terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos Namorados


Esta terça-feira é o Dia dos Namorados! A data convida os casais a celebrarem o amor. E, o espírito de S. Valentim anda à solta...
Sem conseguir escapar à lógica da nossa sociedade, também este dia especial se tornou num negócio bastante lucrativo.
É verdade que a génese da festividade foi desvirtuada, contudo, continua a ser possível cada um de nós atribuir a este dia, o sentimento puro do amor e termos uma “desculpa” para sair da rotina, trocar chocolates, oferecer um cartãozinho romântico, receber e dar flores, ir a um restaurante diferente do habitual, ou ir dar um simples passeio de mãos dadas...
Independentemente daquilo que se decida fazer, o que interessa mesmo é o sentimento de união que existe no casal, e é isso mesmo que deve ser festejado.

Se tu me amas,
ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa-me a mim em paz!

Se me queres,
enfim,
…..tem de ser bem devagarinho,
…..amada,
…..que a vida é breve,
…..e o amor
…..mais breve ainda.

(Mario Quintana)

FELIZ DIA E... AME MUITO!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ainda o Acordo Ortográfico...

O novo Acordo Ortográfico começou a ser aplicado nos documentos do Estado em 2011, vigorando em todos os serviços, organismos e entidades na tutela do Governo português.
No meio do marasmo dos que se dizem adversários do acordo ortográfico, mas continuam a aplicá-lo no dia-a-dia porque “não há outro remédio”, a posição de Vasco Graça Moura (que sempre se opôs ao AO com fundamento) é digna de aplauso: no CCB, onde já se aplicava o AO, deu ordens para voltar atrás. Se outros tivessem a sua coerência, tudo seria bem diferente em Portugal
No entanto, existem ainda instituições que não o aplicaram, como a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e, reforçando, o Centro Cultural de Belém, que voltou atrás na decisão depois do novo presidente Vasco Graça Moura ter ordenado que todos os conversores – ferramenta informática que adapta os textos ao acordo – fossem desinstalados dos computadores da instituição.
Desde então, a discussão tem estado em aberto, tendo surgindo cada vez mais vozes contra a aplicação do acordo.
Entretanto, o tema chegou às páginas do jornal angolano de capiatais públicos, depois da reunião, em Lisboa, dos ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde se pode ler que “nenhum país tem mais direitos ou prerrogativas, só porque possui mais falantes ou, uma indústria editorial mais pujante”.
No editorial, o jornal escreve que a questão do Acordo Ortográfico foi um dos temas debatidos na reunião de ministros, uma vez que a Angola e Moçambique, ainda não o ratificaram.

O jornal, dirigido por José Ribeiro, escreve que, é importante que todos os países “respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras, só porque o difícil comércio das palavras assim o exige”, arrebatando assim o argumento de que o Acordo Ortográfico, servirá para aproximar as comunidades de língua portuguesa.

“Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais”, defende o editorial, acrescentando que “do ‘português tabeliónico’ aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África, na Ásia, nas Américas”.
Exemplificando, o jornal recorre ao quotidiano dos jornalistas:
- “Ninguém mais do que os jornalistas gostava que a Língua Portuguesa não tivesse acentos ou consoantes mudas. O nosso trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no português falado ou pronunciado. Mas se alguma vez isso acontecer, estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula. Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios. E também não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam correctamente o português”,
- escreve o jornal, defendendo exactamente que os mais sábios ensinem os que menos sabem.
Para o “Jornal de Angola”, o português falado neste país tem características específicas, “uma beleza única e uma riqueza inestimável”, que devem ser mantidas, assim como tem o português do Alentejo ou o português da Bahia. “Todos devemos preservar essas diferenças e dá-las a conhecer no espaço da CPLP”, atesta, concluindo que não é aceitável que através de um qualquer acordo a grafia seja esquecida. “Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes do mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras.”

A decisão de adopção do Acordo Ortográfico (AO) foi tomada em Conselho de Ministros a 25 de Janeiro de 2011, e começou oficialmente a ser adoptado a 1 de Janeiro de 2012, estando prevista a aplicação generalizada do acordo para 2014. Pergunto-me, se é possível neste momento parar a implementação do Acordo Ortográfico, sem prejudicar todas as crianças que já estudam por ele e se é possível fazer reset nas crianças e começar outra vez?
Eis o que penso sobre o assunto:
Estão a tentar fazer reset connosco, adultos... e nós temos muito mais dificuldade de adaptação do que as crianças.

Se o processo se revertesse agora, repito, agora, daqui a 3 meses, os alunos que estão a aprender português, segundo o novo acordo, nem se lembrariam do que lhes estão a ensinar agora, e nadariam como peixe dentro de água no português, que sempre conhecemos.
E já alguém parou para pensar nos custos inerentes a esta brincadeira? Eu tenho imensos volumes na minha casa de macau e em Lisboa, é quase uma mini-biblioteca. Tudo isto é agora, obsoleto. Não é antigo, reparem, isso é outra coisa...
É obsoleto, ou seja, lixo. Milhões de manuais escolares para o lixo!
Milhões de livros de leitura obrigatória no ensino básico e secundário para o lixo!
Milhões de livros editados e apoiados pelo Plano Nacional de Leitura nos últimos 5 anos, para o lixo.
Milhões de clássicos da literatura para o lixo! É isso que esta brincadeira do AO nos custa.

Não está em causa a evolução natural da língua portuguesa! Está em causa o ego demasiado grande de meia dúzia de políticos da treta, que quiseram deixar a sua marca. Bela marca, não há dúvida!

Se for obrigada profissionalmente a usar o novo AO, farei batota sim! Escrevo normalmente e depois utilizo o conversor. Infelizmente, também sou obrigada a decifrar o que se escreve nessa espécie de dialecto. Dou por mim a tentar avaliar rapidamente quantos significados ou se existe sequer algum significado, para aquele aglomerado de letras que me aparece à frente.


A alegada tentativa de facilitar o entendimento entre utilizadores da língua portuguesa nas suas mais diversas variantes, resulta afinal numa comunicação cheia de ruído para os próprios portugueses, enquanto dos outros lados do Atlântico, as comunidades lusófonas assistem indiferentes a toda esta palhaçada.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Optimismo & Esperança


Hoje em dia, não há razões para termos optimismo.
Hoje em dia, só é possível ter esperança, que é o oposto de optimismo.
Ser optimista, é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro.
Mas já a Esperança é quando, no meio do inverno, descobrimos que dentro de nós, existe um verão invencível…
Por isso, é preciso superar, não só os limites físicos, como ir além deles, e continuar a viver uma vida normal.
Para superar, é também ver os defeitos da alma, a nossa pequenez e ultrapassarmos tudo isso para tentar construir um mundo positivo à nossa volta.
Não basta termos pernas e mãos, é preciso fazer uso deles para abraçar, usar as mãos para ajudar alguém a erguer-se, as pernas para caminhar num sentido justo e os nossos ombros para dividirmos com quem necessita, o peso da cruz.
Temos de acreditar que o melhor de nós, não depende dos outros e se Deus nos deu a inteligência e capacidades superiores ao dos outros animais, significa que podemos ir muito além das limitações, que nós próprios criamos.

Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar os seus sonhos. Melhor é errar por tentar, do que errar por omitir!"
(Augusto Cury)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Nova técnica contra o cancro

Existe agora uma técnica que usa luz infravermelha para eliminar os tumores, sem afectar as células sadias do organismo.
Além de ser difícil, tratar de um cancro, também é um sofrimento, que só quem passa por ele, é que lhe dá o verdadeiro valor, até porque as sessões de quimioterapia e radioterapia têm efeitos colaterais fortes, deixando o doente fragilizado.
Mas e se a pessoa pudesse ir ao hospital, tomar uma injecção inofensiva, receber uma aplicação de luz e voltar para casa curada, sem efeitos adversos?
Parece até mágico, mas está a tornar-se realidade! Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA desenvolveram uma nova técnica, a “fotoimunoterapia”, que utiliza raios de luz infravermelha (invisível a olho nu) para destruir tumores.

Então, funciona assim. primeiro o paciente recebe uma injecção com versões modificadas dos anticorpos HER2, EGFR ou PSMA, que têm a capacidade de se "colar" nas células cancerosas. Sozinhos, eles não fazem nada contra o tumor. Só que esses anticorpos são turbinados com uma molécula chamada IR700 - é a microbomba que irá destruir o cancro.
Em seguida, o paciente recebe raios infravermelhos emitidos por uma máquina. Eles penetram no corpo e chegam até a IR700, que é activada e liberta uma substância que ataca a célula cancerosa. Ou seja: é como se fosse uma microquimioterapia, que só mata o tumor e não afecta as células sadias.

Testes em ratinhos de laboratório tiveram resultados animadores: o tratamento mostrou–se eficaz contra os tumores de mama, pulmão, pâncreas, cólon e próstata.
- "Acreditamos que esse método tenha potencial para substituir vários tratamentos de quimioterapia, radioterapia e cirurgia", diz Hisataka Kobayashi, líder do estudo.

FONTE:
Revista Superinteressante de Fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Abelhas - Precisam-se!

As abelhas estão doentes e a desaparecer massivamente. Elas estão a morrer um pouco por todo o mundo!
Desde que este estranho distúrbio, do lento desaparecimento das abelhas, foi descoberto na Florida, pelo apicultor David Hackenberg, em 2006, pouco se concluiu sobre as suas causas, apenas que as abelhas saem da colmeia e nunca mais regressam, deixando a rainha, os ovos e as larvas à fome.
O fenómeno não teria provavelmente a importância que tem, se o desaparecimento das abelhas não tivesse consequências directas na nossa cadeia alimentar, já que são elas as responsáveis pela polinização.
Todos sabemos o uso que o Homem faz do mel, do pólen, da cera, da geleia real, do própolis ou do veneno que a abelha comum (Apis melífera) permite. Mas é precisamente no serviço de polinização que delas mais precisamos e, se elas morrem, o prejuízo para a agricultura, é incalculável. Mais de 80% das espécies de plantas floríferas no mundo e das espécies cultivadas na Europa, dependem de insectos, em especial das abelhas.
Na província de Sichuan, no sul da China, as abelhas desapareceram nos anos 80, devido ao uso descontrolado de pesticidas. Para sobreviver, os agricultores têm de polinizar manualmente as árvores de frutos. Os três milhões de flores polinizadas diariamente por uma colmeia, transformaram-se num trabalho lento e árduo, de mão-de-obra intensiva.
O que aconteceu na China pode ser o prenúncio do que irá suceder no resto do mundo. O problema é que não existem seres humanos suficientes para fazer o trabalho das abelhas e, assim, evitar o desaparecimento de parte substancial da nossa cadeia alimentar.
Até agora, os mais afectados foram os EUA, em especial os produtores de amêndoa da califórnia, que normalmente recorrem aos serviços de apicultores que tiveram enormes dificuldades em fornecer as abelhas por já serem poucas e as que restam andam muito enfraquecidas.
Em Portugal, começam a surgir queixas, em especial na zona Norte, que viram as suas colónias desaparecer de forma súbita. O mesmo se passa em Trás-os-Montes, uma das principais regiões nacionais na produção de mel e pólen pois, milhares de abelhas estão a morrer, embora a dimensão não seja tão catastrófica, como nos outros países.. Estimam-se quebras de 60% e pensa-se que na origem poderá estar uma doença provocada por um ácaro (varroa), mas ainda não se tem a certeza de nada.


PROCURAM-SE CULPADOS:
Segundo o estudo publicado na revista “PLoS ONE”, investigadores norte-americanos identificaram a mosca parasitária apocephalus borealis como possível causa do desaparecimento das abelhas domésticas. A mosca deposita os seus ovos no abdómen da abelha, que, sete dias depois, acaba por morrer.
Embora fossem já adiantadas várias hipóteses para o fenómeno, para além dos ácaros, das alterações climáticas, do uso de pesticidas, o aumento de áreas de plantações de transgénicos, da poluição ambiental e da radiação dos telemóveis…
É verdade! O excessivo uso dos telemóveis teve a especial atenção do cientista suíço, David Favre, que culpa o telemóvel pela possível diminuição das colónias de abelhas, devido às frequências que elas captam e que as desorienta.
Oitenta e três experiências feitas nas imediações das colmeias, perceberam que, para além de elas ficarem desorientadas quando um telemóvel está a funcionar nas imediações, também não saem da colmeia se estiver algum telemóvel a funcionar perto. Embora não esteja 100% provado que seja esta a causa da morte das abelhas, as investigações continuam e prometem muita polémica…

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Liberdade...


Quanto a mim, a liberdade é uma ilusão! São imperdoáveis as histórias harmoniosas de omissões de verdade, falsas de acréscimos, que esta vida de catálogos falantes nos oferece.
Não é segredo nenhum o que estou a representar por grafismos, mas é mais agradável fingir o desconhecimento.
É mais fácil recusar a utopia, de que o conceito de liberdade depende. É deplorável a falsa ideia de que vivemos libertos... A nossa servil vida nada mais é, que um conjunto de protocolos impostos e não digo isto com demasiado espanto ou desespero.
Empobrece-me ter este conhecimento e ainda mais me entristece saber que não sou a única a ter esta percepção.
A nossa vida, são factos estéticos que pretendem agradar ao outro e também a nós próprios. Não me encolho nem me dobro perante esta realidade bruta, com que me deparei há já algum tempo, luto a cada fluir do dia, a cada fluir da noite pela doçura que esta falsidade me pode proporcionar e percorro-a ignorando o engano. Afinal também eu posso fingir, e entre altos e baixos, verdades e mentiras, existe um caminho que posso percorrer... o da liberdade aparente.
A liberdade pode ser aparente, mas fomos nós que a tornámos nesta sensação de falsidade. Mesmo nos pequenos gestos que nos libertam de preconceitos e ilusões, poderemos encontrar um sentimento libertador.
Ainda que nos sintamos muitas vezes condicionados, se o nosso pensamento é livre, então somos livres.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

AKIANE – Inspiração ou Encarnação?

Há grande analogia entre a mediunidade intuitiva e a inspiração” Allan Kardec
A providência Divina manifesta-se incessantemente com vista ao progresso das criaturas e, esse amparo, acontece de infinitos modos.
Um deles dá-se por intermédio de tutores espirituais, conhecidos pelo nome de Guias cuja grandiosa e sublime missão revela a bondade do Criador, dando-lhes meios de aperfeiçoamento para que a Humanidade possa evoluir.
Para os mais cépticos sobre o espiritismo, e portanto sobre as reencarnações, haverá uma explicação cientifica ou lógica para determinados casos como o de Akiane, a jovem artista que tem maravilhado o mundo desde os 4 anos. Há até quem diga que ela tem apenas uma intuição muito apurada, porém, Alan Kardec, o pai do Espiritismo diz-nos que:
- “A intuição é um instrumento de prospecção, de fundo anímico do educando, das camadas sedimentares de perfeições e imperfeições acumuladas nas existências anteriores.
Portanto, a memória de vivências passadas e da nossa missão, entende-se o termo como os propósitos estabelecidos na espiritualidade, não é perdida com o processo da reencarnação, permanece bem viva no nosso inconsciente, influenciando-nos e activando-nos continuamente, como intuições, aptidões, tendências, instintos e outras experiências de vidas anteriores, constituindo-se assim, nos embates com o consciente, o “você decide” do Espírito, no uso pleno do seu livre-arbítrio.
Deus não nos atende pessoalmente conforme os nossos caprichos, mas por intermédio das suas leis imutáveis e dos seus mensageiros que são anjos protectores e que foram homens e mulheres de ontem, que evoluíram, deixando para trás a animalidade…
Deus, nosso Pai, quer-nos como parceiros criadores, inspirando-nos e dando-nos ferramentas (inteligência, sonhos), para alcançar a perfeição, mas através do nosso esforço para conseguirmos alcançar o mérito da vitória sobre nós mesmos.
Alan Kardec

AKIANE KRAMARIK
Akiane Kramarik é uma artista auto-didacta, agora com 18 anos (nascida em Julho de 1994),filha de uma Lituana e ateísta, dona de casa e de um chefe de cozinha americano. Vive em Idaho, EUA, com os seus pais e três irmãos.
Aos 4 anos, a sua vida mudou através de uma experiência espiritual incomum. Segundo o relato da jovem, durante uma noite, enquanto dormia, saiu do seu corpo (projecção do peris-espirito), e um espirito levou-a a conhecer um mundo cheio de cores e disse-lhe que ela deveria de aprender a usá-las.
Logo que despertou, começou a desenhar de uma forma pouco vulgar para uma criança daquela idade e, aos 6 anos, começou a pintar e a compor poesias, que fluem para o papel, sem que necessitarem de correcções. Por tudo isto ela diz que é inspirada pelas visões do “Paraíso”, e que tem uma ligação com o Criador.
Fala 4 idiomas: Lituano, Russo, Inglês e a linguagem gestual, para mudos.
O que é facto, as suas pinturas e desenhos são totalmente incomuns, conduzindo a partir de então, toda a sua família à aproximação de Deus.
Com 8 anos de idade, Akiane trancou-se no quarto e pediu a Deus que gostaria de ver como era Jesus. Na manhã do dia seguinte, um homem bateu à porta da sua casa, dizendo ser carpinteiro e que seria o modelo do seu próximo quadro.
O mais estranho de tudo isto é que Akiane pintou um quadro com o rosto deste homem em 2002 e revelou ao jornal “Life Site News”, que essa pintura de Jesus intitulada "Príncipe da Paz", foi feita do modo exacto, como ela o viu.
Em 2010, cientistas revelaram, através do Sudário, o possível rosto de Jesus em 3D. Para obterem esta imagem do rosto impressa no manto, os cientistas empregaram a mais avançada tecnologia e grafismo computorizado, revelando assim o rosto, que é incrivelmente semelhante ao do quando da pequena artista.

Como é obvio, ela tem chamado a atenção dos média e do mundo, pela qualidade das suas pinturas e poesias.
Apesar de ser ainda muito jovem, a sua fama já lhe permitiu ser convidada para ser entrevistada por várias revistas e muitos programas de TV.
Nesta foto, ela aparece no programa da Oprah Winfrey. As suas pinturas são vendidas com preços que vão de 100 mil a 1 milhão de dólares. Parte do dinheiro a arrecadado com a venda das suas obras, é revertido em doações a instituições de caridade.
Ela diz que sua inspiração e técnica vêm de Deus. Recebe orientações divinas através de sonhos e visões.
A mãe, destacou que a filha se levanta às 4 da madrugada diariamente, para orar e então pintar. Akiane descreveu as suas experiências: - "Todas as manhãs e todas as noites, converso com Deus. É uma voz na minha mente, que conversa comigo".

E Akiane continua a explicar como pinta, por exemplo, outros mundos:
- "Eu oro e espero por uma resposta através de pinturas palavras ou ideias. Quando eu tenho uma pintura em mente, eu reflicto como poderia colocá-la na tela. Se é um retrato, eu procuro um modelo ou estudo muitas pessoas, onde quer que eu vá. Se é uma paisagem, ou um animal, eu pesquiso fontes relacionadas ou trabalho directamente a partir de minha memória ou imaginação.
Por exemplo, quando eu estava num avião, decidi pintar sobre aves, que voavam sobre as ilhas. Então estudei como as ilhas e os pássaros têm que parecer correctamente, a partir de uma visão do alto. Uma vez que uma das minhas aves preferidas é o cisne, estudei centenas deles, esboçando-os em diferentes posições. Frequentemente, eu vou a bibliotecas, jardins ou quintas para estudar os animais e plantas. Sinto prazer em observar o comportamento da vida selvagem. Num lago ou rio, nós vemos muitas águias, pássaros a pescar os seus alimentos e cisnes. Assisto ao voo, aos movimentos ou à forma como eles brincam. Então, eu observo com mais atenção as sombras e as luzes e os seus corpos, faço muitos esboços e depois as pinturas."


Segundo Akiane, este quadro intitulado 'Inspiration', o jovem que aparece na pintura pode representar qualquer um de nós.
Seja um poeta, escritor, um músico, um artista, um doutor, um cientista, um engenheiro ou um comerciante. Ele pode ser um advogado, um fazendeiro, um detective, um arquitecto ou qualquer um que não tenha medo do imaginário, de criar e de perseverar.

Curriculo de Akiane:
• Viveu em Illinois, no Missouri, no Colorado e Idaho, experimentando pobreza e riqueza.
•Frequentou escolas públicas e privadas, actualmente ela estuda em casa assim como os seus irmãos, Delfini de 16 anos , Jean Lu de 14 e Ilia de 5 anos de idade.
•A inspiração para a sua arte e literatura, vem das suas visões, sonhos, observações das pessoas, da natureza e de Deus.
•Pinta a partir da sua imaginação, os materiais de referência são os mesmo a partir de modelos.
•Tamanho de tela preferido: 48 x 60 polegadas.
•Considera que seu estilo é: Akianismo - uma mistura de realismo com o imaginário.
•Quer que as pessoas encontrem conforto e esperança com as suas pinturas.
•Ela possui a mesma meta em cada trabalho: inspirar outras pessoas e exercer o dom dado por Deus.
•Método de pintura favorito: acrílico para todas as figuras inteiras, e óleo para os retratos grandes.
•Levanta-se às 4 da manhã, seis dias por semana, para iniciar as suas pinturas e escrita; trabalha de 4 a 5 horas por dia.
•Frequentemente trabalha centenas de horas numa pintura produzindo de 8 a 20 trabalhos ao ano.
•Geralmente faz muitos esboços antes de pintar.
•Trabalha num quadro de cada vez.
•Assunto favorito: pessoas e objectos de cunho religioso/espiritual.
•Tem vídeos que demonstram todo o processo da sua pintura do início até o final.
•Actividades e hobbies preferidos: arte, poesia, xadrez, piano, leitura e ajudar as pessoas.
•Gosta em si própria: "Sensibilidade com as pessoas"
•Não gosta em si própria: "a impaciência".
•Auto avaliação do seu carácter: "Coração ousado e mente cautelosa".
•O seu maior desejo: "Que todos amem a Deus e uns aos outros".
•O seu objectivo de vida: Compartilhar este seu amor por Deus e às pessoas, por todo o mundo.

Há uma urgente tomada de decisão entre o bem e o mal, assim como para nos ajudar a perceber os sinais que nos alertam para a Era do Novo Mundo, e a preciosidade desse momento para todos nós. Temos a esperança que esta, e outras provas, venham ajudar-nos a reflectir sinceramente, de que lado realmente estamos no mundo, através dos nossos pensamentos e actos.
Olhando à nossa volta, cada vez mais parece ser a crueldade, a maldade e a violência a tomar conta da Humanidade. Porém, existe também muitos seres empenhados a mostrar-nos o verdadeiro caminho para uma reforma íntima, um profundo sentimento de fraternidade e abnegação ao que é bom e justo, para finalmente caminharmos para uma evolução espiritual.
“Muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos…”

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

As Danças do Dragão e do Leão


O Dragão é provavelmente a criatura fantástica, mais conhecida e discutida do mundo.
Aparece nas tradições mitológicas de quase todos os povos do mundo e aqui, na China, eles não são necessariamente perversos e até são figuras de grande destaque, principalmente nas festas e inaugurações, são-lhes dedicadas, uma vez que os dragões simbolizam o próprio povo chinês, que se auto-proclamam "Long De Chuan Ren" (Filhos do Dragão).
Para os chineses, o dragão é uma criatura mítica e divina relacionada à abundância, prosperidade e boa fortuna. Templos e pagodes são construídos em honra dos Dragões e para eles, são queimados incensos e dirigidas orações.
Eles são os governantes dos rios, da chuva, lagos e mares. Habitam nas águas, voam nos céus e percorrem as entranhas da Terra e dos Oceanos; aos seus movimentos subterrâneos são atribuídos fenómenos como tremores de terra, terremotos e maremotos.

OS NOVE DRAGÕES
Os dragões chineses são classificados em nove categorias:
1. Dragão com Chifres (Lung);
2. Dragão Celestial, que mantém e protege a morada dos Deuses;
3. Dragão Espiritual, gerador de chuva;
4. Dragão dos Tesouros Escondidos, guardião das riquezas;
5. Dragão Serpente, habitante das águas;
6. Dragão Amarelo, também aquático, que teria presenteado o lendário imperador Fu Shi, com os elementos da escrita.
Os quatro últimos são os Dragões-Rei, regentes dos quatro mares dos quatro pontos cardeais.
No Palácio de Verão, em Pequim, pode apreciar-se um enorme painel, onde estão esculpidos os “9 Dragões” que representam a sorte. Várias réplicas semelhantes a esta, foram feitas e colocadas em jardins, palácios e até temos uma, na Universidade de Macau.

DANÇAS DO DRAGÃO E DO LEÃO

A sua história remonta há muitos séculos, quando nos palácios as pessoas se reuniam para divertir o rei. As mulheres executavam danças com leques e fitas compridas e os homens fantasiavam-se de animais, tais como a Tartaruga, o Macaco, o Dragão, e o Leão, entre outros.
Nessa época utilizava-se o Leão de Pequim, que era inteiramente fechado, dançado por dois homens, que não eram vistos pelos que assistiam. O Leão era curto, peludo, parecido com um cão pequinês, que durante a apresentação brincava e pulava numa grande bola.
Já no Sul da China, em Cantão, o Leão era diferente: mais comprido, o pano que separava o rabo da cabeça era mais largo e os pés dos praticantes ficavam à vista.
A intenção já não era só de divertimento, mas um exercício físico de resultados benéficos para a saúde.
Na execução dessa dança, como os pés estavam fora, os praticantes podiam treinar pulos, tanto em altura quanto em distância, além de treinarem os braços pois a cabeça do Leão é bastante pesada.
A partir do momento que a conotação da dança do Leão se modificou, ela, que era vista somente nos palácios, passou a ser parte integrante das festas de rua.

Quando o Leão é chamado para a inauguração de um estabelecimento, é comum durante essa dança, que o Leão coma alface ou outra verdura qualquer, isto por que o ideograma "san tchoi", que representa verdura viva, também tem o significado de dinheiro que cresce.
É por isso que os comerciantes fazem questão que o Leão entre nos seus estabelecimentos, na certeza de que isso trará excelentes negócios e grandes lucros.
Ainda há o costume de os comerciantes colocarem dinheiro bem alto, ou em lugares de difícil acesso e de forma disfarçada, para os Leões o pegarem, o que exige bastante experiência dos acrobatas para o conseguir.
É comum vermos a dança do Leão nas inaugurações e festas. Isto por que os chineses acreditam na grande sorte e riqueza ocorridas para aqueles que a assistirem.
Já a Dança do Dragão é mais usada nas festas tradicionais, como as do Ano Novo Chinês.
Existem três tipos de Leões: O Vermelho, Preto e o Colorido.
O Vermelho, representa valentia, coragem;
o Preto, ferocidade e,
o colorido, mansidão.
Na Dança do Leão os mais comuns são o Vermelho e o Preto, combinado com o nariz azul, as orelhas pretas e a barba curta.
As comemorações são muito alegres e intensas onde não faltam os fogos de artifício, pratos, gongos, tambores, estandartes e os tradicionais Leões.
Quando a festa a ser comemorada é o ritual de celebração do Ano Novo, além de ser bastante colorido, tudo é extremamente barulhento, principalmente quando o ano a ser festejado é regido por um animal de bom agouro como acontece este ano com o Dragão.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Histórias de Dragões

O dragão foi, e continua a ser, uma criatura de mitos e lendas ao longo dos séculos em todo o mundo. No seu livro, View Over Atlantis (1969), John Michell diz: - "Em todos os continentes do mundo, o dragão representa principalmente o princípio da fecundidade.
A criação da terra e o aparecimento da vida surge como resultado de uma combinação de elementos. A primeira célula viva, nasceu fora da terra, fertilizada no céu pelo vento e pela água. A partir desta união do yin e do yang nasceu a semente, que produziu o dragão.”
Não é difícil concluir que, muito mais que o unicórnio, a fénix ou os centauros, o Dragão é o ser fantástico mais presente em mitos, lendas e ficção. Do ponto de vista simbólico podemos até dizer que o dragão representa o nosso próprio fogo interior, que algumas tradições esotéricas chamam de “kundalini”, o fogo serpentino que se acredita ser a fonte da criatividade e da sexualidade no ser humano.
Não existem limites para a aparição de dragões na literatura. Animais ou seres racionais superiores, senhores da chuva ou lançadores de fogo, as suas histórias vão continuar a encantar-nos por muitos séculos.
Aqui ficam duas pequenas histórias chinesas, contadas através dos tempos:

O ADORADOR DE DRAGÕES
Havia um homem, de nome Yegong que adorava dragões. Quem fosse à sua casa, ficava sem dúvidas a respeito dessa admiração, pois por todo o lado havia imagens de dragões, nas paredes, nas roupas, nas loiças, nos móveis e até nos tectos. É que não havia mesmo uma porta ou coluna que não tivesse um dragão esculpido.
Ao tomar conhecimento desta paixão, o verdadeiro dragão ficou tão sensibilizado e vaidoso com Yegong que resolveu retribuir-lhe a amabilidade com uma visita. Preparou-se, perfumou-se com as melhores essências celestiais e desceu à Terra, rumo à casa do seu admirador.
Para que a surpresa fosse maior, o dragão achou por bem entrar pela janela. Apenas tinha metade da cabeça dentro da janela, já Yegong, apavorado, gritava e tremia, acabando por fugir para a rua numa gritaria infernal. O pobre dragão regressou a casa, numa tristeza enorme e, até hoje, nunca mais apareceu em carne e osso a qualquer humano.

UMA GRANDE FAMÍLIA DE DRAGÕES
Conta a lenda chinesa que existem quatro dragões, que vivem sobre a protecção dos deuses: Tien-lung, o dragão celestial;
Shen-lung, o dragão espiritual, responsável pelas chuvas e ventos;
Ti-lung, o dragão que controla os rios e as águas na Terra;
Futs-lung, o dragão dos subterrâneos, que guarda pedras e metais preciosos.
Há também mais quatro dragões ligados aos rios, conforme a região (norte, sul, leste e oeste) e o comandante dos dragões, que controlam os rios, que se chama ”o grande Chien-Tang”. Ele possui um corpo cor de sangue vermelho, uma juba de fogo e 900 pés de comprimento.
Um dos dragões, é pai de 9 filhos com características muito especiais. São eles:
Haoxian, que é um dragão imprudente;
Yazi, valente e belicoso (normalmente é representado na decoração das bainhas de espadas e punhais);
Chiwen, que está sempre a olhar para o horizonte (pode decorar pináculos);
Pulao, que gosta de rugir (aparece em representações de sinos);
Bixi, que gosta da companhia de outros seres;
Quiniu, que gosta de música e é normalmente representado em instrumentos de cordas;
Suanmi, que gosta de fumo e fogo e é representado nos queimadores de incenso;
Jiaotu, que vive enrolado como um caracol e pode ser utilizado na decoração de portas.
Ora todos eles comem muito bem e sandam sempre famintos por alimentos como bambu, leite, nata, carne de andorinha e outros alimentos inofensivos, pois normalmente não costumam devorar pessoas como consta por aí…
Ainda assim, a tradição diz ser arriscado andar de barco depois de eles terem comido carne de andorinhas, uma vez guiados pelo cheiro, podem fazer alguma confusão e seriam capazes de engolir uma pessoa inteira!
Seja como for, sempre que um humano aviste um dragão, será melhor não se mostrar, não vá ser confundido com uma andorinha…

O selo do Dragão


Foi com muita ansiedade que os chineses estiveram em longas filas de espera à porta dos Correios de toda a China, ao frio, para obterem um selo comemoratico do Novo Ano Lunar do Dragão, mas assustaram-se quando viram os dentes arreganhados e assustadores do dragão do selo, que entrou em circulação hoje. A estampa contém um animal incompreensivelmente feio e assustador, o que está a provocar uma enorme polémica na China.

O repórter Peter Simpson, do periódico britânico The Telegraph, relata, de Pequim, a reacção de coleccionadores e comentadores sociais deixando no ar a pergunta: "se o Ministério das Relações Exteriores, vai mandar este selo nos seus presentes para os velhos amigos, ou, para antigos inimigos?"

É que este dragão não corresponde ao significado tradicional do dragão. Ao contrário dos mitos ocidentais, que o retratam como uma criatura violenta, agressiva e cuspidora de fogo, o dragão oriental é visto como benévolo, poderoso, mágico e auspicioso.

Os Correios da China e o designer Chen Shaohua, afirmam que a posição do animal mítico deve ser interpretada não como ataque, mas como um sinal da autoconfiança chinesa. “O dragão é um dos doze animais que fazem parte do Zodíaco chinês e é usado para exorcizar os maus espíritos e para amenizar os desastres previstos para 2012 e ao mesmo tempo, oferecer bênçãos, foi por isso que criámos esta imagem forte”, diz Shaohua.

O dragão representa o povo chinês e esta imagem é de facto assustadora, comentam alguns cibernautas na Internet, muito divididos se devem anular ou não, este agressivo selo comemorativo, devido à grande polémica que está a gerar.