sábado, 13 de julho de 2013

Quem manda é o PATO


O TEMPO em que os animais falavam, os bichos constataram que o meio em que viviam começava a tornar-se cada vez mais complexo e havia que impor novas hierarquias, estabelecer novos parâmetros de comportamento, uma vez que já não chegavam os seus instintos inatos para enfrentar as modificações do meio.
Esta necessidade deu lugar à ideia de ESCOLA: uma estrutura social, que os habilitaria, a TODOS, para enfrentar as crescentes modificações a que assistiam.

Foram escolhidos os melhores animais para a docência, isto é, os reconhecidos como mais experientes, alta profissionalização nos seus domínios específicos, grandes títulos em competições.
O reconhecimento destas qualificações envaideceu-os, naturalmente, e a maioria esqueceu, desde logo, a razão por que estavam ali.
Com muitas reuniões gerais de professores, muitas reuniões de grupo, reuniões de conselho pedagógico, de departamento, de secções, reuniões de conselho executivo, etc… escolheram o seguinte currículo: Nadar, Correr, Voar, Galgar montes e Saltar obstáculos.

Os primeiros alunos foram o Cisne, o Pato, o Coelho e o Gato.

Começadas as aulas, cada professor, altamente preocupado com a sua disciplina, preparava primorosamente a matéria, dava sem perder tempo, procurando cumprir o programa e a planificação do mesmo. Faziam, assim jus aos seus títulos e competências. Mas os alunos iam-se desencantando com a tão sonhada escola. Vejam o caso particular de cada aluno:

O Cisne, nas aulas de correr, voar e galgar montes era um péssimo aluno. E mesmo quando se esforçava, ao ponto de ficar com as patas ensanguentadas das corridas e calos nas asas, adquiridos na ânsia de voar, tinha notas más. O pior era que, com o esforço e desgaste psicológico despendido nessas disciplinas, estava a enfraquecer na natação, em que era o máximo.

O Coelho, por sua vez padecia nas matérias de nadar e voar. Como poderia voar se não tinha asas? Em se tratando de nadar, a coisa também não era fácil não tinha nascido para aquilo. Em contrapartida, ninguém melhor do que ele, corria e galgava montes.

O Gato tinha problemas idênticos aos do coelho, nas disciplinas de natação e voo. Ele bem insistia com o professor que, se o deixasse voar de cima para baixo, ainda poderia ter êxito.

Só que o professor não estava contemplado no programa aprovado e o critério de selecção era igual para todos.

O Pato, finalmente, voava um pouquinho, corria mais ou menos, nadava bem mas muito pior do que o cisne, e desastradamente, embora com algum desembaraço, até conseguia subir montes e saltar obstáculos. Não tinha reprovações a nenhuma disciplina, como os seus restantes colegas, o que o fazia sumamente brilhante nas pautas finais.

Os professores consideraram-no o aluno mais equilibrado, deram-lhe a possibilidade de prosseguir estudos e, com tantos “atributos”, até fomentaram nele a esperança de um dia, poder vir a ser professor.

Os restantes alunos estavam inconformados! Nada tinham contra o pato, gostavam dele, compreendiam o seu grau mínimo de suficiência a todas as disciplinas, mas, perguntavam-se: a espantosa capacidade do Coelho em saltar obstáculos, correr e galgar montes, não poderia ser aproveitada para enfrentar as tais novas situações sociais, que os levaram a ter a ideia de ESCOLA?

E o Gato? De nada lhe serviria correr e saltar melhor do que o Pato? E que utilidade teria, para o Cisne, nadar como nenhum outro?

Cada um tinha, de facto, a sua queixa justificada. A escola, pensavam eles, era o local onde aperfeiçoariam as capacidades que tinham, de modo a pô-las ao serviço da sociedade. Se as coisas já estavam difíceis, que fazer agora com a tremenda frustração de não servirem para nada? Foram falar com os professores. As limitações de cada um eram um facto, eles sabiam que jamais seriam polivalentes, de modo a terem grandes escolhas. Contudo, se reprovassem no ano seguinte, estariam exactamente na mesma situação.

Os professores lamentaram muito. Havia um programa, superiormente estabelecido e a questão era só esta: ninguém tinha média igual à do Pato e, por isso, na sua mediocridade, ele era, estatisticamente superior a todos.
Os outros alunos abandonaram a escola. Desde então, por razões óbvias, a escola atrai mais os patos e, na sociedade, são eles que a dominam.


in Noesis, nº 20, Setembro de 1991
Cortesia de Manuela Silveira.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Uma lei para filhos...

Para onde caminha a Humanidade? Que gente é esta que deixou de possuir valores tão simples como os de amar e respeitar os seus progenitores, a pontos de ter de ser criada uma lei, neste caso na China, mas que se deveria estender ao mundo inteiro, para que os filhos visitem os pais?


A sociedade cultural chinesa, baseada na filosofia de Confúcio, dita que o filho homem deve cuidar financeiramente dos seus pais, enquanto que o bem estar dos mesmos é da função da nora. O processo de urbanização, porém, possibilitou maior mobilidade social, já que os pais ficaram nos vilarejos rurais, enquanto que os filhos foram trabalhar nas cidades, e a mulher entrou no mercado de trabalho. Não há, portanto, tempo para a mulher cuidar dos sogros.
Por isso, a actual situação de abandono de idosos é tão crítica, que foi necessária a criação de uma lei de amparo, que entrou em vigor no último dia 1º de Julho e pune com cadeia os filhos que não visitarem os pais idosos.
A lei determina que os filhos adultos prestem cuidados mínimos aos seus pais, e um dos itens diz que eles nunca devem renegar ou ignorar as pessoas mais velhas, e que devem zelar pelas suas "necessidades espirituais".
Se desrespeitarem esta lei, que já vigora, os filhos poderão ter de pagar multas ou, em casos extremos, ir parar à prisão.
A nova lei faz parte dos ‘Direitos dos Idosos’ da China, documento que tenta evitar o abandono de idosos, um problema que se agrava naquele país e infelizmente em quase todos. As visitas devem ser periódicas, mas há questões na lei que ficaram por esclarecer, o que suscitou dúvidas.
Desde logo a periodicidade das visitas. Não se sabe qual é a frequência com que os filhos devem visitar os idosos, pelo que as fronteiras do abandono terão ficado por definir, no novo quadro legal.
No entanto, esta legislação na China deverá ter um mérito inquestionável: transmitir uma mensagem de que o idoso deve merecer acompanhamento.
Com o agravamento do envelhecimento demográfico da China, há cada vez mais pessoas a questionar a política de protecção social aos idosos, que antigamente era suportado pelo Estado mas que depois foi decidido serem os filhos a sustentá-los.
Com a nova lei, o Governo chinês empurra toda a responsabilidade para os filhos, porém não se sabe quem poderá ajudar aqueles que perderam os seus filhos únicos…

terça-feira, 2 de julho de 2013

Nem tudo o que parece...

No compartimento do comboio, entrou um casal ainda jovem, onde já se encontravam sentados outros dois passageiros.
Quando o comboio começou a andar, um homem ainda novo, com cerca de vinte e muitos anos, que estava a olhar com toda a atenção pela janela, a certa altura gritou todo excitado:
- “Pai, olha as árvores a andarem para trás!”
O pai esboçou um leve sorriso de assentamento, mas o casal abanou a cabeça com ar de reprovação.
Daí a instantes, o jovem voltou a exclamar com um ar espantado:
- “Pai, repara nas nuvens! Estão a seguir-nos…”
O casal não resistiu ao comportamento infantil do jovem homem e, pensando que ele era mentalmente deficiente, esboçaram um sorriso compassivo e perguntaram ao pai:
- “O senhor desculpe, mas porque não leva o seu filho a um bom médico?”
O homem encarou-os benevolente e, com um meio sorriso, desabafou:
- Ah sim, nós acabámos de vir do hospital, onde o meu filho recebeu uns olhos novos, pois ele era cego de nascença. É a primeira vez que ele olha para o mundo…”

Moral:
Cada pessoa tem a sua história. Não devemos julgar as pessoas antes de as conhecer, porque a verdade pode surpreender-nos.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Vai um chau min?



Quem não gosta de um delicioso chau min? Nem todos os restaurantes o sabem fazer crocante e saboroso como “deve ser”.  
Os apreciadores encontram-na agora só nos mercados, junto de produtos de soja ou nas tasquinhas antigas, que têm receitas tradicionais.
Existem várias qualidades de min já que esse é o termo que designa genericamente a massa feita de trigo. Aplica-se, por exemplo ao pão (min pau), e mesmo aos “diabos fritos em óleo” — que hoje se designam por tchá-min (massa frita) para, ao que parece, evitar a agoirenta referência ao “rabudo” na linguagem do dia-a-dia… não vá ele tecê-las! 
As massas têm espessuras diferentes e por vezes variam também os “aromatizantes” naturais incluídos no seu fabrico. Uma delas, bastante antiga e muito apreciada em Macau, é a que inclui camarão, há-tchí-min.
Mais apreciada ainda, mas para servir em caldos requintados e em banquetes, é a ii-min, massa mais fofa (dir-se-ia que oca) que na fase de fabrico, passa por uma leve fritura em óleo antes de ser entregue aos clientes, lao-min refere-se à modalidade de massa fresca, que é também banhada em óleo pelo grossista, pronta a servir aos vários vendilhões, tendinhas e casas de pasto.
O segredo de um bom chau min, é não deixá-la cozer demasiado, e a massa deve ser “constipada” ou seja, dar-lhe uma fervura, depois passá-la num passador por água fria e secá-la bem antes de a fritar por poucos minutos, sacudindo-a para se soltar.
Há duas formas de fazer o chau-mín: temos o chau propriamente dito, ou seja, torrado e estaladiço, que é regado com os restantes ingredientes envolvidos num molho mais ou menos engrossado com fécula de milho, e o outro, kón-chau, apenas bem revolvido na frigideira, sem deixar torrar, e que incorpora todos os ingredientes, sem qualquer molho, para fazer jus ao nome em cantonense: “frito-a-seco”. É esse o mais comum, o que as cozínhas ambulantes um pouco por toda a Macau, servem, madrugada fora, por uma ninharia.
Ai que saudades daquelas tasquinhas que poliferavam nas ruas de Macau, que eram montadas nos passeios à noite e que nos deliciavam com os mais variados petiscos.
Nos anos 80/90 havia imensas tasquinhas dessas “semeadas” pelos passeios, a que os portugueses chamavam “caixotes do lixo”, por muitas vezes os contentores do lixo estarem ali perto… Foi numa rua, perto do Mercado Vermelho, que comi o melhor chau min da minha vida.
Tempos que já não voltam…

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pequenas bonecas de luxo...


Um dia destes, assisti no canal televisivo da TV World, a um daqueles concursos televisivos infantis dos Estados Unidos, que me deixou boquiaberta, pelo desfile de “bonecas” de carne e osso, que agora está na moda e cujo lema é "que vença a mais sofisticada".
Mostraram os bastidores desses concursos de beleza infantis e as meninas iam sendo entrevistadas de uma forma adulta, uma delas confessou que adorava estar assim maquilhada e vestida, sentia-se feliz quando ouvia o público aplaudir o seu desfile, que queria ser como a Isabella Barrett e ter tanta fama e riqueza como ela.... Com cinco anos e é esta a ambição dela?! Que raio de ideias metem na cabeça destas crianças?
Fico pasmada como é possível haver um  tal programa, onde crianças a partir dos 4 ou 5 anos são preparadas para concursos, nada próprios para essa idade.
É um facto, que têm despertado algumas polémicas, pelo excesso de exposição destas menores de idade, muitas vezes levados a cabo pela vontade de mães frustradas, com a sua própria infância e que espelham nas filhas, o desejo de serem reconhecidas em processos de beleza, sem se importarem naquilo que essa criança se tornará mais tarde.
Estes concursos deviam ser PROIBIDOS.
É o gritante caso da Isabella Barret, que se tornou num ícone para outras crianças (ou para as suas mães?). Tem apenas seis anos, possui milhões de dólares e uma linha de jóias, roupas e maquilhagem para crianças. Como conseguiu tudo isto?
Através dos tais polémicos concursos de beleza infantis, muito em voga nos Estados Unidos, que acostumaram esta criança a conviver com a fama, com um estilo de vida cheio de luxo e glamour, permitindo inclusive, que participasse de um reality show, tornando-se numa “Little Miss America”, que sai em muitas revistas, jornais e em programas diversos na TV.
A carreira de Isabella começou aos quatro anos, na sua cidade, na Providence, Rhode Island, quando a sua mãe, Susanna, se apercebeu futuro promissor que poderia ter a filha como rainha da beleza infantil e inscreveu-a num concurso. Desde então, Bela, como é chamada, não pára, uma vez que a presença em concursos ou eventos é quase que uma garantia de sucesso. Isto valeu-lhe o convite para ser a cara de uma linha de brinquedos da rede americana Toys R Us.
Já lançou a sua própria empresa de jóias, a Glitzy Girl, e depois acrescentou uma linha de roupa e maquilhagem. O negócio conta com 42 empregados e acaba de facturar um milhão de dólares
- "Quem não gostaria de ser milionária?", disse a pequena numa entrevista ao Daily Mail. - "Sou uma super estrela, tenho a minha própria linha de jóias e simplesmente gosto de ser a chefe. Nunca perdi nada e em cada concurso que entrei, ganhei. Mas o que mais gosto são dos sapatos. Tenho mais de 60 pares", confessa a mini vedeta. 
Susanna Barrett, a mãe, incentiva a fama da criança e deixou-se seduzir simultaneamente com o sucesso da pequena Isabella, que já tem manias de diva. Por exemplo, a pequena fez um pedido de um prato que custava 2.200 dólares para a sua suíte de luxo, num dos hotéis cinco estrelas, onde se costuma hospedar quando viaja para os concursos. Usa vestidos desenhados especialmente para ela -10.000 dólares cada um-, segundo ostenta a sua orgulhosa mãe.
Susanna de 39 anos também mandou realizar uma prótese dentária móvel para o dente de leite que caiu, extensões de cabelo, unhas acrílicas e sessões regulares de raios UVA, para a manter sempre bronzeada.
- "Gastamos mais de 50.000 dólares quando começou a concorrer, mas olhem onde está agora; valeu a pena!", assegura a mãe, que é um constante alvo de críticas por "sexualizar" a sua filha e ganhar dinheiro com isso. Ela, não obstante, afirma que tudo é desejo da menina.
Mas uma menina com seis anos tem desejos destes? E... alguém tem dúvida qual será o futuro desta criança? Eu não tenho! A menina vai crescer com os valores distorcidos, e o resultado, quando a fama desaparecer, vai ser levada ao álcool e às drogas, como todos os outros exemplos de crianças que ficaram famosas.
E não há ninguém que prenda esta mãe?

terça-feira, 18 de junho de 2013

Desengano

Não rio para troçar de vós,
Palhaços histriões,
Hipócritas figurões,
Arranjistas tão inchados
como bolas de sabão.

Rio de mim,
Que me visto de arlequim,
A ver se não dou nas vistas
Desta minha inquietação…

Eu sei que na vida, é preciso disfarçar.
E eu quero esconder de vós
A minha alma,
Tonta menina sem calma
Que não se deixa macular.

Não rio dessa que tem,
o esgar em vez de sorriso
A traição atrás do beijo.
Daquela que traça o caminho
Entre o interesse e o desejo

Rio sim, desta verdade
(que é quase religião)
Desta fantasia louca
Que anda em mim a passear
E me leva pela mão
Obrigando-me a escutar
Cantigas de enlouquecer
Onde tudo quanto é bom
Ainda pode acontecer

Rio sim
Para essa imagem
Risonha ou tristonha
A transbordar do infinito
Que eu vejo no espelho
Quando me fito

Não rio da mascarada,
Suada,
Que luta e empurra
Apenas para passar
Porque algo mais apetece
E blasfema em voz rouca
Rio do beijo e da prece
Que ainda tem a minha boca

sábado, 15 de junho de 2013

O Melro


                    Muito alegre na floresta

                    O senhor melo aí cantava
                    Mas da montanha, a cotovia
                    Furiosa replicava:

                    -“Meu amigo, o teu trinado
                    Gosto muito de ouvir
                    Mas por favor! Canta baixinho
                    Tenho sono, quero dormir”.

                    O senhor melro muito triste,
                    Foi queixar-se a uma flor
                    Disse-lhe ela ao ouvido:
                    -“Não se zangue meu tenor
                    Ouvi-lo é uma festa
                    Digno de actuar com uma orquestra”

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Aniversário de FERNANDO PESSOA

Quem nunca ouviu falar de Fernando Pessoa? Quem nunca leu algum dos seus poemas? Não há quem não conheça um pouquinho deste célebre autor. Pessoa foi um apaixonado pela sua pátria e os supersticiosos dizem que a sua paixão por Portugal começou logo no dia do seu nascimento, 13 de Junho de 1888, dia de Santo António, padroeiro de Lisboa.
Fiquei a saber que hoje, dia 13 de Junho, é o 125º aniversário de Fernando Pessoa (a internet tem destas coisas), um autor que eu gosto muito de ler e que muito admiro. Por isso aqui ficam algumas palavras do Sr. Pessoa,

Acordo de noite subitamente.
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora,
O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez..."

Fernando Pessoa

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Arroz do Céu


Esta, é uma metáfora perfeita da condição social de muitos emigrantes que trabalham por esse mundo fora...
A história narra o quotidiano de um emigrante de leste, cujo trabalho é o de limpar o lixo, que vai caindo nos respiradouros do Metro de Nova Iorque.
Este limpa-vias, trabalhava há muitos anos no Metro, sempre de olhos no chão e sem saber uma palavra de inglês, sujeitava-se no seu dia a dia, tal como uma toupeira, a trabalhar nos escuros respiradoros, a picar papéis, varrer milhões de pontas de cigarros, raspar das plataformas as pastilhas elásticas, limpar as latrinas e ainda espalhava desinfectantes, polvilhava as vias com um pó branco, encolhendo-se contra a parede negra, sempre que o colega da lanterna gritava – “lá vem o comboio!”
Sempre de olhos baixos, como quem nada espera do Alto. A vida dele vinha toda do chão imundo e viscoso. Nem sequer olhava para a ténue claridade que entrava pelos respiradouros.
Mas na superfície, a todo o comprimento da fachada da Igreja de S. João Baptista, os respiradouros do Metro formavam uma longa plataforma arrendada. Por lá são muito frequentes os casamentos, onde o arroz chove em cima dos noivos, à saída da cerimónia, com grande estrago de alegria e depois das cerimónias, o arroz é varrido para dentro das grades, resvalando para dentro do subterrâneo, caindo pelo respiradouro aos milhares, que o limpa-vias a princípio, varria com o outro lixo.
Mas um dia, o nosso homem, que achava estranho esse fenómeno, matutou de onde viria tanto arroz? Um arroz limpo e polido, que brilhava como pérolas. 
Desconhecia aqueles ritos, no casamento dele não tinha havido arroz de qualidade nenhuma…
Até que um dia, juntou os bagos num montículo e encheu com eles os bolsos do macaco. Em casa, a mulher cruzou as mãos de assombro, perante aquele carolino de primeira.
Eram pobres e aquela fartura de arroz enchia-lhes a barriga, a ele, à mulher e aos seus filhos. Ela habituou-se àquela súbita dádiva e dizia-lhe - “Vê se hoje há arroz, porque acabou-se o que tínhamos em casa”
O limpa-vias nunca perguntou donde chovia tanto grão, não sabendo a que atribuir o fenómeno.
O arroz vinha do Céu, como a chuva, a neve, o sol e o raio. Não é lixo para ele. É uma dádiva vinda dos céus. É ouro para si e para a sua família faminta. E ele agradece aquela dádiva com a humildade dos desprotegidos Tão pobre e calado, pensava que Deus lá no alto, mandava-lhe aquele maná para encher a barriga aos filhos, sem ele ter pedido nada.
Resignando-se a ser alvo da misericórdia do Senhor, começou a rezar-lhe fervorosamente, à noite, o que nunca fizera antes.

Este conto “Arroz do céu”, foi escrito por José Rodrigues Miguéis, quando este residiu em Nova York.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sabe quem são os illuminati?

Quantas vezes eu tenho contestado contra certas politiquices governamentais em que há coisas que só podem vir de mentes “iluminadas”, mal sabendo eu, que afinal não é por acaso que elas acontecem…

Illuminati do latim significa “aquele que é iluminado” e essa tradução é bastante coerente com alguns dos bem guardados segredos de um misterioso grupo, os “Illuminatis” ou a “Elite Global” e que são hoje originários de uma linhagem sanguínea, que data de milénios e tem ocupado posições de sucesso e de poder no mundo.
Desde 1990 que David Icke, um escritor britânico, se tem dedicado a pesquisar quem realmente está no controle do mundo.
Ele escreveu diversos livros sobre este assunto e é o mais conhecido técnico documentado sobre a conspiração global.
Os Iluminatis são cuidadosos e fazem questão em manter essa linhagem nas maiores e melhores posições de poder e prestígio em todo o planeta.
David Icke
Pesquisando mais sobre essa misteriosa organização, descobrimos que são uma sociedade fechada, que realmente manipula os acontecimentos mundiais, “coisas que nem mesmo o acaso poderia causar.
Temos muitos exemplos, tal como os Bush! Seria muita coincidência que um pai e filho conseguissem chegar à presidência numa República como os EUA, não acham? Assim como a família real Britânica e muitos outros, que podem ser identificáveis. Eles estudam genética como se fossem criadores de cavalos.
Os Illuminati da Baviera, são uma sociedade secreta fundada a 1º de Maio de 1776
Há suspeitas de que eles controlam os assuntos mundiais secretamente, numa espécie de Nova Ordem Mundial.
Muitos teóricos da conspiração acreditam que os Illuminati são os cérebros por trás dos acontecimentos que levarão ao estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial, com os objectivos primários de unir o mundo numa única regência que se baseia num modelo político onde todos são iguais.
Mas a Illuminati manipula a humanidade pela mente e pelas emoções. Há muitas pessoas e poucos illuminatis para controlá-las fisicamente, excepto em pequena escala. Eles têm manipulado o modo que as massas pensam e sentem, assim nós vivemos as nossas vidas e vemos o mundo do modo que a Illuminati quer que nós vejamos.
Por exemplo, a mais poderosa das técnicas de manipulação é uma que eu chamo Problema-Reação-Solução. Ela funciona assim:
Você quer introduzir algo que você sabe que as pessoas não vão gostar. Esse algo pode ser mais poder para a polícia, uma erosão adicional de liberdades básicas, até mesmo uma guerra. Você sabe que se oferecer estas políticas abertamente, as pessoas irão reagir contra elas. Assim você cria primeiro um PROBLEMA, uma taxa de crime ascendente, mais violência, um atentado terrorista, um colapso do governo, ou pega uma das suas marionetes, como Saddam Hussein, para começar uma guerra.
Você assegura-se que outra pessoa seja culpada por este problema e não você (que na verdade é quem está por trás de tudo). Assim você cria um "bode expiatório", como eles os chamam na América, um Timothy McVeigh ou um Lee Harvey Oswald.
Então, use os seus jornalistas para dizer às pessoas o que eles devem pensar sobre o seu evento fabricado e quem eles devem culpar por isso. Esta acção traz para o estágio dois, a REAÇÃO das pessoas: "Isso não pode continuar assim, o que ELES vão fazer sobre isto?
Então, isto permite que ELES ofereçam abertamente a SOLUÇÃO aos problemas que eles próprios criaram – uma nova legislação, que avança na agenda deles, dando a centralização do poder global ou a erosão de mais liberdades básicas.
Esta técnica está a ser usada constantemente na mente e nas emoções humanas, mente-controladas, que são incitadas a enlouquecem com armas distribuídas ao redor do mundo e imediatamente fazem leis de controle de armas.
Eu digo isto como alguém que não é a favor do armamento e acredita apaixonadamente na não-violência.
Mas nós vamos ser um pouco sábios e por isso precisamos de olhar além das nossas próprias convicções para perceber que a Illuminati está precisamente numa busca sistemática de desarmar aqueles que USARIAM essas armas contra eles.
Nós estamos agora num momento crucial na história desta agenda. Muitas cartas estão à espera para serem jogadas pela Illuminati, deixando-nos numa encruzilhada da história humana. Podemos escolher a liberdade, ou cair sobre o controle de um estado global fascista, uma versão global da Alemanha nazi.
Isto não tem que acontecer, mas para parar estes acontecimentos, muitos traseiros precisam ser removidos das muitas cadeiras do poder.
Tudo isto é uma pequeníssima fracção do que há para saber e o quadro é de longe maior e mais extraordinário do que este breve esboço pôde detalhar.

Faça a sua própria pesquisa em:
http://minilua.com/illuminati-dominio-mal-1/
http://minilua.com/illuminati-dominio-mal-2/
http://minilua.com/illuminati-dominio-mal-3/
http://minilua.com/inwo-jogo-que-previu-futuro/