “imperial”, por ser o melhor da estação (primavera), mais aromático e fresco que todos os outros.

A preparação e cerimónia do chá

A preparação do chá requer um ritual próprio. Primeiro o anfitrião escolhe as peças que irão ser usadas para preparar o chá. Existem conjuntos de diferentes cores e formatos feitos com diferentes técnicas de cerâmica.
Um verdadeiro estudioso da arte de servir chá, normalmente é um coleccionador e saberá escolher e adquirir estas diferentes peças que possuem características especiais. O anfitrião apresenta aos convidados o recipiente onde coloca as folhas. Se o bule for de colecção, a história do bule é contada, como foi feito, onde foi encontrado, como foi adquirido, etc. Os convidados apreciam o bule. A seguir o anfitrião mostra o chá que será preparado. O chá mais popular na China é o verde (bancha), seguido do oolong e do chá preto, que os chineses chamam “chá vermelho” (hongcha).
A seguir o anfitrião deita a água quente da chaleira (que deve ter um bico curvo) por cima das folhas de chá a uma determinada distância. Esse primeiro chá é deitado fora pois trata-se da lavagem das folhas. Volta a repetir a operação e verte este segundo líquido em copinhos compridos (como mostra a foto) passando-os aos convidados para que estes aspirem o seu vapor e assim apreciem o aroma antes de o beber.
Em seguida vai deitando o líquido desses copos altos nas pequenas e delicadas chávenas de louça que estão dispostas em círculo sobre o tabuleiro. As chávenas não devem ser servidas com o chá uma a uma, mas todas de uma vez. A água quente é derramada sobre as folhas do chá num único fio - não se pode deixar a água formar bolhas para que não faça espuma.
É preciso muita perícia neste acto, para não derramar o chá no tabuleiro e não pode sobrar água no bule, pois a prolongada imersão das folhas deixa um sabor amargo no chá.
Os chás de boa qualidade possuem um aroma rico e um sabor diferente do aroma. Após essa primeira rodada de chá, o bule é novamente cheio com água quente e retoma-se o processo, uma vez que as folhas de chá de qualidade permitem que se prepare cinco a seis rodadas de bebida.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O prazer do CAFÉ

Milhões de pessoas em todo o mundo iniciam o seu dia com um café. O cheiro, o sabor e o efeito estimulante da cafeína, são conhecidos prazeres associados a esta bebida natural.
Uma série de estudos, demonstram as vantagens do consumo do café para a saúde e bem estar do seu consumidor.
Uma característica bem portuguesa, levam que o consumo da vulgar “bica”, seja tomada fora do lar, um velho hábito social, não só como remate perfeito de uma refeição, como numa pausa de trabalho, ou saboreado entre amigos, em encontros rápidos ou programados, é inegável a presença sempre marcante desta bebida nas nossas vidas.
A maioria dos portugueses, raramente tomam o pequeno almoço em casa, preferindo adoptar um hábito considerado muito burguês, mas que afinal se considera prático. Logo pela manhã, as pastelarias enchem-se de pessoas que tomam a sua primeira refeição rapidamente, ali mesmo, em pé, próximo de casa ou do emprego.
Durante anos, eu variava o meu pequeno almoço entre o croissant, uma sandes ou um bolo, mas SEMPRE acompanhado do insubstítuivel cafezinho....
Existem diversos tipos de cafés, mas a espécie mais comum é o “Arábica”, que ocupa cerca de três quartos da produção mundial, seguido do “Robusta”, que tem o dobro da cafeína contida no primeiro.
Para os verdadeiros amantes e conhecedores de café, este não representa apenas uma chávena de prazer, mas sim um estilo de vida. Porém, o segredo também não se limita apenas à qualidade do pó, mas quem tira e como é tirado o café, também tem influencia na definição do sabor.
A quantidade de cafeína ingerida pode variar conforme o volume, já que a maior percentagem ocorre no início da extracção. Os factores são variáveis tendo em conta o lote de café e a quantidade que se coloca na chávena, que pode ser “curto”, “normal’ ou “cheio”, depende do gosto e paladar de cada um.

A Lenda do café O café é quase como uma religião para alguns e para esses devotos os centros de reunião para degustar a bebida são cada vez mais frequentes, desde a sua popularização no final do século XV e início do XVI. Segundo estudos, o primeiro salão de café surgiu em Meca nessa mesma época, mas logo a ideia se espalhou pelo Cairo, Constantinopla e pelo Oriente Médio.
Entre os árabes conta-se que, há muitos anos, Alá, pela voz do profeta Maomé, lhes proibiu de beber vinho. Os árabes obedeceram, mas andavam tristes e melancólicos por não ingerirem uma bebida reconfortante.
Conta-se ainda que, certo dia de verão, um pastor ia pelo campo com o seu rebanho e tanto ele como os animais caminhavam indolentemente por estar um calor sufocante. De repente, a paisagem transformou-se e surgiu um vale cheio de arbustos muito verdes.
E sucedeu que o rebanho, para matar a fome e a sede, devorou avidamente aquela verdura. E grande foi o espanto do bom pastor quando, pouco tempo depois daquele repasto, viu os seus animais às cambalhotas e a correrem de um lado para o outro, cheios de energia.
Perante aquele estranho espectáculo a que jamais assistira, o pastor resolveu apanhar um punhado de grãos dos arbustos e foi contar a um velho mago o que acontecera. Então, o mago ferveu os grãos e obteve um líquido aromático que os dois homens beberam, sentindo logo uma agradável sensação de maior vivacidade. Tinham acabado de beber o saboroso CAFÉ.
E interpretaram o sucedido como uma dádiva de Alá para compensar os árabes da falta do vinho.
Hoje em dia fala-se muito dos produtos orgânicos. Pois o Café Orgânico também pode ser encontrado em casas da especialidade. Vamos entender melhor o que é isso?
O Café Orgânico tem basicamente duas peculiaridades: é produzido por uma agricultura familiar e é orgânico.
Agricultura familiar, é quando qualquer produção é feita por pequenos e médios proprietários rurais, tendo como mão-de-obra essencialmente o núcleo familiar.
Já um produto orgânico é um produto diferenciado no seu modo de produção.
A começar pela lavoura, que não pode ter nenhum tipo de agro tóxico, ou seja, é um produto 100% natural. Para obter essa produção é preciso que a propriedade seja auto sustentável, ou seja, é uma propriedade que não produz apenas as plantas de café, mas que tenha gado, produção de leite e outros cultivos, para que haja um equilíbrio da produção.
Deve haver Organismos credenciados, que vigiem as produções para que depois atestem a origem desse café, com a garantia que foi produzido segundo as normas de produção orgânica, assim como uma Certificadora que também certifique os regulamentos internacionais.
Mas isso não se restringe à plantação, na indústria também há uma série de requisitos e critérios necessários para que, principalmente, possa garantir que o café seja puro na sua qualidade orgânica. É importante frisar que a Certificação Orgânica não aborda somente questões ambientais, mas também faz um trabalho de acompanhamento técnico junto ao produtor, para que ele produza um café de qualidade de forma contínua, realizando análises a cada safra e indicando melhorias para aumentar a qualidade.
O sucesso de um produtor moderno na cultura do café, está em proporção à função de vários factores, ou seja, a redução nos custos de produção, aumento na produtividade e, principalmente, a busca constante pela melhor qualidade, que é a garantia da conquista de novos mercados consumidores.
O objetivo dos produtores, é uma contínua busca em especializar e adotar tecnologias modernas para produzir cafés com qualidade superior uma vez que, a qualidade é o factor determinante no preço de venda do produto. Portanto, pouco a pouco, as portas do mercado para os cafés de baixa qualidade vão-se fechando, dando lugar a outros de qualidade superior, porque o consumidor está cada vez mais exigente.

Café em casa... O hábito de perfumar a casa com o cheirinho de café logo de manhã, principalmente aos fins de semana, já vem de longa data e para mim é um ritual que não dispenso.
Deixar de lado o stress das manhãs em que nos temos de nos despachar para ir para o emprego, nada melhor que, aos fins de semana, preparar um cafezinho com calma, fazer umas torradas e saborear relaxadamente esse instante de aromas.
Hoje em dia, há um enorme leque de ofertas de máquinas caseiras, que deitam por terra a minha velha cafeteira dos anos sessenta, onde eu fazia antigamente o meu café de mistura e esperava durante algum tempo, que as borras assentassem... Hoje, utilizo este modelo, à venda em qualquer loja de electrodomésticos, com uma enorme variedade de marcas e a preços acessíveis.
Esta máquina, de origem francesa, apareceu nos anos 70 e era utilizada para servir o cafezinho depois de uma refeição. Ainda hoje a tenho e, se me dá a preguiça de sair para tomar a "bica", utilizo-a, saindo um café aromático e forte.
Não se julgue que, para fazer um bom café em casa, basta ter a máquina mais cara e o melhor grão. Se a moagem do café não for a ideal para o tipo de máquina que se utiliza, então o café fica intragável.
Até há bem pouco tempo, aos convidados que vinham à nossa casa, apenas lhes perguntávamos se desejavam tomar um café e era servido de forma simples e artesanal.
Agora, poderemos surpreendê-los: que tipo de bebida prefere? um Expresso? Descafeinado? Capuccino? ou talvez um "Latte Macchiato? Todas as bebidas estão disponíveis numa só máquina e são fáceis de preparar.
Há agora a oportunidade de adquirir este tipo de máquinas de café, que são o último grito de tecnologia, semi-profissionais com a vantagem de adquirir as cápsulas nos hiper e supermercados, que permitem preparar um excelente café no conforto do lar.
O sabor e o efeito desta bebida constitui uma experiência deliciosa para os sentidos e também... para a alma!

CAFÉ - Receitas & Dicas

RECEITAS COM CAFÉ
A versatilidade do café, cujas virtudes não se limitam apenas como bebida, tem um imenso potencial como ingrediente de inúmeras preparações culinárias, desde os doces aos salgados:

BIFE À CAFÉ 4 bifes altos com 200 grs cada – Manteiga – sal - pimenta branca em grão -1c. (chá) fécula de batata – 3 c. (sopa) de café forte - 6 c.(sopa) leite gordo – 1 limão – 1. (chá) de mostarda
Aloure os bifes dos dois lados numa frigideira de fundo espesso, com 1 c. (sopa) de manteiga, sobre lume vivo. Reduza o lume e tempere a carne com sal e a pimenta grosseiramente moída. Retire os bifes da frigideira e misture numa tigela, a fécula com o café e o leite. Deite na frigideira e junto 1 c. (sopa) de manteiga. Cozinhe durante 2 minutos, mexendo com uma vara de arame. Tempere com sumo de limão a gosto e a mostarda. Junte os bifes e aqueça rapidamente. Sirva com batatas fritas e salada.

PUDIM DE CAFÉ
1/2 l de leite meio gordo
1 lata de leite condensado
6 ovos
4 colheres sopa café solúvel
Preparação:
1-Misture o leite condensado com os ovos inteiros.
2-Aqueça o leite e junte o café mexendo sempre até este se dissolver.
3-Junte tudo e mexa muito bem até ficar um líquido homogéneo.
4-Verta numa forma de pudim barrada com caramelo líquido e leve ao forno, em banho maria, a 180ºC durante 1 hora.
5-Retire do forno, deixe arrefecer e coloque no frigorífico.
Nota: Só deve desenformar quando estiver bem frio.

BOLO DE CAFÉ

• 1 copo de ovos
• 1 copo de açúcar
• 1 copo de farinha de trigo
• 2 colheres (chá) de fermento em pó
• 3 colheres (sopa) de chocolate em pó
Bata os ovos com o açúcar até ficarem claros e espumosos. Peneire a farinha com o chocolate e o fermento e junte à massa, misturando bem, sem bater. Coloque na forma e coza em forno moderado. Desenforme quando esfriar e divida a massa em 3 partes. Alterne camadas de massa com o recheio e cubra com o glace.
Ingredientes do recheio:
• 1 chávena (chá) de açúcar
• 3 gemas
• 1 colher (sopa) de maizena
• 1 chávena (chá) de café quente, bem forte (pode ser coado ou solúvel)
• 200 gr de manteiga
Bata o açúcar com as gemas e a maizena, escalde com o café e leve ao lume brando até engrossar. Bata bem a manteiga, acrescente ao creme de café já frio, aos poucos, e bata um pouco mais, até tudo estar bem ligado.
Ingredientes do glacê:
• 250 gr de açúcar
• 1 chávena (chá) de café forte
• 2 claras batidas em castelo
Ferva o açúcar com o café até ponto de fio bem grosso. Coloque sobre as claras batendo sempre, até esfriar. Cubra rapidamente a torta.
• 220g de Arroz Carolino
• 0.5lt de água
• 200g de açúcar
• 1 colher de sopa de Café Solúvel
• 1lt de leite quente
• 1 pitada de sal

Leve ao lume um tacho com água temperada com a pitada de sal, uma casa de limão e um pau de canela. Deixe ferver. Junte o arroz, mexa e deixe cozinhar até a água evaporar quase na totalidade.
Adicione metade do leite quente, mexa e deixe cozinhar, em lume brando e mexendo de vez em quando, até o leite evaporar.

Junte o restante leite, mexa e deixe cozinhar, sempre em lume brando, até o arroz ficar cozido.

Adicione então o açúcar e o café solúvel, mexa bem e deixe cozinhar 10m.
Deite para uma taça grande ou taças individuais, deixe arrefecer e sirva.
Pode aromatizar com canela em pó.

BEBIDAS COM CAFÉ
As ousadias gastronómicas incluem combinações de café expresso, coca-cola, sorvete de creme, sumo de pêssego e até geleia de laranja. Para que o sabor fique reforçado, deve ser sempre usado café expresso.
UMA RECEITA SIMPLES:50 ml de café expresso gelado - 50 ml de Coca-Cola - 1 colher de sopa de leite condensado - 2 colheres de calda de chocolate - 1 colher de chá de Mojito Mix (xarope) - 20 ml de leite condensado - Chantily - Grãos de café para decorar
Modo de Preparo
Coloque o leite condensado no fundo da taça. Adicione o sumo de pêssego e, em seguida, o xarope de Triple Ice. Acrescente o café. Use o chantily e os grãos de café para decorar.
As bebidas, decoradas com chantilly e chocolate, devem ser servidas com uma colher

CappuccinoGelado
• 2 doses de café bem forte
• 2 dl de leite
• 3 colheres medias de chocolate em pó
• 3 cubos de gelo
Bater tudo no liquidificador


DICAS com… Café
Da escolha de um perfume ao adubo para as plantas, as opções são muitas especialmete quando se fala das borras de café.
Cheiros & C.ª Vamos começar pelo gão de café: saiba que pode eliminar o mau hálito se mastigar um grão de café torrado
Também pode esfregar as mãos com dois ou três grãos de café, afastando assim odores fortes como o cheiro da cebola e do alho.
Na altura de escolher um novo perfume, leve numa caixinha alguns grãos de café. Antes de cheirar uma nova essência, aspire o aroma libertado pelos grãos de café, o que lhe permitirá eliminar os vestígios olfactivos do perfume anterior.

UTILIZANDO AS BORRAS… As borras de café têm diversas vantagens, sobretudo na área das plantas de interior e exterior.
Misturada na terra ou usada directamente à volta das plantas, as borras de café revela-se num excelente fertilizante, com a vantagem adicional de afastar, não só as formigas, como caracóis e lesmas.
Se juntar algumas cascas de laranja, serão também os gatos a afastarem-se.

Os bifes ou qualquer outra peça de carne, se forem marinados em café, tornam-se mais tenros e macios, sem alteração de sabor.

Roupa com nova cor…

Tecidos naturais, como o linho ou algodão, podem ser tingidos com café, basta imergir as peças de roupa que pretende tingir, num alguidar de tamanho suficiente para que as peças fiquem a “boiar”.
Junte então uma boa dose de café já feito, bem forte e espere que o tecido atinja a tonalidade que pretende – nunca fica muito forte – e finalmente passe por água limpa abundante.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Publicidade e o Consumo

Diz-me quanto consomes e eu te direi quanto vales…

A explosão do consumo no mundo actual faz mais ruído do que todas as guerras e provoca mais alvoroço do que todos os carnavais porque a “cultura” de consumo soa muito alto. A expansão da procura choca com as fronteiras que lhe impõe o mesmo sistema que a gera. O sistema necessita de mercados cada vez mais abertos e mais amplos. É quase invisível a violência do mercado: a produção em série, em escala gigantesca, impõe no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar. "Diz-me quanto consomes e eu te direi quanto vales", parece ser este o lema do consumidor. A actual civilização não deixa dormir as flores, nem as galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores são submetidas a uma luz contínua, para que cresçam mais depressa. Nas fábricas de ovos, as galinhas também estão proibidas de ter noite. E as pessoas estão condenadas à insónia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica.
Os EUA consomem a metade dos sedativos, ansiolíticos e demais drogas químicas que se vendem legalmente no mundo, e mais da metade das drogas proibidas que se vendem ilegalmente, para esquecer aquilo que não se conseguiu, ou seja, os objectivos de comprar, encherem-se, atulhando-se de coisas, ou sonhando fazê-lo, porque as coisas também podem ser símbolos de ascensão social... O país que inventou as comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fat free tem a maior quantidade de gordos do mundo, uma fábrica de lixo disfarçada de comida: esta indústria está a conquistar os paladares de todo o planeta e a deixar em farrapos as tradições da cozinha local. A maior parte das mães de família, nem sequer sabem cozinhar, preferindo comprar nos supermercados os enlatados e as embalagens de comida já prontas para meter no micro-ondas. Essas tradições, esses sinais de identidade cultural, essas festas da vida, estão a ser espezinhadas, de modo fulminante, pela imposição do saber químico e único: a globalização do hambúrguer e a ditadura do fast food.
A plastificação da comida à escala mundial, obra da McDonald's, Burger King e outras fábricas, viola com êxito o direito à autodeterminação da cozinha, cujo direito deveria ser sagrado, porque a alma tem uma das suas portas através da boca!
Tudo isto porque as massas consumidoras recebem ordens num idioma universal: a PUBLICIDADE!
Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que o televisor transmite e graças a ela, as crianças pobres tomam cada vez mais Coca-Cola e cada vez menos leite, e o tempo de lazer vai-se tornando tempo de consumo obrigatório. Porque a publicidade diz-nos que o cartão da MasterCard tonifica os músculos, que a Coca-Cola brinda a eterna juventude e o menu do MacDonald's não pode faltar na barriga de um bom atleta.
A cultura do consumo, é a cultura do efémero, condena tudo ao desuso mediático. Tudo muda ao ritmo vertiginoso da moda, posta ao serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje a única coisa que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar.
O pior de tudo isto é que a publicidade não informa acerca do produto que vende, ou raras vezes o faz, até porque isso é o que menos importa. A sua função primordial consiste em compensar frustrações e alimentar fantasias, certo?
As pessoas buscam um tempo livre, mas que afinal se transforma em tempo prisioneiro, aproveitando o seu tempo para trabalhar mais, para poder comprar mais. As casas muito pobres podem não ter uma cama, mas têm um televisor! E o televisor tem a palavra. Comprados a prazo, essas caixinhas que vendem fantasias, são a prova, ou a vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos, porque a cultura do consumo fez da solidão, o mais lucrativo dos mercados. Pobres e ricos conhecem, assim, as virtudes dos automóveis do último modelo, os abastados inteiram-se das vantajosas taxas de juros que este ou aquele banco oferece, e assim as coisas têm atributos humanos: acariciam, acompanham, compreendem, ajudam, se comprares o perfume tal, o teu príncipe ou princesa caem-te nos braços, o automóvel é o amigo que nunca falha, a casa dos teus sonhos está ao teu alcance, etc, os peritos sabem transformar as mercadorias em conjuntos mágicos contra a solidão…
O mundo inteiro tende a converter-se num grande écran de televisão, onde as coisas, para a maioria das pessoas, se olham mas não se tocam.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ternura...

Marisa deu uma corrida e ainda conseguiu apanhar o comboio, que fechou logo as portas mal ela entrou. A carruagem nem estava muito cheia.
Olhou indecisa para o banco que estava logo à entrada da porta para se sentar, mas desistiu da ideia, porque a mulher que lia uma revista, estava sentada de tal forma, que não sobrava muito espaço para ela. Foi então que reparou na velhinha num dos bancos a meio da carruagem, que lhe lançou um sorriso convidativo:
- “Ah menina, ainda bem que se sentou aqui, estava com medo que fosse aquele sujeito que tem ar de ladrão...”
Ela sorriu e acenou com a cabeça, num gesto cúmplice.
Sentada à janela do comboio, a velhinha confidenciou que já tinha tirado os "ouros", ou seja, os fios e pulseiras que habitualmente usava e que vinham já da sua avó. Filigranas raras, deviam valer bom dinheiro, se a roubassem... nem queria pensar no desgosto. Tinha medo andar com eles assim à vista, pois o caminho da estação até a casa, a pé, era escuro e longo e agora andava por aí tanta malandragem, que todo o cuidado era pouco.
A "menina" olhou a idosa e enterneceu-se, lembrava-lhe a mãe, já falecida. A velhinha continuou a tagarelar, falando da filha, dos netos, da vida cara, do tempo cheio de humidade, que lhe atacava o reumático...
Saíram na mesma estação e foi cada uma para seu lado, enquanto a jovem se metia no carro, estacionado mesmo ali, a velha senhora seguia devagar junto à linha. Ela olhou-a e, lembrando-lhe mais uma vez a figura da mãe, sentiu uma enorme ternura.
O seu carro já tinha percorrido alguns metros, quando num impulso, meteu marcha-atrás e parou junto da velhinha:
-“Avozinha, entre!” - disse com um sorriso meigo, esticando o braço e abrindo-lhe a porta do lado do passageiro.
Depois de a deixar à porta de casa, feliz por não ter de fazer a tal caminhada cheia de perigos de assaltantes e, entregue à filha e aos netos, Marisa retomou o seu caminho.
Chegou a casa, cansada mas contente. Bebeu um café e só então abriu a mala e despejou em cima da mesa o espólio desse dia, conseguido à custa de uns tantos empurrões nos transportes públicos...

domingo, 26 de junho de 2011

Arraial de S. João em Macau

Dos santos populares de Junho, o dia 24 foi consagrado a São João Baptista, por ser a data do seu nascimento sendo que é também o mais festejado na Europa – João, Joan, Jean, John, Iván, Sean, consoante o país onde a festa aconteça, mas apesar de ser o padroeiro de muitas terras, na noite de São João, a cidade do Porto é a que conserva grande parte da sua tradição original, porque são de inspiração bastante mais pagã, que as festas em louvor de Santo António ou mesmo de São Pedro.
S. João tripeiro, é uma grande manifestação de massas, eminentemente festiva, de puro cariz popular e que dura toda uma noite, com uma cidade inteira na rua, em alegre e fraterno convívio colectivo.
As ruas são enfeitadas do norte ao sul, S. João é festejado com alegria, as pessoas esquecem por uma noite os seus problemas e passeiam com os martelos de plástico, compram manjerico e comem sardinha assada, aliás, é com uma boa sardinhada e um bom caldo verde que começa a farra!
Fazer subir balões confeccionados com papéis de várias cores que passeiam no ar como festa de São João, dá inicio às festas do Verão, daí as fogueiras e todas as "loucuras" da noite deste santo popular.
Os restaurantes e tasquinhas das zonas populares, enchem-se para saborear pratos especiais como o carneiro ou cabrito do norte, caldeiradas de peixe no litoral, uns bolos chamados “capelas de São João” no Alentejo, bonecos com o formato do Santo, no Algarve.

Arraial de S. João em MACAU
A tradição do arraial, em honra de S. João Baptista, padroeiro da cidade de Macau, cumpriu mais uma vez este ano os seus festejos, no Bairro de S. Lázaro, alegremente enfeitado, trazendo assim, uma das tradições portuguesas mais populares, a este cantinho do mundo.
Este ano, felizmente sem chuva, o sol esteve sempre presente, durante todo o fim de semana. A rua encheu-se de gente de todas as etnias vivenciadas em Macau, para conviver e provar as especialidades das diversas tendinhas.
Ao longo da rua, barraquinhas de artesanato, fizeram as delicias dos visitantes, que aproveitaram para comprar algumas lembranças.


É claro que não podiam faltar as sardinhas, em arraial que se preze! Apesar de carotas (25 patacas/cada), muitas pessoas não resistiram em comprar e comê-las em cima de uma fatia de broa, que tem um sabor diferente naquele ambiente alegre e festivo.

Principalmente alguns chineses, atraidos pela música e pela multidão, chegaram, sentaram-se, apreciaram o ambiente, provaram as sardinhas, sangria e cerveja.
Pelo ar sorridente e satisfeito destes visitantes, a festa está aprovada!
Os dois ranchos folclóricos alternaram-se este fim de semana, deixando no ar as cantigas regionais bem portuguesas, que trouxeram lembranças e saudades a quem as ouviu... A zona de S. Lázaro, tem também um espaço cultural no Albergue SCM, onde se tem organizado diversas actividades durante todo o ano. Neste momento, estão patentes duas exposições.
Uma delas, a exposição autobiográfica do Arquitecto Francisco Figueira (1934-2009), que foi um grande defensor do património cultural, arquitectónico, urbanístico e paisagístico desta terra.
É bom Macau ter memórias, ter história e ser tão rico em termos identitários, que para isso, contribuiram muitos filhos da terra, naturais ou adoptivos, através deste espaço que conjuntamente habitamos.
A outra exposição, é a de azulejaria portuguesa. Em Novembro de 2010 o Albergue SCM, desenvolveu o 1.º Curso de Azulajeria para dar a conhecer novas técnicas de pintura em ajulejo e a sua importância estética na integração da arquitectura.
Portanto aqui temos a exposição de azulejos portugueses, um trabalho executado durante o curso, onde foram conservadas as técnicas tradicionais, numa nova vertente criativa da azulajeria. Junto à Igreja de S. Lázaro, foi montado um palco, onde desfilaram canções, as danças e cantares dos ranchos folclóricos e aqui temos estes artistas de palmo e meio, do Jardim Infantil D. José da Costa Nunes, que encantaram os presentes com canções populares muito bem ensaiadas.

A HISTÓRIA do Padroeiro de Macau

O dia 24 de Junho, consagrado a S. João Baptista, foi instituído desde 1622, (até 1999), e comemorado oficialmente como Dia da Cidade de Macau, estabelecido pelo Senado, para lembrar o milagre da vitória sobre os holandeses, porque na época, estava desprovido de gente e de defesa. Na altura dos acontecimentos, não tinha muralhas de defesa e havia apenas 200 homens, com alguma competência a pegar em armas.
A esquadra holandesa, era composta por 15 navios, dois deles ingleses. Quando cerca de 800 homens desembarcam, invadindo a estrada de Cacilhas e começam a subir para o monte da Guia, lá do alto, os jesuítas disparam três bombardas para a frota inimiga. Uma das bombas cai no navio paiol que se incendiou, ferindo e matando membros da guarnição. Seguiu-se uma enorme confusão, as cargas de fogo dos poucos homens que se equiparam para defender a subida da Guia, resultou na retirada dos holandeses, deixando caídos por terra, metade dos homens que haviam cercado a pequena cidade de Macau.
Desde então, o Senado e o povo passaram a comemorar o dia 24 de Junho, dedicado ao seu padroeiro, S. João Baptista, assim, a cidade enchia-se de alegria e animação. Estas festas passaram por várias fases de organização e locais, até que, em 2007, por vontade de algumas associações de matriz portuguesa, começou a fazer-se o “arraial” propriamente dito, sendo escolhido o Bairro de S. Lázaro, local bem no centro de Macau, onde as ruas, com a sua "calçada à portuguesa", lembram outras ruas dos nossos bairros portugueses, onde nos sentimos "em casa".
E assim, neste últimos três anos, o arraial fixou-se neste Bairro, com venda de artesanato, actuação de ranchos folclóricos, petiscos regionais portugueses, onde não faltam as sardinhas, bifanas e caldo verde, entre outros petiscos.


Meu querido São João
És um Santo popular
Traz teu arco e balão
Vem com o povo dançar!



Aproveitem bem esta noite...
Fica fresco quem se afoita e regala o coração
Quem se banhe à meia-noite
Na noite de São João

Delicados pés pisaram
Rosmaninhos pelo chão
Muitos corações amaram
Na noite de São João

São João seria bom santo
se não fora tão gaiato
levava as moças para a fonte
iam três e... vinham quatro.