sexta-feira, 5 de abril de 2013

Querer é poder?

Todos queremos alguma coisa! Todos nós temos vontades e desejos de algo! Mas nem sempre conseguimos compreender ou definir o que queremos exactamente, nem entender o porquê desse querer. Há estudos que definem a causa desse sentimento, referindo que se nos apresentam ao longo da vida outros caminhos a seguir, ofertas melhores, outras perspectivas, etc...
Parece que sempre queremos algo, porque ao oferecerem a outros, também queremos que nos ofereçam a nós! Porém, o grande erro está aí, as pessoas aceitam, escolhem coisas na vida sem ao menos saber se essa escolha é a mais correcta ou se nos é benéfica
Para que ocorra uma boa escolha, é necessário o sentir, o saber e o perceber o que se está de facto a querer. Será realmente isto que queremos para nós? Será esta a escolha mais acertada para o meu caso? Que benefícios irei colher disto?
Sendo assim, para que tenhamos bons resultados, é necessário, portanto, que saibamos para onde esses desejos nos levam.
Ressaltando o que devemos ter em mente, são os objectivos que incindam correctamente nas nossas escolhas. Sabendo esta reposta então podemos reconhecer o que de facto queremos! O que desejamos! Aí sim, colocar essa nossa decisão, esse nosso querer, no nosso projecto de vida.
Mas nem sempre querer é poder, porque às vezes a gente quer, mas ainda não pode e ainda não consegue realizar. Não faz mal: a vontade que é legítima, alinhada com a alma, caminha connosco, paciente, fresca, bondosa, até que a gente possa. Às vezes, isso parece muito longe, mas é só o tempo do cultivo.
Também as flores, como algumas vontades, somente desabrocham quando conseguem
Vamos ser fiéis connosco, com a nossa vida e que as nossas escolhas não visem o nosso quere apenas, mas o que é bom e o que é necessário.
Para que isso aconteça, precisamos de autoconhecimento, um olhar mais introspectivo às nossas escolhas e aos nossos desejos, para que este querer nos faça bem e feliz.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Maria Alice...


Eu lembro-me bem dela, a minha vizinha Maria Alice, filha da ti Júlia, que tinha uma lojinha de venda de jornais, ao fim da minha rua.
Ela faz parte das minhas boas memórias, brincávamos desde os cinco anos até à minha adolescência, depois casei, fui morar para outra cidade. Deixei de a ver, mas  fui sabendo noticias dela, sempre que visitava a minha mãe.

A Alice tinha uma beleza serena e a alegria contagiante de alguém que é feliz e com um futuro promissor. Chegou a entrar na universidade! As últimas novidades, eram com ela, desde a moda, aos namorados, era por isso, a mais popular entre nós.
Um dia numa festa de amigos, teria ela uns vinte e poucos anos, quando provou pela primeira vez um “cigarrinho de erva”, dado pelo namorado de então, dizendo-lhe que era nice, que estava na moda e que toda a gente experimentava. Então ela pensou: - “Porque não? Que mal há nisso?”
Depois… voltou a fumar no dia seguinte, num outro dia, e nos que vieram depois. Nunca mais os largou! Dizia que não era vício, que em qualquer altura deixava de fumar. Atrás do cigarrinho “especial”, vieram outras experimentações, mais ousadas e mais fortes…
Os anos passaram, muitas coisas foram acontecendo, desde perder o emprego, à morte dos pais, ela deixou a alegria esquecida, lá no fundo da alma.
Reduziu-se a si própria e ao pó que consumia.
Entrou em casas de desintoxicação, pagas por uns tios, que tentaram ajudá-la.
Reaprendeu a viver e voltava sempre a desaprender. Uma vez e outra!
Perdeu a juventude e ganhou um brilho baço.
Andou a pedir moedas nos parques de estacionamento.
Vendeu o corpo.
Ficou sem a alma.
O tempo consumiu-lhe a memória.
Tem medo de si e já não tem forças para lutar mais.
Soube que ainda é viva e que há uns anos que não consome, mas tem vergonha de ser quem é. Às vezes esquece-se disso e sorri. Um sorriso desdentado, como a sua vida, sem brilho e sem cor…

quinta-feira, 28 de março de 2013

Espero a Primavera


  Abre-te Primavera!
Tenho um poema à espera
Do teu sorriso.

Um poema indeciso,
Entre a coragem e a covardia,
Um poema de lírica alegria

... Refreada,

A temer ser tardia
… ou ser antecipada

terça-feira, 26 de março de 2013

Dia do Livro

Ao longo dos séculos, o livro tem tido várias funções, com principal destaque para a evolução do saber, como grande veículo promotor da cultura, da educação, da ciência e da democracia.


Aos livros,

Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar,
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.

Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos.

(José Jorge Letria,)

A 26 de Março de 1487 foi impresso o Pentateuco, em Hebraico, o primeiro livro impresso em Portugal. E, por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Autores, tem-se vindo a assinalar o Dia do Livro Português todos os anos a 26 de Março, que representa a importância do livro e da língua portuguesa na evolução do saber e do ser da Humanidade








domingo, 24 de março de 2013

Finalmente a PRIMAVERA

O inverno passou! Os dias já começam a ficar mais longos e quentes. As folhas e as flores voltam a crescer nas árvores, e os animais saem das suas tocas, acasalam, constroem ninhos e têm filhotes.
Chegou a Primavera, que é a estação mais bela do ano! Céu claro, pássaros a cantar, a vida a florescer através das flores, que nos renova o corpo e a alma.
As flores são poemas vivos, lembranças e afectos. São descobertas de um novo ano, de um novo recomeçar, que às vezes é preciso fazer.
Ei-las aqui lindas e delicadas, com pormenores de um renascer que acorda agora, gritando pela Primavera, pelas mulheres e homens.
Crescem no silêncio dos dias orvalhadas pela noite, alimentando-se dos bagos de água, que escorrem das suas pétalas, deixam perfume e cor, nas ruas, nos jardins, nas varandas e nos quintais, à janela, ao peito, numa jarra.
Falam de amor, de amizade, falam de alegria, exprimem saudade e encantam e alentam a companhia da solidão, dos dias e das horas.

BEM VINDA, PRIMAVERA!

sábado, 23 de março de 2013

ÁRVORE

Cada árvore é um ser para ser em nós. Para ver uma árvore não basta vê-la, a árvore é uma lenta reverência, uma presença reminiscente uma habitação perdida e encontrada
À sombra de uma árvore o tempo já não é o tempo mas a magia de um instante que começa sem fima árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas e de sombras interiores nós habitamos a árvore com a nossa respiração com a da árvore com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
Quem já subiu às árvores sabe que sensação é esta...
Os engenheiros vieram,
mediram, olharam...
Havia árvores velhas...
Mandaram deitar abaixo,
e os homens deitaram.

Sem lamentos,
sem ais as árvores caíram...
Mas os engenheiros não puseram mais;
em seu lugar apenas três cardos
enfezados refloriram.

E os cardos vis são gritos de revoltadas
sombras errantes pelo Ar;
das sombras que tinham por abrigo
aqueles freixos antigos,
que o machado foi matar.

As sombras gritam, mas os engenheiros
não põem freixos novos no lugar.

(Sebastião da Gama)
Estas árvores decoradas fazem parte de um projecto em Londres, onde artistas criaram repousos para os animais poderem hibernar. Com a aparência de um castelo, estes abrigos foram feitos unindo a arte com a natureza.


O projecto tem previsão para se transformar em documentário, no qual mostrará a adaptação dos pássaros no condomínio da floresta “King’s Wood Forest ”, em Inglaterra.

Creio eu que, muitas borboletas e besouros também morarão nestas caixinhas. Como arte, a casa para os pássaros estão um espanto no que toca em arquitectura e beleza, só não sei se trará o efeito esperado.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Dia da Poesia e Sindroma de Down

A poesia é um mar revolto onde navegam os poetas…
A arte de fazer poesia
Vem da alegria, da tristeza, do amor…
Ela nasce do entusiasmo e da dor
Da tristeza, do desgosto e da alegria



Aproveitando o DIA MUNDIAL DA POESIA, prestando a minha homenagem a todos os poetas que tornam nosso mundo melhor, venho aqui registar que a poesia, é a linguagem da emoção, transpondo barreiras sociais, raciais, religiosas e económicas.

Quando nos dedicamos de corpo e alma a algo tão gratificante, percebemos que a poesia não é somente uma leitura, mas sim, uma vivência.
Grandes homens e mulheres dedicaram as suas vidas a essa tarefa, de colocar numa linguagem poética, as suas emoções, as nossas emoções, interligando o eu interior ao restante mundo.
Assim, também devemos deixar que as emoções tomem conta do nosso quotidiano, pois que muito raramente vemos pessoas jorrando afeição, amor, carinho e respeito.
Exemplo disso é que também hoje se comemora o dia internacional do “Síndroma de Down”.
Aproveitemos este dia para reflectir o quanto precisamos de aprender com as pessoas especiais, sejam elas poetas, portadoras de deficiências ou simplesmente filhos de Deus, como eu, ou como qualquer um de nós.
Um grande abraço a todos os poetas e aos deficientes do Síndroma de Down.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Conflito


Sou a paz e sou a guerra.
Sou a chuva e sou o sol;
Sou o amor e sou o ódio;
Sou a noite e sou o dia
Dentro das minhas poesias.

Dentro de mim,
Muitos seres habitam
Fico assim confusa
Quando eles se conflituam

Misturo sonho e a realidade
Mesclo a dor com um sorriso
Já nem sei o que é verdade;
Faço do inferno um paraíso
Dentro de mim os versos brotam

Metamorfose de borboletas
Rompem o casulo e se chocam,
No bater de asas, formam letras.

Num certo sentido, vivemos em conflito de duas forças antagónicas, ambas dentro de nós.
E é aí que entra nossa determinação, a nossa força de vontade. Para que lado penderemos? Que parte da nossa natureza fortaleceremos?
O mistério dos conflitos está na nossa mente, onde tudo está guardado nas sombras do passado, assombrando o presente, impedindo de vivermos feliz, e com isso, nos distanciamos dos caminhos do autoconhecimento e passando pela vida sem o real sentido por andarem sempre condicionados aos conflitos internos que acabam por provocar problemas externos…

terça-feira, 12 de março de 2013

Dia do Bibliotecário

Bem... há um dia dedicado a quase tudo e fiquei surpreendida ao saber que também há um dia dedicado a esta profissão, à qual eu pertenço e fico orgulhosa por se lembrarem de nós.

É uma profissão que exige uma especialização, não se resume apenas em organizar os livros, temos de utilizar técnicas para organizar o acervo, catalogar, indexar, saber arranjar alguns livros que se estraguem e definir quais as obras que vão ser compradas. Há também a responsabilidade de implementar, organizar, fazer cadastros, controlar os empréstimos, bem como a entrada e saída de material.
Portanto, festejaremos o dia 12 de Março, como o dia dedicado ao laborioso trabalho de bibliotecário.

No Egipto, chamavam-se as bibliotecas tesouro dos remédios da alma. Com efeito, tratava-se nelas a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e origem das demais
Milhares de manuscritos milenares - os chamados manuscritos de Timbuktu - foram salvos, no Mali, de um ataque de radicais islâmicos, que ameaçavam destruir os documentos que constituem um verdadeiro tesouro para a Humanidade. Graças à intervenção de um bibliotecário e de um antigo vigilante, que os colocaram em segurança, cerca de 90% do total dos manuscritos puderam ser conservados e podem ser consultados.
Acredita-se que a primeira biblioteca da história pertenceu ao rei Assurbanipal, em meados do Século VIIA.C.
A sua colecção era feita de placas de argila, escritas em caracteres cuneiformes.
No entanto, nenhuma biblioteca se tornou tão conhecida quanto a de Alexandria, localizada no Egipto. De acordo com estudiosos, ela teria comportado de 40 a 60 mil manuscritos em rolos de papiro, que chegou a ter quase 700 mil volumes. Porém, a sua fama não era atribuída apenas à quantidade de documentos, mas também aos três grandes incêndios que a assolaram.

E o mais engraçado é que os bibliotecários também têm um padroeiro...
São Jerónimo (Strídon, cerca de 347 — Belém, 30 de Setembro de 419/420), o seu nome completo era Eusebius Sophronius Hieronymus, conhecido sobretudo como tradutor da Bíblia, do grego antigo e do hebraico, para o latim.
É o padroeiro dos bibliotecários e dos tradutores e patrono das secretárias, edição de São Jerónimo, a "Vulgata", é ainda o texto bíblico oficial da Igreja Católica Romana, que o reconhece como Padre da Igreja (um dos fundadores do dogma católico) e ainda doutor da Igreja. Nasceu em Strídon, na fronteira entre a Panónia e a Dalmácia (motivo pelo qual também é chamado de Jerónimo de Strídon), no segundo quarto do século IV e faleceu perto de Belém, na sua cela, próximo da gruta da Natividade.


sexta-feira, 8 de março de 2013

As mulheres são...

Hoje é um dia muito especial dedicado à Mulher. Talvez já esteja esquecido o seu propósito e origem, no entanto todos os dias muitas mulheres continuam a labutar diariamente pelos seus direitos. Para todas as mulheres anónimas que todos os dias fazem do seu dia uma batalha ganha.

...tecelãs! Tecem sonhos com fios de lágrimas... Tecem vidas nas suas barrigas com esperanças e alegrias infantis.

As Mulheres são feiticeiras. Inventam magias e encantamentos. Atraem e cativam com um simples olhar. As As Mulheres são meninas. Acreditam em príncipes e finais felizes.
Mulheres são guerreiras. Enfrentam a luta com galhardia. E não esmorecem mesmo quando cansadas. Mulheres são sábias. Trazem em si toda a sabedoria do mundo, ao repartir, entre os filhos, o pão, o carinho, e o próprio tempo.
Mulheres são especiais.
Mulheres são seres próximos de Deus.
Mulheres são anjos.
Mulheres são mães.
A mais perfeita tradução do mistério da eternidade da alma.

FELIZ DIA DA MULHER!