quinta-feira, 11 de abril de 2013
PIMAVERA! Onde estás?
O tempo tem estado tão baralhado, que as estações do ano deixaram de estar definidas. Hoje acordei com saudades da Primavera de antigamente… Quem não acorda com saudades de qualquer coisa?
Sinto saudades de ver os raios de sol entrarem pela janela da minha casa de infância, saudades do tempo perdido, que uma pessoa não aproveitou como devia ser, saudades de um pouco de tudo…
A saudade é a luz viva e nítida, que ilumina a estrada do nosso passado.
Mas hoje, estamos na Primavera, que é a estação mais bela do ano! Céu claro, pássaros a cantar, a vida a florescer através das flores, que nos renova o corpo e a alma.
Estes dias cinzentos e chuvosos, trazem-me nostalgia e saudades…
segunda-feira, 8 de abril de 2013
6 Contos Sufís
Mulla Nasrudin (Khawajah Nasr Al-Din) viveu no século XIV. Contou e escreveu histórias onde ele próprio era a personagem. São histórias que atravessaram fronteiras desde a sua época, enraizando-se em diversas culturas. Elas compõem-se num imenso conjunto que integra a chamada Tradição Sufi, ou o Sufismo, uma seita religiosa da antiga tradição persa, que se tem espalhado desde então pelo mundo.
CONSELHOS: Nasrudin começou a construir uma casa. Os seus amigos, que tinham cada um, a sua própria casa, e todos eles eram carpinteiros e pedreiros, rodearam-no de conselhos. Mulla estava radiante! Um após outro, e às vezes todos juntos, disseram-lhe o que fazer. Nasrudin seguia docilmente as instruções que cada um lhe dava. Quando a construção terminou, ela não se parecia em nada com uma casa.
- Que curioso! - disse Nasrudin - e contudo eu fiz exactamente aquilo que cada um de vocês me tinha dito para fazer…”
PASSEIO DE BARCO
CONCLUINDO:
...assim somos nós construtores de problemas imaginários, onde deveria somente reinar a tranquilidade do ser.
Nasrudim às vezes levava as pessoas para viajar no seu barco. Um dia, um pedagogo exigente contratou-o para transportá-lo para o outro lado de um rio, muito largo. Assim que se lançaram à água, o sábio perguntou-lhe se faria mau tempo. –“Não me pergunte nada sobre isso” - disse Nasrudim.
- “Você nunca estudou gramática?” – “Não!” – “Nesse caso, metade da sua vida foi desperdiçada"
O Mulla não disse nada. Porém, logo de seguida, desabou uma terrível tempestade. O pequeno e desorientado barco de Mulla, começou a encher-se de água. Ele inclinou-se para o companheiro e perguntou-lhe:
- “Alguma vez você aprendeu a nadar?” –“Não!” – respondeu o pedante
. – “Nesse caso, caro mestre, toda a sua vida foi desperdiçada, pois estamos a afundar-nos e eu, que nunca aprendi gramática, vou apenas salvar a minha pele.
DESEJOS
A festa reuniu todos os discípulos de Nasrudin. Comeram e beberam durante muitas horas, sempre a conversar sobre a origem das estrelas e dos propósitos da vida. Quando já era quase de madrugada, preparavam-se todos para voltar para as suas casas.
Restava um belo prato de doces sobre a mesa. Nasrudin obrigou os seus discípulos a comê-lo.
Um deles, porém, recusou:- ‘O mestre está-nos a testar. Quer ver se conseguimos controlar os nossos desejos?”
- “Estás enganado!” –respondeu Nasrudin – “ A melhor maneira de dominar um desejo, é vê-lo satisfeito. Prefiro que vocês fiquem com o doce no estômago, do que com ele no pensamento, que deve ser usado para coisas mais nobres.”
NASRUDIM E O OVO
Certa manhã, Nasrudin colocou um ovo embrulhado num lenço, foi para o meio da praça da sua cidade, e chamou aqueles que andavam por ali.
- “Hoje vamos ter um importante concurso! A quem descobrir o que está embrulhado neste lenço, eu dou de presente o ovo que está dentro!”
As pessoas olharam-se, intrigadas, e responderam:
- “Como podemos saber? Ninguém aqui é capaz de fazer esse tipo de previsões!”
Mas Nasrudin insistiu:- “O que está neste lenço tem um centro, que é amarelo como uma gema, cercado de um líquido da cor da clara, que por sua vez está contido dentro de uma casca, que se parte facilmente. É um símbolo de fertilidade, e lembra-nos dos pássaros que voam para seus ninhos. Então, quem é que me pode dizer o que está aqui escondido?”
Todos os habitantes pensavam que Nasrudin tinha nas suas mãos um ovo, mas a resposta era tão óbvia, que ninguém resolveu passar essa vergonha diante dos outros. E se não fosse um ovo, mas algo muito importante, produto da fértil imaginação mística dos sufis? Um centro amarelo podia significar algo do sol, o líquido em seu redor talvez fosse um preparado alquímico. Não, aquele louco estava a querer fazer alguém passar por ridículo.
Nasrudin perguntou mais duas vezes, e ninguém respondeu. O receio do ridículo tolheu-lhes a língua…
CASAMENTO
Nasrudin estava conversando com um conhecido, que indagou:
- “Mullah, responda-me, você nunca pensou em se casar?”
- “Sim, claro que já! Quando eu era jovem, determinei-me a achar o meu par perfeito. Cruzei o deserto, cheguei a Damasco, e conheci uma mulher belíssima e espiritualmente muito evoluída; mas as coisas triviais, do dia a dia, atrapalhavam-na.
Mudei de rumo e lá estava eu, em Isfahan; ali pude conhecer uma mulher com o dom para as coisas materiais, da vida caseira, e além disso mostrou-se muito espiritualizada. Porém, faltava-lhe a beleza física. Pensei: o que fazer? E então resolvi ir até ao Cairo.
Quando lá cheguei, fui apresentado a uma linda jovem, que também era religiosa, boa cozinheira e conhecedora dos afazeres do lar. Ali estava a minha mulher ideal.
- "Entretanto você não se casou com ela. Porquê"?
- “Ah, meu prezado amigo, porque ela também estava em busca do homem ideal.”
MERCADO
Certa manhã, quando se dirigia ao mercado, Nasrudin viu alguns cegos e, fazendo tilintar as moedas da sua bolsa, disse em voz alta:
- “Amigos, amigos, peguem estas moedas. Tu, toma esta, tu, esta, e vocês repartam o resto” – e, enquanto fazia isso, fazia tilintar as moedas da sua bolsa.
É evidente e seria até demais esclarecer, que não repartiu um só tostão. Produzida a cena, afastou-se para observar a seguinte situação:
Os cegos começaram a precipitar-se uns sobre os outros, exclamando e gritando: "deu tudo para ti".
Ou então:" Vocês ficaram com tudo ao invés de repartir". " Eu nada recebi", " mentes", " dá-me a minha parte", etc. etc.
Estas cenas transforam-se em empurrões, socos, pontapés, insultos, terminando numa grande batalha indescritível, dada a cegueira total reinante.
Nasrudin, que seguia de perto as peripécias da batalha, murmurou:
- "Isto é o que poderia chamar-se de "uma luta de cegos, por motivo inexistente".
CONCLUINDO:
...assim somos nós construtores de problemas imaginários, onde deveria somente reinar a tranquilidade do ser.
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Mulla Nasrudin
sábado, 6 de abril de 2013
Viva como as flores
Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo. (Confúcio)
Contam as lendas que o filósofo Confúcio dava excelentes e sábios conselhos. Vejam este:
- “Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam. Que fazer para não me sentir tão infeliz com a maldade que me rodeia?
E o nosso sábio, tinha a resposta na ponta da língua:
- “Pois viva como as flores!” - advertiu o mestre.
- “Mas mestre, como é viver como as flores?” - perguntou o discípulo, pensando que o mestre estaria a brincar com ele.
–“Repare nestas flores - continuou o mestre imperturbável no seu saber, apontando os lírios que cresciam no jardim – “Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor das suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles, e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo o mal que vem de fora... Isso é viver como as flores...”

Confúcio: um dos mais influentes sábios chineses. Hoje, a sua filosofia é seguida por cinco milhões de pessoas, em especial na Ásia.
Seguindo a carreira como filósofo da corte, K’ung exortou os governantes chineses a ”governarem pela virtude interior” para ganhar o respeito de seus súbditos e dar um exemplo para que as pessoas pudessem seguir.
O Sábio chinês não aprovava a tirania e acreditava que o Estado existe para benefício do povo, e não o contrário. Como escritor, K’ung compilou poemas, estórias e lendas e reuniu-as numa série de livros que ainda hoje sobrevivem como clássicos da literatura chinesa. Entre eles estão o Livro dos Poemas, o Livro da História, o Livro das Etiquetas e o Livro das Mutações (o I Ching)..
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Querer é poder?
Todos queremos alguma coisa! Todos nós temos vontades e desejos de algo!
Mas nem sempre conseguimos compreender ou definir o que queremos exactamente, nem
entender o porquê desse querer. Há estudos que definem a causa desse
sentimento, referindo que se nos apresentam ao longo da vida outros caminhos a
seguir, ofertas melhores, outras perspectivas, etc...
Parece que sempre queremos algo, porque ao oferecerem a outros, também
queremos que nos ofereçam a nós! Porém, o grande erro está aí, as pessoas
aceitam, escolhem coisas na vida sem ao menos saber se essa escolha é a mais
correcta ou se nos é benéfica
Para que ocorra uma boa escolha, é necessário o sentir, o saber e o
perceber o que se está de facto a querer. Será realmente isto que queremos para
nós? Será esta a escolha mais acertada para o meu caso? Que benefícios irei
colher disto?
Sendo assim, para que tenhamos bons resultados, é necessário, portanto, que
saibamos para onde esses desejos nos levam.
Ressaltando o que devemos ter em mente, são os objectivos que incindam
correctamente nas nossas escolhas. Sabendo esta reposta então podemos
reconhecer o que de facto queremos! O que desejamos! Aí sim, colocar essa nossa
decisão, esse nosso querer, no nosso projecto de vida.
Mas nem sempre querer é poder, porque às vezes a
gente quer, mas ainda não pode e ainda não consegue realizar. Não faz mal: a
vontade que é legítima, alinhada com a alma, caminha connosco, paciente,
fresca, bondosa, até que a gente possa. Às vezes, isso parece muito longe, mas
é só o tempo do cultivo.
Também as flores, como algumas vontades, somente
desabrocham quando conseguem
Vamos ser fiéis connosco, com a nossa vida e que as nossas escolhas não
visem o nosso quere apenas, mas o que é bom e o que é necessário.
Para que isso aconteça, precisamos de autoconhecimento, um olhar mais introspectivo
às nossas escolhas e aos nossos desejos, para que este querer nos faça bem e
feliz.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Maria Alice...
Eu lembro-me bem dela, a minha vizinha Maria Alice, filha da ti Júlia, que tinha uma lojinha de venda de jornais, ao fim da minha rua.
Ela faz parte das minhas boas memórias, brincávamos desde os cinco anos até à minha adolescência, depois casei, fui morar para outra cidade. Deixei de a ver, mas fui sabendo noticias dela, sempre que visitava a minha mãe.
A Alice tinha uma beleza serena e a alegria contagiante de alguém que é feliz e com um futuro promissor. Chegou a entrar na universidade! As últimas novidades, eram com ela, desde a moda, aos namorados, era por isso, a mais popular entre nós.
Um dia numa festa de amigos, teria ela uns vinte e poucos anos, quando provou pela primeira vez um “cigarrinho de erva”, dado pelo namorado de então, dizendo-lhe que era nice, que estava na moda e que toda a gente experimentava. Então ela pensou: - “Porque não? Que mal há nisso?”
Depois… voltou a fumar no dia seguinte, num outro dia, e nos que vieram depois. Nunca mais os largou! Dizia que não era vício, que em qualquer altura deixava de fumar. Atrás do cigarrinho “especial”, vieram outras experimentações, mais ousadas e mais fortes…
Os anos passaram, muitas coisas foram acontecendo, desde perder o emprego, à morte dos pais, ela deixou a alegria esquecida, lá no fundo da alma.
Reduziu-se a si própria e ao pó que consumia.
Entrou em casas de desintoxicação, pagas por uns tios, que tentaram ajudá-la.
Reaprendeu a viver e voltava sempre a desaprender. Uma vez e outra!
Perdeu a juventude e ganhou um brilho baço.
Andou a pedir moedas nos parques de estacionamento.
Vendeu o corpo.
Ficou sem a alma.
O tempo consumiu-lhe a memória.
Tem medo de si e já não tem forças para lutar mais.
Soube que ainda é viva e que há uns anos que não consome, mas tem vergonha de ser quem é. Às vezes esquece-se disso e sorri. Um sorriso desdentado, como a sua vida, sem brilho e sem cor…
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quinta-feira, 28 de março de 2013
Espero a Primavera
Abre-te Primavera!
Tenho um poema à espera
Do teu sorriso.
Um poema indeciso,
Entre a coragem e a covardia,
Um poema de lírica alegria
... Refreada,
A temer ser tardia
… ou ser antecipada
terça-feira, 26 de março de 2013
Dia do Livro
Ao longo dos séculos, o livro tem tido várias funções, com principal destaque para a evolução do saber, como grande veículo promotor da cultura, da educação, da ciência e da democracia.
Aos livros,
Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar,
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.
Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos.
(José Jorge Letria,)
A 26 de Março de 1487 foi impresso o Pentateuco, em Hebraico, o primeiro livro impresso em Portugal. E, por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Autores, tem-se vindo a assinalar o Dia do Livro Português todos os anos a 26 de Março, que representa a importância do livro e da língua portuguesa na evolução do saber e do ser da Humanidade
Aos livros,
Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar,
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.
Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos.
(José Jorge Letria,)
A 26 de Março de 1487 foi impresso o Pentateuco, em Hebraico, o primeiro livro impresso em Portugal. E, por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Autores, tem-se vindo a assinalar o Dia do Livro Português todos os anos a 26 de Março, que representa a importância do livro e da língua portuguesa na evolução do saber e do ser da Humanidade
domingo, 24 de março de 2013
Finalmente a PRIMAVERA
O inverno passou! Os dias já começam a ficar mais longos e quentes. As folhas e as flores voltam a crescer nas árvores, e os animais saem das suas tocas, acasalam, constroem ninhos e têm filhotes.
Chegou a Primavera, que é a estação mais bela do ano! Céu claro, pássaros a cantar, a vida a florescer através das flores, que nos renova o corpo e a alma.
As flores são poemas vivos, lembranças e afectos. São descobertas de um novo ano, de um novo recomeçar, que às vezes é preciso fazer.
Ei-las aqui lindas e delicadas, com pormenores de um renascer que acorda agora, gritando pela Primavera, pelas mulheres e homens.
Crescem no silêncio dos dias orvalhadas pela noite, alimentando-se dos bagos de água, que escorrem das suas pétalas, deixam perfume e cor, nas ruas, nos jardins, nas varandas e nos quintais, à janela, ao peito, numa jarra.
Falam de amor, de amizade, falam de alegria, exprimem saudade e encantam e alentam a companhia da solidão, dos dias e das horas.
Chegou a Primavera, que é a estação mais bela do ano! Céu claro, pássaros a cantar, a vida a florescer através das flores, que nos renova o corpo e a alma.
As flores são poemas vivos, lembranças e afectos. São descobertas de um novo ano, de um novo recomeçar, que às vezes é preciso fazer.
Ei-las aqui lindas e delicadas, com pormenores de um renascer que acorda agora, gritando pela Primavera, pelas mulheres e homens.
Crescem no silêncio dos dias orvalhadas pela noite, alimentando-se dos bagos de água, que escorrem das suas pétalas, deixam perfume e cor, nas ruas, nos jardins, nas varandas e nos quintais, à janela, ao peito, numa jarra.
Falam de amor, de amizade, falam de alegria, exprimem saudade e encantam e alentam a companhia da solidão, dos dias e das horas.
BEM VINDA, PRIMAVERA!
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primavera
sábado, 23 de março de 2013
ÁRVORE
Cada árvore é um ser para ser em nós. Para ver uma árvore não basta vê-la, a árvore é uma lenta reverência, uma presença reminiscente uma habitação perdida e encontrada
À sombra de uma árvore o tempo já não é o tempo mas a magia de um instante que começa sem fima árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas e de sombras interiores nós habitamos a árvore com a nossa respiração com a da árvore com a árvore nós partilhamos o mundo com os deusesQuem já subiu às árvores sabe que sensação é esta...
Os engenheiros vieram,
mediram, olharam...
Havia árvores velhas...
Mandaram deitar abaixo,
e os homens deitaram.
Sem lamentos,
sem ais as árvores caíram...
Mas os engenheiros não puseram mais;
em seu lugar apenas três cardos
enfezados refloriram.
E os cardos vis são gritos de revoltadas
sombras errantes pelo Ar;
das sombras que tinham por abrigo
aqueles freixos antigos,
que o machado foi matar.
As sombras gritam, mas os engenheiros
não põem freixos novos no lugar.
(Sebastião da Gama)
Estas árvores decoradas fazem parte de um projecto em Londres, onde artistas criaram repousos para os animais poderem hibernar. Com a aparência de um castelo, estes abrigos foram feitos unindo a arte com a natureza.O projecto tem previsão para se transformar em documentário, no qual mostrará a adaptação dos pássaros no condomínio da floresta “King’s Wood Forest ”, em Inglaterra.
Creio eu que, muitas borboletas e besouros também morarão nestas caixinhas. Como arte, a casa para os pássaros estão um espanto no que toca em arquitectura e beleza, só não sei se trará o efeito esperado.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Dia da Poesia e Sindroma de Down
A poesia é um mar revolto onde navegam os poetas…
A arte de fazer poesia
Vem da alegria, da tristeza, do amor…
Ela nasce do entusiasmo e da dor
Da tristeza, do desgosto e da alegria
Aproveitando o DIA MUNDIAL DA POESIA, prestando a minha homenagem a todos os poetas que tornam nosso mundo melhor, venho aqui registar que a poesia, é a linguagem da emoção, transpondo barreiras sociais, raciais, religiosas e económicas.
Quando nos dedicamos de corpo e alma a algo tão gratificante, percebemos que a poesia não é somente uma leitura, mas sim, uma vivência.
Grandes homens e mulheres dedicaram as suas vidas a essa tarefa, de colocar numa linguagem poética, as suas emoções, as nossas emoções, interligando o eu interior ao restante mundo.
Assim, também devemos deixar que as emoções tomem conta do nosso quotidiano, pois que muito raramente vemos pessoas jorrando afeição, amor, carinho e respeito.
Exemplo disso é que também hoje se comemora o dia internacional do “Síndroma de Down”.
Aproveitemos este dia para reflectir o quanto precisamos de aprender com as pessoas especiais, sejam elas poetas, portadoras de deficiências ou simplesmente filhos de Deus, como eu, ou como qualquer um de nós.
Um grande abraço a todos os poetas e aos deficientes do Síndroma de Down.
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21 de Março,
Dia da poesia
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