segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Girassóis com... Noivas!


O nome pode provocar uma certa curiosidade e até algum espanto, mas ninguém que tenha sensibilidade para o que é belo, pode resistir à tentação de ficar a admirar esta beleza que cativa o espírito ao ver um número tão grande de girassóis, que, com a sua grande cabeça amarela virada para o sol, ali estão a ondular ao sabor da brisa.

Este fim de semana, fomos passear na China, para os lados de Cantão (Guangzhou). Foi um fim de semana bastante proveitoso, pois visitámos este Jardim dos Girassóis, fomos ao Circo, ficámos no fantástico hotel e no dia seguinte foi a vez de um divertido safari... mas vamos primeiro ao "Jardim dos Girassóis", que fica na cidade de Panyu, distrido de Guangzhou.
Este parque oferece-nos um espantoso espectáculo ecológico conhecido pelo "Jardim de um milhão de girassóis" e foi nomeado para figurar no "Guiness Book".
Este espaço está florido todo o ano e para criar este jardim, foram utilizadas outras variedades, entre elas, o girassol vermelho e ainda sementes vindas da Europa e do Japão,

que deram esta bela imagem, que mais parece uma tela do famoso pintor Van Gogh, onde a imaginação do ser humano de braço dado com as invenções de métodos cientificos e de engenharia genética, foram bem conseguidas.
O melhor negócio para aproveitar esta beleza, é o de fazer poster e cartazes que anunciam vestidos de noiva, aproveitado por uma agência de modelos.
E assim, salpicando os campos amarelos de vestidos brancos de noivas, vários modelos posam para as câmaras fotográficas, dando um colorido alegre e único a este cenário.

Aqui está uma das noivas a preparar-se para mais uma sessão fotográfica.

Outra noiva modelo com um lindo vestido que fará sonhar com o "grande dia" outras tantas jovens...

Um intervalo para retocar a maquilhagem da modelo e fazer novo penteado.
Uma chamada de casa ou um novo convite de trabalho?

Aparentemente, parece ser um trabalho divertido, pois estas modelos sorriram sempre para quem as observava, como nós, com uma certa curiosidade.

Este é um dos resultados finais das fotos tiradas neste recanto de sonho, afixado num dos placards distribuídos por um corredor de fotos artísticas destes modelos.

Mas há quem aproveite qualquer canto para dormir, indiferente à beleza que o rodeia ou, cansado das emoções do dia...

E, como diz a lei de Lavoisier "na natureza nada se perde, tudo se transforma", os nossos queridos girassóis, depois de cumprirem a sua função de embelezar os nossos olhos, quando morrem, são vendidos para se retirarem as suas sementes para diversos usos medicinais e não só...
As sementes de girassol, depois de secas e salgadas, podem consumir-se como aperitivo e empregar-se também na alimentação humana e de aves, porque para além de conter uma quantidade de nutrientes, são uma fonte de vitamina E, cálcio e fósforo, tendo por isso muita procura.

Quando florescem os girassóis,
de uma alegria amarela e escandalosa,
são sóis dos mundos interiores;
Florescem pensamentos e amores,
como gotas de sol caindo na terra,
nas águas, na serra,
como se ali morasse a felicidade.

Plante o seu jardim e decore a sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. William Shakespeare

CHIMELONG INTERNATIONAL CIRCUS

Nesse fim de tarde, foi a vez de irmos assistir a um espectáculo de um famoso circo. Foi de facto impressionante, pois naquele enormíssimo espaço, cabiam mais de OITO mil espectadores. Segundo os folhetos, desfilaram os 300 melhores artistas de circo de 20 países diferentes e ainda algumas centenas de animais, utilizando ao mesmo tempo, uma alta tecnologia de sons, cores, luzes que produziram efeitos muito especiais e que levaram todos os espectadores ao rubro, explodindo em constantes aplausos.

Impressionante... a não perder se vierem para estes lados...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A Borboleta


Era uma vez um pequeno casulo! Um dia, apareceu no casulo um pequeno buraco.
Um homem sentou-se curioso a observar uma borboleta que tinha acabado de deixar de ser larva e que há várias horas tentava sair pelo pequeno orifício.
Conforme ela se esforçava, parecia menos conseguir, até que a certa altura, o homem pensou que a borboleta tinha desistido, porque tinha parado de fazer qualquer progresso, dando a ideia que ela tinha ido o mais longe que podia e, cansada, não conseguia fazer muito mais.
Então o homem decidiu ajudá-la: pegou numa tesoura e cortou o casulo, facilitando completamente a saída da borboleta. Reparou então que o corpo dela estava murcho, demasiado pequeno e tinha as asas amachucadas e moles.
O homem continuou a observá-la esperando a qualquer momento que as asas abrissem no seu habitual esplendor. Mas as asas não esticavam e o seu corpo não se afirmava com o passar do tempo. Para desânimo do homem, nada aconteceu.
Na verdade, a borboleta passou toda a sua curta vida rastejando num corpo murcho e de asas encolhidas, nunca foi capaz de voar. O que o homem na sua gentileza e vontade de ajudar não podia saber era que, quando apareceu aquele pequeno buraco apertado no casulo, não era por acaso. O buraco apertado obrigava a borboleta a fazer o esforço necessário para que o fluído do seu corpo passasse para as asas, fortalecendo-as de forma a deixá-la pronta para voar logo que estivesse livre do casulo.
Esta pequena história, serve para ilustrar alguns acontecimentos da nossa vida. O modo como Deus faz as coisas, não são deixadas ao acaso e assim se aplica aos seres humanos e às suas vidas, porque o esforço é justamente o que precisamos na nossa vida prática. Se Deus permitisse que passássemos através das nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ficaríamos aleijados! Nós não iríamos ser tão fortes, quanto poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar!
Eu pedi forças... e Deus deu-me dificuldades para me fazer forte!
Eu pedi sabedoria... e Deus deu-me problemas para resolver!
Eu pedi prosperidade... e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar!
Eu pedi coragem... e Deus deu-me obstáculos para superar!
Eu pedi amor... e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar!
Eu pedi favores... e Deus deu-me oportunidades!
Eu não recebi nada do que pedi... mas recebi tudo o que precisava!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Matemática de mendigo

Preste atenção a esta interessante pesquisa de um estagiário de Matemática.
Quando um mendigo lhe aparece a estender a mão para lhe pedir uma esmola, vamos dar como exemplo: quando o seu carro está parado num sinal de trânsito! Este sinal muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde).
Então, em cada minuto, um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos € 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = € 6,00.
Se ele “trabalhar” 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá facturado: 25 x 8 x 6 = € 1.200,00.
Ok! 6 euros por hora, é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa, nunca dá somente 10 cêntimos e sim 20, 50 e às vezes até € 1,00.
Mas, tudo bem, se ele facturar metade: € 3,00 por hora terá € 600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com uma carga horária de 35 horas semanais ou 7horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de € 1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 mudanças do sinal de trânsito, sem que nenhum chefe lhe moa o juízo por causa disso.
Mas considerando que isto é apenas uma teoria, vamos ao mundo real e… material:
Na posse destes dados, fui entrevistar uma mulher que pede esmola, e que sempre a vejo trocar os seus rendimentos na Panetiere (uma padaria em frente ao CEFET). Então perguntei-lhe quanto ela facturava por dia. Sabem o que ela respondeu?
É isso mesmo, ganha entre 35 a 40 euros em média, o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então dá € 937,50/mês e ela disse que não mendiga as 8 horas por dia.
Moral da História :
É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo vistos, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...
Esforce-se como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.
Estude a vida apenas para se valorizar perante si próprio, mas… não esqueça, peça esmolas; é mais fácil e melhor que arranjar um emprego.
Lembre-se ainda de outra vantagem: um Mendigo não paga 1/3 do que ganha para sustentar um bando de ladrões “autorizados”.
E esta, hein?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tic-tac...


Um, dois, Um, dois...
Despertador toca:
Levanta que são horas!
Um, dois, Um, dois,
Desce a escada a correr;
Olha o relógio: Tic-tac, Tic-tac
O trabalho começa! As horas passam...
Tic-tac, Tic-tac
Lentas... que cansaço!

Sai do trabalho
Transportes... compras! Tic-tac, Tic-tac
Corre para casa, que tarde...
Um, dois, Um, dois;
O jantar, as crianças...
Lava a loiça, passa a ferro;
Tic-tac, Tic-tac...
É tarde! Fazer amor?
Que cansaço!
Um, dois, Um dois...

Dormir... pouco, porque em breve o despertador toca;
Tic-tac, Tic-tac;
A vida esgota... o tempo passa...
Tic-tac, Tic-tac

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O velho galo...


Naquele dia o fazendeiro trouxe um belo e corpolento galo para trocar pelo outro velho galo, que desse conta das inúmeras galinhas.
Ao chegar o novo galo, o velho dono da capoeira, sabendo que este concorrente o iria tirar das suas funções, apressou-se a conversar com o seu substituto:
- Olá, muito bem vindo, preciso de facto de ajuda e gostaria de saber se poderia deixar-me pelo menos duas galinhas?
- Ora, o que é isso velhote? É claro que vou ficar com todas! – declarou o novo “senhor” do galinheiro, já com a crista toda arrogante.
- Mas… - insiste o velho galo de crista baixa – só duas apenas, entre tantas, que diferença faz?
- Não, já disse! Vou tomar conta de todas elas, já são minhas!
- Pronto, está bem, mas gostaria no entanto de lhe fazer uma proposta – diz brandamente o velho galo – apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico pelo menos com duas galinhas. Mas se perder, são todas tuas e não falamos mais nisso.
O jovem galo, mediu o velho de cima a baixo e pensou de imediato que seria fácil vencê-lo e assim não teria de o ouvir mais a choramingar pelas galinhas.
- Tudo bem velhote, aceito!
- Muito obrigado jovem. Já que realmente as minhas chances não são muitas, peço apenas que me deixe ficar vinte passos mais à frente – pediu o galo velho com um ar infeliz.
O jovem olhou para ele. Viu-o tão indefeso e trémulo que nem pensou duas vezes, é claro que não iria fazer diferença, bem rápido o alcançaria e, sem hesitar, aceitou.
Iniciada a corrida sob o olhar espantado das galinhas, o jovem galo dispara desenfreado atrás do velho galo, que fazia um terrível esforço para se manter na dianteira, mas rapidamente vai perdendo terreno e, quando o mais novo está prestes a alcançá-lo, o fazendeiro, que observava a cena ao longe, pega na caçadeira e atira sem piedade no galo mais jovem, que cai imediatamente morto.
Guardando a arma, o fazendeiro muito aborrecido, comenta com a mulher, que vem a correr ao ouvir o tiro:
- Não percebo o que se passa com estes últimos galos novos. Já é o quinto galo gay que compramos esta semana!
Mais uma vez o filho da mãe não ligou às galinhas e estava a correr atrás do galo velho. Incrível né?
Moral da história:
Nada substitui a experiência! Em alguns casos, a antiguidade continua a ser um posto.

sábado, 31 de outubro de 2009

HALLOWEEN - Dia das Bruxas


As abóboras são gordas
As feiticeiras são magras
Os gatos pretos, têm os olhos verdes
Com toda a magia jamais vista...
FELIZ HALLOWEEN!!


A festa de Halloween ou "Dia das Bruxas", é comemorada e celebrada em todos os paises ocidentais no dia 31 de Outubro, véspera de Todos os Santos, sendo mais representativa nos Estados Unidos, levada pelos emigrantes irlandeses desde o século XIX.
Surgiu há 2500 com o povo celta, que acreditavam que no último dia de verão, (31 de Outubro) os espiritos saiam dos cemitérios para tomar conta dos corpos dos vivos.
Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam nas suas casas, objectos assustadores, como por exemplo, ossos decorados, caveiras, abóboras enfeitadas entre outros cujo objectivo era mesmo o de assustar.
Por ser uma festa pagã, foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser designada por "Dia das Bruxas". Aqueles que comemoravam esta data, eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objectivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de Novembro)

As bruxas têm um papel importantíssimo no Halloween. Segundo várias lendas, as bruxas reuniam-se duas vezes por ano, durante a mudança das estações: no dia 30 de Abril e no dia 31 de Outubro. Chegavam nas suas vassouras voadoras e participavam numa festa chefiada pelo próprio Diabo. Lançavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, transformavam-se depois em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno aos humanos.

Diz-se também que, quem quisesse encontrar uma bruxa, bastava colocar as suas roupas do avesso e andar de costas durante a noite de Halloween. Então, à meia-noite, apareceria uma bruxa!

A crença em bruxas chegou aos Estados Unidos com os primeiros colonizadores que espalharam e misturaram as suas histórias de bruxas com as que eram contadas pelos índios norte-americanos e, mais tarde, com as crenças na magia negra, trazidas pelos escravos africanos.

O gato preto é constantemente associado às bruxas. Contam as lendas que as bruxas podem transformar-se em gatos. Algumas pessoas acreditavam que os gatos eram os espíritos dos mortos. Muitas superstições estão associadas aos gatos pretos. Uma das mais conhecidas é a de que se um gato preto se cruzar no seu caminho, será melhor voltar pelo caminho de onde veio, pois se não o fizer, é azar pela certa.
No Oriente, a tradição está ligada às crenças populares de cada país.

Se analizarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só resta uma alusão aos mortos, mas com carácter completamente distinto do que tinha de principio. Além disso, foi sendo introduzido, pouco a pouco, uma série de elementos estranhos, tanto à Festa de Finados, como à Festa de Todos os Santos.
NOTA: um simpático leitor, enviou-me esta informação por email:
Noite de Halloween. Sabe o que significa Halloween?
O nome é, na realidade, uma versão encurtada de "All Hallows' Even" (Noite de Todos os Santos), a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows' Day).
"Hallow" é uma palavra do inglês antigo para "pessoa santa" e o dia de todas as "pessoas santas" é apenas um outro nome para Dia de Todos os Santos, o dia em que os católicos homenageiam todos os santos.
Com o tempo, as pessoas passaram a se referir à Noite de Todos os Santos, "All Hallows' Even", como "Hallowe'en", e mais tarde simplesmente "Halloween".

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Flor...


Como uma flor incerta nos meus dedos
Há a harmonia dum bailar sem fim,
E tens o silêncio indizível dum jardim
Invadido de luar e de segredos.

Nas tuas mãos trazias o meu mundo.
Para mim dos teus gestos escorriam
Estrelas infinitas, mas sem fundo
E nos teus olhos os mitos principiam.

Em ti eu conheci jardins distantes
E disseste-me a vida dos rochedos
E juntos penetrámos nos segredos
Das vozes dos silêncios dos instantes.

Sophia M.B.A

As flores perfumam até as mãos de quem as esmagam...
Depende de nós que o sonho exista ou não. Feliz daqueles que caminham em direcção ao sonho em que tem fé. Um ser sem sonhos, caminhando indeciso, é como uma flor seca levada ao sabor do vento...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Festa da Lusofonia em Macau e ainda...


A Festa da Lusofonia decorreu este fim de semana, nos dias 22 a 24 de Outubro e como sempre tem acontecido, na zona do Carmo, na ilha da Taipa.
Este local, onde era antes um bairro de traça portuguesa e que hoje se transformou em casas-museu, é um local tranquilo, escolhido há vários anos para, durante os três dias em que decorre esta festa, o público poder divertir-se nas barracas de artesanato e de petiscos com bebidas típicas, visitar os expositores de cada país lusófono e ainda participar nos jogos tradicionais portugueses, para não falar nos sempre excelentes espectáculos de música e dança.

Lusofonia é isto mesmo! Um conjunto de identidades culturais existentes em países falantes da língua portuguesa como Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Damão e Dio, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste que se juntam na grande festa da amizade e permuta de carinho e cultura.

Este ano, mais uma vez a “Rádio Carmo” esteve no ar a transmitir música portuguesa durante toda a Festa, onde o nosso querido locutor da Rádio Macau, Jorge Vale, fez como sempre as honras da casa em parceria com o seu colega chinês, que também foi transmitindo comentários e anúncios em língua chinesa.

ESPECTÁCULOS DE MÚSICA E DANÇA de artistas locais e convidados.
Este é o anfiteatro onde desfilaram as danças tradicionais lusófonas: Grupos de Dança Brasil, Canções e Danças Folclóricas Infantis; Tuna Macaense, Grupos de Percussão "Beat-it" e de Sapateado "On Tat"; Teatro "Tru e Tru" pelo Grupo Maranatha; Grupo Axé Capoeira, Grupo de danças e cantares de Macau.
Convidados especiais e, vindos de Portugal,a "Quinta do Bill", um grupo que é caracterizado por um estilo próprio, ecléctico mas facilmente distinguível, com influências diversas, sendo a mais óbvia, a da música tradicional celta, muçulmana e ameríndia - ainda que se possam referir influências também da própria MPP (música popular portuguesa) ou do jazz.
De Angola, o grupo "Mercado Negro", a história do seu mentor e líder, Messias, que relembra a sua infância em Angola, como o espaço das suas mais longínquas memórias musicais e como a música africana o influenciou decisivamente no seu próprio percurso como cantor, músico e compositor. Já em Lisboa, durante a adolescência, começa o seu gosto pelo reggae, acompanhado por outros amigos, todos eles apaixonados pela música jamaicana, como Jahlú (dos One Love Family).

JOGO DE MATRAQUILHOS: Os jogadores usam figuras montadas em barras rotativas para "chutar" uma bolinha, até o golo do adversário. São necessários reflexos rápidos para controlar os bonequinhos de forma eficaz. O vencedor pode ser definido ao atingir um placar pré-determinado, ou em partidas por tempo.
Como sempre, crianças e adultos estiveram horas a divertirem-se neste jogo que empolga tanto os jogadores como quem assiste.
O ponto alto da festa, foi o torneio, onde participaram miúdos e graúdos, que se bateram pelo título de "campeões de matraquilhos da Lusofonia". Houve um vencedor adulto e outro vencedor da parte júnior que terminou em abraços e gargalhadas.

ARTESANATO: Há semelhança dos outros anos, tem tido muito êxito a venda de artefactos confeccionados para enfeitar as roupas, bonequinhas de pano, sacolas, malinhas, enfim... um sem número de belissimas peças executadas por mãos pacientes e habilidosas.

Uma das atracções com grande êxito para as crianças, foi a pintura no rosto de cores coloridas, que animou muitos rostinhos que exibiam felizes, não só pinturas artisitcas de flores, arabescos, como apareceram muitos "gatinhos", "tigres", etc.

VAMOS ESPREITAR OS EXPOSITORES LUSÓFONOS?

ANGOLA
O continente africano é considerado como o berço da humanidade. O território do actual estado angolano, é habitado desde o Paleolítico Superior, como indica a presença dos numerosos vestígios desses povos recolectores dos quais se deve salientar a existência de numerosas pinturas rupestres que se espalham ao longo do território.
Os seus descendentes, os povos Sam ou Khm, também conhecidos pela palavra bantu mukankala (escravo) foram empurrados pelos invasores posteriores, os bantu, para as areias do deserto do Namibe. Estes povos invasores, caçadores, provinham do norte, provavelmente da região onde hoje estão a Nigéria e Camarões. Em vagas sucessivas, os povos bantu, começaram a alcançar alguma estabilização novas técnicas
A arte da máscara azul de Angola, as máscaras de madeira e as esculturas não são criações meramente estéticas, tal como na maioria da arte africana. Elas têm um papel importante em rituais culturais, representando a vida e a morte, a passagem da infância à vida adulta, a celebração de uma nova colheita e o começo da estação da caça.
Os artesãos angolanos trabalham madeira, bronze e marfim, nas máscaras ou em esculturas. Cada grupo etno-linguístico em Angola tem os seus próprios traços artísticos originais.

BRASIL

O seu tema foi este pequeno quarto tipicamente gaúcho, que fez as delicias de todos quantos aqui passaram.
A cultura brasileira reflecte os vários povos que constituem a demografia deste país sul-americano: indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc. Como resultado da intensa miscigenação de povos, surgiu uma realidade cultural peculiar, que sintetiza as várias culturas.
A tensão entre o que seria considerado uma cultura popular e uma erudita, sempre foi bastante problemática no país. Durante um longo período da história, desde os Descobrimentos até meados dos séculos XIX e XX, a distância entre a cultura erudita e a popular, era bastante grande: enquanto a primeira buscava ser uma cópia fiel dos cânones e estilos europeus, a segunda era formada pela adaptação das culturas dos diferentes povos que formaram o povo brasileiro num conjunto de valores, estéticas e hábitos rejeitado e desprezado pelas elites. Grande parte do projecto estético modernista foi o de resgatar nos campos considerados "nobres" da Cultura (nas artes em geral, na literatura, na música, etc) e até mesmo nos hábitos quotidianos a vertente popular, considerando-a como a legítima cultura brasileira.

Pelas fotos, podemos ver que a barraquinha do Brasil, à semelhança de todos os outros anos, tem tido imenso êxito pelas infidáveis filas de espera para beber a “caipirinha”, que se tornou um ícone indispensável nesta Festa.
A comunidade brasileira em Macau, é muito popular e querida por todos os que com eles convivem decido ao jeitinho doce e alegre que caracteriza o povo brasileiro.

CABO VERDE
Trouxe até nós a construção de um pequeno vulcão uma vez que Cabo Verde é um arquipélago de origem vulcânica com um solo de montanhas clivosas, coberto de cinzas vulcânicas, pouca vegetação cresce nas ilhas. Ainda há um vulcão activo que deu origem à ilha do Fogo. O clima é quente e seco com médias anuais de 20º/25ºC e em Janeiro e Fevereiro sofre a acção das tempestades de areia vindas do Saara.
Cabo Verde, é onstituído por dez ilhas, foi descoberto por Portugal no século XV.Tem cerca de 420.979 habitantes e um turismo crescente, principalmente na Ilha do Sal e na Ilha de Santo Antão.
Arquipélago que pertenceu a Portugal desde sua descoberta, tornou-se independente em 1975.
Cabo Verde está dividido em 22 concelhos: Boa Vista, Brava, Maio, Mosteiros, Paul, Porto Novo, Praia, Ribeira Grande, Sal, Santa Catarina, Santa Cruz, São Domingos, São Filipe, São Miguel, São Nicolau, São Vicente e Tarrafal.
As ilhas de Cabo Verde têm poucos recursos. Os mais relevantes são a agricultura, frequentemente afectada pelas secas, e a riqueza marinha do arquipélago. Na cultura têm a música onde há diversos géneros musicais próprios, dos quais se destacam a morna e a coladera.

GOA, Damão e Diu, Este expositor representava a fachada da Basílica de Bom Jesus onde se econtra os restos mortais de S. Francisco Xavier.
A história do Estado da Índia, que compreendia territórios de Goa, Damão e Diu à data da integração na União Indiana, em Dezembro de 1961, constitui um dos mais fascinantes capítulos da aventura portuguesa do Oriente, já que a influência político-administrativa e social daquele se estendeu, por longos anos, à costa leste africana e às longínquas possessões de Macau e Timor.
O Estado da Índia nunca foi uma colónia, quer em sentido económico quer no aspecto sócio-político, mas sim uma peculiar comunidade luso-indiana com identidade cultural própria e quase total autonomia administrativa.
A Basílica do Bom Jesus, que contém o túmulo de S. Francisco Xavier - ilustram a evangelização da Ásia. Estes monumentos foram influenciados na divulgação do Manuelino, do Maneirismo e do Barroco em todos os países da Ásia, onde foram estabelecidas missões.
O túmulo de S. Francisco Xavier, localizado na capela da sua invocação, na Igreja do Bom Jesus de Goa, assume-se como uma obra, a vários títulos, excepcional.
Integrado no camarim de uma imponente estrutura retabular, o túmulo propriamente dito, é constituído por várias componentes, destacando-se desde logo a arca feral, de tampa escalonada em prata, de fabrico goês, e o aparato escultórico concebido em momento posterior, em mármore e bronze e de origem italiana.

A Guiné escolheu como tema: A Fortaleza do Cachéu
que se localiza junto à foz do rio Cacheu, na cidade e província de Cacheu, no Noroeste da Guiné-Bissau.
O estabelecimento de uma fortificação em Cacheu, remonta a 1588 por forças Portuguesas com a função de defesa da primeira feitoria fundada na região. Além de assegurar a presença militar Portuguesa, constituía ser um importante apoio ao comércio de tecidos manufaturados, marfim e escravos.
O forte, de pequenas dimensões, apresenta planta na forma de um rectângulo, com 26 metros de comprimento por 24 metros de largura, com pequenos baluartes nos vértices. As muralhas, em pedra argamassada, apresentam cerca de quatro metros de altura por um de espessura. Encontrava-se artilhado com dezasseis peças. O Portão de Armas, com mais de um metro e meio de largura, é o seu único acesso
Este stand ainda faz uma chamada de atenção para 5 áereas protegidas na Guiné:
1. Área da Marinha Comunitária das Ilhas de UROK
2. Parque Natural das Tarrafes do Rio cacheu
3. Parque Natural das Lagoas da Cufada
4. Parque Nacional das Florestas de Cantanhas, que ainda se mantém na sua forma primitiva onde habitam raras espécies de aves e animais marinhos.
5. Parque Nacional Marinho João Vieira Poilão
A Guiné-Bissau possui uma herança cultural bastante rica e diversificada. Esta cultura, que varia de etnia para etnia, passando desde a diferença linguística, à dança, a expressão artística, a profissão, a tradição musical até às manifestações culturais.
A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diferentes grupos étnicos.
Os povos animistas caracterizam-se pelas suas belas e coloridas coreografias. No dia a dia, estas fantásticas manifestações culturais podem ser observadas na altura das colheitas, dos casamentos, dos funerais, das cerimônias de iniciação.

MACAU
Respira-se aqui uma atmosfera internacional que se junta a uma forma de viver verdadeiramente única em que, como sempre, a Europa se encontra com a Ásia e onde as duas maior comunidades (a chinesa e a portuguesa) construíram os seus muitos intercâmbios: uma forma de conviver baseada no respeito e na tolerância mútua.
Portugal saiu da administração de Macau, mas a sua passagem ficou bem vincada nas ruas, na cultura, na gastronomia, no património, na língua e até no comércio, com os vinhos nacionais e outros produtos tradicionais portugueses, que continuam a ter lugar nas prateleiras dos supermercados.
Preservado o património arquitectónico, Macau é hoje ainda uma cidade com características portuguesas. Nas ruas, os seus passeios estão forrados da calçada à portuguesa, os candeeiros são ao estilo dos “antigos” candeeiros de Lisboa, com floreiras a meia altura, que vão dando uma cor diferente e alegre à cidade.
Macau tem a sua própria cultura e maneira de viver, bem como o seu próprio crioulo, o patuá macaense.
Este crioulo é baseado no português e fortemente influenciado pelo cantonês, pelo malaio e por muitas outras línguas. Tudo isto é fruto do longo e histórico convívio, coexistência e intercâmbio entre as culturas ocidental e oriental.
Quando se fala sobre a culinária de Macau, é de destacar a culinária dos macaenses, considerada única no Mundo, que nasceu quando as esposas orientais dos portugueses tentavam fazer comidas portuguesas com os ingredientes locais (principalmente os de origem chinesa), mas também com vários ingredientes oriundos de lugares (como por exemplo Malaca, Índia e Moçambique) visitados pelos portugueses na altura dos Descobrimentos.
Evidentemente, as tradições culinárias destas esposas influiram nestas comidas, originando a culinária macaense, considerada por muitos como uma genuína gastronomia de fusão. Lacassá de talharins e porco afumado, "Min Chi" (carne picada), "Tacho" (ensopado de carne e legumes), arroz gordo, cabidela de pato, camarões grandes recheados, inhame chau-chau com lap-yôck, galinha assada, caldo de raiz de lótus e caril de galinha, são algumas das comidas macaenses mais populares.

MOÇAMBIQUE
O seu tema foi dedicado a “Escritores e Poetas Moçambicanos”.
A cultura Moçambicana, como a cultura africana em geral, continua a ser apenas associada à arte tradicional. Trata-se de uma falsa ideia que muito tem contribuído para desvalorizar os seus criadores e intérpretes contemporâneos.
Ninguém fica indiferente aos nomes de Bertina Lopes, Malangatana, José Craveirinha e de Mia Couto. Reconhecidos internacionalmente levam a cultura moçambicana aos quatro cantos do mundo .
Escritores
Mia Couto é hoje o nome mais sonante das literatura moçambicana. Entre outros nomes, lembremos Rodrigues Júnior, Guilherme de Melo, Luís Bernardo Honwana, Correia de Matos, Orlando Mendes, Ungulani Ba Ka Klosa e muitos outros.
Poetas
José Craveirinha e Rui Knopfli são incontestavelmente os mais conhecidos, mas não nos podemos esquecer de Alberto Lacerda, Reinaldo Ferreira.
Gastronomia:
Frango à Cafreal; Caldeirada de Cabrito à Moçambicana; Caril de Caranguejo; Matapa de Camarão; Chacuti de galinha e ainda muitos doces que fizeram as nossas delicias…

PORTUGAL, a inspiração para este expositor foi um Coreto! Isso mesmo, um Coreto, é uma cobertura, situada ao ar livre nos jardins públicos e nas praças principais das cidades portuguesas, para abrigar bandas musicais em concertos, festas e romarias, também é usado para apresentações políticas e culturais.
Portugal é muitas vezes designado como "um país de poetas". Efectivamente, a poesia portuguesa tem tido um peso e influência substancialmente maior na literatura do país do que a prosa. Existem bons exemplos, tanto na poesia lírica como na épica. Os poetas portugueses mais conhecidos no mundo são, sem dúvida, Luís Vaz de Camões e Fernando Pessoa, ainda que não se deva desprezar, especialmente, toda a poética galaico-portuguesa medieval.
A culinária portuguesa é reconhecida como uma das mais variadas do mundo, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico diminuto, mostrando influências mediterrânicas (incluindo-se na chamada "dieta mediterrânica") mas, também, atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumido tradicionalmente.
A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e frutos frescos.
A carne e as vísceras (chouriços), principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os enchidos que correm fama pelo mundo.
Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar.
No âmbito da cultura popular há ainda a acrescentar o folclore, o artesanato e o futebol…

S. TOMÉ E PRINCIPE, é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 1100 km², com cerca de 120 mil habitantes. Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe é um mosaico cultural muito rico. A população são-tomense é resultado da miscigenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).

TIMOR, o tema foi a mostra de uma casa simples que povoa Timor-Leste, que é um dos países mais jovens do planeta Terra, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor no extremo sudeste da Ásia.
Conhecido como Timor Português, foi uma colónia portuguesa até 1975, altura em que foi invadido pela Indonésia.
Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur". Em agosto de 1989, cerca de 80% do povo timorense optou pela independência em referendo pela Organização das Nações Unidas.
A língua mais falada em Timor-Leste é o tétum. Devido à recente ocupação indonésia, grande parte da população compreende o indonésio bahasa mas só uma minoria compreende o português. Geograficamente, o país enquadra-se no chamado sudeste asiático, enquanto do ponto de vista biológico aproxima-se mais das ilhas vizinhas da Melanésia, o que colocaria na Oceânia e por conseguinte, faria dele uma nação transcontinental.
Lema: "Honra, Pátria e povo"

E pronto, chegámos ao fim de mais uma Festa da Lusofonia em Macau, que terminou com muita folia, alegria (com a responsabilidade das muitas caipirinhas, pois então) e para o ano vai haver mais, se Deus quiser...


Segunda-feira, dia 26 de Outubro é feriado de Cheong Yeong, o dia em que os chineses prestam culto aos antepassados, no nono dia do nono mês do ano lunar é o Chong Yeong, que se chama, por isso, também,“Duplo Nove”.
Uma das características que demonstra a importância de Macau como ponto de intercâmbio da cultura oriental e ocidental, é a diversidade das religiões aqui professadas.
Para além do confucionismo, budismo e taoismo como principais religiões, o catolicismo, o protestantismo, e o islamismo, coexistem em Macau desde tempos antigos. Nos últimos quatrocentos anos, os residentes de Macau de diferentes nacionalidades, raças e crenças religiosas têm coexistido sempre em harmonia, influenciando-se mutuamente com os seus costumes e tradições.
Os discípulos e crentes das diversas religiões desenvolvem com devoção as suas próprias actividades nas suas festas religiosas tradicionais.

O Dia dos Finados é uma festa móvel podendo ser celebrada antes ou depois do dia 5 de Abril. Este é um dia para homenagear os antepassados. Durante esta festa, os residentes chineses de Macau, como todos os seus compatriotas espalhados pelo mundo, têm o costume de sair de casa para irem “pisar o verde e limpar as sepulturas”.
Limpar as sepulturas é a conduta correcta para respeitar e recordar o passado, promover íntimas relações com familiares e cumprir os deveres filiais.

Geralmente, os residentes vão a diversos cemitérios na zona urbana de Macau e nas ilhas, ou aos cemitérios na vizinha província de Guangdong, ou ainda em frente da tabuleta mortuária colocada nos templos para render homenagem aos seus antepassados. Primeiro, limpar sepulturas e cortar ervas à volta, depois, são feitas ofertas de incenso, velas de cera e sacrifícios em respeito aos antepassados.
Durante esta festa, os chineses sobem a um ponto alto para admirar a paisagem,
vão aos cemitérios limpar as tumbas dos seus antepassados prestando-lhes culto, e lançam papagaios de papel.
Poucos dias depois de Chong Yeong, é o Dia dos Finados cristão, ou seja, no próximo dia 2 de Novembro,também é feriado público de Macau.

MIF - Feira Internacional de Macau

A população de Macau andou, desde quinta-feira, muito agitada com várias actividades e festas.
De salientar, na parte que me toca, a sempre esperada Feira Internacional de Macau – MIF, que esteve de portas abertas, no Casino "The Venetian", de 22 a 25 de Outubro, onde participaram, mais de três mil visitantes profissionais, vindos do interior da China e do estrangeiro, integrados em 288 delegações comerciais provenientes 61 países e regiões.
Ao contrário do que acontece noutros certames homólogos, a MIF prima pela variedade.
Os bens de consumo, equipamentos e produtos de marca, designadamente, o vestuário e o calçado, foram as principais apostas das empresas nacionais para o desenvolvimento de negócios em Macau.

No pavilhão reservado a Portugal, a sociedade industrial de peixe congelado, Sabamar, procurava representações em Macau, depois de já ter conseguido expandir o negócio até Angola e Reino Unido.
Mas havia de tudo – desde malas de senhora, passando pelas casas de luxo, a sardinhas congeladas, havia uma grande dinâmica por parte das diversas empresas ali representadas. Todas elas à procura de negócios com a Região do Delta do Rio das Pérolas e de alargar as suas carteiras de contactos.

VINHOS
Havia algumas empresas bem conhecidas, de várias nacionalidades, mas inclinei-me para as portuguesas, a começar pela conhecida "Encosta do Sobral", até à Sociedade Agrícola Casal do Conde, na qual me detive, por ser a primeira vez que vinha a este certame e porque a região do Ribatejo tem fama pela qualidade das suas vinhas, onde há mais de 2000 mil anos se produz vinho de qualidade.
O excelente vinho produzido pela Soc. Agrícola Casal do Conde, dispõe das melhores terras do Vale do Tejo, com castas nobres seleccionadas e cujos vinhos, resultado de uma tradição secular aliada a modernas técnicas de vinificação onde o saber ancestral acumulado marca lugar, competem nos mais exigentes mercados.

No mesmo certame, esteve a "Wine & Gourmet Asia" (WGA), que se realizou em simultâneo com a MIF, onde 644 expositores provenientes de 48 países e regiões mostraram os seus produtos e serviços nos 1.074 stands instalados no recinto.
Não só a área da exposição foi aumentada, como foi, também, enriquecido o seu conteúdo, com a instalação de pavilhões para os novos países participantes, incluindo os países-membros da ASEAN e a Rússia, intensificando ainda mais o aspecto internacional da Feira.

Dentro do certame da Wine & Gourmet Asia, esteve a decorrer, também ao vivo, a confecção de trabalhos em chocolate artistico, pelos alunos do Instituto de Formação Turistica - IFP.

Aqui fica um dos complicados e lindos trabalhos confeccionados em chocolate, destes alunos do I.F.P. de Macau.

Imobiliária
Já na área reservadas às empresas, chamava a atenção uma maqueta gigante (e iluminada) que dava pelo nome de “Residência Macau” – um complexo residencial de luxo, com a assinatura da San You Developement.
A empresa diz que participa na MIF por uma questão de imagem. “Há uma série de pessoas que já nos perguntaram se este belo edifício estava para venda. Nós estamos aqui para promover este tipo de projectos e fazer contactos com potenciais compradores.

Desfiles de moda
Não faltaram as passagens de modelos para eles e... para elas,desde fatos desportivos, a tudo o que a moda dita internacionalmente, despertando a atenção e a curiosidade do público que, no final,aplaudiu entusiasmado o desfile dos jovens modelos.

É claro que as noivas tiveram um lugar de destaque! Desde o clássico e tradicional vestido branco...

... a vestidos de noite de excepcional bom gosto para cerimónias e festas, que deixaram muitas senhoras paradas em frente do expositor com um ar sonhador...
pertencentes à "Agência Comercial Nubiano" (Macau), que tem apenas um ano de existência no mercado, e que decidiram participar na feira, na esperança de encontrarem compradores estrangeiros e assim se expandirem até à Europa. Mas para surpresa dos empresários, a maioria das encomendas foram feitas por clientes do continente Chinês.

Casa de Portugal
Este “stand” procurou representar o conjunto de várias actividades de ordem cultural, desenvolvidas ao longo dos anos em Macau, para os seus associados e simpatizantes da cultura lusa.
A Casa de Portugal em Macau, sem fins lucrativos, promove exposições, concertos, ciclos de cinema, pequenos cursos e “workshops” de formação artística e técnica, relacionados com joalharia e gravura, cujos trabalhos ali estiveram expostos.

Macau mantém um laço histórico muito antigo com os países europeus, sendo o primeiro entreposto comercial da Europa no Extremo Oriente, criado há já vários séculos.
Os países de Língua Portuguesa, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor Leste, com uma população total de mais de 200 milhões, constituem um mercado com grande potencial de desenvolvimento que complementa o desenvolvimento económico da China.
Graças ao seu passado histórico e cultural único, Macau tem envidado os seus melhores esforços no sentido de se tornar uma "plataforma de cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa".

Foi com muita curiosidade que visitei os stands de África, onde iam sendo trocados cartões de visita entre visitantes e negociadores, fazendo perguntas, querendo saber mais sobre estes países, se poderão investir onde e em quê,uma vez que estes países estão em franco desenvolvimento como destinos turísticos de interesse internacional.

BRASIL:
Investidores e consumidores ao redor do mundo, voltam os olhos para o Brasil!
Economia forte, instituições sólidas e avanços em áreas de tecnologia, são a sustentabilidade e inclusão social que atribuíram ao Brasil, um novo papel no cenário internacional.
Seguindo esta trajectória de crescimento e solidez, o país tem ganho credibilidade suficiente para se colocar como uma componente obrigatória no portfólio dos principais investidores.
Como porta de entrada para o Mercosul, o Brasil apresenta vantagens competitivas para as empresas de Macau, ao mesmo tempo que pretende dinamizar o intercâmbio comercial com a RAEM – Região Administrativa de Macau, que está muito bem posicionada como plataforma de exportações entre a China e os países de língua portuguesa.

EMPRESAS CHINESAS
Destaca-se entre muitas outros, o grande stand da "Fujian Huian Hulan Figure Carving Stone Factory (República Popular da China), de iniciativa governamental e que pela primeira vez participou na MIF, com o objectivo de dar a conhecer os seus trabalhos e difundir a sua cultura.
Tiveram o êxito esperado, porque muitas pessoas invadiram o espaço cheias de curiosidade e parecendo bastante interessadas não só nos produtos, como em estabelecer contactos, pela activa troca de cartões.

O chá está estreitamente ligado à vida dos chineses. Nos tempos remotos, os nossos antepassados já conheciam os efeitos medicinais do chá para o homem e, desde acerca de 4 mil anos, o chá começou a tornar-se uma bebida indispensável no dia-a-dia da população. Nas dinastias Qin e Han, no início da nossa era, o cultivo e o processamento do chá obteve grande desenvolvimento e desde o primeiro século, tomar chá ficou num hábito popular até hoje, na vida diária de uma família chinesa.
Não podia faltar nesta feira, muitos stands onde o chá foi divulgado através de várias proveniências e países, que tiveram o seu lugar em destaque, com o seu fiel público nas respectivas provas.

CONCLUSÃO:
Com a evolução histórica da MIF, que se tornou numa feira de renome fora de Macau, o sector de convenções e feiras, teve também um desenvolvimento acelerado. Nesta edição da MIF, em termos de organização, construção de stands, houve o cuidado de usar materiais recicláveis, verificou-se uma maior participação das empresas de convenções e feiras locais.
Através do resultado da afluência à MIF deste ano, pode-se constatar que o nível da indústria de convenções e feiras em Macau tem estado a progredir, integrando-se gradualmente nos padrões internacionais.