sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Amor é...

O verdadeiro amor não se reduz ao físico nem ao romântico.
O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, o que foi, que será e... o que já não é!
Um homem de idade já bem avançada foi à Clínica onde trabalho, para fazer um curativo numa mão ferida... Estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso, e enquanto o tratava perguntei-lhe qual o motivo de tanta pressa.
Ele contou-me que precisava de ir ao asilo de idosos para, como sempre, tomar o pequeno almoço com a esposa que estava lá internada.
Disse-me também que ela já estava há algum tempo internada nesse lugar, porque sofria de Alzheimer, infelizmente bastante avançado.
Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se ela não se alarmaria pelo facto de ele chegar mais tarde.
- Não! - respondeu ele com um sorriso triste.-“ Ela já não sabe quem eu sou. Já há quase cinco anos, que não me reconhece.”
Admirada, perguntei-lhe:
- “Mas se ela já não sabe quem o senhor é, porque tem essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?”
Ele então sorriu e, dando-me uma palmadinha na mão, respondeu apressado:
- “Pois… ela não sabe quem eu sou, mas eu, contudo, sei muito bem quem ela é!”
Os meus olhos encheram-se de lágrimas. Enquanto ele atravessava a porta de saída, eu pensei: este é que é o verdadeiro amor! Quem me dera tê-lo na minha vida...

NOTA:Traduzido e adaptado de um texto em espanhol, autor desconhecido

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Hoje há... TUFÃO!


Desde ontem que os noticiários passavam imagens do tufão "Nesat", que fez imensos estragos nas Filipinas onde, pelo menos, 35 pessoas morreram, cerca de 40 continuam desaparecidas e ainda afectou cerca de meio milhão de pessoas no norte do arquipélago. Por percaução, em Macau, os Serviços Metereológicos colocaram ontem o sinal 1 de tufão e garantiam que não passaria do sinal 3....
Durante a noite, fui ouvindo o vento a uivar, abanando as janelas. Levantei-me à hora habitual e abri o rádio e a televisão. Fiquei surpreendida ao ver que, no ecran da televisão, lá estava o sinal 8 de tufão, desde as seis horas da manhã e sendo assim, devem encerrar os serviços públicos, escolas, o comércio em geral e alguns transportes, incluíndo ligações marítimas com Macau e outras regiões do sul da China.
As pessoas não devem sair de casa, por correrem o perigo de levar com alguma coisa em cima. Como todos os residentes, quando há um tufão desta envergadura, ficamos satisfeitos por ficar inesperadamente em casa.

Durante a manhã, fomos vendo as notícias e de facto os ventos estavam muito fortes, percebemos depois que isto ia durar o dia todo.
Como sempre, são inevitáveis as inundações na zona do Porto Interior, com uma altura de 50 centímetros acima do pavimento das ruas.
Noutras zonas, as inundações também invadem as ruas de Macau, devido à subida da maré, e o trânsito fica desde logo muito complicado...

Infelizmente nem todos podem ficar em casa calmamente a ouvir o vento e a chuva lá fora, pois muitos dos operários têm mesmo de enfrenter a tempestade, para não perderem um dia de salário que tanta falta lhes faz... Os direitos e diferenças laborais / sociais continuam a ser gritantes em Macau.

Apanhar táxi é quase uma miragem, via-se filas infindáveis de pessoas nas Portas do Cerco e lá aparecia um ou outro, claramente insuficientes para tanta procura.
Existem imensas queixas sobre o mau serviço dos táxis em Macau, para além dos motoristas nem sequer "arranharem" inglês para entenderem um estrangeiro, só atendem quem querem e o pior de tudo, aproveitam-se dos tufões ou de tempestades para exigirem quantias exorbitantes. As pessoas aflitas, normalmente pagam o que que eles pedem se quiserem chegar ao seu destino. Para Macau ser mesmo uma cidade internacional, este problema tem que ser resolvido e depressa, com uma fiscalização e punição eficases.

As pontes que ligam Macau à ilha da Taipa, foram encerradas ao trânsito, apenas se pode usar um tabuleiro por debaixo da Ponte Sai Van, para qualquer emergência. Infelizmente, muita gente usou-a para passear com a família, porque devem achar divertido andar por baixo dos tufões ou tempestades, refastelados na comidade dos seus carrinhos último modelo, fazendo assim enormes filas para atravessá-la.
Já quase na hora do almoço, fui espreitar a rua atrás da minha, para ver o que estaria aberto, pois aqui existem alguns restaurantes e eu estava com pouca vontade de cozinhar. porém, só tasquinhas chinesas estavam abertas e completamente cheia de operários. Reparei que a cerca de ferro e betão que cerca um jardim em construção aqui na ilha da Taipa, estava caída, embora aparente ser bem pesado, no entanto a força do vento derrubou-o.

Mais adiante, vários ramos de árvores tinham sido arrancados com o vento. Por todo o lado havia lixo espalhado, que o vento arrastou dos respectivos latões e caixotes do lixo.
As enormes e suspensas placas de anúncios abanavam perigosamente. Soube depois que algumas delas, em Macau, tinham sido arrancadas com o vento e caído no chão. É aqui que reside o perigo, se apanha alguém...

Já à porta de casa, reparei que um carro da polícia patrolhava as ruas, enquanto passava um carro dos bombeiros, para acudir alguém, num outro ponto da cidade. Os apitos dos carros de bombeiros e das ambulâncias tem sido uma constante todo o dia.
Apesar de tudo, e até agora, não há vitimas a registar, embora haja muitos prejuízos materias e muitas pessoas tivessem ficado retidas no aeroporto e nas salas do jet-foil, o tufão partiu para o sul da China, deixando-nos como sempre, as chuvas intensas, que continuam a fustigar Macau.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os perdidos na noite...


Na casa da lua bonita, mora um raio de luz, que ilumina a noite para que os bêbados, os perdidos e os solitários, não se percam e não mais fiquem sós, além do que a solidão lhes permite.
Cada feixe de luz, transmite-lhes algo de paz suficientemente necessária para que prossigam, vivendo, ainda que bêbados, perdidos ou solitários.
Que deles seria sem a lua, sem a noite? Que fariam para esquecer? Como se achariam e como reagiriam ao perceberem-se sós?
À chegada do sol, tudo volta ao normal... aguarda-se uma nova noite, que vai chegar, trazendo o consolo nocturno aos bêbados, aos perdidos e aos solitários, que só na paz da lua, encontram forças para seguirem adiante...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O meio ambiente...

Na fila do supermercado, a menina da "caixa", metia as mercadorias em sacos, mas ia dizendo com uma certa altivez a uma senhora já com uma "certa idade", que deveria trazer os seus próprios sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não eram amigos do meio ambiente.
A senhora pediu desculpa e rematou de seguida: - "Sabe minha filha, não havia essa onda verde no meu tempo..."
A empregada insistiu enfadada: - "Pois é exactamente esse o nosso problema de hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio ambiente e hoje é aquilo que se vê, poluição e lixo por todo o lado sem grandes soluções à vista".
- "É claro que a menina está a dizer uma grande verdade!" - respondeu calmamente a senhora - "De facto a nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. E sabe porquê minha menina? Porque na MINHA ÉPOCA, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e de cerveja eram devolvidas à loja e esta, mandava novamente para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de serem novamente usadas, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas outras tantas vezes.
Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no nosso tempo, porque não era necessário, porque subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, em vez de utilizarmos o nosso carro de 300 cavalos de potência cada vez que precisamos de ir a dois quarteirões de distância.

-"Mas você está correcta sim senhor! Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente! Imagine que as fraldas de bebés eram feitas de tecido e lavadas à mão, porque não havia fraldas descartáveis, como hoje se vê por todo o lado no lixo. A roupa era estendida numa corda e seca ao sol e não em máquinas bamboleantes de 220 volts como hoje quase toda a gente tem em casa.
As crianças pequenas, usavam as roupas que tinham sido dos irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias, talvez porque naquela época, tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não do tamanho de um lençol que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo à mão, porque não havia as máquinas eléctricas, que hoje em dia fazem tudo por nós. Quando elas se avariam, para onde as levam? Ah e veja lá que quando tínhamos de embalar algo frágil para transportar ou para o correio, usávamos jornais amassados para protegê-lo, não plásticos com bolhas ou "pallets" de plástico, que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos, não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva, que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisavávamos de ir para um ginásio e usar passadeiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente, até porque bebíamos directamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas que agora enchem os oceanos. As canetas eram recarregáveis com tinta que tinhamos num frasco para usar umas tantas vezes, em vez de comprar uma outra. Apenas abandonámos as navalhas, ao invés de deitar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes, só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas apanhavam o autocarro e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, em vez de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas ao dia, toda a semana.
Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizaria mais próxima.
Então, não dá vontade de rir que a actual geração venha agora falar tanto em meio ambiente?? Mas o que mais me espanta, é que não queiram abrir mão de nada e não pensem em viver um pouco como na minha época?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Colecção de Postais

Quando tinha 7 para 8 anos e já começava a soletrar as primeiras letras, gostava imenso de ler e guardar postais com desenhos, imagens com humor, pinturas, etc, que os meus pais recebiam dos amigos das suas viagens, pelo natal ou pelos aniversários...
Depois passou a ser a minha vez, em todos os meus aniversários, a família e amigos, sabendo do meu gosto, escreviam-me um postalinho com imagens de meninas, flores ou animais a desejar-me um dia feliz e muitos anos de saúde.
Acredito que os objectos, neste caso, os postais, são capazes de contar extraordinárias e reveladoras histórias. Sobre um povo e os seus gostos peculiares, sobre uma sociedade e o seu contexto, sobre uma história, que é afinal, uma identidade comum. Hoje em dia, esse excelente hábito perdeu-se com o nascimento da Era Informática. Mas mesmo assim, continuo a comprar postais e até alguns amigos também me enviam alguns dos locais onde passam as férias, felizmente que este hábito não está completamente banido, pelo menos das pessoas da minha idade.
Ao longo de todos estes anos, tenho guardado os postais que fui recebendo, que fui comprando, e, a maioria deles, estão metidos em caixas na minha casa de Portugal. Aguardam que um dia os meta em álbuns por temas, será um dos meus trabalhos prioritários, quando me reformar, penso eu...
Desde então aprendi a fantasiar através deles. Estes são postais de Setúbal dos anos 70...
Ao olhar os postais encontro referências visuais de vários momentos vividos e sonhados em locais que me são gratos, que vivi com os meus pais e outros familiares já desaparecidos. Hoje acho que foi uma boa ideia em os ter guardado e, quase inconscientemente, organizei-os por temas, ou seja, animais, paisagens, os mais antigos, de humor, flores, enfim, acabei por criar um museu visual pessoal, que mais tarde os meterei nos respectivos álbuns. Nesta época, quem recebia destes postais, guardava-os invariavelmente em álbuns mais ou menos luxuosos, conforme o gosto ou as possibilidades de cada um. Em quase todas as casas das pessoas com quem mantínhamos relações, e por onde passei a minha meninice, havia belos álbuns de postais ilustrados, que fizeram o encanto de muitas das minhas tardes em casa de amigos dos meus pais. Talvez esta minha apetência em coleccioná-los venha da vontade em ter esses álbuns. Postal da Guiné - Bissau onde os meus dois irmãos foram parar na altura da guerra colonial. Tenho imensos, e, no verso, estão escritos pedaços de ansiedade, medos disfarçados, conversas banais de acontecimentos do dia a dia deles, onde a morte pairava a cada momento. Muitos dos postais, não condizem com a realidade. São, por vezes, uma realidade recriada, como uma invenção de situações e paisagens. Merecem atenção e carinho, não só pelo que têm de curioso, como pelo seu valor documental para o futuro.
Por vezes, abro o envelope onde tenho um molhinho, aqui em Macau, e passo algum tempo a examiná-los. Não deixo de sorrir ao observar as "poses" das modelos, ou as paisagens de algumas cidades, que hoje já nem são uma sombra do que eram. Os postais são uma forma de memória, e, como todas as memórias, uns mais bonitos que outros.
Das viagens que faço trago sempre vários postais: dos museus, pintura, desenho, poesia, poesia visual, animais, arquitectura, paisagens...
Guardo também muitos deles de locais que passei em Portugal outros, comprei porque achei bonitos:, Lisboa, Sintra, Setúbal, Sesimbra, Lagos, Águeda, Porto, Gouveia, Serra da Estrela, Viseu, Guarda, Coimbra, Madrid, Sevilha, Barcelona, Londres, Paris, e depois de começar a viver em Macau, vou comprando os de várias cidades. Nestas viagens cheias de bons momentos, ao olhar para os postais, elas ficam para sempre na nossa memória afectiva. E os postais também são uma pequena parte dessa alegria. O estilo "arte nova" foi dominante em várias séries de postais de edição limitada, desde o ano de 1890 até 1906.
É interessante ter vários tipos de postais de arte, quer de pintura, de artesanato ou mesmo de vestes tradicionais de vários países, incluindo o nosso. Ou... aprender com eles, como por exemplo, de acordo com este postal inglês, as áreas destinadas a banhos obedeciam a uma espécie de apartheid: meninas para um lado, meninos para outro. (pode ler-se no letreiro nas costas da banhista: "mixed bathing not allowed")
E, porque conhecemos – como não? – o infinito poder da saudade, outorgamos também aos postais esse condão mágico de, como uma certa madalena, acordar sensações e lembranças em cada um de nós. Revelar-nos portanto.
Coleccionar postais é um acto de prazer, aprendizado e de memória, que podem ser passados aos nossos descendentes, como uma herança do passado e das nossas raizes.

domingo, 18 de setembro de 2011

Abraços em Macau

Para dar um abraço, basta abrir os braços, formar um laço e encher-se de afecto.

Hoje é domingo! Macau acordou cinzento, chuvoso, triste... é daqueles dias que uma pessoa fica com a neura, só de olhar pela janela e ver aquelas núvens negras no céu que parecem ali ficar eternamente. Ou se fica em casa ou, se tem de sair, não nos vai deixar outra opção, senão o de andar de sombrinha atrás.
Mas os afazeres não perdoam e, no início da tade, fomos a Macau fazer as compras da semana.
Chegando ao Largo do Leal Senado, um grupo de jovens, entre os 15 e os 20 anos, exibiam cartazes com a palvra "Free Hugs" (Abraços grátis), também em chinês, despertando a curiosidade de quem passava.

Num mundo em que cada um vive a sua vida, com indiferença ao "outro", um mundo de desamor, de querras, de conflitos... que tal dar um abraço e um sorriso a um estranho? Porque não? Porque não sorrir a quem passa por nós? Os nossos dias decerto seriam muito mais agradáveis! Talvez houvesse mais tolerância, mais ajuda entre uns e outros, mais alegria, porque não?

Inquiri de quem tinha tido esta ideia. Levaram-me a esta menina: - "Porque sim" - respondeu ela com um sorriso alegre. - "Não é preciso haver datas especificas para sensibilizar as pessoas a serem mais cordeais, mais humanas".
E, para cada abraço, uma assinatura. Ela já tinha muitas, assim como todos os outros, já tinham sido abraçados por muitos passeantes que aderiram espontâneamente à campanha do abraço.

Já no ano passado, perto do Natal, tinha havido uma iniciativa destas e o público tinha reagido igualmente bem. Foi combinado na escola! O grupo decidiu fazê-lo este domingo e nem a chuva, que fez alguns intervalos, os demoveu de abraçar quem quisesse ser abraçado.
Um abraço, é um toque de conforto e protecção, de saudade e união, de amizade e paixão. Já deu o seu abraço hoje a alguém?

A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido
(Maxwell Maltz)

NOTA:
Free Hugs Campaign (Campanha dos Abraços Grátis) é um movimento social que envolve pessoas que oferencem abraços aos estranhos, em locais públicos. A campanha começou em 2004 por um homem australiano conhecido pelo pseudônimo "Juan Mann", em Sydney, Austrália. O movimento tornou-se internacionalmente famoso em 2006 por causa do videoclip no YouTube da banda australiana "Sick Puppies". O vídeo actualmente é um dos mais vistos no site, tendo sido assistido mais de 50 milhões de vezes.
Os abraços são um exemplo de um acto de bondade e humanitário executado por alguém cujo objetivo é apenas fazer as pessoas sentirem-se melhores.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Alimentos que saciam a fome


Existem alimentos que lhe transmitem uma sensação de saciedade rapidamente, mas que cinco minutos depois a deixam cheia de fome, enquanto que outros são seus ‘amigos’. Além de serem igualmente deliciosos, permitem com que a sensação de ‘buraquinho no estômago’ não seja uma constante.

Bananas – Possuem potássio o que é óptimo para a sua pressão sanguínea, além de serem uma óptima forma de contrabalançar outros erros. Sempre que abusar do sal, deverá comer um alimento à base de potássio. A banana é uma excelente opção. Escolha uma de tamanho médio ou uma banana da Madeira, que são muito saborosas.

Iogurte – São óptimos para saciar a fome em pequenas colheradas. Escolha os de baixas calorias e adquira o hábito e os substituir pela sobremesa à refeição, ou ao lanche.

Nozes – Se por um lado são um alimento rico em fibras, por outro também são elevadas em gordura. Comer algumas nozes faz bem, além de transmitirem uma rápida sensação de saciedade, são igualmente boas para o coração.

Queijo fresco – É ideal adicioná-lo à dieta diária. Além de ser baixo em calorias, pode misturá-lo em saladas, comê-lo ao lanche ou ao pequeno-almoço, ou até mesmo, sempre que lhe der a fome.

DE BOA SAÚDE EM QUALQUER IDADE
Assim que entramos nos 30, o nosso metabolismo começa a sofrer alterações. O corpo vai-nos dando sinais de aviso e ficamos mais vulneráveis às doenças. Em cada ano que passa podemos detectar e prevenir os riscos para garantir a nossa saúde por mais tempo.
Enquanto não inventarem um elixir da juventude, sabemos que é inevitável irmos perdendo algumas capacidades à medida que os anos passam (felizmente que ganhamos outras também...). Vamo-nos dando conta disso em pequenas coisas, sobretudo quando nos aproximamos dos 30. Nesta idade, o corpo começa a dar sinais subtis de que os tempos áureos em que se aguentava tudo e se recuperava depressa já lá vão: de repente temos uma dor nas costas, que já não passa no dia a seguir; os três lances de escada que subíamos a correr, já não são feitos com tanta ligeireza ou, então, são as análises de rotina que acusam colesterol...
A prevenção e um estilo de vida saudável, são os melhores passaportes para uma saúde invejável em qualquer idade.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Singapura, Lei & Ordem

... e sabe porquê?
Singapura é uma cidade jardim! Todos os prédios e residências nascem como frutos, no meio das árvores e flores. Não existe poluição nem trânsito congestionado. É um dos paises mais desenvolvidos e seguros para se visitar e para se morar.
É uma cidade limpa, pois o acto de jogar lixo nas ruas, é punido com multas pesadas e trabalho comunitário realizado com uniformes verdes e expostos aos mídias. Há uma coexistência relativamente pacífica com o mundo muçulmano ali existente, embora toda a população continue a ser organizada militarmente.

Há muitas proibições afixadas em vários pontos da cidade para alertar os turistas, porque o povo, esse, está bem educado!
Quando os passageiros ainda estão no avião, a ficha de desembarque tem um "DEAD" (morte) bem grande a vermelho, para alertar que se deve respeitar as leis locais principalmente, é um aviso para os traficantes de droga. Qualquer droga!
Basta um pacotinho de algumas gramas de qualquer coisa de cocaína encontrada, a pessoa é sumariamente julgada e fuzilada, ou então é condenada a prisão perpétua, com trabalhos forçados.
A ilha é o primeiro país do mundo a ser conectado por fibra óptica em toda a sua extensão e deve tornar-se também, o primeiro país a livrar-se do fumo e das drogas.

Várias histórias vêm em jornais de todo o mundo, desde simples turistas, a jornalistas que entram com drogas em Singapura. É óbvio que determinam a sua própria morte e o governo rejeita sistematicamente todos os pedidos de clemência dos países de origem desses condenados. Não adianta os presidentes e ministros pedirem a anulação da pena, nem os protestos de associações humanitárias, evitam o cumprimento da lei instituída em Singapura.
Nos hotéis, os "Guias da Cidade" têm uma página a explicar que a polícia de Singapura garante a integridade física de qualquer mulher, 24 horas por dia! (isto, porque na antiga Singapura, sem lei e ordem, as mulheres que saíam sózinhas eram violadas e, ou, mortas).

As pastilhas elásticas (chicletes) são proibidas em Singapura, pelo simples facto de que, se jogadas no chão, pegam-se aos sapatos, sujam as calçadas da cidade e são difíceis de limpar. Andar a distribuir panfletos, nem pensar, porque a publicidade e divulgações diversas, estão em suportes próprios, distribuídos pela cidade, à porta de establecimentos, hoteis, restaurantes, etc.

Quem governa este país? Porque são cumpridas as leis? Porque funciona tudo?

Este é o Sr. Lee Kuan Yew, que assumiu com mão de ferro o comando deste país, e em seis meses, dos cerca de 500 mil presidiários, sobraram somente 50. Todos os outros, criminosos confessos, foram fuzilados.
Todas as personagens públicas corruptas (políticos, funcionários, polícias, etc), foram simplesmente fuzilados, pois existiam muitas provas contra eles.

Todos os empresários ladrões, foram fuzilados ou fugiram rapidamente do país.

A multidão de drogados que andavam a dormir pelas ruas, fugiram desesperados para a Malásia, para não terem que trabalhar ou, seriam fuzilados.

Durante muito tempo, passava uma mensagem na TV, do tipo anúncio, onde o novo governo avisava que o país estava com um cancro e que a única solução era extirpá-lo, e avisava: "se algum parente seu foi fuzilado, compreenda, ele era um cancro para a nação".

Depois de ter feito toda a limpeza ao país, reorganizado o sistema político, judiciário e penal, este militar convocou eleições directas e candidatou-se a presidente.
E... não é que venceu as eleições, com 100% dos votos!?


UM RADICALISMO PARA REFLEXÃO... OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS!?!
Pois é, pelo visto PORTUGAL tem SOLUÇÃO!!! Mas... que a população diminuiria muuuuito, não tenham dúvidas !!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Saudade...



Saudade!
O que será? não sei... procurei sabê-lo,
em dicionários antigos e poeirentos.
e noutros livros,
onde não achei o sentido desta doce palavra,
de perfis ambíguos.

Saudade... oiça, vizinho,
sabe o significado,
desta palavra branca,
que se evade como um peixe?
Não... agita-se na boca,
no seu tremor delicado,
a palavra
saudade...

- Pablo Neruda -

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Festival de Outono

A China é um país agrícola e por isso, a maioria das festividades populares estão ligadas às estações do ano e à produção rural. Como sempre, Macau engalanou-se para receber o Outono que, segundo a filosofia oriental, corresponde à época do ano em que a harmonia dos elementos Yang e Ying (masculino e feminino) começa a alterar-se, pendendo para o lado feminino. A essência do Yang enfraquece com o final do verão, e agora chega a altura de Ying para exercer o seu domínio até ao final do inverno.

A Lua redonda simboliza portanto, além da feminidade, a união da família. É por essa razão que os familiares mais afastados regressam ao lar para celebrarem este festival em conjunto, à semelhança do que acontece com o Ano Novo Lunar
Ao cair da noite muitas pessoas juntam-se a observar a lua e para tal transportam lanternas das mais variadas formas e cores (é por isso também chamada a Festa das Lanternas), que antigamente eram de papel e bambu iluminadas com velas.
Várias lendas são lembradas nesta altura, desde a de Seong-Ngó, (a mulher do arqueiro divino que roubou e comeu a pílula da imortalidade, oferecida pelos deuses ao marido e que, de castigo, foi desterrada para a lua, onde se transforma de vez em quando numa rã de três patas), à lenda da lebre ou do coelho lunar, (que, elevado a divindade, também lá habita e passa a vida a preparar pílulas da imortalidade no seu almofariz).

Este ano, no Largo do Leal Senado em Macau, ergue-se "A Torre do Grou Amarelo", que desperta a curiosidade dos turistas e dos residentes, dando um toque verdadeiramente alegre a este largo. A verdadeira torre, ergue-se em Sheshan (Montanha da Serpente) na cidade de Wuhan, na província de Hubei. Tem cinco pisos, mede 51,4 metros de altura. Foi construída no segundo ano do Reinado dos Estados do Wu Oriental (223dC)durante o Período dos Três Reinos.
É uma das três torres mais famosas de Jiangnan e um dos principais quarenta destinos turísticos da China.

Sob a luz brilhante da lua cheia, toda a família se senta a contemplá-la, enquanto come os deliciosos “bolos da lua”, também chamados “bolo bate-pau”, por serem metidos à paulada dentro das formas de madeira.
O bolo lunar está associado a uma rebelião lendária contra o jugo invasor. O pequeno bolo compactado, que só se come nesta festividade, serviu para fazer passar uma mensagem de revolta, iludindo os espiões dos dominadores. Na data proposta, o povo armou-se como pôde e acorreu em força ao chamado, derrubando, assim, o regime