sábado, 8 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher (2014)

Hoje, 8 de Março, é o dia internacional dedicado à mulher. É uma data para refletirmos sobre os valores e igualdade entre homens e mulheres. Infelizmente e embora estejamos no século XXI, ainda vemos mulheres que sofrem nas mãos de homens e em regimes políticos ou religiosos, que insistem em excluí-las da sociedade e puni-las em praça pública por dirigentes fanáticos como tem acontecido nos países islâmicos, entre outros.
Mais do que receber uma flor, neste dia 8 de março de 2014, confraternize com as pessoas mais importantes do mundo, aquelas que são mães, amigas, companheiras.
A todas as mulheres, namoradas, esposas, executivas e vencedoras, as que sofrem, que lutam e labutam, esta é mais uma data comemorativa para todas as mulheres sem excepção, que possam comemorar em pleno este dia no mais completo significado da palavra igualdade.

Mulher!
Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide a sua alma em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com a sua coragem
Que traz paixão no olhar…
Mulher!
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família

Mulher!
Que ama incondicionalmente
Que se arranja e se perfuma
Que vence o cansaço

Mulher!
Que chora e que ri
Mulher que sonha…
Tantas mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas,
amadas, admiradas todos os dias…
Para si, Mulher tão especial…
Feliz 8 de Março

terça-feira, 4 de março de 2014

CARNAVAL 2014

 A vida são dois dias e de Carnaval são... três!

Hoje é um dia especial: Terça-feira de Carnaval e amanhã será a Quarta-feira de Cinzas. Após o Entrudo, vem a Quaresma. (Aliás, chama-se Entrudo por ser precisamente entrada na Quaresma). E, de facto, já estamos na Quaresma.
A origem do Carnaval remete para uma série de elementos e ritos religiosos das antigas sociedades grega e romana entre 600 e 520 a.C.; e, no início, a festa era um agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo. A Igreja Católica acabou por adoptar oficialmente o Carnaval em 590 d.C. – sim, mesmo o Carnaval cristão é uma festa que remonta à Idade Média e que se foi estendendo por toda a Europa. 
Por outro lado, já na época medieval, a Igreja assume estas celebrações, conferindo-lhes um novo significado: a preparação para o longo período de jejum, que são os quarenta dias da Quaresma. Daqui, o uso indistinto dos termos carnaval, do latim carne, vale, isto é, adeus, carne e entrudo, introitu , entrada. Que é como quem diz, adeus, carne que vamos dar entrada na Quaresma.
Em países como Itália e França, o Carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem europeia.
O uso de máscaras, está relacionado com o facto de os nobres não quererem ser identificados nesses dias de excessos…
 
 Em Portugal, o feriado passou a ser comemorado a partir do século XV, nas festas chamadas “entrudos” influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa
Portugal tem uma grande tradição carnavalesca, que evoluiu ao longo dos anos e continua a levar multidões para a rua, com carros alegóricos, fazendo sátiras aos acontecimentos sociais onde os políticos são os mais visados. São muito populares as Matrafonas (homens mascarados de mulheres). Ao longo do desfile, os carros alegóricos também são acompanhados por outras figuras típicas, os divertidos Cabeçudos, ou seja, pessoas que vestem os fatos carnavalescos, aos quais foi adicionado um elemento bem típico – uma cabeça gigantesca, que lhes dá um ar tipicamente caracteristico Finalmente, também há a realçar as Marias Cachuchas, mulheres que se disfarçam de homem e que funcionam como o contraponto às Matrafonas, bailando pelas ruas e metendo-se com o público.

O REI DO CARNAVAL: BRASIL!
O Entrudo chegou ao Brasil, quando chegaram as primeiras caravelas portuguesas da colonização e receberam depois a influência das máscaras italianas no século XX e elementos africanos, com os escravos. 
No final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas fantasiavam-se, decoravam os seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Aparecem então os carros alegóricos, típicos das escolas de samba actuais.
O Carnaval como o conhecemos hoje em dia, começou a tomar forma durante o Renascimento, quando as festas incorporaram os bailes de máscaras, as fantasias elaboradas e os carros alegóricos.
Muito mais que o Carnaval, o Brasil transformou-o numa festa de alegria, única em todo o mundo, onde o “Ô Abre Alas!”, música composta por Chiquinha Gonzaga, que foi a primeira feita especificamente para o Carnaval e cantada pela primeira vez em 1890; época em que os foliões passaram a usar as máscaras que são, até hoje, as mais tradicionais da festa, tornando o Carnaval no Brasil, o mais famoso do mundo, atraindo turistas de todos os cantos do planeta. É celebrado por todo o país e em cada uma das regiões assume um formato ligeiramente diferente, sem nunca perder as suas características principais: a música, a dança, a alegria e a descontracção.
A partir do século XX, o Carnaval foi crescendo e torna-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas feitas de prepósito para esta época, deixavam o Carnaval cada vez mais animado e começam os primeiros campeonatos para verificar qual a escola de samba seria a mais bonita e a mais bem produzida.
Apesar do Carnaval mais famoso do mundo ser o do Brasil, ele é comemorado em muitos países e de muitas maneiras diferentes, de acordo com os costumes e tradições de cada nação.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A Missa dos Palhaços

Todos os anos, dezenas de palhaços em Inglaterra, juntam-se para orar numa igreja em Londres.
A cerimónia é feita em homenagem a Joseph Grimaldi, que morreu em 1837 e que foi o inventor dos palhaços modernos.
Há 68 anos que no primeiro domingo de Fevereiro, vários profissionais da gargalhada, vestem-se a rigor para se apresentarem na missa, cuja cerimónia decorre na Igreja “Holy Trinity”, em Londres.
Embora o humor seja fundamental nesta profissão, a cerimónia é séria, porque pretende também homenagear os colegas que faleceram no ano anterior.
Esta cerimónia anual, tornou-se num evento turístico, pois muitos curiosos juntam-se dentro e fora da Igreja, para assistir à cerimónia e no final, todos os artistas se juntam para fazer uma grande actuação.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O invejoso...

Estranho sentimento esse, a inveja! Há quem diga que a inveja é uma confissão de inferioridade, porque ninguém sente inveja de um pobre, ou de alguém feio e gordo, ou de alguém que foi preso, mas sim, de quem tem (aparentemente) uma bela vida, que viaja, que é bonito, que tem êxito na vida profissional ou pessoal, etc.
A desproporcionada felicidade e admiração que há no outro, é experimentada no invejoso como uma perda pessoal e injusta, tão avassaladora, que lhe suscita a ânsia irreversível da destruição e cancelamento do indesejável e competitivo parceiro e o impulso do invejoso é eliminar ou estragar o que pensa ser a fonte daquela alegria e o outro deixa de ser um parceiro para tornar-se um rival.

O invejoso, deixa de ter uma existência autónoma e diferenciada para, na maior parte dos casos, andar enredado nos dramas, ficções e combates fantasmagóricos do “eu” contra a criatura que entende ser o seu rival.
Deixa de constituir a possibilidade criativa de pessoa saudável, para viver capturado num ressentimento que alaga tudo de mesquinhez, tramas e sombras.
A inveja surge do sentimento da incapacidade de viver os próprios sonhos, de alcançar as metas e realizações. Por isso, o exemplo daqueles que realizaram algo, faz lembrar ao invejoso aquilo que não foi capaz de fazer. No entanto, muitas vezes a sensação de incapacidade, a matriz da inveja, deve-se à escolha inadequada de metas, como desejar algo que não está ao seu alcance.

Não sei se os psicólogos têm razão quando afirmam que o objecto primário de toda a inveja tem como origem o seio nutridor materno. Cada um traz um quinhão de falhas de amor, talvez arrastadas por traumas de infância, mas o problema é como cada um as reconhece, integra e as transfigura.
As crianças têm de aprender a ver a mãe, não apenas como uma fonte de alimento e aprender a controlar a sua voracidade porque, o amor materno não é perfeito e nem tem que ser, porque o amor de mãe é inerente à condição de mãe, que pode variar de acordo com a consciência de cada uma, de acordo com as ambições, frustrações ou cultura, ele pode ser fraco ou forte, existir ou não existir, aparecer e desaparecer, pode ser bom ou mau, ter preferência por um filho ou não, mas isso não é motivo para se ficar com o “trauma da inveja”, que é uma reivindicação estéril e infeliz.
O contrário da inveja é a gratidão e esta, está intimamente ligada à confiança,no bem que se desenvolve nos outros e no bem que se pode receber dele.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Ano Novo Chinês do Cavalo

Estamos a chegar ao ano novo chinês, também chamado de Festival da Primavera ou o ano novo Lunar, cujo animal que calha este ano, é o Cavalo de Madeira.
Esta é a maior festa do ano, a mais elaborada, mais colorida e o mais importante festival chinês que durante algum tempo que antecede o grande dia, e porque são muito supersticiosos, têm muitos rituais relacionados com esta época.
Começam por limpar as suas casas, deitando coisas velhas fora, que inclui móveis e muitas vezes o próprio colchão da cama, para se livrarem da má sorte.
As dívidas devem estar pagas até esta dada, para afastar o mau Feng Shui das finanças.
Na noite de Ano Novo todas as portas e janelas devem estar abertas à meia-noite para deixar o ano velho sair
A primeira pessoa que se encontra e as primeiras palavras ouvidas, são consideradas importantes para determinar a sorte que se irá ter ao longo do ano. Ouvir e ver pássaros vermelhos, é considerado um bom presságio.
Antes do dia de Ano Novo, as famílias chinesas decoram as suas salas de estar com vasos cheios de botões de flores, laranjas e tangerinas e compram oito variedades de fruta cristalizada, para começar o ano de forma doce, porque o povo chinês acredita que determinadas frutas e flores trazem boa sorte e boa fortuna no ano vindouro.
Escrevem também votos de felicidade em papel vermelho que colocam na parede e na porta da rua.
E assim, os chineses celebram o Ano Novo com diversos rituais, usados para assegurar um ano auspicioso, e que a celebração se prolonga por vários dias.
Também está tudo a postos para a queima de panchões e fogos de artifício para assustar os maus espíritos e bem receber o novo ano.

Aqui ficam algumas curiosidades relacionadas com as tradições para receber bem a chegada do Ano Novo Chinês:
1ºdia de festejos é para dar as boas-vindas aos deuses do Céu e da Terra, e por isso as pessoas evitam comer carne neste dia, pois acreditam que assim estão a atrair uma vida longa e feliz.
2º dia, os chineses rezam não só aos seus deuses, como também aos seus antepassados. É considerado o dia de todos os cães, e por isso os Chineses dão particular atenção nesse dia a estes animais de estimação.
3º e 4º dias de festejo, os genros prestam homenagem aos sogros.
5º dia é chamado Po Woo, e as pessoas ficam em casa para dar as boas-vindas ao Deus da Riqueza. Evitam visitar amigos ou familiares, pois existe a superstição de que isso poderá trazer mau Feng Shui.
O período entre o 6º e o 10º dias são dedicados a visitar familiares, amigos, e templos, onde vão rezar e pedir fortuna e saúde aos deuses.
7º dia do Ano Novo, os agricultores fazem uma bebida composta por sete cereais para celebrar a chegada do novo ano, comem os característicos noodles e festeja-se o nascimento de todos os seres humanos.
9º dia fazem oferendas ao imperador de Jade.
Entre o 10º e o 12º dias convidam amigos e familiares para jantar.
Depois de tantos banquetes, no 13º dia comem só arroz e choi sum para purificar o organismo.
14º dia é a preparação para o festival das lanternas que se celebra na 15ª noite.

As pessoas nascidas no ano do cavalo, são muito animadas, activas e enérgicas, normalmente elegantes, independentes, gentis e trabalhadoras.
A característica mais marcante das pessoas nascidas neste signo, é a sua forte autoconfiança. Assim, o Ano do Cavalo é um tempo para todas as pessoas avançarem com confiança em direcção aos seus objectivos e sonhos, assim como o cavalo que galopa em velocidade para o seu destino.
Durante este ano que entra, do Cavalo Madeira, a natureza deverá ser preservada, respeitada e valorizada. Ela é fonte da vida e o ideal será estarmos sempre em contacto com natureza, seja nos campos, na praia, nas montanhas e parques.
Ter plantas em casa ou um jardim, ou uma pequena horta, será essencial para atrair as boas energias. Frutas, alimentos naturais e vegetais, principalmente as folhas verdes, serão necessárias para melhorar e manter a saúde.
Para todos, os desejos de um

FELIZ ANO DO CAVALO!
KUNG HEI FAT CHOI!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

As JANEIRAS!

As “Janeiras” são uma canção popular, que se canta(va) precisamente no mês de Janeiro (vem daí o nome) e sempre tiveram como objectivo conseguir algumas beneces dos senhores ricos da terra e, nas cidades, pedir uma esmolazinha dos poderosos.
Dado o estado em que o nosso país se encontra, esta tradição tem tendência a voltar com uma certa força…
Aqui está, a começar pelos nossos “estimados” governantes, tendo à cabeça o Presidente do nosso (des)governo:

Viva o professor Cavaco
Que diz “safa” em vez de chiça!
Bote aqui no nosso saco
Presunto, chouriços e uma linguiça

Senhor Pedro que é dos Passos
De fácil palavra e boa
Dê-nos daí um paio
Mais uma fatia de broa

Senhor Paulo, irrevolgável
Figurão da nossa terra
Ponha aqui uma garrafa
E mais um queijo da serra

Dona Maria Luís
Que sempre tão bem nos quer
Venha um boião de compota
Mas não nos tire a colher

Viva o Dr. Paulo Macedo
Com as faces de cereja
Que é o ministro mais querido
Que entra aqui na nossa igreja

Querida Dra. Paula
Que é tal qual o rosmaninho
Faça-nos a gentileza
De nos dar um cabritinho

Ó professor Nuno Crato
Uma vez que sempre atina
Pague-nos um jantarinho
Nem que seja na Cantina

Querido Dr. Rui Manchete
Que se fez sábio com a idade
Venha de lá um salpicão
De quem diz sempre a verdade

Ó senhor Tó-Zé Seguro
Sempre com boas ideias
Forneça-nos aí uns três pipos
Que nos dê para algumas ceias

Senhor Jerónimo de Sousa
Que sempre foi comunista
Dê-me qualquer coisinha
Para animar aqui o artista

Senhora Dona Catarina
Que tem uma voz bem estridente
Arranje aí uma comidinha
Que encha a cova do dente

Senhora Procuradora
Não procure nada mais
É mandar umas perdizes
Lá da terra dos seus pais

Esta quadra que cheira a esturro
Por isso, digo-vos num sussurro
Nem o Seguro está maduro
Nem o Maduro está seguro

Nesta Janeiras
Bem andámos a pedinchar
Mas não tenham ilusões
Porque viemos de mãos a abanar…

Adaptado de "Cartas Abertas" (Revista Expresso de 11/1/2014)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A dor e o Optimismo

Uma amiga de longa data começou a adoecer e, os médicos ainda não diagnosticaram com exactidão o problema e nem sabem como a tratar, apesar de alguns exames e muitas observações, começou por perder o andar, não consegue segurar nada nas mãos, sente-se frágil e só. Ainda está nos sessenta…
Operaram-na à coluna, correu bem, fez fisioterapia e depois, amparada pelo andarilho recuperou o andar, o optimismo voltou. Mas por pouco tempo, porque ainda não consegue segurar nada nas mãos e para as tarefas mais básicas, precisa de ajuda. Embora acompanhada com os filhos e uma empregada, sente-se só e perdida nesta sua incapacidade, porém a esperança da sua cura fala por ela, no brilho do olhar e nos planos que tem para a consulta de novos médicos e tratamentos.

Ao olhá-la, dei por mim a pensar no que somos e no que poderemos ser quando inesperadamente, e seja qual for a idade, certas doenças nos atacam e o pior, quando a ciência ainda não tem resposta para elas.
Dei por mim a amaldiçoar todas as vezes que lamentei de alguma forma qualquer momento da minha vida.
Muito do que diariamente vivemos, das nossas contrariedades e de alguns reveses da vida, não é nada quando comparado com o que algumas pessoas têm de viver e o que sabemos nós do que nos espera?
Quando temos saúde, nem nos apercebemos que os nossos dias são uma bênção, quando comparados com a batalha que cada dia representa para alguns doentes.
Por isso, temos de pôr os olhos naqueles e noutros seres que lutam e lutam todos os dias, para vencerem inimigos invencíveis.
Sou grata pela vida que tenho, pela liberdade de escolha, de movimentos, de pensamentos e de sentimentos.
Ninguém sabe o que o dia de amanhã nos reserva, mas, para alguns, o dia de amanhã trará um destino pior do que o de hoje. Para alguns, o dia de amanhã não é mais um dia de vida, mas sim menos um dia na sua breve passagem por este mundo. E esses continuam a ter esperança, a sorrir e a viver.
Esses, são o exemplo do verdadeiro VIVER.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Chineses regressam a casa

Há quase duas semanas que começou o período migratório de milhões de chineses que vão comemorar com a família a chegada do novo ano.
Milhões de chineses começam a regressar a casa das famílias para comemorar a entrada no novo ano lunar, sob o signo do Cavalo, a 31 de Janeiro. Sendo a maior migração interna anual do planeta, conhecido como “a temporada de viagens do Festival de Primavera”.

Este é o único período em que são autorizadas férias para poderem festejar condignamente a chegada do novo ano e assim cumprirem a mais respeitada e milenar tradição.
Os comboios este ano deverão transportar cerca de 400 milhões de passageiros num curto período de duas semanas por ser o transporte mais concorrido e a escolha mais económica. Em muitos casos, esta viagem demora três dias, em comboios e autocarros superlotados, na maioria das vezes em condições precárias. Muitos atravessam o país sem lugar para se sentar, esmagados numa massa claustrofóbica de pessoas e bagagens, em carruagens a deitar por fora. Até as idas à casa de banho estão limitadas, sem espaço para a mobilidade, os passageiros passam viagens inteiras sem usar os lavabos.
Milhares de pessoas POR DIA, tentam passar a fronteira entre a China e Macau. Durante duas semanas, o aspecto era este!

Muitos outros optaram pelo automóvel, aproveitando a abolição das portagens nas auto-estradas nesse período, para evitar maiores congestionamentos, mas outros milhões utilizaram cerca de 840.000 autocarros e 13.000 navios mobilizados para esta quadra.
Segundo estimativas oficiais, os aeroportos acolheram quase 40 milhões de passageiros, porque cerca de 35% dos que viajam nesta altura são estudantes e trabalhadores migrantes, mão-de-obra oriunda das zonas rurais do interior do país e que alimenta hoje as novas indústrias e serviços das grandes cidades e províncias do litoral.
Porque a China é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1.350 milhões de habitantes, o movimento milhões de chineses que terão de realizar pelo menos duas viagens, uma para a terra natal e outra para regressar aos locais de trabalho depois do Ano Novo, é sempre um caos no domínio dos transportes e uma dor de cabeça para as autoridades.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Amizades que partem...

Uma amiga muito querida vai partir para um emprego melhor, com garantias de um melhor futuro que aqui não tem. Hoje em dia, é difícil encontrar um emprego que garanta estabilidade, por isso ela vai partir…

Macau tem esta especificidade: novas amizades que aqui se fazem e que dão um determinado colorido à nossa vida, mas um dia, alguns têm de partir pelas mais variadas razões.
A vida é feita de chegadas e partidas, de descobertas e desilusões. E de libertações! Quantos de nós já não perdemos aquilo que possuíamos, ou julgávamos possuir?
Quantas vezes não vemos alguém que estimamos deixar-nos, demasiado de repente?
As pessoas que deixámos entrar na nossa vida, trazem-nos momentos únicos...e levam um pouco de nós quando partem.
Acredito que dentro de nós temos muitas “caixinhas”, todas elas prontas para arrumarem as nossas recordações e momentos da nossa vida.
É em cada uma delas, que arrumamos as amizades que perdemos pelas mais variadas razões, as paixões que acabaram antes do amor, os amores que não foram suficientemente corajosos, as relações que se desfizeram sem aviso, os desgostos, as alegrias, etc.
São essas caixinhas que estão dentro dos nossos sentimentos, que albergam pessoas, momentos, emoções e os transformam em recordações. Tudo muito bem arrumadinho, para permitir que a vida continue a fluir com o seu habitual ritmo alucinante mas afinal, fascinante.
Essas “caixinhas” fazem-nos sentir leves, livres e humanos. Nem sempre as arrumações são fáceis. Podem demorar dias, meses ou anos.
Há que sofrer, gritar, questionar. E há que compreender, interiorizar e aceitar. Então aí estamos prontos para arrumar ou fazer o luto, seja do que for, não é mais do que isso: querer arrumar, depois de questionar e encontrar as respostas. E todos nós possuímos as ferramentas necessárias para o fazer, não quando queremos, mas quando estamos prontos.

Para ti, Maria, vou arrumar na “caixinha” com todo o carinho, a excelente relação de amizade que mantivemos, os nossos dias de convívio, de alegrias partilhadas, os momentos de cumplicidade, os passeios, os risos…
És uma pessoa muito especial, difícil de encontrar nos dias de hoje, pela tua franqueza, lealdade e sinceridade transbordantes. Fiquei fã da tua disposição em dedicar o melhor da tua alma a tudo a que te propuseste, essa tua solicitude ímpar, este teu ânimo contagiante e puro...
Estejas onde estiveres, estou certa que encontrarás sempre um caminho pleno de êxitos e muitas amizades. Eu continuarei atenta ao teu trajecto de vida, que desejo sejam sempre repletos de sorte, saúde, sucesso, serenidade, paz e muito amor.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Orgulho e Perdão

Já todos percebemos que há pessoas altamente “intelectualizadas”, mas analfabetas emocionalmente. Serão felizes? Sentir-se-ão realizadas?

No lugar do coração, existe uma peça dura, que se chama orgulho. O orgulho, é uma praga camuflada que infesta a terra, a pessoa percebe que erra, mas de forma alguma dá o braço a torcer. O complexo de superioridade que o orgulho gera, cega o ser humano e fá-lo pensar que o mundo gira em sua volta e que todos são os seus súbditos.

Toda a pessoa orgulhosa ao extremo, culpa sempre alguém pelos seus erros. Coleccionar raivas e desilusões, é a consequência causada pelo orgulho de não querer perdoar e, de não compreender quem perdoa. O orgulho é acompanhado pela indiferença, que pode provocar um terrível ácido corrosivo que aniquila e queima os sentimentos mais profundos da alma humana, matando sonhos e esperanças.

A pessoa raivosa fica carrancuda e mal humorada, tirando o sossego da sua e da alma dos outros. De coração duro e empedernido, acha-se senhor da verdade absoluta, odeia o mundo e acha que é precisamente o mundo, que conspira contra ele.

As pessoas que não conseguem perdoar, fazem permanentes julgamentos dos actos dos outros e arrastam pela vida toda, correntes de ódios, rancores e conflitos emocionais, sentindo-se infelizes e solitários pela falta de humildade em compreender os que o rodeiam.

Humildade, não é sinónimo de humilhação e pode ser despertado em nós, aproximando-nos de factos positivos e indicando o caminho a ser trilhado.
A majestade dos grandes, não está em impor o seu poder e sim em como saber tratar os semelhantes com bondade e compreensão, nos conflitos da vida.