quarta-feira, 21 de março de 2012

É Primavera!


Chegou a Estação de todas,
a mais charmosa.
Traz o perfume das flores;
Traz belezas, como a rosa...
Deixa tudo mais bonito
desde a Terra ao infinito;
Torna a vida esplenderosa!

FELIZ PRIMAVERA!

Dia da Poesia

Todas as linguagens têm a sua poesia. A poesia contribui para a diversidade criativa, usando as palavras e os nossos modos de percepção e de compreensão do mundo.
O Dia Mundial da Poesia celebra-se hoje, dia 21 de Março e foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO a 16 de Novembro de 1999.
É um dia que celebra assim, a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, criatividade e inovação.
Habitualmente este dia é comemorado em todo o mundo e também em Portugal, com várias iniciativas e eventos, tais como feiras do livro, concursos de poesia, recitação de poemas e outras iniciativas de cariz cultural.
Esta celebração faz ainda uma reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa.
Deixo aqui um poema de um dos poetas meus favoritos: Fernando Pessoa do “Cancioneiro”:

Tenho Tanto Sentimento

Tenho tanto sentimento,
que é frequente persuadir-me
de que sou sentimental.
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isto é um pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos os que vivemos,
uma vida que é vivida
e outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é, a verdadeira
e qual a errada,
Ninguém nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
é a que tem que pensar.

segunda-feira, 19 de março de 2012

DIA DO PAI


Pai!
Foste o meu herói e o meu bandido.
Hoje, és mais que um amigo
És o meu porto de abrigo...
FELIZ DIA DO PAI!

domingo, 18 de março de 2012

Solidão...

... é não ter amigos e sonhos para realizar...

Como podemos definir a "solidão"? Será um vazio deixado pelas perdas? Será o esquecimento de viver?
Muitos factores podem despoletar esse sentimento de solidão, com qualquer pessoa, em qualquer idade, uma vez que a solidão resulta muitas vezes de deficientes comunicações sociais e porque também é um fenómeno psicológico, que resulta de insatisfação de contactos sociais que leva à depressão e ao suícidio.

Por vezes, quando alguém perde um ente querido, essa falta deixa um vazio tão grande, que muitas vezes a pessoa não sente coragem para prosseguir no seu dia a dia, porque a vida fica sem sentido e nem sente coragem para pensar em novos projectos.
Para alguns idosos a solidão é sentida como um sentimento importante nas suas vidas. É o momento de reflectir e repensar atitudes, é o momento necessário para um reencontro pessoal e fazer uma profunda reflexão dos factos ocorridos na sua vida, talvez para se encontrar consigo mesmo.

Mas os seres humanos não nasceram para viverem sós. Nós somos seres gregários, precisamos de companhia, do carinho, da proteção, da amizade, do compartilhar.
É na troca dentro das relações ou papéis que representamos, que desenvolvemos competência para interagir com cada um deles, pois na vida humana o que nos diferencia dos nossos irmãos animais, são os processos de aprendizado estabelecidos na relação com o seu semelhante.
O pior tipo de solidão, é aquela que, mesmo em companhia de pessoas queridas, sentimos o vazio, a falta de alguém ou algo.

Deus costuma usar a solidão,
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes, usa o tédio, quando quer
mostrar-nos a importância da aventura e do abandono.

Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.

Outras vezes usa a doença, quando quer
mostrar-nos a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
mostrar-nos a importância da vida.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher sofre...

Apesar de, actualmente, perante a lei da maioria dos países, não existir qualquer diferença entre um homem e uma mulher, porém, na prática, demonstra que ainda persistem muitos preconceitos em relação ao papel da mulher na sociedade.
Mas, se no âmbito familiar se assiste a uma rápida mudança, na sociedade em geral a situação da mulher está ainda sujeita a velhas mentalidades que, embora de forma não declarada, cerceiam a sua plena igualdade.
O número de mulheres em lugares directivos é ainda diminuto, apesar de muitas delas demonstrarem excelentes qualidades para o seu desempenho. Hoje, as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo, apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco.

Mas os "velhos" problemas persistem nos dias de hoje e, é no seio familiar, que a violência contra as mulheres ainda se faz sentir. As mulheres são maltratadas das mais diversas formas, agredidas fisicamente, moralmente e psicologicamente, muitas vezes sob o olhar dos filhos e o silêncio dos vizinhos, a quem falta coragem para denunciar e testemunhar dentro do principio popular de que "entre marido e mulher, não metas a colher"...
A mulher continua a ser vitima das mais variadas formas, não só de violência doméstica, descriminação, mas também de violação, não nos seus direitos como cidadãs, que também o são, mas de violação sexual.
As violações não acontecem apenas fora de casa, acontece com muita frequência nas pessoas que mais nos são próximas (pais, padrastos, tios, primos, amigos) são muitas vezes estes, que ganhando a confiança da família, usam a mesma, para se aproximar e violar.
Todos os anos são muitas as queixas de violação que chegam ao conhecimento das autoridades, mas muitas outras ficam pelo caminho devido à vergonha e ao sentimento de marginalidade, que elas sentem depois de uma violação.
Isto, para não falar nos malditos confrontos militares, queraas e guerrilhas... as notícias são sempre de arrepiar: 8.000 mulheres foram violadas na República Democrática do Congo no último ano, onde se sabe haver situações deploráveis, que muitas mulheres enfrentam diariamente. Quase metade das mulheres do mundo sofrem algum tipo de violência física e/ou sexual pelo menos uma vez nas suas vidas, enquanto em alguns países, o número chega aos 87 por cento.

Enquanto as leis forem feitas pelos homens, para servirem os homens, que ignoram na maior parte das vezes situações deste tipo, ao permitirem que os violadores andem à solta, em vez de lhes darem castigos exemplares, continuará a ser preciso um dia dedicado às mulheres para lembrar que continuam a não ser amadas e respeitadas...

Hoje,
eu quero deixar que,
a mulher sensível, delicada,
romântica, frágil...
seja vista e sentida!

Quero olhos que vejam
a minha fragilidade,
que me admirem por ser delicada,
e que não desejem que eu,
tenha que ser sempre forte!

Quero ser admirada, notada,
e quero que me queiram e protejam
por também ter um lado frágil.

Quero que me admirem por ser,
mulher na minha essência,
não só o lado leoa, mas
o lado beija-flor e também flor!
O lado que necessita do outro,
que também precisa receber!
Quero hoje... a fragilidade de ser
MULHER!!!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O romantismo e as tradições


Ainda dentro da comemoração do "Dia dos Namorados" e tradições à parte, os "lenços dos namorados" é uma tradição antiga que me despertou a atenção, porque me ofereceram um paninho de tabuleiro, baseado nesses lencinhos, que achei um encanto.

É uma tradição, que terá tido origem entre os séculos XVII e XVIII. Nessa época, estes pedacinhos de pano bordados, carregados de amor, eram conhecidos como lenços senhoris e faziam parte do traje feminino, tendo uma função fundamentalmente decorativa.

Com o passar do tempo foram sendo adaptados pelas mulheres do povo, adquirindo o uso de bordar pequenos lencinhos, que chegou até aos dias de hoje.
Os lenços traduziam e, ainda traduzem, os mais variados sentimentos duma rapariga em idade de casar, quer manifestados através dos símbolos, que se prendem com a fidelidade, quer através de símbolos religiosos, que referem o acto específico do casamento, ou ainda através de quadras de gosto popular, que na maior parte dos casos, denunciam a ignorância ortográfica da bordadeira, pois facilmente nos deparamos com erros ortográficos dos mais variados.

Por vezes são também testemunhos de épocas (a emigração para o Brasil), de trabalhos agrícolas (vindimas) e até de críticas sociais.
O Lenço de Namorados terá existido um pouco por todo o país, mas é na região do Minho, que a tradição mais tem perdurado.
Desde sempre, os portugueses partiram: ou para ganhar o sustento noutro lugar, ou para a guerra, ou para embarcarem em navios na aventura da Expansão. Em casa ficavam as mulheres e as crianças.
Mulheres sós, tristes, que trabalhavam a terra, fiavam o linho, amassavam o pão e iam vivendo de esperança e de saudade.
Ora, na hora da despedida, em certas regiões do norte de Portugal, era “obrigatório” a rapariga apaixonada oferecer um lenço ao namorado.
Lenço bordado por ela, com uma quadra da sua autoria. Se bordava com erros ortográficos, isso era um pormenor insignificante, o que contava - e conta - são os sentimentos.

Depois dos abraços e beijos de despedida, o rapaz levava algo que lhe faria lembrar a amada distante. Este lenço era como uma carta, mas mais bela e quase indestrutível, bordada em linho fino, no qual - quem sabe! - algumas lágrimas masculinas, cairiam nos momentos de maior tristeza.
As cores e as quadras desses lenços são das coisas mais bonitas do nosso património artesanal bordado, pela sua autenticidade e ternura. É principalmente na região do Minho que esses “lenços de namorados” têm a sua mais bela expressão. Houve-os bordados apenas a branco ou a negro, mas os mais comuns têm muitas cores e há desenhos “obrigatórios”. Nessa linguagem secreta, fique a saber que rosa quer dizer mulher, coração é amor, lírios simbolizam a virgindade, cravos vermelhos são sinónimo de provocação, e os pombinhos significam os namorados, como não podia deixar de ser

Tudo era feito em função da fantasia, das fantasias - o Amor - e ele de facto parece ser a causa directa desta rica e exuberante manifestação artesanal, que vai contando muitos séculos de namoros e de amores…

Escreve-me, amor, escreve.
Lá do meio do caminho;
Se não achares papel,
Nas asas de um passarinho

A carta que eu te escrevo
Sai-me da palma da mão
A tinta sai dos meus olhos
E a pena do coração.

Felizmente que foi desenvolvido um trabalho de recuperação desta tradição. Campanhas promocionais foram surgindo, de Câmaras Municipais e Associações, produzindo de novo e divulgando através de serviços de turismo e não só. Voltou a estar na moda estes lindos e tradicionais lencinhos, e muitos deles vêm com um certificado de qualidade
Entre várias iniciativas foi criada a marca “Namorar Portugal”, que alia a moda à divulgação turística, com raízes nos tradicionais lenços, já podemos encontrar porcelanas e peças de cerâmicas, inspiradas no tema ”lenços dos namorados”.

A" Vista Alegre Atlantis, criou uma linha de mesa completa serviço de chá, café e mesa, com motivos associados aos tradicionais lenços. Flores, corações e pássaros, são alguns dos elementos que decoram as coloridas peças desta colecção.
Podemos encontrar estas peças nas lojas que vendem artigos turisticos em Portugal, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Casas so povo e algumas Associações...
Nas épocas mais românticas, até se pode encontrar em algumas pastelarias, bolinhos românticamente inspirados nos tradicionais lencinhos....

Dia dos Namorados


Esta terça-feira é o Dia dos Namorados! A data convida os casais a celebrarem o amor. E, o espírito de S. Valentim anda à solta...
Sem conseguir escapar à lógica da nossa sociedade, também este dia especial se tornou num negócio bastante lucrativo.
É verdade que a génese da festividade foi desvirtuada, contudo, continua a ser possível cada um de nós atribuir a este dia, o sentimento puro do amor e termos uma “desculpa” para sair da rotina, trocar chocolates, oferecer um cartãozinho romântico, receber e dar flores, ir a um restaurante diferente do habitual, ou ir dar um simples passeio de mãos dadas...
Independentemente daquilo que se decida fazer, o que interessa mesmo é o sentimento de união que existe no casal, e é isso mesmo que deve ser festejado.

Se tu me amas,
ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa-me a mim em paz!

Se me queres,
enfim,
…..tem de ser bem devagarinho,
…..amada,
…..que a vida é breve,
…..e o amor
…..mais breve ainda.

(Mario Quintana)

FELIZ DIA E... AME MUITO!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ainda o Acordo Ortográfico...

O novo Acordo Ortográfico começou a ser aplicado nos documentos do Estado em 2011, vigorando em todos os serviços, organismos e entidades na tutela do Governo português.
No meio do marasmo dos que se dizem adversários do acordo ortográfico, mas continuam a aplicá-lo no dia-a-dia porque “não há outro remédio”, a posição de Vasco Graça Moura (que sempre se opôs ao AO com fundamento) é digna de aplauso: no CCB, onde já se aplicava o AO, deu ordens para voltar atrás. Se outros tivessem a sua coerência, tudo seria bem diferente em Portugal
No entanto, existem ainda instituições que não o aplicaram, como a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e, reforçando, o Centro Cultural de Belém, que voltou atrás na decisão depois do novo presidente Vasco Graça Moura ter ordenado que todos os conversores – ferramenta informática que adapta os textos ao acordo – fossem desinstalados dos computadores da instituição.
Desde então, a discussão tem estado em aberto, tendo surgindo cada vez mais vozes contra a aplicação do acordo.
Entretanto, o tema chegou às páginas do jornal angolano de capiatais públicos, depois da reunião, em Lisboa, dos ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde se pode ler que “nenhum país tem mais direitos ou prerrogativas, só porque possui mais falantes ou, uma indústria editorial mais pujante”.
No editorial, o jornal escreve que a questão do Acordo Ortográfico foi um dos temas debatidos na reunião de ministros, uma vez que a Angola e Moçambique, ainda não o ratificaram.

O jornal, dirigido por José Ribeiro, escreve que, é importante que todos os países “respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras, só porque o difícil comércio das palavras assim o exige”, arrebatando assim o argumento de que o Acordo Ortográfico, servirá para aproximar as comunidades de língua portuguesa.

“Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais”, defende o editorial, acrescentando que “do ‘português tabeliónico’ aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África, na Ásia, nas Américas”.
Exemplificando, o jornal recorre ao quotidiano dos jornalistas:
- “Ninguém mais do que os jornalistas gostava que a Língua Portuguesa não tivesse acentos ou consoantes mudas. O nosso trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no português falado ou pronunciado. Mas se alguma vez isso acontecer, estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula. Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios. E também não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam correctamente o português”,
- escreve o jornal, defendendo exactamente que os mais sábios ensinem os que menos sabem.
Para o “Jornal de Angola”, o português falado neste país tem características específicas, “uma beleza única e uma riqueza inestimável”, que devem ser mantidas, assim como tem o português do Alentejo ou o português da Bahia. “Todos devemos preservar essas diferenças e dá-las a conhecer no espaço da CPLP”, atesta, concluindo que não é aceitável que através de um qualquer acordo a grafia seja esquecida. “Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes do mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras.”

A decisão de adopção do Acordo Ortográfico (AO) foi tomada em Conselho de Ministros a 25 de Janeiro de 2011, e começou oficialmente a ser adoptado a 1 de Janeiro de 2012, estando prevista a aplicação generalizada do acordo para 2014. Pergunto-me, se é possível neste momento parar a implementação do Acordo Ortográfico, sem prejudicar todas as crianças que já estudam por ele e se é possível fazer reset nas crianças e começar outra vez?
Eis o que penso sobre o assunto:
Estão a tentar fazer reset connosco, adultos... e nós temos muito mais dificuldade de adaptação do que as crianças.

Se o processo se revertesse agora, repito, agora, daqui a 3 meses, os alunos que estão a aprender português, segundo o novo acordo, nem se lembrariam do que lhes estão a ensinar agora, e nadariam como peixe dentro de água no português, que sempre conhecemos.
E já alguém parou para pensar nos custos inerentes a esta brincadeira? Eu tenho imensos volumes na minha casa de macau e em Lisboa, é quase uma mini-biblioteca. Tudo isto é agora, obsoleto. Não é antigo, reparem, isso é outra coisa...
É obsoleto, ou seja, lixo. Milhões de manuais escolares para o lixo!
Milhões de livros de leitura obrigatória no ensino básico e secundário para o lixo!
Milhões de livros editados e apoiados pelo Plano Nacional de Leitura nos últimos 5 anos, para o lixo.
Milhões de clássicos da literatura para o lixo! É isso que esta brincadeira do AO nos custa.

Não está em causa a evolução natural da língua portuguesa! Está em causa o ego demasiado grande de meia dúzia de políticos da treta, que quiseram deixar a sua marca. Bela marca, não há dúvida!

Se for obrigada profissionalmente a usar o novo AO, farei batota sim! Escrevo normalmente e depois utilizo o conversor. Infelizmente, também sou obrigada a decifrar o que se escreve nessa espécie de dialecto. Dou por mim a tentar avaliar rapidamente quantos significados ou se existe sequer algum significado, para aquele aglomerado de letras que me aparece à frente.


A alegada tentativa de facilitar o entendimento entre utilizadores da língua portuguesa nas suas mais diversas variantes, resulta afinal numa comunicação cheia de ruído para os próprios portugueses, enquanto dos outros lados do Atlântico, as comunidades lusófonas assistem indiferentes a toda esta palhaçada.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Optimismo & Esperança


Hoje em dia, não há razões para termos optimismo.
Hoje em dia, só é possível ter esperança, que é o oposto de optimismo.
Ser optimista, é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro.
Mas já a Esperança é quando, no meio do inverno, descobrimos que dentro de nós, existe um verão invencível…
Por isso, é preciso superar, não só os limites físicos, como ir além deles, e continuar a viver uma vida normal.
Para superar, é também ver os defeitos da alma, a nossa pequenez e ultrapassarmos tudo isso para tentar construir um mundo positivo à nossa volta.
Não basta termos pernas e mãos, é preciso fazer uso deles para abraçar, usar as mãos para ajudar alguém a erguer-se, as pernas para caminhar num sentido justo e os nossos ombros para dividirmos com quem necessita, o peso da cruz.
Temos de acreditar que o melhor de nós, não depende dos outros e se Deus nos deu a inteligência e capacidades superiores ao dos outros animais, significa que podemos ir muito além das limitações, que nós próprios criamos.

Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar os seus sonhos. Melhor é errar por tentar, do que errar por omitir!"
(Augusto Cury)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Nova técnica contra o cancro

Existe agora uma técnica que usa luz infravermelha para eliminar os tumores, sem afectar as células sadias do organismo.
Além de ser difícil, tratar de um cancro, também é um sofrimento, que só quem passa por ele, é que lhe dá o verdadeiro valor, até porque as sessões de quimioterapia e radioterapia têm efeitos colaterais fortes, deixando o doente fragilizado.
Mas e se a pessoa pudesse ir ao hospital, tomar uma injecção inofensiva, receber uma aplicação de luz e voltar para casa curada, sem efeitos adversos?
Parece até mágico, mas está a tornar-se realidade! Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA desenvolveram uma nova técnica, a “fotoimunoterapia”, que utiliza raios de luz infravermelha (invisível a olho nu) para destruir tumores.

Então, funciona assim. primeiro o paciente recebe uma injecção com versões modificadas dos anticorpos HER2, EGFR ou PSMA, que têm a capacidade de se "colar" nas células cancerosas. Sozinhos, eles não fazem nada contra o tumor. Só que esses anticorpos são turbinados com uma molécula chamada IR700 - é a microbomba que irá destruir o cancro.
Em seguida, o paciente recebe raios infravermelhos emitidos por uma máquina. Eles penetram no corpo e chegam até a IR700, que é activada e liberta uma substância que ataca a célula cancerosa. Ou seja: é como se fosse uma microquimioterapia, que só mata o tumor e não afecta as células sadias.

Testes em ratinhos de laboratório tiveram resultados animadores: o tratamento mostrou–se eficaz contra os tumores de mama, pulmão, pâncreas, cólon e próstata.
- "Acreditamos que esse método tenha potencial para substituir vários tratamentos de quimioterapia, radioterapia e cirurgia", diz Hisataka Kobayashi, líder do estudo.

FONTE:
Revista Superinteressante de Fevereiro de 2012