sábado, 15 de junho de 2013

O Melro


                    Muito alegre na floresta

                    O senhor melo aí cantava
                    Mas da montanha, a cotovia
                    Furiosa replicava:

                    -“Meu amigo, o teu trinado
                    Gosto muito de ouvir
                    Mas por favor! Canta baixinho
                    Tenho sono, quero dormir”.

                    O senhor melro muito triste,
                    Foi queixar-se a uma flor
                    Disse-lhe ela ao ouvido:
                    -“Não se zangue meu tenor
                    Ouvi-lo é uma festa
                    Digno de actuar com uma orquestra”

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Aniversário de FERNANDO PESSOA

Quem nunca ouviu falar de Fernando Pessoa? Quem nunca leu algum dos seus poemas? Não há quem não conheça um pouquinho deste célebre autor. Pessoa foi um apaixonado pela sua pátria e os supersticiosos dizem que a sua paixão por Portugal começou logo no dia do seu nascimento, 13 de Junho de 1888, dia de Santo António, padroeiro de Lisboa.
Fiquei a saber que hoje, dia 13 de Junho, é o 125º aniversário de Fernando Pessoa (a internet tem destas coisas), um autor que eu gosto muito de ler e que muito admiro. Por isso aqui ficam algumas palavras do Sr. Pessoa,

Acordo de noite subitamente.
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora,
O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez..."

Fernando Pessoa

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Arroz do Céu


Esta, é uma metáfora perfeita da condição social de muitos emigrantes que trabalham por esse mundo fora...
A história narra o quotidiano de um emigrante de leste, cujo trabalho é o de limpar o lixo, que vai caindo nos respiradouros do Metro de Nova Iorque.
Este limpa-vias, trabalhava há muitos anos no Metro, sempre de olhos no chão e sem saber uma palavra de inglês, sujeitava-se no seu dia a dia, tal como uma toupeira, a trabalhar nos escuros respiradoros, a picar papéis, varrer milhões de pontas de cigarros, raspar das plataformas as pastilhas elásticas, limpar as latrinas e ainda espalhava desinfectantes, polvilhava as vias com um pó branco, encolhendo-se contra a parede negra, sempre que o colega da lanterna gritava – “lá vem o comboio!”
Sempre de olhos baixos, como quem nada espera do Alto. A vida dele vinha toda do chão imundo e viscoso. Nem sequer olhava para a ténue claridade que entrava pelos respiradouros.
Mas na superfície, a todo o comprimento da fachada da Igreja de S. João Baptista, os respiradouros do Metro formavam uma longa plataforma arrendada. Por lá são muito frequentes os casamentos, onde o arroz chove em cima dos noivos, à saída da cerimónia, com grande estrago de alegria e depois das cerimónias, o arroz é varrido para dentro das grades, resvalando para dentro do subterrâneo, caindo pelo respiradouro aos milhares, que o limpa-vias a princípio, varria com o outro lixo.
Mas um dia, o nosso homem, que achava estranho esse fenómeno, matutou de onde viria tanto arroz? Um arroz limpo e polido, que brilhava como pérolas. 
Desconhecia aqueles ritos, no casamento dele não tinha havido arroz de qualidade nenhuma…
Até que um dia, juntou os bagos num montículo e encheu com eles os bolsos do macaco. Em casa, a mulher cruzou as mãos de assombro, perante aquele carolino de primeira.
Eram pobres e aquela fartura de arroz enchia-lhes a barriga, a ele, à mulher e aos seus filhos. Ela habituou-se àquela súbita dádiva e dizia-lhe - “Vê se hoje há arroz, porque acabou-se o que tínhamos em casa”
O limpa-vias nunca perguntou donde chovia tanto grão, não sabendo a que atribuir o fenómeno.
O arroz vinha do Céu, como a chuva, a neve, o sol e o raio. Não é lixo para ele. É uma dádiva vinda dos céus. É ouro para si e para a sua família faminta. E ele agradece aquela dádiva com a humildade dos desprotegidos Tão pobre e calado, pensava que Deus lá no alto, mandava-lhe aquele maná para encher a barriga aos filhos, sem ele ter pedido nada.
Resignando-se a ser alvo da misericórdia do Senhor, começou a rezar-lhe fervorosamente, à noite, o que nunca fizera antes.

Este conto “Arroz do céu”, foi escrito por José Rodrigues Miguéis, quando este residiu em Nova York.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sabe quem são os illuminati?

Quantas vezes eu tenho contestado contra certas politiquices governamentais em que há coisas que só podem vir de mentes “iluminadas”, mal sabendo eu, que afinal não é por acaso que elas acontecem…

Illuminati do latim significa “aquele que é iluminado” e essa tradução é bastante coerente com alguns dos bem guardados segredos de um misterioso grupo, os “Illuminatis” ou a “Elite Global” e que são hoje originários de uma linhagem sanguínea, que data de milénios e tem ocupado posições de sucesso e de poder no mundo.
Desde 1990 que David Icke, um escritor britânico, se tem dedicado a pesquisar quem realmente está no controle do mundo.
Ele escreveu diversos livros sobre este assunto e é o mais conhecido técnico documentado sobre a conspiração global.
Os Iluminatis são cuidadosos e fazem questão em manter essa linhagem nas maiores e melhores posições de poder e prestígio em todo o planeta.
David Icke
Pesquisando mais sobre essa misteriosa organização, descobrimos que são uma sociedade fechada, que realmente manipula os acontecimentos mundiais, “coisas que nem mesmo o acaso poderia causar.
Temos muitos exemplos, tal como os Bush! Seria muita coincidência que um pai e filho conseguissem chegar à presidência numa República como os EUA, não acham? Assim como a família real Britânica e muitos outros, que podem ser identificáveis. Eles estudam genética como se fossem criadores de cavalos.
Os Illuminati da Baviera, são uma sociedade secreta fundada a 1º de Maio de 1776
Há suspeitas de que eles controlam os assuntos mundiais secretamente, numa espécie de Nova Ordem Mundial.
Muitos teóricos da conspiração acreditam que os Illuminati são os cérebros por trás dos acontecimentos que levarão ao estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial, com os objectivos primários de unir o mundo numa única regência que se baseia num modelo político onde todos são iguais.
Mas a Illuminati manipula a humanidade pela mente e pelas emoções. Há muitas pessoas e poucos illuminatis para controlá-las fisicamente, excepto em pequena escala. Eles têm manipulado o modo que as massas pensam e sentem, assim nós vivemos as nossas vidas e vemos o mundo do modo que a Illuminati quer que nós vejamos.
Por exemplo, a mais poderosa das técnicas de manipulação é uma que eu chamo Problema-Reação-Solução. Ela funciona assim:
Você quer introduzir algo que você sabe que as pessoas não vão gostar. Esse algo pode ser mais poder para a polícia, uma erosão adicional de liberdades básicas, até mesmo uma guerra. Você sabe que se oferecer estas políticas abertamente, as pessoas irão reagir contra elas. Assim você cria primeiro um PROBLEMA, uma taxa de crime ascendente, mais violência, um atentado terrorista, um colapso do governo, ou pega uma das suas marionetes, como Saddam Hussein, para começar uma guerra.
Você assegura-se que outra pessoa seja culpada por este problema e não você (que na verdade é quem está por trás de tudo). Assim você cria um "bode expiatório", como eles os chamam na América, um Timothy McVeigh ou um Lee Harvey Oswald.
Então, use os seus jornalistas para dizer às pessoas o que eles devem pensar sobre o seu evento fabricado e quem eles devem culpar por isso. Esta acção traz para o estágio dois, a REAÇÃO das pessoas: "Isso não pode continuar assim, o que ELES vão fazer sobre isto?
Então, isto permite que ELES ofereçam abertamente a SOLUÇÃO aos problemas que eles próprios criaram – uma nova legislação, que avança na agenda deles, dando a centralização do poder global ou a erosão de mais liberdades básicas.
Esta técnica está a ser usada constantemente na mente e nas emoções humanas, mente-controladas, que são incitadas a enlouquecem com armas distribuídas ao redor do mundo e imediatamente fazem leis de controle de armas.
Eu digo isto como alguém que não é a favor do armamento e acredita apaixonadamente na não-violência.
Mas nós vamos ser um pouco sábios e por isso precisamos de olhar além das nossas próprias convicções para perceber que a Illuminati está precisamente numa busca sistemática de desarmar aqueles que USARIAM essas armas contra eles.
Nós estamos agora num momento crucial na história desta agenda. Muitas cartas estão à espera para serem jogadas pela Illuminati, deixando-nos numa encruzilhada da história humana. Podemos escolher a liberdade, ou cair sobre o controle de um estado global fascista, uma versão global da Alemanha nazi.
Isto não tem que acontecer, mas para parar estes acontecimentos, muitos traseiros precisam ser removidos das muitas cadeiras do poder.
Tudo isto é uma pequeníssima fracção do que há para saber e o quadro é de longe maior e mais extraordinário do que este breve esboço pôde detalhar.

Faça a sua própria pesquisa em:
http://minilua.com/illuminati-dominio-mal-1/
http://minilua.com/illuminati-dominio-mal-2/
http://minilua.com/illuminati-dominio-mal-3/
http://minilua.com/inwo-jogo-que-previu-futuro/

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O que é o COLESTEROL?

Na luta contra o excesso de colesterol, todo o cuidado é pouco. Ao longo dos últimos anos, foram muitos os estudos que estabeleceram uma séria e grave correlação entre o que comemos, a hipercolesterolemia e as doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte nos países industrializados.

Ouve-se muitas vezes falar nele, mas na prática poucas pessoas sabem o que é o colesterol.
A maioria das pessoas desconhece que é a substância lipídica mais abundante no mundo animal e uma das mais importantes do ponto de vista metabólico, daí a sua importância.
Lípido do grupo das gorduras que entram na composição das membranas das células, esta molécula desloca-se no organismo através da corrente sanguínea e é fabricada pelo fígado, através de um processo denominado “síntese endógena de colesterol”. Este é também um dos principais constituintes da bílis; facilita por isso, a digestão, uma vez que é transformado em ácidos biliares.
As suas vantagens não se ficam, no entanto, por aqui. Além de permitir o fabrico das hormonas sexuais, também favorece a absorção da vitamina B, responsável pela formação e pela boa manutenção dos ossos.

UM MAL NECESSÁRIO

O excesso de gordura entope as artérias que são estreitas. Para circular, o sangue tem de exercer uma pressão elevada. Nos casos em que o vaso fica entupido e o sangue não chega ao tecido cardíaco, que deveria irrigar, provoca o enfarte.

O nosso organismo produz, em média, entre 700 a 1250 mg de colesterol por dia, uma quantidade maior do que a que nos chega através da alimentação. Através do que comemos, ingerimos entre 300 e 700 mg deste por dia. O problema é que, como a maioria dos ácidos gordos que ingerimos não são solúveis, essa gordura acaba por acumular-se nos vasos sanguíneos, podendo dar origem a doenças cardiovasculares.
Na base dessas, está uma alimentação rica em gorduras e produtos de origem animal, que contêm maior quantidade de colesterol.

Motivado por uma má alimentação, pelo stress e por hábitos de vida sedentários, o excesso de colesterol, é, a par da diabetes, da obesidade e da hipertensão arterial, uma das patologias mais frequentes e preocupantes no ser humano.
Não basta ter cuidado em comer alguns alimentos que sejam considerados saudáveis, é preciso estar bem informado, porque muitas vezes pode não ter sintomas ou sinais evidentes, mas isso não quer dizer que não tenha o problema.
A prevenção continua a ser o melhor dos remédios…
Deve ser por isso evitado tudo o que seja cozinhado industrialmente: sopas congeladas ou de pacote e os tais cubos de caldo de peixe, de carne ou de aves que dão “aquele” gostinho apurado aos cozinhados, mas que são veneno para o nosso organismo.
Deve-se evitar também tudo o que seja confeccionado à base de farináceos, ou seja, o que é feito de forma industrializada tais como massas com ovo, batas fritas dos fast food, croissants e folhados, pães de leite, bolos cheios de creme da pastelaria, bolos secos e aperitivos…
Enfim, existem imensas receitas cheias de bons conselhos e sugestões para nos ajudar a evitar ou baixar os níveis de colesterol, que parece ser uma das maiores pragas dos tempos modernos.

FONTE: “Como viver melhor… Euro Impala”.

sábado, 4 de maio de 2013

Falando de gatos...

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente, não gosta de gatos! 

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente ao nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. 
O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio, cujo monge, nos devolve as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe!
E defende-se do afago! A relação dele é com o que está oculto, guardado, e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um acto de entrega, de subida no colo ou manifestação de afecto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto o dono (inconscientemente) precisa, ele está por perto, quando não, o gato afasta-se.
No Egipto dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa, era o símbolo da luz, do calor e da energia.

(The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman)

 São guardiões da pequena caixa dos bruxedos,
onde se jogam paixões e destinos.
Alguns, trazem no olhar, tão fundo, 
a trama de um mistério insondável,
a teia de um segredo sem ter fim.
Acordam na noite, entre afagos, 
o sobressalto ancestral de outros medos
que se multiplicam, felinos,
na arena branca do nosso sono
vigiado pelos olhos que não dormem,
mesmo quando o corpo está imóvel.

Morrem, pudicamente, nos recantos da casa,
hirtos e discretos como monges,
renunciando ao espectáculo das mortes
que pedem luz e palco. Enterramo-los
na terra mole do Outono,
num canteiro de hortências,
de onde sairão mais tarde,
disfarçados de brisa, a caminho
de um fresco egípcio ou de uma tela
de Lorenzo Lotto, representando a Anunciação.
Estão nos retratos como na vida:
senhores do que sabem, tão secreto,
que só o sopro da alma, quando parte,
de vez os aparta do que foram.

("O Livro dos Gatos" de José Jorge Letria)

 Há um gato numa tela de Chagall,
sentado numa mesa, em pose,
com uma saia comprida. É uma fêmea 
e assenta-lhe bem o tecido vermelho
da blusa saída das tintas do pintor.
Talvez tenha um encontro marcado,
talvez espere parceiro à mesa do seu tédio,
sob uma janela que dá para a noite,
janela entreaberta para o sortilégio das estrelas.
É uma gata sentada à mesa
do seu absoluto e inconfessável mistério.
Ficou no quadro como na memória:
imitando as mulheres que escrevem os dias
com a tinta negra do cansaço da idade. 

("O Livro dos Gatos" de José Jorge Letria)