sábado, 14 de janeiro de 2012

Pais & Filhos de hoje...


Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado, os mais tontos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos a lidar com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.

Parece que, na nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram aos seus pais e a primeira geração de pais que obedecem aos seus filhos...

Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitámos os nossos pais e os primeiros que aceitamos(às vezes sem escolha...)que os nossos filhos nos faltem com o respeito.

Na medida em que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam às suas ordens e tratava-os com o devido respeito. Eram bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam os seus pais.

Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e os nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que os seus filhos os amem, ainda que pouco, os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito dos seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas ideias, os seus gostos, as suas preferências e a sua forma de agir e viver. E, além disso,que patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer; os papéis se inverteram, e agora são os pais quem tem que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "dar tudo" a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem.

Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo dos seus pais, a debilidade do presente que os preenche de medo e menosprezo ao ver-nos tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente das suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, permitir-lhes-á confiar na nossa idoneidade para governar as suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os, e rendidos à sua vontade.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio, no qual está uma sociedade a afundar-se e que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.

Texto adaptado de Mónica Monastero

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cora Coralina e a VIDA!


A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro,
mas deixou o seu legado.
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

Cora Coralina, tinha um modo diferente de contar histórias, apesar de ter apenas a instrução primária e ser doceira de profissão, começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos de idade, publicando-os nos jornais da cidade de Goiás, e nos jornais de outras cidades. Ela era conhecida como Aninha da Ponte da Lapa e publicou o seu primeiro livro aos 75 anos de idade.
Casou em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte para o interior de São Paulo, onde viveu durante 45 anos. Teve seis filhos, quinze netos e 19 bisnetos e morreu aos 95 anos de idade.

Ficou famosa principalmente quando as suas obras chegaram às mãos de Carlos Drummond de Andrade, quando ela tinha quase 90 anos de idade.
Levou uma vida tumultuosa, cheia de encontrões do destino que, em vez de lhe provocar desânimo, despertaram no espírito de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas (nome verdadeiro de Cora Coralina), uma fibra de guerreira e uma sabedoria simples, por vezes meio marota, feita de respeito e piedade pelo ser humano, sobretudo pelos que sofrem, mas também com um fundo de ironia mansa e de malícia sem maldade, um humor típico da gente do interior, um sarcasmo angelical (se é que há sarcasmo entre os anjos), numa mistura de humildade franciscana e de revolta diante das estúpidas repressões da sociedade e da dureza dos costumes antigos, sob os quais foi criada e educada, e que lhe deixou marcas tão profundas na alma:
- "Na casa antiga, castigos corporais e humilhantes, coerção,/ atitudes impostas, ascendência férrea, obediência cega./ Filhos foram impiedosamente sacrificados e despojados./ E para alguma rebeldia indomável, lá vinha a ameaça terrível, impressionante/ da maldição da mãe, a que poucos resistiam./ Do resto prefiro não esmiuçar".
Nos poemas de ”Vintém de Cobre” – que são meias confissões de Aninha, livro que viria depois, mas eles são uma confissão de corpo e alma inteiros, escritos num tom simples e comunicativo, num lirismo quase de toada sertaneja, ricos de experiência humana. Talvez por pudor, ou autodefesa, nunca revelam toda a dureza dos factos. Ficam nas meias-confissões. E, por malícia, são chamados de vintém de cobre quando, na realidade, constituem a mais pura e autêntica moeda de ouro.
Aninha e as suas pedras

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos Jovens
e na memória das
gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de
todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Outubro, 1981)

A humildade com que Cora se encara a si mesma, e como se coloca diante da vida, é uma das características nos seus versos :

Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa.
Eu sou Aninha.
Eu sou aquela mulher
que ficou velha,
esquecida,
nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,
contando estórias,
fazendo adivinhação.
Cantando teu passado.
Cantando teu futuro.

Extraído de “Poemas da Minha Cidade”
Não sei... se a vida é curta...
Não sei... Não sei... se a vida é curta ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa, verdadeira e pura...
enquanto durar. "
Cora Coralina

Em todos os seus trabalhos, podemos lançar o nosso olhar sobre a dimensão que a sua escrita tem tanto de humana como social, na sua linguagem simples e despojada de preconceitos. Foi um ser atento ao seu tempo e prestando um testemunho preciso, ao mesmo tempo em que critica os costumes da época, o que ela faz de forma ponderada e justa, sem amargura ou revolta.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O declínio do nosso cérebro...


Para todos os "mais jovens" que frequentemente se esquecem do nome de alguém ou de um número, que antes ditavam de cor e sem esforço, era fácil acreditar que o declínio do cérebro só começava aos 60 anos. Porém, uma equipa de cientistas liderada por Archana Singh-Manoux, do Centro de Investigação de Epidemiologia e Saúde Populacional, em França e do University College London, no Reino Unido, publicou um artigo no British Medical Journal (BMJ) que fortalece esta suspeita, antecipando o princípio da deterioração das nossas capacidades cognitivas para os 45 anos.

Durante um período de dez anos, entre 1997 e 2007, 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre os 45 e os 70 anos foram submetidos três vezes a vários tipos de testes. Entre outros desafios às capacidades cognitivas e à memória, o desempenho dos participantes, todos funcionários públicos no Reino Unido, foi avaliado com problemas matemáticos e verbais e um teste de vocabulário. A verdade é que os investigadores concluíram que os cérebros de alguns dos participantes mais jovens - ou seja, aos 45 anos - já revelavam sinais de declínio.

HOMENS MAIS AFECTADOS

No prazo de uma década, os participantes com idades entre os 45 e 49 anos sofreram um declínio no raciocínio na ordem dos 3,6%.
Em idades mais avançadas, a diferença de género é mais clara com os homens entre os 65 e os 70 anos a mostrar uma perda de capacidades de 9,6%, e as mulheres da mesma idade, com um resultado de 7,4%. "Todos os resultados sobre as capacidades cognitivas, excepto o vocabulário, revelaram um declínio nas cinco categorias etárias (45-49, 50-54, 55-59, 60-64 e 65-70), com um evidente declínio mais rápido nos mais velhos", refere o artigo que conclui de forma clara: "O declínio cognitivo é já evidente na meia-idade (entre os 45 e 49 anos)".

Mais do que assinalar um triste marco nas nossas vidas, os resultados deste estudo podem vir a contribuir para as investigações relacionadas com diversas formas de demências, como a Doença de Alzheimer. Se os nossos cérebros se deteriorarem mais rápido podemos estar perante um maior risco de desenvolvermos uma demência quando formos mais velhos. E aqui surge a incontornável questão da prevenção.
No artigo do BMJ, os investigadores deixam algumas indicações sobre as possíveis formas de preservar os nossos cérebros. Assim, a adopção de um estilo de vida saudável e a diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares (obesidade, hipertensão, níveis elevados de colesterol, entre outros) poderá ter um efeito benéfico.

Artigo do jornal "O Público", 7/1/2012
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Na verdade, há décadas que se sabe que o máximo da capacidade cerebral é atingido por volta dos 27-28 anos, idade típica em que são realizadas as grandes descobertas na Matemática e na Física. Depois começa uma lenta degradação, porém compensada pelo aumento de conhecimento, pelo que em áreas onde o conhecimento é mais importante do que a capacidade cerebral pura, as grandes realizações são atingidas por volta dos 35anos. Depois dos 35 anos é sempre a decair, razão por que essa é a idade típica limite para as ofertas de emprego de exigência intelectual. A decadência é gradual, mas cumulativa, de modo que aos 55 já se sente bem. No entanto, e como o artigo diz, a inteligência verbal decai menos.
Na verdade as questões que se colocam, a intervalos de tempo, a um conjunto de pessoas, não as sensibilizam, a todas, da mesma forma.
O cérebro faz uma triagem sistemática das questões que interessam a cada um, e o que não interessa, é colocado numa espécie de "arquivo morto" para uma eventual consulta em situações futuras, por isso quando, três anos depois, se coloca uma questão que foi importante há três anos atrás, que entretanto deixou de o ser, é normal que o cérebro não reaja da mesma maneira, uma vez que essa questão deixou de ser importante.
O que se passa é um processo de evolução (de regressão também acontece, mas devido a lesões sofridas no próprio cérebro), que leva o individuo a privilegiar determinados aspectos em detrimento de outros, podendo até dizer-se que o cérebro tende a restringir o seu campo de acção, porque o individuo em questão já definiu o seu espaço, já sabe o que quer e o que pretende salvaguardar.
Um jovem não tem ainda um perfil elaborado, por isso armazena no cérebro grande quantidade de informação, que lhe permite responder a um amplo rol de situações novas que, sem conhecimento, não conseguiria resolver. Daí que, este estudo é mais um contributo à satisfação de quem o fez, pois encontrou nele os argumentos que ele próprio procurava, encontrou o que queria encontrar. O cérebro humano não definha, apenas se adapta aos interesses do momento.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012! Será mesmo o fim do mundo?

O que há de tão especial sobre 21 de Dezembro do ano que vem? Muitas pessoas pensam que é o fim do mundo. Este prognóstico é atribuído ao conceituado “Calendário Maia”, que encerra no dia 21 de Dezembro de 2012 e, assim, ocorrerá uma grande catástrofe que irá acabar com uma grande parte da Humanidade!
Muitos acreditam que isso se traduzirá em desastres e cataclismos naturais - algo muito próximo da concepção cristã do Juízo Final.
Outros, crêem que essa data marcará o fim da civilização ocidental. De qualquer modo, as especulações sobre a natureza dessa previsão, estão a aproximar-se cada vez mais da ciência, muito particularmente, das transformações que ocorrem ciclicamente com as irradiações solares…
A teoria revela que o fim da Terra começa com o alinhamento planetário e uma inversão dos pólos da Terra, após um grande tsunami.
Após isto, o caos instala-se e o planeta Terra começa a tornar-se inabitável com um grande número de desastres naturais, tais como erupções vulcânicas e tempestades.
Procurando pela frase 'desastres 2012' no Google, aparecem cerca de 35 milhões de resultados em todas as línguas. Isto significa que muitas pessoas estão preocupadas com esta data, mas afinal não existe razões para este pânico
Segundo a Nasa - Agência Espacial Norte-Americana, as pessoas podem dormir tranquilamente na noite entre 20 e 21 de Dezembro de 2012.
Apesar da polémica em torno desta data, o mundo não corre o risco de acabar, porque para além desta data marcar o início do solstício de inverno, instante que marca o começo do Inverno no Hemisfério Norte, nada de mais interessante irá acontecer.

Os defensores da teoria afirmam que uma estranha série de eventos terríveis estará a convergir para causar a destruição da humanidade naquele dia. Mas o astrónomo da Nasa rebate essas ideias, usando conhecimentos científicos para mostrar que tudo não passa de falta de informação:
O antigo calendário Maia, era um sistema distinto para medir o tempo. Além do ano, os Maias mediam períodos mais longos, assim como o nosso calendário divide o tempo em décadas, séculos e milénios.

A contagem do “Calendário Maia” mais curto, era de 52 anos, enquanto a contagem do calendário mais longo, era de 5125 anos. Grande parte da polémica sobre o fim do mundo, deve-se a este calendário de longa duração chegar ao fim, a 21 de Dezembro de 2012 (dois mil e doze).

No entanto, isto não significa que uma catástrofe irá acontecer. A data indica apenas o fim de um calendário e o início de outro. Supõe-se que os Maias nunca previram que o fim do mundo ocorreria nesse dia. Seria como dizer que o fim dos tempos será em 31 de Dezembro, porque a data marca o fim do calendário gregoriano.
O final dos ciclos do “Calendário Maia” significa "finais de período" e pode ser interpretado de diferentes formas, conforme as religiões. Enquanto existem aqueles que acreditam que 21 de Dezembro de 2012, trará uma nova era de iluminação, muitos outros temem uma catástrofe.

AS PROFECIAS MAIAS A primeira profecia Maia fala sobre o final do medo.
Com base nas suas observações os Maias, previram que a partir da data inicial da sua civilização, desde o 4° Ahua, 8° Cumku, isso é 3.113 a.C., 5.125 anos no futuro, ou seja, sábado 21 de Dezembro de 2012 o sol, ao receber um forte raio sincronizado proveniente do centro da galáxia, mudará a sua polaridade e produzirá uma gigantesca labareda radiante.
Diz que o nosso mundo de ódio e materialismo terminará nesse dia e a Humanidade deverá escolher entre desaparecer do planeta como “espécie pensante” que ameaça destruir o planeta, ou evoluir para a integração em harmonia com todo o Universo. Compreendendo que tudo está vivo e consciente, que somos parte desse todo e que podemos existir numa era de luz. Eles alertavam que devemos realizar mudanças de consciência para que, possamos desviar-nos do caminho da destruição o qual avançamos, para um outro, que abra as nossa consciências e a nossa mente, para a nossa integração com tudo o que existe.
Para os Maias, o processo universal, como a respiração da galáxia, é cíclico e nunca muda. O que muda é a consciência do homem, que passa através deles num processo sempre em direcção a uma maior perfeição.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tarot fala-nos de 2012

O Papa será a carta regente de 2012, o que significa dizer que está a começar uma era de muita intensidade e espiritualidade para todos nós, porque esta carta representa o dever, a moral, a lealdade, a propagação das virtudes, da fé, da generosidade, da conciliação e da reconciliação e, para quem sabe aproveitar este momento transitório, para reflectir com as características deste arcano, certamente que não desperdiçará os seus elevados conceitos.

O lado obscuro que acontece na nossa vida, pode ser evitado durante 2012 por quem se dispuser a abrir mão da severidade, da arrogância, da hipocrisia, do egoísmo, do dogmatismo e do moralismo exacerbado.
A vibração desta carta beneficia em especial, de um modo geral, as autoridades, os sacerdotes, os guias espirituais, os terapeutas, os filósofos, os professores, os estudos e as pesquisas.
Também evidencia um clima apropriado para acordos comerciais, alianças e uniões estáveis, sejam civis ou religiosas. No que diz respeito às buscas individuais, as vibrações provenientes do arcano Papa, levam ao caminho da verdade interior, do autoconhecimento e da espiritualização. Igualmente beneficia o florescimento do altruísmo, a prática da humildade, da indulgência e da caridade.
Este é o momento de concretizarmos as nossas ideias, de lutarmos pelos nossos objectivos, realizarmos os nossos sonhos e, acima de tudo, de procurarmos a nossa orientação espiritual.
Esta carta é dotada de uma energia única, que está directamente ligada à ideia do karma. Por isso, será um ano de encontros entre os nossos mundos exterior e interior. Este ano de 2012, propiciará questionamentos fundamentais para a evolução de todos nós. O Papa representa, também, o pensamento secreto, a nossa possibilidade de transformar e criar.
No amor, o lema será "construir". As relações mais sérias estarão na ordem do dia e não vão faltar pedidos de casamento. Para quem sofre, por não conseguir esquecer um amor antigo, uma boa notícia: esta carta simboliza a reconciliação. Se o sentimento for verdadeiro, a esperança é a última a morrer….
Já no trabalho, será tempo de amadurecer e lutar por novos espaços, porém, tudo de maneira muito correcta. O “Papa” cumpre prazos, não desobedece às regras e opta pela tradição para conquistar o que quer. Dono de um conhecimento único, ele alcança sempre as suas metas.
Todos sabemos que a vida não é um mar de rosas e, para além da carta do "Papa", também temos o lado negativo e aparece o “Enforcado”...
Esta carta avisa que o ano terá os seus momentos de sacrifício e de espera. Tudo aquilo que desejamos e fazemos, leva algum tempo para acontecer ou concretizar.
Quando plantamos uma flor, temos que esperar que ela germine, cresça e floresça. Tudo leva o seu tempo! Dependendo da nossa paciência, pode ser uma espera normal ou um grande sacrifício.
O “Enforcado” avisa que qualquer movimento, na nossa vida, gera mudanças e sacrifícios. Todas as mudanças têm o momento certo para ocorrer. Muitas vezes temos que ficar parados numa espera que desespera. Muitas vezes a mudança faz a nossa vida ficar de cabeça para baixo. Pode doer. Mas, normalmente, é uma mudança positiva.
Seja qual for a sua religião, aproveite para se aproximar dos seus valores. Esta carta coloca-nos diante de nós mesmos, como se estivéssemos perante um espelho, e dá-nos a possibilidade de enfrentarmos os nossos medos, exaltar as nossas qualidades e, mais do que isso, mudar tudo o que entrava o nosso caminho.
Aproveite este novo ano para corrigir o que acha errado e siga o instinto que lhe dita o seu coração. Tenha um bom ano

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Adeus 2011...


De acordo com o nosso calendário e tradição, daqui a dois dias mudaremos de ano. Vai começar tudo de novo no dia 1 de Janeiro de 2012, dando sequência a um ritual que vamos seguindo durante toda a vida. Estranhamente sentimo-nos felizes e exaustos nesta época!
Temos a sensação que o nosso corpo não irá aguentar e as nossas mentes estão prestes a fundir, mas a esperança do recomeço marcado pelo ano novo, vai-nos dando coragem e renovadas forças para seguirmos em frente.
Citando Carlos Drummond de Andrade “Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente.”
Imbuídos nesta esperança e deste espírito de renovação, sentimos vontade de estar próximo de quem gostamos e de demonstrar carinho. A forma que encontramos é comemorando a data com ruido e folia, embora pese a verdade, que este foi um ano marcado pelos muitos problemas económicos no nosso país e de toda a Europa, e é por isso complicado, fazer grandes comemorações de passagem de ano.
Claro que há excepções – aliás, não há regra sem excepção – mas a verdade é que, por um lado, as empresas, restaurantes e bares, que costumam organizar as festas de Passagem de Ano, para 2012, contiveram-se um pouco, devido ao desemprego que tem tocado a famílias inteiras e as pessoas da chamada “classe média”, estão a tentar gastar menos dinheiro. A prova disso, é o facto de haver poucas reservas…
Portanto, este ano, as festas de passagem de ano para 2012, vão ter um espírito de poupança.
Porém, a animação vem de nós próprios, e uma festa alegre e divertida é feita por pessoas animadas e com vontade de rir e fazer os outros rir.

Entre amigos não deve haver vergonhas tolas, por isso, há que aproveitar a noite de passagem de ano 2012, combinando com os amigos e tirar partido do que as novas tecnologias proporcionam e brinque cantando karaoke, jogue, ria, divirta-se!
Queria fazer algo realmente diferente? Fugir às tradicionais festas de passagem de ano, apenas com música e bebida, sem qualquer outro tipo de distracção? Apesar de achar os jogos engraçados, não é algo que lhe interesse? Dê asas à sua criação e organize uma festa diferente.
As festas podem ter muitos temas, mas se existe algo que torna uma festa especial é a sua originalidade. Além disso, existem factores que permitem que uma festa ganhe vida própria e se crie um ambiente mais engraçado.

Festas de máscaras, por exemplo, como acontece nas Associações Recreativas. Exigem algum planeamento e antecipação por parte dos convidados, que os faz ficar a pensar nela antes de acontecer – em vez de simplesmente aparecer, sem qualquer preocupação ou ponderação. Esse tipo de antecipação aumenta a expectativa – tal como o factor surpresa: quem estará por detrás daquela máscara?

Aqui em Macau, assim que terminam as badaladas da meia noite e entra o novo ano, somos brindados com fogo de artificio, onde uma multidão o aguarda impacientemente.
Uma festa de Passagem de Ano 2012 personalizada, repleta de pessoas conhecidas, tem muitas vantagens quando comparado com festas em discotecas que se tornam mais impessoais, cujos locais barulhentos, as pessoas nem se ouvem umas às outras…
O importante é entrar no novo ano com fé, optimismo e pensamentos positivos. Quem sabe, se não vai ter surpresas agradáveis?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A fábula do Ouriço-caixeiro


Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.Os ouriços-caixeiros ou porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos, pois assim
se agasalhavam e se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os
espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Moral da História:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e a admirar as suas qualidades.
Nunca te justifiques porque os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.

NOTA:
Apesar dos seus espinhos, o ouriço não é muito corajoso. Só anda pela floresta depois do fim do Inverno. É que até essa altura está muito frio e por isso estão dentro da toca a dormir muito enrolados,em hibernação.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal, época de magia!


O Natal é uma pausa que deve ser muito bem aproveitada pelas familias e amigos.
Parece mentira, como uma época pode ter tanta magia? O contágio do clima natalino, faz com as pessoas sintam a necessidade de se unir, de serem melhores, de ajudar, aproveitando a época para alegrar um bocadinho mais o mundo, talvez porque sabemos que o Natal lembra o nascimento e precede o Ano Novo e por este motivo, paira no ar a esperança de uma nova vida, a motivação que nos leva a novos projectos e de darmos... e o que podemos dar?
Muita coisa, que não custa dinheiro, não há à venda em parte alguma, pois cada um possui em si próprio, tesouros incalculáveis: pode dar Alegria, Encorajamento, Esperança, Amor, Carinho, Respeito, Atenção, Magia, enfim, nada do que se possa comprar, mas partilhar com um sorriso palavras de encorajamento em momentos dificeis a quem tanto precisa neste mundo complicado, onde sentimos que cada vez mais, há muita indiferença à dor alheia.
BOAS FESTAS!

O meu Natal não é...
dos ricos que exploram,
que escravizam;
dos tiranos, dos perversos,
dos falsários que roubam os salários.

O meu Natal não é...
dos homens das guerras que matam,
dos que vivem dos enganos,
que perseguem inocentes
para fins desumanos.

Depende de nós para que um sonho exista ou não; Depende de nós para que o amor seja verdadeiro, e a tristeza não seja eterna; Depende de um só sorriso, o enxugar de muitas lágrimas; As mãos tanto podem acariciar quanto esbofetear; Se os passos não forem fáceis, pensemos ao menos, que os caminhos nunca serão os mesmos!
Quem me dera que não fosse preciso datas nem momentos próprios para sermos todos bons e solidários!

NATAL FELIZ, com saúde Paz e Amor!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Algumas quadras do poeta António Aleixo


Lembremos o poeta António Aleixo, cauteleiro e pastor de rebanhos, cantor popular que ia de feira em feira, pelas redondezas de Loulé ( Algarve - Portugal) é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia. Aqui ficam algumas quadras:

Forçam-me, mesmo velhote,
de vez em quando, a beijar
a mão que brande o chicote
que tanto me faz penar.

Os que bons conselhos que dão,
Às vezes fazem-me rir
por ver que eles mesmos,
são incapazes de os seguir.

Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.

Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.

Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.

Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar... acaba!

O que caracteriza a poesia de António Aleixo, é o tom dorido, irónico, um pouco puritano de moralista, com que aprecia os acontecimentos e as acções dos homens, que infelizmente estão sempre actuais.
Os motivos e temas de inspiração são bastantes variados. Não sendo um revoltado, acaba por desabafar na sua poesia, todo o sofrimento provocado por certas injustiças, como se pode apreciar nestas quadras.

E aqui fica um conselho do sábio poeta:

O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
- quando consigas fazer
mais p'los outros que por ti!

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Rã cozida ou os perigos da sociedade...

Esta situação vem provar que, quando uma mudança acontece muito lentamente, escapa à nossa consciência e não desperta na maioria dos casos qualquer reacção, revolta ou oposição da nossa parte…

A Rã, desta história, não sabia que estava a ser cozida, tal como nós não nos apercebemos muitas vezes das graduais mudanças que se operam em nosso redor.
Imagine uma panela cheia de água fria, na qual uma pequena e inocente rã, nada tranquilamente.
Uma ligeira fonte de calor é colocada debaixo da panela. A água vai aquecendo lentamente.
Pouco a pouco a água vai ficando morna. A Rã, acha isso bastante agradável e continua a nadar.
A temperatura da água, porém continua a subir.
Agora a água já está quente demais para a Rã a poder desfrutar e nadar tranquilamente. Sente-se um pouco cansada, mas não obstante isso, não se amedronta.
Finalmente a água está realmente quente. A Rã acha isso bastante desagradável, mas já está muito debilitada e por isso aguenta e não faz nada. A temperatura continua a subir, até que a Rã morre cozida, quase sem dar por isso, uma vez que a temperatura foi aumentando gradualmente, até ela perder os sentidos.
Se a Rã tivesse sido atirada para a água, com ela já quente, a pelo menos 50 graus, de temperatura, ela a Rã, com um golpe de pernas teria saltado para fora da água.
A Alegoria da Caverna, narrada por PLATÃO é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade.
Para o filósofo, todos nós estamos condenados a ver sombras à nossa frente e tomá-las como verdadeiras. Essa poderosa crítica à condição dos homens, escrita há quase 2500 anos atrás, inspirou e ainda inspira inúmeras reflexões
Olivier Clerc, escritor e filósofo, nesta sua breve história, através da metáfora, põe em evidência as funestas consequências da não consciência da mudança que infecta nossa saúde, nossas relações, a evolução social e o ambiente. Podemos ver pois, desde a Alegoria da Caverna, de Platão, a Matrix, passando pelas fábulas de La Fontaine, a linguagem simbólica é um meio privilegiado para induzir à reflexão e transmitir algumas idéias
Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.
Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efectuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efectuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem. As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas para aceitarem algumas condições de vida decadentes e até dramáticas.
Se nós olharmos para o que tem acontecido na nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que temos sofrido uma lenta mudança no modo de viver, para a qual nós nos estamos a acostumar e, o pior, a aceitar como "natural". E porquê?
O martelar contínuo de informações, pelos mídia, satura os cérebros, que já não conseguem distinguir as coisas, que vão caindo na indiferença e no "habitual" do dia a dia...

Um resumo de vida e sabedoria, que cada um poderá plantar no seu próprio jardim, para colher os seus frutos.