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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Tesouro! O que será?

Hoje ouvi uma frase que me ficou no ouvido todo o dia: “onde está o teu coração, aí estará o teu tesouro’.

Fiquei a pensar, a reflectir na frase tão pequena e com tanto significado. Esta é das tais frases que nos pode mudar a vida ou a forma de viver pelas questões que podem surgir na nossa mente ao escutá-la.

Nunca tenho uma resposta igual quando me interrogo afinal onde estará o meu tesouro? Estará na pouca família, sem a qual vivo? Estará no amor e na relação que tenho e que quero manter bem junto ao coração, como se de facto um tesouro se tratasse? Estará na carreira, na profissão pela qual dou tudo por tudo e me esforço o máximo por levar adiante, sem a qual não poderia obter alguns dos meus "luxos", que também se podem tornar nos meus tesouros? Estará nos amigos que, mesmo poucos, considero-os tesouros?

Família, amigos, amor, dinheiro... dá que pensar a que coisas damos mais valor e onde está verdadeiramente o nosso coração...ou será tudo isso o nosso verdadeiro tesouro?

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Uma lição de vida

Numa grande empresa na Finlândia, corre uma espécie de lenda entre os seus empregados, que tem sido transmitida aos novos que entram, como uma lição de vida.
Então a história passa-se com um dos engenheiros inspectores, que naquele dia estivera muito ocupado e só ao fim do expediente e de todos terem saído, é que conseguiu arranjar tempo para inspeccionar uma determinada câmara frigorífica, que são autênticos salões em dimensão.
Mas porque teria uma avaria qualquer, a enorme e pesada porta fechou-se prendendo-o assim, dentro da imensa câmara.
Aflito, bem bateu na porta com toda a força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu, todos já tinham saído para as suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo, uma vez que esta zona ficava bastante afastada dos escritórios e da entrada da fábrica.
O engenheiro estava preso dentro daquela caixa forte gelada, com temperaturas abaixo dos zero graus, condenado a morrer congelado.
E assim, passaram-se três infindáveis horas! Apesar do fato de trabalho térmico o proteger um pouco, o seu corpo começou a ficar debilitado, as forças abandonavam-no devido à insuportável temperatura e a sua visão começava a ficar turva, pois apercebeu-se como num sonho, a porta a abrir-se e o segurança da empresa a entrar na câmara gelada, resgatando-o assim, duma morte certeira.
Algumas horas depois de ter salvo a vida do homem, perguntaram ao segurança:
-“Gostaríamos de saber porque foi abrir a porta da câmara, se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?"
Então, ele explicou:
-“Saibam os senhores que eu trabalho nesta empresa há 20 anos. Centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias, mas ele é o único a cumprimentar-me ao chegar pela manhã e despedir-se de mim ao sair, no fim do dia. Hoje pela manhã deu-me os habituais bons dias quando chegou, mas estranhei não se ter despedido de mim à saída. Pressenti que alguma coisa não estava bem e decidi ir procurá-lo e foi assim que o encontrei."

Aqui fica esta reflexão: sejamos humildes e amemos o próximo. A vida é curta demais e temos afinal um certo impacto que não conseguimos sequer imaginar, sobre as pessoas com que nos cruzamos.

e … a quantas pessoas você dirigiu ao menos um sorriso hoje?


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As crianças e a verdadeira amizade

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários, foi atingido por um bombardeio.
Alguns missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, foi considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por uma rádio e ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local. Tinham de agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à muita perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía o sangue compatível. Reuniram então as crianças e entre gestos, arranhadelas no idioma, tentaram explicar o que estava a acontecer com a menina e que precisariam de um voluntário para doar o sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente.
Era um menino chamado Heng. Ele foi preparado rapidamente ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe então a agulha na veia. Ele mantinha-se quietinho e com o olhar fixo no tecto. Passados momentos, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico reparou e perguntou-lhe se estava a doer? Ele negou, tentando disfarçar novo soluço. E então voltou a soluçar de novo, contendo a custo as lágrimas.
O médico ficou preocupado e tentou averiguar o que passava, mas o rapazinho abanava apenas a cabeça para que o deixasse em paz. Mas como os soluços continuassem cada vez mais fortes acompanhados de um choro silencioso, era evidente que algo estava errado.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia que soubera do acidente e vinha prestar ajuda. O médico pediu que ela procurasse saber o que estava a acontecer com o rapazinho Heng.
Com uma voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e ia explicando algumas coisas sobre o que estava a acontecer com ele e com a amiguinha.
Então o rosto do menino foi-se aliviando e, minutos depois ele estava novamente tranquilo. A enfermeira explicou aos americanos: - "Ele pensou que ia morrer! Não tinha entendido nada do que vocês disseram e estava convencido que lhe era retirado todo o sangue para dar à menina."
O médico sorrindo compreensivo, aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, que foi traduzindo, perguntou-lhe: - "Mas se pensavas que era assim, porque então é que te ofereceste para doar o teu sangue?”
E o menino respondeu simplesmente: - "Ela é minha amiga…"A grandeza da alma pura das crianças, devia permanecer assim, até adultos. Afinal a vida não passa de uma tentativa! Tentamos ser grandes no que fazemos, mas olhando à nossa volta, encontramos sofrimento e o alheamento às misérias deste mundo. Os ricos querem ser ainda mais ricos e os "outros", encolhem os ombros dizendo que não há nada a fazer, embora nos cheguem muitos exemplos de pessoas que fazem a diferença.
É preciso amar acima de tudo, amar tudo e a todos.
Não fechar os olhos para a sujidade do mundo, não ignorar a fome que nos rodeia!
Pode esquecer a bomba, mas antes, deve fazer algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz. Procurar o que há de bom em tudo e em todos e não tecer os defeitos logo à distância.
Fazer da vida e das pessoas, uma das razões de viver, porque fazemos parte de um todo, isolado ninguém consegue viver, precisamos uns dos outros para subsistir, para avançar, para amar.
Entenda as pessoas que pensam diferente e não as reprove. Não corra! Para quê tanta pressa? Corra apenas para dentro de si e sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme o seu sonho em fuga! Descubra apenas aquilo que há de bom dentro de si e os amigos vêm ao seu encontro! Precisamos de um amigo para se parar de chorar e para não se viver debruçado no passado, em busca de memórias perdidas...