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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Tesouro! O que será?

Hoje ouvi uma frase que me ficou no ouvido todo o dia: “onde está o teu coração, aí estará o teu tesouro’.

Fiquei a pensar, a reflectir na frase tão pequena e com tanto significado. Esta é das tais frases que nos pode mudar a vida ou a forma de viver pelas questões que podem surgir na nossa mente ao escutá-la.

Nunca tenho uma resposta igual quando me interrogo afinal onde estará o meu tesouro? Estará na pouca família, sem a qual vivo? Estará no amor e na relação que tenho e que quero manter bem junto ao coração, como se de facto um tesouro se tratasse? Estará na carreira, na profissão pela qual dou tudo por tudo e me esforço o máximo por levar adiante, sem a qual não poderia obter alguns dos meus "luxos", que também se podem tornar nos meus tesouros? Estará nos amigos que, mesmo poucos, considero-os tesouros?

Família, amigos, amor, dinheiro... dá que pensar a que coisas damos mais valor e onde está verdadeiramente o nosso coração...ou será tudo isso o nosso verdadeiro tesouro?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Lei Kármica

A LEI KÁRMICA, ou Lei Cósmica, que abrange todas as outras leis e consiste nos princípios multidimen-
sionais, temporais e atemporais de acção e reacção.
O espírito humano está na Terra em busca do seu aperfeiçoamento.
Assim, o amadurecimento, o amor, a aprendizagem e a evolução, são à base de toda filosofia espírita. Mas, o que muitos desconhecem ou não acreditam, é que nessa caminhada espiritual formada por várias reencarnações e missões a serem cumpridas, existe o karma.
É um princípio motivador da evolução das consciências aplicando o método "dor correctiva ou recompensa", que se aplica em todos os lugares (espaço), todos os tempos (temporalidade) e em todas as dimensões (multidimensionalidade).
A Lei do Karma ensina-nos que certos tipos de acções levam-nos inevitavelmente a resultados similares. Todos nós, na nossa actual existência, estamos a recolher aquilo que semeámos nas nossas vidas passadas e, ao mesmo tempo, estamos a semear aquilo que recolheremos na nossa próxima existência.
Nunca entendemos isto, e é assim que a humanidade não poderá escapar a esta cadeia de consequências, já que quase nunca sabemos o porquê dos nossos sofrimentos.
Quando uma pessoa semeia desgraças, provocando dano aos demais, na realidade isso mesmo virá a recolher numa outra existência ou mesmo na actual. Essa é a lei do Karma.
A lei do Karma é aquela lei que ajusta, sábia e inteligentemente, o efeito a sua causa. Todo o bem ou o mal que tenhamos feito numa vida, virá trazer-nos consequências boas ou más para esta vida ou nas próximas existências.
Não devemos esquecer os provérbios cristãos: “o que semeia raios colhe tempestades”; “com a vara com que medes serás medido”; “olho por olho, dente por dente”; “ o que a espada mata, com a espada morre”
A lei do Karma governa toda a Criação, e é uma lei imodificável. Ela é conhecida nas religiões como “justiça celestial”. Quem transgride uma lei, cria dor para si mesmo.
Na Gnosis, ela é simbolizada com uma balança: o prato direito, corresponde às boas obras e é denominado DHARMA.
O prato esquerdo, corresponde às más acções e é chamado KARMA. Esta lei é também conhecida como a lei de acção e consequência, ou causa e efeito.
A lei do Karma controla-nos e vigia-nos em cada instante e por isso qualquer acto bom ou mau nas nossas vidas têm consequências.
Todo o mal que façamos há que pagá-lo e todo o bem que façamos, ser-nos-á recompensado. Deus deu-nos o livre arbítrio e podemos fazer o que queremos, seja bom, seja mau, porém, temos que prestar contas de todos os nossos actos diante da justiça divina.
O Princípio do Livre Arbítrio, dá ao homem o direito de escolher os seus caminhos, de ser o autor da sua história e o construtor do seu destino.
Quando um ser humano vem a este mundo, traz o seu próprio destino e por isso uns nascem num colchão de penas e outros na desgraça. Se numa existência ferimos alguém, agora alguém vai ferir-nos; se matámos, agora nos matam; se roubamos, agora nos roubam e assim, “com a vara com que medimos, agora nos medem e com a desvantagem de não sabermos o porquê.”.
É preciso que fique claro que a lei do Karma é uma lei de compensação e não de vingança. É um remédio que nos é aplicado para o nosso próprio bem; desgraçadamente, as pessoas em vez de se inclinarem reverentemente diante desta ajuda, protestam e/ou blasfemam, justificam-se a elas próprias, que não podem “pagar” aquilo que não se lembram…
Quando a Lei Cósmica vai cobrar um Karma a uma pessoa, primeiro ela é submetida a um juízo interno. Se tem Dharma, quer dizer, se fez boas obras, não sofre nenhum padecimento, mas se não tem capital cósmico, paga com a dor, com o sofrimento que afinal foi ela própria quem provocou, por igualmente ter feito mal a alguém.

MORTES COLECTIVAS O karma colectivo, possui enlaces energéticos, sintonias afins, processos comuns de energias a serem tratadas, que une pessoas num determinado ponto para cumprirem uma determinada sentença de um facto inevitável, como um acidente de autocarro, avião, fuzilamentos em massa, massacres, etc.
Livro dos Espirítos" - página 348 questão 737

SUICÍDIO
De todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens, sem a luz da misericórdia.
Relativamente ao suicídio é oportuno repetir que a obra de Deus é a do amor e do bem, de todos os planos da vida, e devemos reconhecer que, se muitos Espíritos reencarnam com a prova das tentações ao suicídio e ao crime, é porque esses devem agir como alunos que, havendo perdido uma prova no seu curso, voltam ao estudo da mesma no ano seguinte, até obterem conhecimento e superioridade na matéria. Muitas almas efectuam a repetição de um mesmo esforço e, por vezes, sucumbem na luta, sem perceberem a necessidade de vigilância, sem que possamos, de modo algum, imputar a Deus o fracasso das suas esperanças, porque a Providência Divina concede a todos os seres as mesmas oportunidades de trabalho e de habilitação.
Consolador" - Emmanuel – 1940.

SUICÍDIO E LOUCURA
O homem não tem o direito de dispor da sua vida. Só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.
Não é sempre voluntário o suicídio. O louco que se mata não sabe o que faz.
Livro dos Espiritos - Allan Kardec (q. 434 e 944)

MORTES VIOLENTAS A desencarnação por acidentes, por pecado, ou por castigo expiativo, é pelo processo denso DO PERISPIRITO (CORPO ASTRAL), que não produz outra sintonia energética devida as excrescências etéreas semi-materiais presas ao seu perispírito. Estes casos fulminantes de desprendimento, proporcionam sensações muito dolorosas à alma desencarnada, em vista da situação de surpresa ante os acontecimentos supremos e irremediáveis. Quase sempre, em tais circunstâncias, a pessoa não se encontra devidamente preparada e, o imprevisto da situação, traz-lhe emoções amargas e terríveis.
Porém, esses casos, têm a interferência dos amparadores do plano espiritual, que ajudam o recém-desencarnado a desvencilhar-se das densas energias etéricas (fluídos vitais) que após esse acontecimento, elevam vibracionalmente as energias com passes, para que o desencarnado saia da zona das trevas (infradimensional).

EVOLUÇÃO
Toda a acção gera uma força energética que retorna a nós da mesma forma…
O que semeamos é o que colhemos.
E quando escolhemos acções que levam a felicidade e o sucesso aos outros, o fruto do nosso karma é igualmente a felicidade e o sucesso.
Deepak Chopra

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Elogio dos porcos

Um agricultor coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e atazanou-o até conseguir comprá-lo.
Mas infelizmente, um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
- Bem, o seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e, caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Alí perto, o porco escutava a conversa toda...
No dia seguinte deram o medicamento e foram-se embora.
O porco aproximou-se do cavalo e começou a dar coragem ao cavalo:
- "Força amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!"
No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e voltou a incentivá-lo:
- "Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer! Vá lá... coragem, eu ajudo-te a levantar... Upa! Um, dois, três.
No terceiro dia deram-lhe o medicamento e o veterinário abanou negativamente a cabeça desanimado:
- "Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos."
Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e ordenou-lhe energicamente:
- "É agora ou nunca, levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa!Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá...

E o cavalo levantou-se...
-"Fantástico!" - rejubilou o porco feliz - "Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste, Campeão!"
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou:
- "Milagre!!O cavalo melhorou e está salvo! Isto merece uma festa... para comemorar. vamos matar o porco!

Reflexão:
Isto acontece com frequência no ambiente de trabalho e na vida também.
Dificilmente se percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso, por isso saber viver sem ser reconhecido é uma arte.
Se algum dia, alguém lhe disser que o seu trabalho não é de um profissional, lembra-se que "amadores construíram a Arca de Noé e os profissionais, construíram o Titanic"...
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de querer ser uma pessoa de sucesso.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A tigela de madeira

Um senhor de idade, após a sua esposa ter falecido, foi morar com o seu filho, nora e com o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trémulas, a sua visão embaçada e os seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trémulas e a visão falha do avô, atrapalhavam-no na hora de comer. As ervilhas rolavam da sua colher e caíam no chão. Quando pegava no copo, o leite ou a água, eram derramados na toalha da mesa. O filho e a nora entreolharam-se várias vezes desagradados, e um dia desabafaram irritados com aquela desordem diária que lhes tinha alterado a sua rotina.
-"Precisamos tomar providências a respeito do meu pai", comentou o filho. -"Já tivemos suficientes líquidos derramados, barulho de gente que come de boca aberta e comida espalhada pelo chão."
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho, enquanto a restante família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velhote quebrara um ou dois pratos, a sua comida passou a ser servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, repararam que às vezes ele tinha lágrimas nos olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes do jantar, enquanto a mãe punha a mesa e olhava enternecida para ambos, o pai sentou-se junto ao filho que brincava no chão e reparou que este, manuseava alguns pedaços de madeira. Tentando entrar na brincadeira, perguntou delicadamente à criança:
-"O que estás a construir meu filho?" O menino respondeu docemente:
-"Oh, estou a fazer uma tigela para ti e para a mamã comerem, quando eu crescer."
E sorrindo, o menino voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais, que estes ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos, compreendendo que aquele quase recém nascido lhes estava a dar a maior lição das suas vidas. Embora ninguém tivesse dito nada, ambos sabiam o que precisava ser feito! Naquela mesma noite, o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias, ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importaram mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa se sujava.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A colheita


Numa aldeia das montanhas, em Itália, os camponeses durante a Idade Média, tinham o hábito de, anualmente, fazer da colheita uma festa.

Para essa festa, todos os moradores da aldeia contribuíam com uma garrafa do melhor vinho do seu fabrico onde cada um despejava o conteúdo dessa garrafa para dentro de um grande barril na praça central da aldeia.

O ponto alto da comemoração era a abertura do barril, solenidade que atraía gente de todos os lugares que vinham degustar o famoso vinho, resultado da somatória de muitas garrafas de vinho seleccionado.

Certa vez, um dos moradores que há muitos anos participava na festa pensou:

- "Porque vou levar uma garrafa do meu melhor vinho? Vou levar uma garrafa de água, já que no meio de tanto vinho o meu não fará falta..."

Quando chegou a sua vez de despejar o seu "vinho", fez de forma disfarçada para que os outros não percebessem.

No momento culminante da festa, a abertura do barril, todos estavam lá com as suas canecas prontos para saborear o famoso vinho.

Qual não foi a surpresa, na abertura da grande torneira, dela só saía um vinho aguado... Eram litros e litros de mais água que vinho...

A maior parte dos os moradores nesse ano tinham pensado a mesma coisa: "Por que vou levar uma garrafa do meu melhor vinho, se no meio de tanto não fará falta?".

Muitas vezes somos tentados a pensar dessa forma. É preciso fazermos a nossa parte, porque se todos pensarmos, isto não tem importância e talvez nem seja notado, pois há mais pessoas ao nosso redor..
O que aconteceria se no mundo, todos pensassem que a sua parte não fará falta?

Por isso por menor que seja a nossa atitude ela é essencial quando nos colocamos à nossa disposição para ajudar alguém.

Muitas vezes depende apenas de um gesto muito simples: um olhar, um sorriso ou uma mão estendida.

Não vamos esconder o "nosso melhor vinho", e sim dar o que temos de mais precioso para edificação do bem comum.....

terça-feira, 23 de junho de 2009

O vendedor de balões


Era uma vez um velho homem que vendia balões de todas as cores.
A certa altura, ele deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Já tinha poucos quando reparou que ali perto, um menino negro observava-o e é claro que, para além de observar todo o movimento em seu redor, ao mesmo tempo apreciava os balões que ondolavam ao vento.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até desaparecerem de vista. O menino, de olhar atento, seguia o rasto de cada um. Pelo seu ar sonhador, ali ficou algum tempo imaginando mil coisas...
Mas havia algo que o intrigava, é que o homem nunca soltou o balão preto. Então aproximou-se do vendedor e perguntou-lhe: - “Se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?”
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, soltou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- “Não é a cor filho, mas sim, é o que está dentro dele que o faz subir.”

Aconteça o que acontecer, ame, apoie, agasalhe, ajude o próximo, esteja em paz!