Esta época que vivemos, o Natal, é feito de encontros, de partilha, de amor, de comunhão familiar. As famílias juntam-se, partilham e recordam com saudade, vidas vividas, momentos importantes, histórias engraçadas.
Recordo que nessa época, viviamos com o mais profundo dos sentimentos, de partilha com quem mais gostámos, sem reservas, sem medos, sem sentimentos negativos, com alegria e com muito pouco, havia fartura.
Ainda recordo com saudade os Natais da minha infância, em que não tinha noção da realidade, da responsabilidade e da dureza da vida. Eram Natais mágicos, não só pela ilusão da chegada do Pai Natal ou do Menino Jesus, mas também pelos momentos vividos na presença de toda a família.
Saudades de esperar o Menino Jesus, que trazia os presentes na Noite, que era a mais bela, mais luminosa e ao mesmo tempo a mais calma. De escolher os sapatos melhores que tinha para colocar no fogão e limpá-los bem limpos, a ver se as prendas eram mesmo as que tínhamos pedido depois de escolher nos "reclames", que passavam nessa altura na TV.
Depois, já mais tarde, procurarmos as prendas junto à árvore de Natal, que afinal eram os nossos pais que compravam, mas que fingíamos que acreditávamos ser o gorducho barbudo quem as levava...
Saudades do cheiro, dos bolos "de família" e "de mel" e as broas que roubávamos da mesa, porque afinal era a Festa.
Todos os anos tirávamos da caixa de madeira, religiosamente guardadas, as bolinhas para enfeitar a árvore de natal, que o meu pai pacientemente electrificava com luzinhas multicolores. Depois colocávamos o anjo e a estrela no cimo do presépio, enfeitado com figurinhas de barro, montes feitos com musgo verdadeiro que íamos buscar a uma quinta próxima... cada figura, tinha uma história que o meu pai todos os anos repetia...
Saudades das disputas com a minha irmã e com o meu pai, a ver quem mais decorações colocava na árvore, cujo pinheiro verdadeiro era sempre negociado uma semana antes da noite de natal. Ai o cheiro dos ramos verdes, que saudades!
Saudades das jarras enfeitadas de azevinho por toda a casa...saudades do cheiro da carne em vinha d’alhos a marinar para o almoço do dia de natal... saudades do cheiro a fritos das rabanadas e sonhos, dos risos vindos da cozinha... a vinda dos tios, da minha prima, dos meus irmãos... Afinal tudo era especial, era o amor da família, a união... porque estávamos com quem amávamos, porque o natal é isso mesmo, Natal é família! Estarmos com quem amamos... agora, no meu coração, mora apenas a lembrança de todos os que partiram. Tenho saudades...
O Natal mudou muito. No meu caso, até a família mudou. Já não tenho os tios, nem os meus pais. Mas nas minhas memórias ainda vejo os meus natais feitos de encontros, brincadeiras, refeições, conversas, abraços, sonecas e em alguns lugares, lareiras, casacos, tocas e luvas.
O Natal deve ser transmitido pelas gerações para repassar os momentos mágicos de uns para os outros, para que todos possam sonhar sobre aquilo que é importante nesta data.
Que neste natal se encontre no meio de pessoas que ama e que o amam!
Grave cada cheiro, cada momento em que convive com a sua família para que as suas memórias sejam repletas de momentos únicos e inesquecíveis.
FELIZ NATAL!
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
sábado, 21 de dezembro de 2013
Triste tristeza...
Por muitos anos que vivemos, há coisas que nunca vamos perceber: a mente humana!
O ideal seria termos todos um botão de “delete” para apagarmos o que nos magoa para esquecer as “nódoas negras”, os medos, as mágoas, a revolta e seguirmos em frente sem nos lembrarmos das atitudes que nos ferem, que nos magoam, principalmente vindo daqueles que amamos e que em princípio, deviam também de nos amar e principalmente respeitar.
Infelizmente não é nada disso que acontece... há cada vez mais desamor pelo próximo e, principalmente, de quem é mais próximo.
Por isso, guardamos para sempre no fundo da nossa alma, as nossas mágoas, os nossos ressentimentos, os nossos medos... para sempre ficam as lembranças do mal que nos fizeram, dos sentimentos piores que sentimos...
Ficamos tolhidos na emoção, na incapacidade de acordar quem nos maltrata, não racionalizamos da forma mais correcta... dramatizamos tudo mais e damos uma importância gigante às atitudes que tiveram connosco e que consideramos não merecer…
Resmungamos quando as coisas não acontecem como queremos, revoltamo-nos como crianças e ficamos a remoer até à exaustão os pensamentos que nos chegam negativos.
Resta-me esperar... ter paciência... aguardar que todas as minhas feridas sarem da melhor forma, para que eu não me torne uma criatura azeda e descrente da raça humana.
Quero acreditar que nós, os humanos, somos recuperáveis no sentido da bondade e que as atitudes que nos magoam, sejam apenas parte de uma defesa de instintos e não de crueldade e egoísmo.
O ideal seria termos todos um botão de “delete” para apagarmos o que nos magoa para esquecer as “nódoas negras”, os medos, as mágoas, a revolta e seguirmos em frente sem nos lembrarmos das atitudes que nos ferem, que nos magoam, principalmente vindo daqueles que amamos e que em princípio, deviam também de nos amar e principalmente respeitar.
Infelizmente não é nada disso que acontece... há cada vez mais desamor pelo próximo e, principalmente, de quem é mais próximo.
Por isso, guardamos para sempre no fundo da nossa alma, as nossas mágoas, os nossos ressentimentos, os nossos medos... para sempre ficam as lembranças do mal que nos fizeram, dos sentimentos piores que sentimos...
Ficamos tolhidos na emoção, na incapacidade de acordar quem nos maltrata, não racionalizamos da forma mais correcta... dramatizamos tudo mais e damos uma importância gigante às atitudes que tiveram connosco e que consideramos não merecer…
Resmungamos quando as coisas não acontecem como queremos, revoltamo-nos como crianças e ficamos a remoer até à exaustão os pensamentos que nos chegam negativos.
Resta-me esperar... ter paciência... aguardar que todas as minhas feridas sarem da melhor forma, para que eu não me torne uma criatura azeda e descrente da raça humana.
Quero acreditar que nós, os humanos, somos recuperáveis no sentido da bondade e que as atitudes que nos magoam, sejam apenas parte de uma defesa de instintos e não de crueldade e egoísmo.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
As praxes académicas
Com a tragédia da praia do Meco, Sesimbra, onde morreram seis jovens no passado dia 15 de Dezembro, volta a questionar-se a brutalidade das praxes e das instituições académicas que autorizam tais práticas.
O debate foi lançado: qual o caminho a seguir? Proibir ou ignorar?
Como proibir é sempre o fruto mais apetecido, parece não ser este o melhor caminho a seguir e ignorar, está fora de questão, uma vez que as imagens e histórias que vamos tendo conhecimento, passaram a ser práticas de humilhação, de agressão física e psicológica, é por isso urgente tomar medidas enérgicas e capazes de acabar com este pesadelo.
Com a explosão de universidades e institutos que apareceram nos últimos anos, com elas nasceram também novas praxes, na sua maioria deprimentes, que nada têm a ver com o espírito original, que servia sobretudo como porta de entrada para a rotina académica. Não a rotina da praxe em si, mas como uma brincadeira que daria a conhecer colegas mais velhos, colegas esses, que serviriam, depois de uma brincadeira inicial, de orientadores e facilitadores da integração de uma nova e difícil fase da vida.
Como pode uma Instituição de Ensino ser conivente com rituais patéticos de iniciação maçónica baseados na humilhação, na brutalidade e no terror?! Espero que os pais das vítimas não se deixem levar [pelas 'ondas' de compaixão, mais ou menos institucional] e que esta tragédia sirva para punir severamente todas as Instituições de Ensino que possuam praxes académicas, sob pena de serem encerradas. Querem tradição? Querem fazer bem à sociedade? Façam voluntariado!
Morreram agora seis alunos levados por uma onda que não se mostrou piedosa com a juventude destes estudantes, que nunca irão cumprir os seus sonhos ou os sonhos que os seus pais depositaram neles.
Quantas mais vítimas serão precisas, para que os responsáveis tomem uma medida eficaz e definitiva?
O debate foi lançado: qual o caminho a seguir? Proibir ou ignorar?
Como proibir é sempre o fruto mais apetecido, parece não ser este o melhor caminho a seguir e ignorar, está fora de questão, uma vez que as imagens e histórias que vamos tendo conhecimento, passaram a ser práticas de humilhação, de agressão física e psicológica, é por isso urgente tomar medidas enérgicas e capazes de acabar com este pesadelo.
Com a explosão de universidades e institutos que apareceram nos últimos anos, com elas nasceram também novas praxes, na sua maioria deprimentes, que nada têm a ver com o espírito original, que servia sobretudo como porta de entrada para a rotina académica. Não a rotina da praxe em si, mas como uma brincadeira que daria a conhecer colegas mais velhos, colegas esses, que serviriam, depois de uma brincadeira inicial, de orientadores e facilitadores da integração de uma nova e difícil fase da vida.
Como pode uma Instituição de Ensino ser conivente com rituais patéticos de iniciação maçónica baseados na humilhação, na brutalidade e no terror?! Espero que os pais das vítimas não se deixem levar [pelas 'ondas' de compaixão, mais ou menos institucional] e que esta tragédia sirva para punir severamente todas as Instituições de Ensino que possuam praxes académicas, sob pena de serem encerradas. Querem tradição? Querem fazer bem à sociedade? Façam voluntariado!
Morreram agora seis alunos levados por uma onda que não se mostrou piedosa com a juventude destes estudantes, que nunca irão cumprir os seus sonhos ou os sonhos que os seus pais depositaram neles.
Quantas mais vítimas serão precisas, para que os responsáveis tomem uma medida eficaz e definitiva?
Etiquetas:
praxes académicas,
tragédia na praia do Meco
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Ser Feliz...
Passamos pelas coisas sem as ver;
Gastos, como animais envelhecidos
Se alguém chama por nós, não respondemos
Se alguém nos pede amor, não estremecemos
Como frutos de sombra sem sabor
Vamos caindo ao chão, apodrecidos
Eugénio de Andrade
Quando li este poema de Eugénio de Andrade, fiquei a pensar como nós, seres humanos, somos tão distraídos e não enxergamos as coisas mais simples da vida sem as complicarmos.
Nunca percebi porque é que coisas simples se transformam em grandes complicações... provavelmente não vou obter aqui a resposta... Se não complicássemos tanto a nossa e a vida dos outros, não seríamos todos mais felizes? E digo isto pelas mais variadas razões e afinal o objectivo continua a ser o de “ser feliz”
Em conversa com uma amiga minha, perguntei-lhe qual a sua noção de felicidade, o que a fazia feliz?
A resposta foi que a felicidade é um estado passageiro e que provavelmente não haveria uma felicidade duradoura... que a natureza e que todos os seus elementos que acarretam uma "energia positiva" são o que podem desencadear o sentimento de felicidade.
Esqueceu-se de falar das pessoas... engraçado como as pessoas nem sempre entram na ideia de "serem felizes" umas das outras!
São opiniões é certo, coisas pessoais, formas de ver e viver a vida, mas fiquei a pensar... afinal onde param as pessoas no ideal que temos (e tenho) sobre o "ser feliz"? Serão a família, aqueles a quem amamos e ainda os amigos, será tudo isso em conjunto que nos ajudam a alcançar essa felicidade? Então porque há tanta insatisfação? Tanta (in)felicidade?
Será que a felicidade está num gesto de carinho seja de quem for, numa palavra agradável mesmo de um desconhecido, num sorriso depois de termos feito algo errado, quem sabe se não será mesmo esse conjunto de factores que façam uma pessoa sentir-se valorizada, estimada, importante no seu meio diário e essa felicidade passe a ser uma realidade?
Estaremos assim tão desacreditados nas pessoas que já nem valorizamos nada disto? Mesmo com a fé diminuída, penso cada vez mais nas pessoas que buscam o sentido de “felicidade” nas grandes coisas materiais, como uma boa casa, um carro, férias no estrangeiro, muito dinheiro no Banco, mas mesmo esses que têm tudo isso, acabam por se sentirem vazios…
Não serão pequenos gestos no dia a dia, em especial de quem gostamos, que nos fazem sentir amados, queridos e talvez seja essa a parte mais importante para ser feliz?!
Um sorriso vale por mil palavras, tal como um olhar ou um gesto e na medida certa provocarão a quem dirigidos uma sensação de bem estar, talvez a tal felicidade seja passageira...
Quantos de nós tivemos oportunidade de senti-la e de permitir que alguém seja agraciado por ela e passamos ao lado?
Quero coisas simples, quero preto no branco sem rodeios, quero entender e fazer-me entender... Não quero complicar nem perder o momento de "ser feliz" e quero saber aproveitar a minha oportunidade para fazer outras pessoas felizes…
Será que é pedir muito?
Gastos, como animais envelhecidos
Se alguém chama por nós, não respondemos
Se alguém nos pede amor, não estremecemos
Como frutos de sombra sem sabor
Vamos caindo ao chão, apodrecidos
Eugénio de Andrade
Quando li este poema de Eugénio de Andrade, fiquei a pensar como nós, seres humanos, somos tão distraídos e não enxergamos as coisas mais simples da vida sem as complicarmos.
Nunca percebi porque é que coisas simples se transformam em grandes complicações... provavelmente não vou obter aqui a resposta... Se não complicássemos tanto a nossa e a vida dos outros, não seríamos todos mais felizes? E digo isto pelas mais variadas razões e afinal o objectivo continua a ser o de “ser feliz”
Em conversa com uma amiga minha, perguntei-lhe qual a sua noção de felicidade, o que a fazia feliz?
A resposta foi que a felicidade é um estado passageiro e que provavelmente não haveria uma felicidade duradoura... que a natureza e que todos os seus elementos que acarretam uma "energia positiva" são o que podem desencadear o sentimento de felicidade.
Esqueceu-se de falar das pessoas... engraçado como as pessoas nem sempre entram na ideia de "serem felizes" umas das outras!
São opiniões é certo, coisas pessoais, formas de ver e viver a vida, mas fiquei a pensar... afinal onde param as pessoas no ideal que temos (e tenho) sobre o "ser feliz"? Serão a família, aqueles a quem amamos e ainda os amigos, será tudo isso em conjunto que nos ajudam a alcançar essa felicidade? Então porque há tanta insatisfação? Tanta (in)felicidade?
Será que a felicidade está num gesto de carinho seja de quem for, numa palavra agradável mesmo de um desconhecido, num sorriso depois de termos feito algo errado, quem sabe se não será mesmo esse conjunto de factores que façam uma pessoa sentir-se valorizada, estimada, importante no seu meio diário e essa felicidade passe a ser uma realidade?
Estaremos assim tão desacreditados nas pessoas que já nem valorizamos nada disto? Mesmo com a fé diminuída, penso cada vez mais nas pessoas que buscam o sentido de “felicidade” nas grandes coisas materiais, como uma boa casa, um carro, férias no estrangeiro, muito dinheiro no Banco, mas mesmo esses que têm tudo isso, acabam por se sentirem vazios…
Não serão pequenos gestos no dia a dia, em especial de quem gostamos, que nos fazem sentir amados, queridos e talvez seja essa a parte mais importante para ser feliz?!
Um sorriso vale por mil palavras, tal como um olhar ou um gesto e na medida certa provocarão a quem dirigidos uma sensação de bem estar, talvez a tal felicidade seja passageira...
Quantos de nós tivemos oportunidade de senti-la e de permitir que alguém seja agraciado por ela e passamos ao lado?
Quero coisas simples, quero preto no branco sem rodeios, quero entender e fazer-me entender... Não quero complicar nem perder o momento de "ser feliz" e quero saber aproveitar a minha oportunidade para fazer outras pessoas felizes…
Será que é pedir muito?
domingo, 8 de dezembro de 2013
Dinheiro...
Num jantar de amigos, perguntei ao padre franciscano que estava sentado ao meu lado, sobre as dúvidas dos crentes – o dinheiro acima de todas, claro.
- «Por que raio tantas pessoas ignóbeis, mesquinhas e pequenas têm tanto dinheiro? – perguntei eu - e por que raio de desígnio, Deus condena gente cumpridora e generosa a ter tão pouco?»…
De todos os assuntos práticos, apostei que essa era a pergunta mais inquietante e à qual não encontro lógica.
Desarmante e certeiro, o franciscano respondeu descontraído:
- «Se as pessoas vissem o dinheiro como uma provação, a pior de todas, as que Deus nos pode colocar no caminho, talvez pensassem de outra maneira».
Há quem viva em função dele, quem o ponha no topo das suas prioridades e faça tudo para o ter; há os que não têm jeito nenhum para o ganhar e os que se queixam da falta de sorte; os que vão roubando; os que têm o dom de o multiplicar e aqueles que o partilham com quem precisa.
Independentemente de razões, motivos ou sensibilidades, a verdade é que a frase 'o dinheiro não é tudo' é uma treta normalmente saída da boca de quem nunca precisou ou de quem nunca lhe sentiu a falta.
A vida é feita de momentos e, de facto, o dinheiro não é tudo... Mas ajudava, e muito, quem não o tem!
- «Por que raio tantas pessoas ignóbeis, mesquinhas e pequenas têm tanto dinheiro? – perguntei eu - e por que raio de desígnio, Deus condena gente cumpridora e generosa a ter tão pouco?»…
De todos os assuntos práticos, apostei que essa era a pergunta mais inquietante e à qual não encontro lógica.
Desarmante e certeiro, o franciscano respondeu descontraído:
- «Se as pessoas vissem o dinheiro como uma provação, a pior de todas, as que Deus nos pode colocar no caminho, talvez pensassem de outra maneira».
Há quem viva em função dele, quem o ponha no topo das suas prioridades e faça tudo para o ter; há os que não têm jeito nenhum para o ganhar e os que se queixam da falta de sorte; os que vão roubando; os que têm o dom de o multiplicar e aqueles que o partilham com quem precisa.
Independentemente de razões, motivos ou sensibilidades, a verdade é que a frase 'o dinheiro não é tudo' é uma treta normalmente saída da boca de quem nunca precisou ou de quem nunca lhe sentiu a falta.
A vida é feita de momentos e, de facto, o dinheiro não é tudo... Mas ajudava, e muito, quem não o tem!
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Tesouro! O que será?
Hoje ouvi uma frase que me ficou no ouvido todo o dia: “onde está o teu coração, aí estará o teu tesouro’.
Fiquei a pensar, a reflectir na frase tão pequena e com tanto significado. Esta é das tais frases que nos pode mudar a vida ou a forma de viver pelas questões que podem surgir na nossa mente ao escutá-la.
Nunca tenho uma resposta igual quando me interrogo afinal onde estará o meu tesouro? Estará na pouca família, sem a qual vivo? Estará no amor e na relação que tenho e que quero manter bem junto ao coração, como se de facto um tesouro se tratasse? Estará na carreira, na profissão pela qual dou tudo por tudo e me esforço o máximo por levar adiante, sem a qual não poderia obter alguns dos meus "luxos", que também se podem tornar nos meus tesouros? Estará nos amigos que, mesmo poucos, considero-os tesouros?
Família, amigos, amor, dinheiro... dá que pensar a que coisas damos mais valor e onde está verdadeiramente o nosso coração...ou será tudo isso o nosso verdadeiro tesouro?
Fiquei a pensar, a reflectir na frase tão pequena e com tanto significado. Esta é das tais frases que nos pode mudar a vida ou a forma de viver pelas questões que podem surgir na nossa mente ao escutá-la.
Nunca tenho uma resposta igual quando me interrogo afinal onde estará o meu tesouro? Estará na pouca família, sem a qual vivo? Estará no amor e na relação que tenho e que quero manter bem junto ao coração, como se de facto um tesouro se tratasse? Estará na carreira, na profissão pela qual dou tudo por tudo e me esforço o máximo por levar adiante, sem a qual não poderia obter alguns dos meus "luxos", que também se podem tornar nos meus tesouros? Estará nos amigos que, mesmo poucos, considero-os tesouros?
Família, amigos, amor, dinheiro... dá que pensar a que coisas damos mais valor e onde está verdadeiramente o nosso coração...ou será tudo isso o nosso verdadeiro tesouro?
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Dia Mundia do WC
Hoje é o ”Dia Mundial do WC”! Nunca pensei que tal coisa existisse, mas pelos vistos enganei-me... Aqui fica alguma informação, que consegui obter sobre o acontecimento:
A World Toilet Organization é uma organização global sem fins lucrativos, empenhada em melhorar as condições de higiene e saneamento em todo o mundo.
Segundo as Nações Unidas, 38% da população do mundo não têm condições sanitárias adequadas. O Dia Mundial do Banheiro foi inventado justamente para reduzir essa percentagem e debater sobre preocupações higiénicas. A meta é reduzir para 19% o número até ao ano de 2015.
Isto porque, 2,4 bilhões de pessoas em todo o mundo não possuem saneamento adequado e todos os anos 2,5 milhões de crianças morrem de diarreia, que poderia ter sido impedida se existissem boas condições de saneamento. Onde não existem locais seguros e limpos para as necessidades físicas, as pessoas estão expostas a doenças, falta de privacidade e a uma situação indigna.
As doenças geralmente relacionadas com a falta de água potável, o saneamento e as más condições higiénicas são: cólera, hepatite A, tracoma, disenteria, giardíase, poliomielite, e-coli, diarreia, febre tifóide, envenenamento alimentar causado por salmonela, bilhárzia, verme da Guiné e parasitas intestinais, tais como o ancilóstomo e a solitária.
Um grama de fezes pode conter 10 milhões de vírus, 1 milhão de bactérias, 1.000 quistos de parasitas e 100 ovos de parasitas.
World Toilet Day was established on 19 November 2001 by World Toilet Organizations Celebrated annually, it seeks to increase awareness of the importance of toilet sanitation and each individual’s right a safe and hygienic sanitary environment.
World-Toilet Organization – (WTO) is a global non profit organization committed to improving toilet and sanitation conditions worldwide.
R mais não digo porque... ainda estou estupfacta!
Fonte: World Toilet Organization/WTO/Water AID.
Isso mesmo! Alguém se lembrou de fazer um restaurante na China, precisamente inspirado numa casa-de-banho e está a ser um sucesso na cidade chinesa de Kunming, na província de Yunnan.
Em vez de cadeiras, os clientes sentam-se em sanitas reconvertidas, nas paredes encontram-se vários urinóis como decoração e a ementa inclui pratos como “gelado de excremento” e “guisado em penico” que é servido em bacios.
O proprietário, Xu Liang, garante que o restaurante está a ser um êxito maior do que esperava, com grande parte da clientela, na sua maioria, são estudantes.
E esta, hein?
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Felicidade, essa desconhecida...
Todos procuram a felicidade, mas esse estado de graça plena, é sempre muito difícil de alcançar por diversas razões... seja por exigência própria, seja por factores externos. Desses, alguns problemas podemos resolver, embora o problema maior seja sempre os outros e a maioria das vezes somos completamente impotentes... detestável sensação... a de impotência!
Eu sei que a vida nem sempre é aquilo que queremos e idealizamos, mas termos de andar ao sabor do tempo e de vontades alheias, é mais difícil ainda de contentar o nosso ego.
Uma vez escrevi que a equação da felicidade se baseava nas nossas vontades, desejos e sonhos, somadas às nossas oportunidades e que na base de tudo isso, estavam as outras pessoas... aquilo que fazemos para agradar os outros, para não os magoar ou até porque sentimo-nos melhor em fazê-lo, muitas vezes abdicando das nossas vontades e desejos.
Depois de tanto tempo de tribulação na minha vida, há algum tempo que encontrei o equilíbrio. Surgiu de ter alcançado a paz interior, de ter certezas, de ser capaz de tomar decisões por muito adiadas, de ter descoberto finalmente o melhor caminho para me libertar e para poder ser feliz. Nessa caminhada reencontrei o que perdera há muito... a alegria, a boa disposição, o sorriso e o amor. Sim, porque afinal na equação da felicidade o amor tem necessariamente de fazer parte.
Saber que somos capazes de fazer alguém feliz é uma sensação óptima...ter alguém que nos faça feliz é igualmente bom. Ver no rosto desse alguém ou sentir na sua voz um mero rasgo de tristeza, de angústia, provoca-me a inquietação, à própria angústia.... resta tentar pelos meios possíveis trazer de volta o sorriso a esses lábios e que lhe foi desperta de novo uma réstia de felicidade, porque sempre que termina a tempestade, vem a bonança...
Eu sei que a vida nem sempre é aquilo que queremos e idealizamos, mas termos de andar ao sabor do tempo e de vontades alheias, é mais difícil ainda de contentar o nosso ego.
Uma vez escrevi que a equação da felicidade se baseava nas nossas vontades, desejos e sonhos, somadas às nossas oportunidades e que na base de tudo isso, estavam as outras pessoas... aquilo que fazemos para agradar os outros, para não os magoar ou até porque sentimo-nos melhor em fazê-lo, muitas vezes abdicando das nossas vontades e desejos.
Depois de tanto tempo de tribulação na minha vida, há algum tempo que encontrei o equilíbrio. Surgiu de ter alcançado a paz interior, de ter certezas, de ser capaz de tomar decisões por muito adiadas, de ter descoberto finalmente o melhor caminho para me libertar e para poder ser feliz. Nessa caminhada reencontrei o que perdera há muito... a alegria, a boa disposição, o sorriso e o amor. Sim, porque afinal na equação da felicidade o amor tem necessariamente de fazer parte.
Saber que somos capazes de fazer alguém feliz é uma sensação óptima...ter alguém que nos faça feliz é igualmente bom. Ver no rosto desse alguém ou sentir na sua voz um mero rasgo de tristeza, de angústia, provoca-me a inquietação, à própria angústia.... resta tentar pelos meios possíveis trazer de volta o sorriso a esses lábios e que lhe foi desperta de novo uma réstia de felicidade, porque sempre que termina a tempestade, vem a bonança...
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Dar e receber
Qualquer relação que tenhamos, quer humana quer animal, implica dar e receber. Se dermos carinho, recebemos carinho, se for amizade, esperamos recebê-la e se dermos amor, é certo que queremos ser correspondidos.
Qualquer que seja a complexidade dessa relação é indiferente. Seja uma relação de conhecimento superficial, uma amizade ou uma relação sentimental mais avançada "damos" e queremos "receber" de volta.
À medida em que "damos" depende em grande parte da nossa personalidade, das nossas características pessoais e, na minha opinião, na nossa experiência passada.
As vivência moldam-nos o ser e moldam também a nossa forma de nos "darmos" aos outros. Mais ou menos intensamente, por mais que o neguemos e nos queiramos tornar beneméritos, estamos sempre à espera que o outro se "dê" se não mais pelo menos tanto como nós.
Até que ponto nos contentamos com o "dar" do outro?
Dei por mim apenas a pensar no contentamento, na satisfação... em como por vezes pequenos gestos que fazemos a quem amamos, ou simplesmente gostamos, podem fazer a diferença. Pensei também nos gestos que nos são feitos pelos outros e sorri...
Fazer alguém feliz, basta um momento, um olhar de ternura, um toque no ombro... às vezes não é preciso muito para nos sentirmos queridos, cuidados, amados... até um olhar simpático serve...
Como dizia alguém: “No amor, as palavras sobram!” Por isso, a noção de “fazer alguém feliz’, é vasta, complexa e nem sempre de fácil definição, porque podemos fazer alguém feliz dando muito pouco e podemos ser felizes recebendo muito, pelo que a felicidade do outro pode comportar....
Qualquer que seja a complexidade dessa relação é indiferente. Seja uma relação de conhecimento superficial, uma amizade ou uma relação sentimental mais avançada "damos" e queremos "receber" de volta.
À medida em que "damos" depende em grande parte da nossa personalidade, das nossas características pessoais e, na minha opinião, na nossa experiência passada.
As vivência moldam-nos o ser e moldam também a nossa forma de nos "darmos" aos outros. Mais ou menos intensamente, por mais que o neguemos e nos queiramos tornar beneméritos, estamos sempre à espera que o outro se "dê" se não mais pelo menos tanto como nós.
Até que ponto nos contentamos com o "dar" do outro?
Dei por mim apenas a pensar no contentamento, na satisfação... em como por vezes pequenos gestos que fazemos a quem amamos, ou simplesmente gostamos, podem fazer a diferença. Pensei também nos gestos que nos são feitos pelos outros e sorri...
Fazer alguém feliz, basta um momento, um olhar de ternura, um toque no ombro... às vezes não é preciso muito para nos sentirmos queridos, cuidados, amados... até um olhar simpático serve...
Como dizia alguém: “No amor, as palavras sobram!” Por isso, a noção de “fazer alguém feliz’, é vasta, complexa e nem sempre de fácil definição, porque podemos fazer alguém feliz dando muito pouco e podemos ser felizes recebendo muito, pelo que a felicidade do outro pode comportar....
terça-feira, 5 de novembro de 2013
CTM - Conversa de Surdos
Macau com toda a sua pujança de cidade a querer ser moderna e internacional, tem serviços que deixam muito a desejar, principalmente no toca às telecomunicações, que em qualquer país funciona como deve ser, aqui, tudo parece que funciona de forma retrógrada.
Isto até parece anedota, mas é verdade e os usuários da CTM (Telecomunicações de Macau), bem sabem o que sofremos sempre que temos de resolver qualquer problema com esta empresa, que para além de trabalhar mal também não tem funcionários à altura do seu movimento.
Uma amiga, que está de passagem em Macau, pediu-me para irmos comprar um telemóvel e decidimos ir até à CTM, onde ela comprou um Nokia dos mais baratos e básicos que eles tinham, já com 3G, mas nem reparei no modelo.
Passados uns dias, ela apercebeu-se que não conseguia receber SMS de Portugal e pediu-me para ir com ela outra vez à CTM para tentar resolver o problema.
Conversa (foi em "inglês", mas eu traduzo):
Nós: "A minha amiga não consegue receber sms do estrangeiro. Recebe de Macau, mas de fora nada."
A menina: "Ok, então não conseguem receber sms"?
Nós: "Não, ela só recebe sms de Macau, não recebe é de números do estrangeiro"
A menina: "Mas de que país?"
Nós: "Qualquer um, mas foi da europa e neste caso de Portugal."
Entretanto a menina chama um rapaz. Eles pegam no telemóvel, mexem em todos os botões.
A menina: "Então não consegue mesmo receber sms"?
Nós: "Não, só se consegue receber sms de Macau, mas não se consegue receber de números de estrangeiro"
A menina: "Mas já receberam algum sms?"
Nós: "De Macau sim, mas do estrangeiro não, é por isso que estamos aqui a tentar resolver esse problema."
A menina fala mais uma vez com o rapaz e pega no telefone, provavelmente para ligar para a linha de apoio. Entre a chamada diz: "qual foi o número que vos mandou o sms?"
Nós: "Não sabemos porque não a recebemos"
A menina: "Mas não recebem sms do estrangeiro?"
Nós: "Sim"!!!!!
A menina: "De que país?"
Nós: "De Portugal"
Ela: "De onde?"
Nós: "Portugal!"
Entretanto o telefone pifa, ela carrega numas teclas e exclama convicta:
- "Ah, não tenho informação de que tenham recebido alguma coisa"
Nós: "Mas as pessoas que as enviaram garantiram que nos enviaram essas mensagens"
A menina: "Mas aqui não há nada"
Depois chama outro colega, trocam impressões em chinês, abanam a cabeça, riem-se e começámos a ter impressão que estavam a comentar que devíamos ser malucas ou algo do género.
Mesmo assim, nós sugerimos que podíamos ligar a alguém no estrangeiro para nos mandar um sms e testar. Concordaram e foi o que fizemos através do meu telemóvel, mas obviamente continuamos a não receber nada como era esperado! Por fim, a menina da CTM desligou o telefone e acabou por dizer:
- "Bom, vocês não conseguem receber sms do estrangeiro! Alguém vos vai ligar da linha de apoio para confirmar esta situação"
Finalmente recebemos a informação de como se deve activar sms's recebidos estando na Ásia. Para já a informação que vos dou é gratuita, mas para a próxima pagam, foi o que nos aconteceu: marcar no nokia: #*45*#678#*
Isto até parece anedota, mas é verdade e os usuários da CTM (Telecomunicações de Macau), bem sabem o que sofremos sempre que temos de resolver qualquer problema com esta empresa, que para além de trabalhar mal também não tem funcionários à altura do seu movimento.
Uma amiga, que está de passagem em Macau, pediu-me para irmos comprar um telemóvel e decidimos ir até à CTM, onde ela comprou um Nokia dos mais baratos e básicos que eles tinham, já com 3G, mas nem reparei no modelo.
Passados uns dias, ela apercebeu-se que não conseguia receber SMS de Portugal e pediu-me para ir com ela outra vez à CTM para tentar resolver o problema.
Conversa (foi em "inglês", mas eu traduzo):
Nós: "A minha amiga não consegue receber sms do estrangeiro. Recebe de Macau, mas de fora nada."
A menina: "Ok, então não conseguem receber sms"?
Nós: "Não, ela só recebe sms de Macau, não recebe é de números do estrangeiro"
A menina: "Mas de que país?"
Nós: "Qualquer um, mas foi da europa e neste caso de Portugal."
Entretanto a menina chama um rapaz. Eles pegam no telemóvel, mexem em todos os botões.
A menina: "Então não consegue mesmo receber sms"?
Nós: "Não, só se consegue receber sms de Macau, mas não se consegue receber de números de estrangeiro"
A menina: "Mas já receberam algum sms?"
Nós: "De Macau sim, mas do estrangeiro não, é por isso que estamos aqui a tentar resolver esse problema."
A menina fala mais uma vez com o rapaz e pega no telefone, provavelmente para ligar para a linha de apoio. Entre a chamada diz: "qual foi o número que vos mandou o sms?"
Nós: "Não sabemos porque não a recebemos"
A menina: "Mas não recebem sms do estrangeiro?"
Nós: "Sim"!!!!!
A menina: "De que país?"
Nós: "De Portugal"
Ela: "De onde?"
Nós: "Portugal!"
Entretanto o telefone pifa, ela carrega numas teclas e exclama convicta:
- "Ah, não tenho informação de que tenham recebido alguma coisa"
Nós: "Mas as pessoas que as enviaram garantiram que nos enviaram essas mensagens"
A menina: "Mas aqui não há nada"
Depois chama outro colega, trocam impressões em chinês, abanam a cabeça, riem-se e começámos a ter impressão que estavam a comentar que devíamos ser malucas ou algo do género.
Mesmo assim, nós sugerimos que podíamos ligar a alguém no estrangeiro para nos mandar um sms e testar. Concordaram e foi o que fizemos através do meu telemóvel, mas obviamente continuamos a não receber nada como era esperado! Por fim, a menina da CTM desligou o telefone e acabou por dizer:
- "Bom, vocês não conseguem receber sms do estrangeiro! Alguém vos vai ligar da linha de apoio para confirmar esta situação"
Finalmente recebemos a informação de como se deve activar sms's recebidos estando na Ásia. Para já a informação que vos dou é gratuita, mas para a próxima pagam, foi o que nos aconteceu: marcar no nokia: #*45*#678#*
Subscrever:
Mensagens (Atom)










