terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A fábula do Ouriço-caixeiro


Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.Os ouriços-caixeiros ou porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos, pois assim
se agasalhavam e se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os
espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Moral da História:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e a admirar as suas qualidades.
Nunca te justifiques porque os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.

NOTA:
Apesar dos seus espinhos, o ouriço não é muito corajoso. Só anda pela floresta depois do fim do Inverno. É que até essa altura está muito frio e por isso estão dentro da toca a dormir muito enrolados,em hibernação.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal, época de magia!


O Natal é uma pausa que deve ser muito bem aproveitada pelas familias e amigos.
Parece mentira, como uma época pode ter tanta magia? O contágio do clima natalino, faz com as pessoas sintam a necessidade de se unir, de serem melhores, de ajudar, aproveitando a época para alegrar um bocadinho mais o mundo, talvez porque sabemos que o Natal lembra o nascimento e precede o Ano Novo e por este motivo, paira no ar a esperança de uma nova vida, a motivação que nos leva a novos projectos e de darmos... e o que podemos dar?
Muita coisa, que não custa dinheiro, não há à venda em parte alguma, pois cada um possui em si próprio, tesouros incalculáveis: pode dar Alegria, Encorajamento, Esperança, Amor, Carinho, Respeito, Atenção, Magia, enfim, nada do que se possa comprar, mas partilhar com um sorriso palavras de encorajamento em momentos dificeis a quem tanto precisa neste mundo complicado, onde sentimos que cada vez mais, há muita indiferença à dor alheia.
BOAS FESTAS!

O meu Natal não é...
dos ricos que exploram,
que escravizam;
dos tiranos, dos perversos,
dos falsários que roubam os salários.

O meu Natal não é...
dos homens das guerras que matam,
dos que vivem dos enganos,
que perseguem inocentes
para fins desumanos.

Depende de nós para que um sonho exista ou não; Depende de nós para que o amor seja verdadeiro, e a tristeza não seja eterna; Depende de um só sorriso, o enxugar de muitas lágrimas; As mãos tanto podem acariciar quanto esbofetear; Se os passos não forem fáceis, pensemos ao menos, que os caminhos nunca serão os mesmos!
Quem me dera que não fosse preciso datas nem momentos próprios para sermos todos bons e solidários!

NATAL FELIZ, com saúde Paz e Amor!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Algumas quadras do poeta António Aleixo


Lembremos o poeta António Aleixo, cauteleiro e pastor de rebanhos, cantor popular que ia de feira em feira, pelas redondezas de Loulé ( Algarve - Portugal) é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia. Aqui ficam algumas quadras:

Forçam-me, mesmo velhote,
de vez em quando, a beijar
a mão que brande o chicote
que tanto me faz penar.

Os que bons conselhos que dão,
Às vezes fazem-me rir
por ver que eles mesmos,
são incapazes de os seguir.

Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.

Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.

Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.

Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar... acaba!

O que caracteriza a poesia de António Aleixo, é o tom dorido, irónico, um pouco puritano de moralista, com que aprecia os acontecimentos e as acções dos homens, que infelizmente estão sempre actuais.
Os motivos e temas de inspiração são bastantes variados. Não sendo um revoltado, acaba por desabafar na sua poesia, todo o sofrimento provocado por certas injustiças, como se pode apreciar nestas quadras.

E aqui fica um conselho do sábio poeta:

O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
- quando consigas fazer
mais p'los outros que por ti!

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Rã cozida ou os perigos da sociedade...

Esta situação vem provar que, quando uma mudança acontece muito lentamente, escapa à nossa consciência e não desperta na maioria dos casos qualquer reacção, revolta ou oposição da nossa parte…

A Rã, desta história, não sabia que estava a ser cozida, tal como nós não nos apercebemos muitas vezes das graduais mudanças que se operam em nosso redor.
Imagine uma panela cheia de água fria, na qual uma pequena e inocente rã, nada tranquilamente.
Uma ligeira fonte de calor é colocada debaixo da panela. A água vai aquecendo lentamente.
Pouco a pouco a água vai ficando morna. A Rã, acha isso bastante agradável e continua a nadar.
A temperatura da água, porém continua a subir.
Agora a água já está quente demais para a Rã a poder desfrutar e nadar tranquilamente. Sente-se um pouco cansada, mas não obstante isso, não se amedronta.
Finalmente a água está realmente quente. A Rã acha isso bastante desagradável, mas já está muito debilitada e por isso aguenta e não faz nada. A temperatura continua a subir, até que a Rã morre cozida, quase sem dar por isso, uma vez que a temperatura foi aumentando gradualmente, até ela perder os sentidos.
Se a Rã tivesse sido atirada para a água, com ela já quente, a pelo menos 50 graus, de temperatura, ela a Rã, com um golpe de pernas teria saltado para fora da água.
A Alegoria da Caverna, narrada por PLATÃO é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade.
Para o filósofo, todos nós estamos condenados a ver sombras à nossa frente e tomá-las como verdadeiras. Essa poderosa crítica à condição dos homens, escrita há quase 2500 anos atrás, inspirou e ainda inspira inúmeras reflexões
Olivier Clerc, escritor e filósofo, nesta sua breve história, através da metáfora, põe em evidência as funestas consequências da não consciência da mudança que infecta nossa saúde, nossas relações, a evolução social e o ambiente. Podemos ver pois, desde a Alegoria da Caverna, de Platão, a Matrix, passando pelas fábulas de La Fontaine, a linguagem simbólica é um meio privilegiado para induzir à reflexão e transmitir algumas idéias
Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.
Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efectuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efectuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem. As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas para aceitarem algumas condições de vida decadentes e até dramáticas.
Se nós olharmos para o que tem acontecido na nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que temos sofrido uma lenta mudança no modo de viver, para a qual nós nos estamos a acostumar e, o pior, a aceitar como "natural". E porquê?
O martelar contínuo de informações, pelos mídia, satura os cérebros, que já não conseguem distinguir as coisas, que vão caindo na indiferença e no "habitual" do dia a dia...

Um resumo de vida e sabedoria, que cada um poderá plantar no seu próprio jardim, para colher os seus frutos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Saber oferecer prendas no NATAL

Quando se aproxima o natal é tempo de juntar a família, comer o bacalhau e mais tarde por volta da meia noite, é comum fazer a troca de prendas e desembrulhar todos aqueles presentes que passamos receber.
E todos os anos o ritual é o mesmo, aproxima-se o natal e começa a tarefa sempre dificil da compra de presentes para fazer as habituais troca de prendas uma vez que o Natal tornou-se num símbolo de oferecer presentes! Dar um presente, pode ser um gesto diplomático, uma necessidade social, ou um impulso que vem de dentro do coração. Especialmente nesta época natícia, todos nós gostamos de mimar a família, os amigos, os colegas, filhos...
Os presentes, tal como os deuses, por vezes conquistam pessoas e nesta época natalícia, é sempre um problema para as pessoas, cujo objectivo é o de simplesmente agradar, surpreender e receber um sorriso de surpresa e de agrado quando a pessoa desembrulha a oferta.

Seja como for, é sempre muito complicado oferecer prendas se eventualmente não se conhece muito bem os gostos pessoais da pessoa… por isso, antes de fazer qualquer compra, requer pesquisa, bom gosto e alguma imaginação. Ou seja, um verdadeiro trabalho detectivesco!
Aqui fica um truque que faz algum sucesso: durante o ano, vá anotando o que descobre sobre os gostos e desejos dos mais chegados e o ideal é ir comprando esses presentes com meses de antecedência, para quando chegar a altura própria, a despesa já não seja muita…
A questão que se coloca é sempre a mesma: será que existem regras específicas na arte de comprar? Será uma questão de instinto em acreditar que estamos a fazer a melhor escolha, porque essa é a nossa melhor intenção?
Até porque oferecer um presente é sempre um sinal de estima e afecto, embora os psicólogos digam que esse nosso gesto, é porque estamos inconscientemente à procura de reconhecimento, mesmo quando a pessoa presentiada nem sequer diz “obrigado”. Ou seja, quanto mais adequada for a oferta, mais vão gostar de nós…
Mas afinal o mais importante num presente de Natal, é o seu significado e não o preço ou o seu tamanho. Um presente caro ou grande, pode ser uma fonte de constrangimento para o destinatário que pode sentir a pressão de ter de retribuir da mesma forma. Não compre algo só porque você gostaria de o receber. Tenha apenas em conta os interesses do outro. Resista a presentes utilitários, a não ser que lhe tenha sido pedido.

Não tenha vergonha de sugerir a troca do presente, caso a pessoa o tenha recebido em duplicado e vice-versa (neste caso sublinhando o facto de estar agradecida). Mas, quando receber um presente, agradeça sempre, mesmo que não goste dele. Escrever um cartão de agradecimento também é outra boa opção.
Se receber um presente inesperado e não tiver nada para retribuir naquele momento, não vá a correr comprar outro. Simplesmente agradeça e não se esqueça dessa pessoa no próximo Natal. Mas seja prevenida, tenha sempre uma caixinha de bombons extra em casa para emergências dessas…
Com excepção dos presentes que vai trocar na noite da consoada, saiba que é simpático abri-los na presença da pessoa que os dá.
Se receber um presente de que não gosta, resista a (re)oferecê-lo. Mas se o fizer, tenha o cuidado de o dar a quem poderá gostar ou precisar dele e que, sobretudo, não seja próximo da pessoa que o deu a si. Pode também dá-lo a uma instituição de solidariedade.
Muitas vezes para escolher estes presentes não se torna tarefa fácil e por isso que ficam algumas ideias para mimar colegas e amigos:

SUJESTÕES:
Nada melhor que contribuírem para a decoração de Natal da casa de um amigo ou familiar. Com pouco faz-se muito, e apenas com uma dose de imaginação e com alguns objectos comuns que tenham em casa, podem fazer trabalhos fantásticos, como algumas destas imagens exemplifica.
Fotografias de família ou de amigos que encontrou, pode emoldurar e outros presentes de natal semelhantes, têm grande significado e podem durar uma vida.
Para senhoras: Uma mala, perfumes, porta-retratos, bijuterias, velas aromáticas, livos, CD’s, telemóvel, agenda, produtos de maquilhagem, MP3, livros de um tema que percebeu que ela gosta. Se tiver alguma habilidade nas malhas ou rendas, pode confeccionar ao longo do ano camisolas, um casaquinho ou colete de linha ou lã, manta, colcha ou naperons porque feito por si, tem um valor especial.
Nesta época também pode oferecer doces ou até um pequeno cabaz de natal feito por si, onde contenha compotas e licores que foi confeccionando durante o ano.

PARA HOMENS EM GERAL: Um caschecol fofo e bonito, conjunto de barbear, perfume, loção pós barba, livros, cintos, óculos, botões de punho,camisola do clube de futebol que ele é fã, kit para churrasco, CD's, DVD's, jogo de ferramentas, telemóveis, agenda do ano, uma garrafa de vinho…
Procure sempre que faça o estilo da pessoas. Os cheques-presente são práticos, mas muito impessoais, porém é uma opção que não deve descartar metendo numa caixinha e com um embrulho bonito, pode ser levado até para a brincadeira e a pessoa vai fazer uma escolha ao seu gosto.

PARA CRIANÇAS: As crianças são uma das grandes alegrias do Natal, com o seu fascínio inocente pelo Pai Natal e a sua ansiedade na contagem decrescente para o grande dia. Nesta quadra, os presentes são maioritariamente para eles, mas se na sua lista de Natal constam muitos miúdos e miúdas, é preciso saber oferecer.
Por norma, comprar presentes de Natal para oferecer às crianças é fácil: um brinquedo e já está! Embora os brinquedos sejam, de facto, dos presentes mais apreciados pela pequenada, a verdade é que passada a novidade, ficam muitas vezes arrumados num canto. Se quiser oferecer um presente de Natal original às crianças da sua vida, inspire-se e surpreenda-as com algo que dificilmente esquecerão:

Um comboio para brincar é uma memória de qualquer infância e este, para além de ter 3metros de comprimento, pode ser montado e desmontado de diversas maneiras para construir inúmeros circuitos distintos. E já viram o preço no IKEA?

A maioria das crianças adora brincar na água e se puderem passar um bom bocado numa banheira semi-cheia de água e espuma, tanto melhor se tiverem alguns bonecos giríssimos, que se vendem para esse fim e que se tornam autênticos companheiros de brincadeiras na hora do banho.

Quem dá Legos e helicópteros aos meninos, dá-lhes tudo… um brinquedo criativo, resistente e que qualquer pequeno príncipe, irá adorar receber no seu sapatinho este Natal.

Para os pequenos artistas, um quadro mágico que não só permite fazer desenhos com marcadores especiais, como ilumina-os no final. Um verdadeiro apelo à imaginação e à criatividade!

Criança que é criança, adora tirar fotografias e vive fascinado com as máquinas fotográficas dos adultos por isso… porque não oferecer-lhe uma? Existem inúmeras câmaras fotográficas infantis que, imitando as máquinas dos grandes, são apropriadas para mãos pequenas e robustas, o suficiente para aguentarem qualquer tombo! Depois, terá apenas de ensinar à criança como ligar a câmara fotográfica ao computador, para poder imprimir as suas fotografias, tiradas de uma perspetiva de miúdo. Para além de fomentar a criatividade nas crianças, é um excelente passatempo e provavelmente irá surpreender-se com os resultados!

Um telescópio é um excelente presente de Natal para as crianças porque, para além de ser educativo, proporcionará horas de diversão e aprendizagem. Adicionalmente, peça a outro membro da família para oferecer um livro sobre os planetas e as estrelas para tornar as sessões de observação perfeitas, completando assim este presente de Natal em grande!

Fomentar a leitura nas crianças é fundamental e deve começar cedo! Uma alternativa à oferta de livros no Natal pode ser a assinatura de uma revista infantil – escolha uma publicação que vá de encontro à idade e gostos da criança. Compre um ou dois exemplares da mesma para oferecer juntamente com a subscrição para a criança poder abrir no Natal e familiarizar-se com aquilo que irá receber ao longo do próximo ano. Para além de ler e aprender coisas novas todos os meses, a criança sentir-se-á ainda mais especial porque todos os meses vai receber algo no correio exclusivamente para ela!
Nenhuma criança esquece o seu primeiro relógio e actualmente existem inúmeros modelos infantis giros e pensados para resistir a todo o tipo de brincadeiras, quedas e outras traquinices! Será com muito orgulho que qualquer miúdo irá exibir no pulso o seu novo relógio, sendo também uma forma original de o incentivar a aprender a ver e a dizer as horas e os minutos do dia!

Fomente o gosto pela arte nas crianças desde cedo! Seja na inscrição numa escola de futebol, em aulas de ballet ou um workshop de bijutaria infantil, este presente original vai durar o tempo que a criança quiser. Para tornar este presente de Natal ainda mais especial, junte-lhe um livro de música, um equipamento de futebol ou uma caixa com pincéis e tintas, para que a pequenada possa começar as aulas novas de uma forma super entusiasmada...

ESPECIAL PARA O MARIDO: Se o seu marido vive no mundo das novas tecnologias e o melhor amigo dele é o iPhone, ele irá adorar uma nova aplicação (Apps) para o mesmo. Na loja online ou numa Apple Store, pode comprar um "voucher" para o seu marido gastar numa Apps à escolha dele.
Se ele se interessa por um determinado tema, como desporto ou carros, pode oferecer-lhe a assinatura de uma revista, ou inscrevê-lo num curso de fotografia.
Outras opções tais como uns binóculos, máquina de barbear ou máquina fotográfica, um relógio, ou aquele casaco que ele demonstrou gostar, quando passaram por uma loja. Livros, agenda, pijama, luvas, chinelos de quarto, roupão, ou um
“E-reader” (é um gadget que serve para ler PDF’s, livros, etc, de forma simples e confortável como quando se lê um livro em papel).

ESPECIAL PARA A ESPOSA:
Um curso de culinária para os dois! É um das coisas mais românticas que pode existir: cozinhar a dois.
Pesquise cursos de culinária que possam ambos frequentar. Seleccione um curso simpático, como de comida italiana, ou mais arrojado, como um de sushi, ela adorará, e mais tarde poderão ambos praticar o que aprenderam no curso. Se não tiver essa disponibilidade, há cursos de bijuetreia, pintura em porcelana, azulejo, enfim, ofertas é o que não faltam.

Caixa de sabonetes vintage. Até na Oprah já foram mencionados, os "sabonetes vintage", por serem elegantes e de facto especiais, estes sabonetes são um reviver do passado de forma elegante e muito chique.

Bilhetes para um espectáculo: Vem aí um bailado, um musical, um concerto ou outro espectáculo que sabe que ela adoraria ver, então do que está à espera? Vá comprar o bilhete, antes que esgote.

Um dia num SPA: é o delírio de qualquer mulher: massagens, tratamentos e muito mimo à mistura…

Uma lingerie bem sexy: Na realidade uma lingerie como presente de Nata,l não é apenas para ela, você também a vai desfrutar; mas ela adorará sentir que gosta de a ver sexy e especial.

Uma jóia com inscrição especial Um elegante anel, ou até um pendente, nunca é demais, e para o personalizar basta inscrever uma bela frase, ou umas palavras especiais com significando para ambos. Para que este dia de Natal seja para sempre…

Subscrição de uma revista: Ela costuma comprar a Vogue todos os meses, ou outra revista com muita frequência? Então, junte o útil ao agradável e no Natal ofereça-lhe uma subscrição anual dessa revista. Para além de estar a oferecer-lhe algo que saberá que ela vai gostar, estará a poupar no orçamento familiar, pois o custo de uma revista nas bancas é muito maior do que quando se recebe por subscrição.

Espero que encontrem os vossos presentes ideais e acreditem que realmente não é mesmo necessário gastar-se muito dinheiro para se ser original e dar um presente com muito carinho. Espero ter ajudado nas sugestões e só me resta desejar a todos umas BOAS FESTAS, com saúde, paz e amor.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sensatez?

Este texto, retrata a inversão de valores pela qual as pessoas passam, actualmente. Vive-se de uma ilusão distorcida do que é a beleza…
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos "lipo-as e muito mais piração?" Uma coisa é saúde outra é obsessão!
O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido, é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o colectivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência bestial mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, e não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude!
Que eu me acalme. Que o amor sobreviva...

Texto da jornalista Rosana Hermman, embora erradamente tenha sido atribuído ao cantor e compositor Herbert Vianna.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SEXAGENÁRIO? Não, obrigada!

É preciso viver com alegria e humor, independentemente da idade

Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, que não se sentem nem aparentam ter essa idade e que passaram a ser conhecidos como os "sexalescentes".
Esta geração, rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se, nem como vestir-se.
Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram, e encontraram há muito, a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida. Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em reformar-se. E os que já se reformaram, gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra.
Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, falhanços e sucessos, sabe-lhes bem olhar para o mar, sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.ºandar...
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade, que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.
Há exemplos nosso conhecidos de mulheres, agora sessentonas, que sobreviveram com muita dignidade à bebedeira do poder que lhes deu o feminismo dos anos 60. Nos momentos da sua juventude, em que eram tantas as mudanças, pararam e reflectiram sobre o que na realidade queriam. Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras, que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas...
Reconheçamos que não foi fácil, e no entanto, continuam a fazê-lo todos os dias. Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lidam com o computador como se o tivessem feito toda a vida. Depois de se reformarem, ainda têm coragem de ir para as universidades "seniores", onde vão concluir sonhos antigos...
Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos - mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.

De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. O romance pode estar na ordem do dia. Apaixonarem-se nesta idade, passou a ser a coisa mais natural do mundo, porque namorar dá tempero à vida.
Raramente se desfazem em prantos sentimentais. Ao contrário dos jovens, os sessentões conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra...
Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência. Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome.

Aqui está uma foto nossa, todos nós somos sessentões! Projectos, não nos faltam e alegria de viver também não.
Antes, seríamos velhos e agora já não o somos. Hoje estamos de boa saúde, física e mental, recordamos a juventude sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria, também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebramos, isso sim, o sol em cada manhã e sorrimos para nós próprios... Talvez por alguma secreta razão, que nós sabemos e que outros também saberão, quando chegarem aos 60, no século XXI...
...dentro de qualquer pessoa idosa, há uma pessoa jovem a tentar entender o que aconteceu.

sábado, 19 de novembro de 2011

A culpa...


A culpa é do pólen dos pinheiros
Dos juízes, padres e mineiros
Dos turistas que vagueiam nas ruas
Das 'strippers' que nunca se põem nuas
Da encefalopatia espongiforme bovina
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina

A culpa é dos frangos que têm HN1
E dos pobres que já não têm nenhum
A culpa é das prostitutas que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos

A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados,
A culpa é dos que têm uma vida sã
E da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio, que já não joga à bola,
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da casa Pia
Que mentem de noite e de dia.

A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.

A culpa é do BE, do CDS e do PCP
E dos que não querem o TGV
A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas não será nunca de quem governa.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mendigos...

A PIOR POBREZA DO SER HUMANO, É A SOLIDÃO... Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de Malhado.
Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.
Quando as suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranquilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida. Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos. Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o seu cão Malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco. Não tinham onde dormir; no local onde anoitecia, era lá que dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo num prédio, num vão de escada ou em baixo da ponte e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.
Aquela figura deixava-me sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas, fui bater um papo com o velho Serapião. Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia. Dizia não ter idéia, pois encontraram-se um certo dia, quando ambos andavam pelas ruas e confessou:
-"A nossa amizade começou com um pedaço de pão. Ele parecia estar faminto e eu ofereci-lhe um pouco do meu almoço, e ele agradeceu, abanando o rabo. Daí, não me largou mais. Ele ajuda-me muito e eu retribuo essa ajuda, sempre que posso.
Curioso perguntei: -_ "Ah sim? E como vocês se ajudam?"
-"Ele vigia enquando estou a dormir; ninguém pode chegar perto, que ele ladra e ataca. Também quando ele dorme, eu fico a vigiar para que outro cachorro não o incomode."
Continuando a conversa, perguntei: -"Serapião, você tem algum desejo na vida?"
-"Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina."
- "Só isso?" Indaguei.
-"É, no momento é só isso que eu desejo."
-"Pois bem, vou então satisfazer agora mesmo esse seu grande desejo!"
Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e entreguei-lhe o pão com a salsicha. Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço. Não me contive e perguntei, intrigado:'-"Por que você deu ao Malhado, logo a salsicha?"
Ele, com a boca cheia respondeu feliz: -"Para o melhor amigo, o melhor pedaço!"
E continuou comendo o pão, alegre e satisfeito.
Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e sai pensando. Aprendi como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.
Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita: PARA O MELHOR AMIGO O MELHOR PEDAÇO!

Autor: Inocêncio de Jesus Viegas, do livro “Contos, Cantos e Encantos”.


O MENDIGO RICO

Irwin Corey, de 97 anos de idade, poderia ser confundido por qualquer pessoa como um mendigo, que vagueia pelas ruas de Nova Iorque. No entanto, este simpático, mas desalinhado idoso é, na realidade, um milionário que mora numa “casinha” avaliada em 3,5 milhões de dólares.
Ao longo de toda a sua vida, Corey trabalhou como comediante e actor e foi um actuante activista de esquerda. Só que nos últimos 17 anos, por vontade própria, caminha auxiliado por um andador pela rua 35 do leste de Manhattan, pedindo esmolas.

Muitos se perguntarão por que Irwin realiza esta actividade, se não precisa. A resposta é simples: ela ajuda-o a combater a solidão e a passar o tempo desde que a sua esposa morreu.

O actor, desfrutou de uma longa e frutífera vida, com uma importante incursão como comediante na televisão e no teatro.
Agora, aos 97 anos, tudo o que consegue de esmola, às vezes até 250 dólares num dia, é doado a uma organização de beneficência, que compra medicamentos para crianças em Cuba. Ademais, ele tem a sua própria fundação de ajuda humanitária.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais ou menos


A gente pode,
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos,
e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode,
dormir numa cama mais ou menos,
comer feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos,
e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode,
olhar em volta e sentir que tudo está
mais ou menos.
Tudo bem!
O que a gente não pode mesmo,
nunca, de forma alguma,
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
é acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar,
uma pessoa mais ou menos....