quarta-feira, 6 de julho de 2011

O prazer do CAFÉ

Milhões de pessoas em todo o mundo iniciam o seu dia com um café. O cheiro, o sabor e o efeito estimulante da cafeína, são conhecidos prazeres associados a esta bebida natural.
Uma série de estudos, demonstram as vantagens do consumo do café para a saúde e bem estar do seu consumidor.
Uma característica bem portuguesa, levam que o consumo da vulgar “bica”, seja tomada fora do lar, um velho hábito social, não só como remate perfeito de uma refeição, como numa pausa de trabalho, ou saboreado entre amigos, em encontros rápidos ou programados, é inegável a presença sempre marcante desta bebida nas nossas vidas.
A maioria dos portugueses, raramente tomam o pequeno almoço em casa, preferindo adoptar um hábito considerado muito burguês, mas que afinal se considera prático. Logo pela manhã, as pastelarias enchem-se de pessoas que tomam a sua primeira refeição rapidamente, ali mesmo, em pé, próximo de casa ou do emprego.
Durante anos, eu variava o meu pequeno almoço entre o croissant, uma sandes ou um bolo, mas SEMPRE acompanhado do insubstítuivel cafezinho....
Existem diversos tipos de cafés, mas a espécie mais comum é o “Arábica”, que ocupa cerca de três quartos da produção mundial, seguido do “Robusta”, que tem o dobro da cafeína contida no primeiro.
Para os verdadeiros amantes e conhecedores de café, este não representa apenas uma chávena de prazer, mas sim um estilo de vida. Porém, o segredo também não se limita apenas à qualidade do pó, mas quem tira e como é tirado o café, também tem influencia na definição do sabor.
A quantidade de cafeína ingerida pode variar conforme o volume, já que a maior percentagem ocorre no início da extracção. Os factores são variáveis tendo em conta o lote de café e a quantidade que se coloca na chávena, que pode ser “curto”, “normal’ ou “cheio”, depende do gosto e paladar de cada um.

A Lenda do café O café é quase como uma religião para alguns e para esses devotos os centros de reunião para degustar a bebida são cada vez mais frequentes, desde a sua popularização no final do século XV e início do XVI. Segundo estudos, o primeiro salão de café surgiu em Meca nessa mesma época, mas logo a ideia se espalhou pelo Cairo, Constantinopla e pelo Oriente Médio.
Entre os árabes conta-se que, há muitos anos, Alá, pela voz do profeta Maomé, lhes proibiu de beber vinho. Os árabes obedeceram, mas andavam tristes e melancólicos por não ingerirem uma bebida reconfortante.
Conta-se ainda que, certo dia de verão, um pastor ia pelo campo com o seu rebanho e tanto ele como os animais caminhavam indolentemente por estar um calor sufocante. De repente, a paisagem transformou-se e surgiu um vale cheio de arbustos muito verdes.
E sucedeu que o rebanho, para matar a fome e a sede, devorou avidamente aquela verdura. E grande foi o espanto do bom pastor quando, pouco tempo depois daquele repasto, viu os seus animais às cambalhotas e a correrem de um lado para o outro, cheios de energia.
Perante aquele estranho espectáculo a que jamais assistira, o pastor resolveu apanhar um punhado de grãos dos arbustos e foi contar a um velho mago o que acontecera. Então, o mago ferveu os grãos e obteve um líquido aromático que os dois homens beberam, sentindo logo uma agradável sensação de maior vivacidade. Tinham acabado de beber o saboroso CAFÉ.
E interpretaram o sucedido como uma dádiva de Alá para compensar os árabes da falta do vinho.
Hoje em dia fala-se muito dos produtos orgânicos. Pois o Café Orgânico também pode ser encontrado em casas da especialidade. Vamos entender melhor o que é isso?
O Café Orgânico tem basicamente duas peculiaridades: é produzido por uma agricultura familiar e é orgânico.
Agricultura familiar, é quando qualquer produção é feita por pequenos e médios proprietários rurais, tendo como mão-de-obra essencialmente o núcleo familiar.
Já um produto orgânico é um produto diferenciado no seu modo de produção.
A começar pela lavoura, que não pode ter nenhum tipo de agro tóxico, ou seja, é um produto 100% natural. Para obter essa produção é preciso que a propriedade seja auto sustentável, ou seja, é uma propriedade que não produz apenas as plantas de café, mas que tenha gado, produção de leite e outros cultivos, para que haja um equilíbrio da produção.
Deve haver Organismos credenciados, que vigiem as produções para que depois atestem a origem desse café, com a garantia que foi produzido segundo as normas de produção orgânica, assim como uma Certificadora que também certifique os regulamentos internacionais.
Mas isso não se restringe à plantação, na indústria também há uma série de requisitos e critérios necessários para que, principalmente, possa garantir que o café seja puro na sua qualidade orgânica. É importante frisar que a Certificação Orgânica não aborda somente questões ambientais, mas também faz um trabalho de acompanhamento técnico junto ao produtor, para que ele produza um café de qualidade de forma contínua, realizando análises a cada safra e indicando melhorias para aumentar a qualidade.
O sucesso de um produtor moderno na cultura do café, está em proporção à função de vários factores, ou seja, a redução nos custos de produção, aumento na produtividade e, principalmente, a busca constante pela melhor qualidade, que é a garantia da conquista de novos mercados consumidores.
O objetivo dos produtores, é uma contínua busca em especializar e adotar tecnologias modernas para produzir cafés com qualidade superior uma vez que, a qualidade é o factor determinante no preço de venda do produto. Portanto, pouco a pouco, as portas do mercado para os cafés de baixa qualidade vão-se fechando, dando lugar a outros de qualidade superior, porque o consumidor está cada vez mais exigente.

Café em casa... O hábito de perfumar a casa com o cheirinho de café logo de manhã, principalmente aos fins de semana, já vem de longa data e para mim é um ritual que não dispenso.
Deixar de lado o stress das manhãs em que nos temos de nos despachar para ir para o emprego, nada melhor que, aos fins de semana, preparar um cafezinho com calma, fazer umas torradas e saborear relaxadamente esse instante de aromas.
Hoje em dia, há um enorme leque de ofertas de máquinas caseiras, que deitam por terra a minha velha cafeteira dos anos sessenta, onde eu fazia antigamente o meu café de mistura e esperava durante algum tempo, que as borras assentassem... Hoje, utilizo este modelo, à venda em qualquer loja de electrodomésticos, com uma enorme variedade de marcas e a preços acessíveis.
Esta máquina, de origem francesa, apareceu nos anos 70 e era utilizada para servir o cafezinho depois de uma refeição. Ainda hoje a tenho e, se me dá a preguiça de sair para tomar a "bica", utilizo-a, saindo um café aromático e forte.
Não se julgue que, para fazer um bom café em casa, basta ter a máquina mais cara e o melhor grão. Se a moagem do café não for a ideal para o tipo de máquina que se utiliza, então o café fica intragável.
Até há bem pouco tempo, aos convidados que vinham à nossa casa, apenas lhes perguntávamos se desejavam tomar um café e era servido de forma simples e artesanal.
Agora, poderemos surpreendê-los: que tipo de bebida prefere? um Expresso? Descafeinado? Capuccino? ou talvez um "Latte Macchiato? Todas as bebidas estão disponíveis numa só máquina e são fáceis de preparar.
Há agora a oportunidade de adquirir este tipo de máquinas de café, que são o último grito de tecnologia, semi-profissionais com a vantagem de adquirir as cápsulas nos hiper e supermercados, que permitem preparar um excelente café no conforto do lar.
O sabor e o efeito desta bebida constitui uma experiência deliciosa para os sentidos e também... para a alma!

3 comentários:

Kinha disse...

Nossa, cheirinho de café pela casa é tudo de bom.
Fiquei honrada em receber sua visitinha lá no blog. Que bom que gostou das roupas e estou pensando em postas algumas fotos minhas mesmo. Talvez o faça.
gosto muito de se blog e da forma como você se expressa. Dou-lhe meus parabéns!

Kinha disse...

Oi, Irene, vim apenas sentir o cheirinho de café (rs) e te desejar uma boa semana!
:)

Kinha disse...

Oi, linda! Amei o texto da Cora Coralina!
:)