terça-feira, 28 de janeiro de 2014

As JANEIRAS!

As “Janeiras” são uma canção popular, que se canta(va) precisamente no mês de Janeiro (vem daí o nome) e sempre tiveram como objectivo conseguir algumas beneces dos senhores ricos da terra e, nas cidades, pedir uma esmolazinha dos poderosos.
Dado o estado em que o nosso país se encontra, esta tradição tem tendência a voltar com uma certa força…
Aqui está, a começar pelos nossos “estimados” governantes, tendo à cabeça o Presidente do nosso (des)governo:

Viva o professor Cavaco
Que diz “safa” em vez de chiça!
Bote aqui no nosso saco
Presunto, chouriços e uma linguiça

Senhor Pedro que é dos Passos
De fácil palavra e boa
Dê-nos daí um paio
Mais uma fatia de broa

Senhor Paulo, irrevolgável
Figurão da nossa terra
Ponha aqui uma garrafa
E mais um queijo da serra

Dona Maria Luís
Que sempre tão bem nos quer
Venha um boião de compota
Mas não nos tire a colher

Viva o Dr. Paulo Macedo
Com as faces de cereja
Que é o ministro mais querido
Que entra aqui na nossa igreja

Querida Dra. Paula
Que é tal qual o rosmaninho
Faça-nos a gentileza
De nos dar um cabritinho

Ó professor Nuno Crato
Uma vez que sempre atina
Pague-nos um jantarinho
Nem que seja na Cantina

Querido Dr. Rui Manchete
Que se fez sábio com a idade
Venha de lá um salpicão
De quem diz sempre a verdade

Ó senhor Tó-Zé Seguro
Sempre com boas ideias
Forneça-nos aí uns três pipos
Que nos dê para algumas ceias

Senhor Jerónimo de Sousa
Que sempre foi comunista
Dê-me qualquer coisinha
Para animar aqui o artista

Senhora Dona Catarina
Que tem uma voz bem estridente
Arranje aí uma comidinha
Que encha a cova do dente

Senhora Procuradora
Não procure nada mais
É mandar umas perdizes
Lá da terra dos seus pais

Esta quadra que cheira a esturro
Por isso, digo-vos num sussurro
Nem o Seguro está maduro
Nem o Maduro está seguro

Nesta Janeiras
Bem andámos a pedinchar
Mas não tenham ilusões
Porque viemos de mãos a abanar…

Adaptado de "Cartas Abertas" (Revista Expresso de 11/1/2014)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A dor e o Optimismo

Uma amiga de longa data começou a adoecer e, os médicos ainda não diagnosticaram com exactidão o problema e nem sabem como a tratar, apesar de alguns exames e muitas observações, começou por perder o andar, não consegue segurar nada nas mãos, sente-se frágil e só. Ainda está nos sessenta…
Operaram-na à coluna, correu bem, fez fisioterapia e depois, amparada pelo andarilho recuperou o andar, o optimismo voltou. Mas por pouco tempo, porque ainda não consegue segurar nada nas mãos e para as tarefas mais básicas, precisa de ajuda. Embora acompanhada com os filhos e uma empregada, sente-se só e perdida nesta sua incapacidade, porém a esperança da sua cura fala por ela, no brilho do olhar e nos planos que tem para a consulta de novos médicos e tratamentos.

Ao olhá-la, dei por mim a pensar no que somos e no que poderemos ser quando inesperadamente, e seja qual for a idade, certas doenças nos atacam e o pior, quando a ciência ainda não tem resposta para elas.
Dei por mim a amaldiçoar todas as vezes que lamentei de alguma forma qualquer momento da minha vida.
Muito do que diariamente vivemos, das nossas contrariedades e de alguns reveses da vida, não é nada quando comparado com o que algumas pessoas têm de viver e o que sabemos nós do que nos espera?
Quando temos saúde, nem nos apercebemos que os nossos dias são uma bênção, quando comparados com a batalha que cada dia representa para alguns doentes.
Por isso, temos de pôr os olhos naqueles e noutros seres que lutam e lutam todos os dias, para vencerem inimigos invencíveis.
Sou grata pela vida que tenho, pela liberdade de escolha, de movimentos, de pensamentos e de sentimentos.
Ninguém sabe o que o dia de amanhã nos reserva, mas, para alguns, o dia de amanhã trará um destino pior do que o de hoje. Para alguns, o dia de amanhã não é mais um dia de vida, mas sim menos um dia na sua breve passagem por este mundo. E esses continuam a ter esperança, a sorrir e a viver.
Esses, são o exemplo do verdadeiro VIVER.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Chineses regressam a casa

Há quase duas semanas que começou o período migratório de milhões de chineses que vão comemorar com a família a chegada do novo ano.
Milhões de chineses começam a regressar a casa das famílias para comemorar a entrada no novo ano lunar, sob o signo do Cavalo, a 31 de Janeiro. Sendo a maior migração interna anual do planeta, conhecido como “a temporada de viagens do Festival de Primavera”.

Este é o único período em que são autorizadas férias para poderem festejar condignamente a chegada do novo ano e assim cumprirem a mais respeitada e milenar tradição.
Os comboios este ano deverão transportar cerca de 400 milhões de passageiros num curto período de duas semanas por ser o transporte mais concorrido e a escolha mais económica. Em muitos casos, esta viagem demora três dias, em comboios e autocarros superlotados, na maioria das vezes em condições precárias. Muitos atravessam o país sem lugar para se sentar, esmagados numa massa claustrofóbica de pessoas e bagagens, em carruagens a deitar por fora. Até as idas à casa de banho estão limitadas, sem espaço para a mobilidade, os passageiros passam viagens inteiras sem usar os lavabos.
Milhares de pessoas POR DIA, tentam passar a fronteira entre a China e Macau. Durante duas semanas, o aspecto era este!

Muitos outros optaram pelo automóvel, aproveitando a abolição das portagens nas auto-estradas nesse período, para evitar maiores congestionamentos, mas outros milhões utilizaram cerca de 840.000 autocarros e 13.000 navios mobilizados para esta quadra.
Segundo estimativas oficiais, os aeroportos acolheram quase 40 milhões de passageiros, porque cerca de 35% dos que viajam nesta altura são estudantes e trabalhadores migrantes, mão-de-obra oriunda das zonas rurais do interior do país e que alimenta hoje as novas indústrias e serviços das grandes cidades e províncias do litoral.
Porque a China é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1.350 milhões de habitantes, o movimento milhões de chineses que terão de realizar pelo menos duas viagens, uma para a terra natal e outra para regressar aos locais de trabalho depois do Ano Novo, é sempre um caos no domínio dos transportes e uma dor de cabeça para as autoridades.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Amizades que partem...

Uma amiga muito querida vai partir para um emprego melhor, com garantias de um melhor futuro que aqui não tem. Hoje em dia, é difícil encontrar um emprego que garanta estabilidade, por isso ela vai partir…

Macau tem esta especificidade: novas amizades que aqui se fazem e que dão um determinado colorido à nossa vida, mas um dia, alguns têm de partir pelas mais variadas razões.
A vida é feita de chegadas e partidas, de descobertas e desilusões. E de libertações! Quantos de nós já não perdemos aquilo que possuíamos, ou julgávamos possuir?
Quantas vezes não vemos alguém que estimamos deixar-nos, demasiado de repente?
As pessoas que deixámos entrar na nossa vida, trazem-nos momentos únicos...e levam um pouco de nós quando partem.
Acredito que dentro de nós temos muitas “caixinhas”, todas elas prontas para arrumarem as nossas recordações e momentos da nossa vida.
É em cada uma delas, que arrumamos as amizades que perdemos pelas mais variadas razões, as paixões que acabaram antes do amor, os amores que não foram suficientemente corajosos, as relações que se desfizeram sem aviso, os desgostos, as alegrias, etc.
São essas caixinhas que estão dentro dos nossos sentimentos, que albergam pessoas, momentos, emoções e os transformam em recordações. Tudo muito bem arrumadinho, para permitir que a vida continue a fluir com o seu habitual ritmo alucinante mas afinal, fascinante.
Essas “caixinhas” fazem-nos sentir leves, livres e humanos. Nem sempre as arrumações são fáceis. Podem demorar dias, meses ou anos.
Há que sofrer, gritar, questionar. E há que compreender, interiorizar e aceitar. Então aí estamos prontos para arrumar ou fazer o luto, seja do que for, não é mais do que isso: querer arrumar, depois de questionar e encontrar as respostas. E todos nós possuímos as ferramentas necessárias para o fazer, não quando queremos, mas quando estamos prontos.

Para ti, Maria, vou arrumar na “caixinha” com todo o carinho, a excelente relação de amizade que mantivemos, os nossos dias de convívio, de alegrias partilhadas, os momentos de cumplicidade, os passeios, os risos…
És uma pessoa muito especial, difícil de encontrar nos dias de hoje, pela tua franqueza, lealdade e sinceridade transbordantes. Fiquei fã da tua disposição em dedicar o melhor da tua alma a tudo a que te propuseste, essa tua solicitude ímpar, este teu ânimo contagiante e puro...
Estejas onde estiveres, estou certa que encontrarás sempre um caminho pleno de êxitos e muitas amizades. Eu continuarei atenta ao teu trajecto de vida, que desejo sejam sempre repletos de sorte, saúde, sucesso, serenidade, paz e muito amor.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Orgulho e Perdão

Já todos percebemos que há pessoas altamente “intelectualizadas”, mas analfabetas emocionalmente. Serão felizes? Sentir-se-ão realizadas?

No lugar do coração, existe uma peça dura, que se chama orgulho. O orgulho, é uma praga camuflada que infesta a terra, a pessoa percebe que erra, mas de forma alguma dá o braço a torcer. O complexo de superioridade que o orgulho gera, cega o ser humano e fá-lo pensar que o mundo gira em sua volta e que todos são os seus súbditos.

Toda a pessoa orgulhosa ao extremo, culpa sempre alguém pelos seus erros. Coleccionar raivas e desilusões, é a consequência causada pelo orgulho de não querer perdoar e, de não compreender quem perdoa. O orgulho é acompanhado pela indiferença, que pode provocar um terrível ácido corrosivo que aniquila e queima os sentimentos mais profundos da alma humana, matando sonhos e esperanças.

A pessoa raivosa fica carrancuda e mal humorada, tirando o sossego da sua e da alma dos outros. De coração duro e empedernido, acha-se senhor da verdade absoluta, odeia o mundo e acha que é precisamente o mundo, que conspira contra ele.

As pessoas que não conseguem perdoar, fazem permanentes julgamentos dos actos dos outros e arrastam pela vida toda, correntes de ódios, rancores e conflitos emocionais, sentindo-se infelizes e solitários pela falta de humildade em compreender os que o rodeiam.

Humildade, não é sinónimo de humilhação e pode ser despertado em nós, aproximando-nos de factos positivos e indicando o caminho a ser trilhado.
A majestade dos grandes, não está em impor o seu poder e sim em como saber tratar os semelhantes com bondade e compreensão, nos conflitos da vida.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Eusébio, uma lenda...

Esta foto mostra o produto de dois tempos e de dois mundos: Eusébio e Ronaldo ombreiam, como os maiores das suas eras.

Eusébio morreu e o futebol perdeu uma lenda! Durante uma semana não se falou em mais nada em todos os meios da comunicação social. Eusébio era uma força da natureza, que levava tudo à frente e honrou Portugal pelo seu excelente trabalho e dedicação ao futebol.
Acho muito bem que se façam homenagens a pessoas que se destacaram na vida social, politica e humanitária, mas infelizmente só se lembram de o fazer depois da pessoas morrer, como por exemplo as homenagens póstumas ao Health Leadger e muitos outros mais.

Não percebo muito bem esse velho hábito de homenagear os grandes feitos e/ou os grandes heróis apenas e só depois de mortos. Enquanto vivas, as ditas "estrelas" (as verdadeiras, que brilham por valor próprio) enchem páginas de revistas e jornais pelos piores motivos. Gerar polémica é o objectivo-mor. Valorizar o trabalho individual? Uma ou duas páginas de longe a longe, nada de mais, não vá o artista habituar-se a tanto mimo e desmazelar-se no seu trabalho ou ver o ego aumentar para dimensões fora do real. E as homenagens, os tributos, a valorização, ficam para o post mortem, quando o homenageado não está mais presente para ver, para sentir, para agradecer, para se orgulhar, merecedoramente, do seu trabalho. Mas assim que morre torna-se o melhor do mundo, um ser único e impossível de igualar.
Felizmente não foi o caso de Eusébio que sempre foi admirado e mimado pelos colegas e por todos os média, mas estou a lembrar-me de Michael Jackson por exemplo. Aqueles que lhe infernizavam a vida, hoje dedicam-lhe edições completas de revistas e jornais. As rádios que o ignoravam quase totalmente, passam as suas músicas incessantemente, repetindo que "nunca se fez nada assim".

As televisões oferecem documentários comprados e atirados para o fundo da prateleira, porque "o Jackson já era" e agora que ele se foi mesmo, são noites consecutivas com reportagens e mais reportagens.
É o espírito do "só dar valor depois de perder" levado ao extremo ou… ganharam balúrdios à conta do morto. É a ridícula valorização do corpo ausente, tantas vezes ignorado, enquanto presente.

Mas o lugar de Eusébio entre os melhores, sempre foi reconhecido, um caso raro e todas as homenagens que lhe fizeram em vida, foram merecidas e portanto é um exemplo a seguir. Eusébio era um embaixador da Fifa e do futebol. Ele fará muita falta.
Descansa em paz Pantera Negra!





sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Quero lá saber...

Eu quero lá saber
Da roubalheira e da alta corrupção
Que o Djaló esteja no Benfica ou no Cazaquistão
Que não se consiga controlar a inflação

Eu quero lá saber
Que haja cada vez mais desempregados
Que dêem diplomas e haja cursos aldrabados
Que me considerem reformado ou um excedentário?
Que se financie cada vez mais a fundação do Mário
Que se ilibe o Sócrates do processo
Que não haja na democracia um só sucesso

Eu quero lá saber
Que o Sócrates já não finja que namora a Câncio
Que o BCE se livre do pavão armado do Constâncio
Que roubem multibancos com retroescavadora
Que o Nascimento esburaque os processos à tesoura
Que deixe até de haver o feriado do 1º de Maio
Que a tuberculose seja mesmo um tacho pró Sampaio
Que em Bruxelas mamem muitos deputados
Que o Guterres trate apenas dos refugiados
Que a nós nos deixou bem entalados

Eu quero lá saber
Que ele vá a cento e sessenta e não preguem uma multa
Que amanhã ilibem os aldrabões da face oculta
Que o Godinho pese a sucata e abata a tara
Que pra compensar mande uns robalos ao Vara
Que o buraco da Madeira sobre também para mim
Que a Merkl se esteja borrifando pró Jardim

Eu quero lá saber
Que a corja dos deputados só se levante ao meio-dia
Que a "justiça" indemnize os pedófilos da Casa Pia
Que não haja aumentos de salários nem digna concertação social
Que os ministros e gestores ganhem muito e façam mal
Que Guimarães este ano se mantenha a capital
Que alguém compre gasolina na cidade de Elvas
Que só abasteça o condutor do Dr. Relvas
Que na Assembleia continuem 230 cretinos
Que nas autarquias haja muitos Isaltinos
Que o Álvaro por tu ai esse sim hei-de eu vir a tratar
Que se lixe o falar doce do grande actor Gaspar
Que morram os pobres e os velhos portugueses
Que eles querem é que fiquem só os alemães e os franceses

Eu quero lá saber
Que o Zé seja montado quer por baixo, quer por cima
Que a justiça safe bem depressa o influente Duarte Lima
Que o bancário Costa não volte a dormir na prisão
Que o Cavaco chegue ao fim do mês sem um tostão
Que na Procuradoria continue o Pinto Monteiro
Que prós aldrabões tem sido um gajo porreiro
Que os offshores andem a lavar dinheiro
Que o BPN tenha sido gamado pelo Loureiro
Que no BPP prescrevam os processos do Rendeiro
Que à CEE presida um ex-maoísta sacana e manhoso
Que agora é o snob democrata Zé Manel Barroso
Tudo isto já nada pra mim tem de anormal

Mas o que eu quero mesmo saber
é onde está o meu país chamado PORTUGAL
que isto aqui é vilanagem pura, roubalheira, corrupção
Meu Deus manda de novo o Marquês de Pombal
antes que este povo inerte permita a destruição !!!

Maria (pseudónimo, claro!) – Funcionária Pública



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Procurando no espelho...

Reza a cartilha que numa certa
Idade, nos tornamos descartáveis.

Passamos a viver à margem de
uma sociedade preconceituosa
onde os mais velhos perderam
o seu poder de pensar.

eu não sei se me encaixo nesse
contexto, mas...

o que me ocorre é que quanto mais
tempo vivo por aqui, mais consciente
me torno de que sou timoneira
do meu 'navio', e isso me faz
ainda mais responsável
pela viagem a seguir.

Descobrí também nesta 'viagem' quantas
limitações, e o quanto de liberdade
o caminho me oferece, e cabe a mim
a escolha de que lado
quero seguir.

Movida por estas escolhas descobrí o tamanho
dos meus anseios, e a medida da minha
coragem quando me olho no espelho,
procurando quem fui, e feliz,
encontro quem sou,
nessa imagem retratada
sorrindo pra mim.

...sigamos, então!!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

É de marca… é bom!

O meu neto de 16 anos deixou de gostar da roupa que eu e a mãe lhe compramos, porque passou a gostar ( e a comprar) roupas de marca. Prefere ter apenas uma camisola de marca, do que três ou quatro das que compramos por serem bonitas, confortáveis e práticas. Por mais que explicamos que a moda é feita pelo nosso gosto pessoal e para o nosso conforto e não porque alguém dita as regras e coloca uma etiqueta a preço de ouro, que ele fica mais bonito ou elegante, não se convence “porque os amigos fazem o mesmo e... porque sim!”.
Pois é, nunca compreendei esta mania do “que é de marca, é que é bom e tem qualidade” e… será que as pessoas ficam mais importantes por isso? Parece que é essa a mentalidade, porque infelizmente para os mais jovens, as marcas constituem uma nova religião.
Penso que talvez gostem das marcas, porque lhes simplificam as escolhas e procuram a apregoada qualidade, como também pode ser que busquem um sentido, uma emoção, paixão ou dinamismo ou mesmo por ter necessidade de aceitação social, ou seja, buscam a exclusividade do produto, que deve ser reconhecido como “a cara do grupo de amigos”, em que o adolescente está inserido.

Claro que não são apenas os mais jovens que preferem marcas, conheço pessoas de todas as idades que preferem comprar as marcas em detrimento da “vulgaridade”…
Este curioso costume pode explicar-se por vários factores. Em primeiro lugar, o desejo de exibir o dinheiro que se tem (ou às vezes nem por isso). Depois, essa “mania” de mencionar a marca e os preços, revela alguma insegurança, pois, mais do que ter conforto ou outro critério, parte-se do princípio que, se é de marca e da moda, o sucesso está garantido! Finalmente, há o desejo de competir com os conhecidos, de maneira a não ficar atrás.
Pessoalmente, acho cada vez mais que a importância de não ser importante, é a essência do luxo no futuro.
A aparência deixará de ter o poder de nos iludir e eu sinto-me deveras bastante importante por não ser escrava de marcas, passo por elas sem tentações e sofrimentos.
Não me quero fazer valorizar por elas, ser apenas eu e só eu, na minha simplicidade e essência. (devem estar a pensar quanta frustração vai nesta cabeça e na carteira… ) Pelo contrário, tenho alguma possibilidade de as adquirir, mas prefiro ser bem tratada por aqueles que não me conhecem, sem que as marcas sejam o meu cartão de visita ou seja apreciada pela minha conta bancária.
Todos os dias, somos bombardeados por diversas marcas, que nos levam a diferentes estilos de vida, diferentes costumes… é preciso saber muito bem o que se quer e não sucumbir às tentações dos estilos e das "sensações" do momento.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Chegou 2014!

E adeus ano velho… Na última noite de 2013, à mesa entre amigos num excelente jantar, aguardamos a passagem do ano, entre risos e vinho tinto. Antes da meia noite, engoli as 12 passas, pedi os desejos do costume, brindei com o champanhe de sempre e assisti ao fogo de artifício da varanda da casa dos meus amigos, espalhando muitos beijos, abraços e os desejos que o próximo ano seja melhor que o anterior.

Consultei o meu horóscopo para saber as novidades do próximo ano, e fico satisfeita por saber que vou ter um ano fora de série, ou seja, vai tudo correr bem, dizem os astros.

Entrei bem num ano que quero melhor, farei para que seja melhor, mas tem tudo para não ser muito diferente do ano que passou. Divido-me entre o optimismo e o realismo, e persisto em caminhar no fio da navalha.

Venha lá então o 2014 novinho em folha, vamos ver até onde eu aguento e resisto.