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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Magia das velas

Já há muitos anos que tenho o hábito de acender velas por isto ou por aquilo, é algo que me fascina desde criança. De tal forma, que já muitas pessoas amigas, quando têm algum problema mais complicado pedem-me para acender uma das minhas famosas velinhas... o que é facto, seja coincidência ou não, as coisas acontecem de forma positiva quando aparentemente parecem feias, tudo graças à crença que eu faço dos meus pedidos à mistura com o ritual das velas e... acredito que resultam!
As velas sempre foram usadas, não apenas para iluminar a escuridão em lugares, mas principalmente com finalidades mágicas ou espirituais.
A luz de uma vela carrega em si, todas as forças do Universo, tanto é que, sempre cumpre a missão de agregar luz e força a qualquer situação. A chama da vela é a conexão directa com o mundo espiritual superior, sendo que a parafina actua como a parte física da vela ou como o símbolo da vontade, e o pavio que suporta a chama, a direcção.
Utilizar rituais com velas, é praticar magia mental, ou seja, a qualidade da magia é determinada pela intenção que se coloca no que se pensa, deseja e cria. Quando se mentaliza algo positivo, desejando o bem de alguém, pratica-se "magia branca", mas como tudo tem sempre o reverso da medalha, quando se deseja mal e se envia mentalmente pensamentos negativos a alguém, isso é praticar "magia negra", mas a pessoa que o faz, também sofrerá más vibrações. Enfrentará então a "lei do retorno"...A chama de uma vela é uma poderosa atracção de força energética vibracional e a sua luz, um veículo para a intuição activada pela vibração da sua luz, que se desenvolve nos mundos invisíveis e subtis.
O que sabemos sobre tudo isto, pobres humanos materialistas? Nem sempre nos debruçamos sobre o mundo invisível/espiritual e infelizmente há quem se aproveite das fragilidades dos outros seres, para enganar, extorquir, porque afinal, perante a crueldade da desigualdade, colocamos muitas perguntas ao criador de um Universo perfeito e a muitas delas não obtemos respostas que justifiquem os horrores e a violência espalhadas um pouco por todo o mundo e que vamos assistindo diariamente, fazendo a eterna pergunta: mas onde está Deus?
A única resposta possível é a dinâmica da esperança e da fé que comanda a vida e estas duas forças não nos podem faltar, algo divino anima e move o ser humano sem mediação da consciência espiritual, que a vai adquirindo conforme os reveses da vida o vão ensinando e direccionando na sua busca.Ao acender uma vela cheio de boas intenções por outrém, está a usar o seu livre arbítrio e essa vela irá activar a mente de quem está a utilizá-la.
Este é um dos recursos para sentirmos alívio ao praticar o bem, que também se traduz em limpeza espiritual e material.
Nas velas tudo é mágico, tanto que só com o simples acto de acender uma vela, já nos sentimos dentro de um ambiente místico, romântico e espiritual.
Entretanto é bom lembrar que forças poderosas estão presentes, porque se sentem atraídas pela luz das velas, razão pela qual é desaconselhável acender velas para os mortos dentro de nossa casa, pois estaremos a chamar o seu espírito e até atrair outros seres confusos ou maléficos, para essa luz.
Existem cuidados básicos a tomar antes de acender velas que invoquem forças espirituais poderosas como os anjos, por exemplo. Uma casa espiritualmente desordenada, com pessoas que praticam acções perversas ou consomem drogas, necessita de uma limpeza energética antes de qualquer ritual mágico. Uma casa que sofreu luto ou onde aconteceu algum tipo de agressão física ou abrigou um morador com uma doença terminal, também necessita de uma boa limpeza energética.Nada impede que acenda velas decorativas, até porque uma mesa de festa assim enfeitada, fica mais bonita e o ambiente mais romântico, mas tratando-se de magia com velas ou pedidos a entidades ou espíritos superiores é aconselhável “despoluir” a comunicação antes, para obter uma sintonia de qualidade, acendendo uma vela branca e deixando-a queimar até se extinguir.
Para quem deseje fazer as coisas "como deve ser", os formatos das velas também têm uma conecção especial com os mundos subtis.
CADA FORMATO DE VELA TEM UM SIGNIFICADO DIFERENTE JUNTO DA MENTE UNIVERSAL.OS SÍMBOLOS GEOMÉTRICOS SÃO ENERGIAS PURAS DO ASTRAL, QUE NOS AJUDAM A ENTRAR EM HARMONIA CÓSMICA COM O CRIADOR.Por exemplo, uma simples vela cilíndrica significa a elevação dos nossos pensamentos, são as mais comuns, as mais usadas e servem para tudo.
As velas triangulares ou em forma de cone, simbolizam os nossos três planos: físico, emocional e espiritual, os mais importantes factores para o nosso bom equilíbrio. Deve-se escolher este formato quando se desejar obter o equilíbrio em qualquer destes três planos ou os três.
As velas quadradas: o quadrado significa estabilidade na matéria. Os seus 4 lados iguais representam os elementos, terra, água, fogo, ar e ainda os elementos da natureza, bem como os 4 pontos cardeais: Norte, Sul, Este e Oeste. Quando necessitar de manter ou estabilizar uma situação, é conveniente usar este tipo de vela.As velas em forma de pirâmide: esta forma é profundamente energética e engloba todas as outras uma vez que a força das pirâmides tem a capacidade de armazenar energia e de a reproduzir. Este tipo de vela deve ser usada quando se quer a comunicação com planos superiores e para a solução energética de problemas. Um dos lados da vela pirâmide deve estar posicionada para Norte.
As velas em forma de estrela de cinco pontas, é sabido que a estrela de cinco pontas é o símbolo do homem preso na matéria, por isso ela representa o processo de reencarnação. Deve usar este formato de vela quando se tem consciência de se ter um problema ou bloqueio energético/espiritual que necessita de ser transmutado. Haverá muitos mais formatos com os seus significados, mas estes serão os mais simples e práticos para amadores...Também sabemos que as cores das velas representam igualmente vibrações diferentes e que cada cor pode ser utilizada consoante a nossa necessidade.
VERMELHA (energia física): é indicada para ssunto de amor, paixão, emoções físicas, sexo, necessidade de força física, liderança, triunfo...
LARANJA (energia de criação): pode ser utilizada para adquirir força mental, criatividade, vivacidade, eliminar a timez em excesso.
AMARELO (energia espiritual): utilize quando precisar de cura energética, vitalidade, optimismo, melhoria financeira...
VERDE (energia e equilíbrio): use sempre que precisar de cura física, fertilidade, tranquilidade, harmonia, estabilidade, trabalho.
BRANCA (energia e paz): ela simboliza a pureza, mas também limpeza espiritual, tem ligação aos planos superiores e com o Anjo da Guarda.
AZUL CELESTE (energia e poder mental): representa a intelectualidade, positividade, a fidelidade e devoção.
AZUL ANIL (energia da intuição): representa poderes paranormais, a sensibilidade, a mediunidade e sensitividade logo, pode ser utilizada para ajudar a desenvolver a intuição.
VIOLETA (energia de transmutação): se ela transmuta, ela elimina e negatividade, traz por isso o autoconhecimento e ajuda à comunicação com os planos supeiores.
ROSA (energia angelical): podemos considerar uma cor que desenvolve a energia da compaixão, compreensão e actua como calmante, é apaziaguadora. É boa para assuntos relacionados com crianças e amizades.
CASTANHO (energia de bens materiais): tem tudo a ver com dinheiro, imóveis, heranças, tudo o que for material.DEVE ESCOLHER A COR DA VELA CONSOANTE O ASSUNTO
Vela Branca se o assunto for de carácter geral
Vela Vermelha se for exclusivamente um assunto de amor
Vela Verde se se tratar de trabalho ou negócios
Vela Amarela se for um problema financeiro
Vela Doura para invocação e protecção astral
Velas Violeta ou Roxa para purificação e limpeza kármica

NOTA IMPORTANTE:as velas para rituais e pedidos devem ser sempre acendidas com fósforos e não deve soprar uma vela para a apagar, será o mesmo que deitar ao vento o seu pedido, deve fazê-lo com um abafador de velas ou simplesmente com o dedo.

Há imensa matéria a este respeito, mas estes conselhos são simples e ao alcance de qualquer pessoa em momentos de desorientação, aflição ou para quem queira ajudar alguém a resolver um problema de saúde, de emprego, de amor, etc.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia dos Finados - Macau



Hoje, dia 2 de Novembro, é dia de Finados!
Há quem morra todos os dias, no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.

Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente que morre por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.

Hoje, é mais um dia em que recordamos os nossos mortos!
É a lembrança que desperta em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida.
A angustia da ausência.
A lágrima cristalizada, distante e intocável.
A maldita saudade que aperta o coração.
Que nos deixa este vazio inconsolável.Desde o século XIII, que esta homenagem aos mortos é comemorada no dia 2 de Novembro.
No 1º dia de Novembro é a festa de "Todos os Santos", que celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados.
Este é um dos cultos mais antigos e que esteve presente em quase todas as religiões, em especial as mais antigas é o culto aos mortos. A principio era ligado aos cultos agrários e de fertilidade. Para os mais antigos, os mortos eram como sementes, e por isso eram enterrados com vista à ressurreição.

O dia dos mortos na prática da Igreja Católica, surgiu como uma ligação suplementar entre mortos e vivos. O mundo em geral, tanto o religioso como o profano, aderiu a esta prática.
No século I, os cristãos visitavam os mortos nos seus túmulos para rezar pelos que morreram, mas iam apenas ao túmulo dos mártires.

Já no século V, um dia por ano, era dedicado para rezar por todos os mortos, a igreja rezava por aqueles que ninguém mais se lembrava. Exactamente no século X, a Igreja Católica estabeleceu um dia oficial para os mortos (Dia de Finados). Foi a partir do século XI, que os papas Silvestre II, João XVII e Leão IX passaram a forçar a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

MACAUDe acordo com a crença chinesa, qualquer indíviduo, quando morre, tem de passar pelo purgatório, antes de ser aceite no paraíso.
Por essa razão, os chineses tudo fazem para confortar e consolar as almas dos seus defuntos. As ofertas de bens diversos e de comida têm, pois, esse objectivo. Também o local onde serão enterrados, o cemitério, é cuidadosamente escolhido, em colinas viradas para o mar ou para um vale, tendo por trás uma montanha ou uma colina, que os chineses acreditam ser a morada dos «dragões protectores».

domingo, 29 de novembro de 2009

Casamento Tradicional na Tailândia

A cerimónia de um casamento tradicional tailandês, é um evento único e muito antigo que difere de região para região.
Devido às necessidades da vida moderna, esta cerimónia tem vindo a ser gradualmente simplificada, mas o mais importante, é de facto, a "Benção Budista" e a "Benção da Água", cuja cerimónia pode ser feita em casa ou numa casa especializada nestas cerimónias.Os noivos, o João, que é português, e a NaE tailandesa, depois de cumprirem as formalidades legais no Registo Civil, seguiram com esta cerimónia religiosa budista, que decorreu em Bangkok, capital da Tailândia, no domingo, dia 29 de Novembro, a qual tivemos o privilégio de assistir e registar e que nos deixou fascinados pela serenidade respeitosa com que toda a cerimónia decorreu, deixando em todos os presentes a bela recordação de um casamento tradicional, onde se uniram dois corações, que batem agora ao mesmo ritmo.
Quando chegámos ao local onde iria realizar-se a cerimónia, (Siam House), atendem-nos duas simpáticas meninas, que nos oferecem, em nome dos noivos, uma lembrança: uma caixinha que continha um pequeno elefante em madeira, com a tromba virada para cima.
Os elefantes são reverenciados na Tailândia há muitos séculos por serem animais de carga e foram muito importantes nas batalhas contra os birmaneses.
Uma lenda tailandesa diz que o casamento é como um elefante - o marido é as patas da frente que escolhem a direcção, e as esposa, as de trás, que dão a energia...
São por isso o símbolo da força, da logevidade e que dão felicidade a quem os possui.
Depois deixamos uma mensagem escrita dirigida aos noivos, no livro vermelho que se encontra na mesa.Os noivos recebem cordialmente os convidados conforme vão chegando e é tirada uma foto à entrada da Siam House (onde vai decorrer toda a cerimónia), para recordação do evento.

A CERIMÓNIA

A cerimónia começa! Os pais sentam-se e os noivos ajoelham-se respeitosamente em frente deles, agradecendo a vida que lhes foi dada através deles, a educação a alimentação, etc.
Os pais abençoam-nos, colocando as mãos nas suas cabeças e fazem uma vénia de acentimento.A seguir, são abertas duas caixas que contêm uma oferta simbólica que são entregues aos pais.Esta é a oferta que os noivos fazem aos pais: uma placa em ouro, que tem a inscrição da cerimónia desse dia, semelhante à capa dos convites distribuidos aos convidados.

BENÇÃO PELOS MONGES BUDISTASSegue-se depois a cerimónia com 9 monges budistas, numa pequena sala que pede uma certa privacidade, mas que a maioria não resistiu em ir espreitar através da porta aberta.
A razão porque são NOVE monges, não é por acaso, pois está relacionada pelo facto dos números impares serem usados em cerimónias que se querem sejam felizes. Segundo a crença tailandesa, o som da palavra "nove" é semelhante ao som da expressão "seguir em frente".
Nesta cerimónia os recém casados oferecem aos monges alimentos, pois o acto de oferecer comida, é uma das formas que os budistas usam para acumular méritos em vida.
As mães, também ajudam a servir os monges em sinal de respeito e devoção para com os servidores de Buda.
Depois dos monges terminarem a sua refeição, voltam para a sala, para se agradecerem mutuamente: os noivos agradecem as bençãos concedidas como acto religioso e os monges abençoam de novo o casal e dá-se por concluída a cerimónia religiosa.

BENÇÃO DA ÁGUA - (ROD NAM-SANG)
Este é o evento principal da cerimónia tradicional tailandesa, onde a família da noiva e do noivo se juntam para testemunhar este importante passo.
Os noivos sentam-se frente a umas pequenas mesas, com as mãos unidas num WAI (como se estivessem a rezar), enquanto o mestre de cerimónias explica em tailandês os significados e os passos que devem ser dados durante a cerimónia. Duas ajudantes, preparam-se para colaborar na cerimónia ajudando a verter a água na concha que por dua vez é derramada nas mãos dos noivos.Estiveram presentes, como autoridade e para testemunhar este acto, os Embaixadores de Portugal, Maria da Piedade e António Faria e Maya, representantes Diplomáticos de Portugal, na Corte da Tailândia, que ligaram as mãos dos dois noivos com uma grinalda de flores, acto simbólico de aprovação.
Os pais colocam nas suas cabeças uma espécie de grinalda feita de algodão(Mong Kol) que tem um fio a unir as duas coroas. Este é o momento em que os dois seres ficam ligados como casal. Preparam-se em seguida para a "benção da água" O recipiente usado para esta cerimónia, tem a forma de concha (ROD, significa encharcar, NAM, água e SANG, concha), que vai ser vertido durante a cerimónia, primeiro pelos pais, depois por outros parentes mais chegados, pelos embaixadores e finalmente pelos convidados. Uma enorme taça contém água perfumada de flores e abençoada pelos monges que vai sendo retirada por um pequeno copo e vertida na concha.Os pais dos noivos são os primeiros a iniciar este ritual, começando por despejar um fio de água a partir da base dos dedos das mãos da noiva, passando depois para o noivo e ao mesmo tempo dão-lhes as bençãos e desejam-lhes boa sorte. A água vai caindo para a taça adornada de flores.Os restantes convidados também querem desejar felicidades ao jovem casal e seguem em fila ordenada para jorrar um pouco de água nas mãos dos noivos e vão expressando os desejos das melhores venturas na vida de ambos.Os embaixadores, retiram finalmente as coroas da cabeça dos noivos, dando por finda a cerimónia.

E aqui estão os noivos unidos segundo os rituais tradicionais tailandeses, em cujos rostos se estampa a felicidade.Terminada a cerimónia, segue-se uma sessão de fotografias, mas a primeira é reservada à família, começando pelos mais velhos e só depois, os convidados.

BANQUETE
Aspecto das mesas onde foi servido o banquete, ao ar livre (visto de cima de uma das janelas).
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Os noivos, já no banquete, sorriam e conversavam animadamente com os convidados, apesar do calor que se fazia sentir, não davam mostra de cansaço...Uma bonita e graciosa bailarina, brindou os convidados com uma dança tipicamente tai.
Uma música suave e muito agradável, fez com que muitos olhos se levantassem dos pratos para melhor observar e apreciar a execuntante.Os noivos foram de mesa em mesa para brindar com os convidados e agradecer a presença de todos.

CAMA NUPCIAL
Antes do final do dia a cama nupcial deve ser preparada para os noivos. Esta tarefa normalmente é levada a cabo por um casal idoso, porque, sendo casados há muitos anos, é um bom prenúncio de longevidade para o novo casal.
Depois de colocar os lençois na cama, são colocados entre as suas dobras, uma pedra e uma saqueta em ouro e prata, contendo grãos, sementes de césamo, arroz e pétalas de flores, que significam amor, longevidade e felicidade.
E são esses os desejos de todos quantos ali testemunharam o feliz e bonito enlace: - que este amor seja eterno...