quarta-feira, 22 de junho de 2011

Dormir e sonhar....


Passamos cerca de um terço da nossa vida a dormir. O sono é aparentemente um estado inconsciente, mas na realidade, o cérebro está tão activo quando estamos a dormir como quando estamos acordados, o que pode ser visto através da medição dos sinais eléctricos do cérebro, da pressão arterial, do ritmo cardíaco, do consumo de energia entre outros aspectos vastamente estudados.
Há quem se dedique a traduzir os enigmas dos sonhos e que nos poderá ajudar a compreender factos da nossa vida e do nosso quotidiano uma vez que não podemos associar os sonhos só a factores externos, porque muitos dos nossos sonhos são símbolos da historia pessoal de cada um e cabe somente a nós decifrá-lo. Existem diferentes tipos de sonhos:
1. Criativos, são aqueles em que pessoa consegue reproduzi-los através de pinturas e até mesmo livros;
2. Lúcidos, são quando estamos a sonhar, se tem controle do mesmo;
3. Previsíveis, qundo se sonha com eventos que estão para acontecer;
4. Repetitivos, aquele em que acontece a mesma coisa sempre, normalmente quando temos alguma coisa que nos preocupa na vida real;
5. Sensuais, principalmente na puberdade, mas não deixa de acontecer durante toda a nossa vida e como o próprio nome diz, está relacionado com a sexualidade;
6. Pesadelos, que querem dizer preocupação e medos de acontecimentos da vida real.
Antigamente, falava-se que os sonhos eram mensagens dos deuses, mas alguns parapsicólogos, como Charles Tart, acreditam que o sonho é uma entrada para outro universo, um universo paranormal de OBEs, com mensagens cósmicas e onde entra também o celestial nirvana…
Sonhamos mais em criança, porque nos sentimos mais frágeis: os sonhos são a forma que o cérebro encontra para descarregar o stresse e se ‘treinar’ para as situações de perigo, por isso é que as crianças têm tantos sonhos aterradores com monstros e fantasmas.
Em adultos, já no controlo das nossas vidas e das nossas emoções, o cérebro está mais descansado. Sonhamos menos e com menos ‘acção’. Mesmo assim, de vez em quando, ainda passamos a noite em autênticas telenovelas inventadas no nosso imaginário.
Mas por que é que temos todos sonhos tão comuns? Por que é que há sonhos que toda a gente tem? Alguns são, explicam os especialistas, sonhos ‘primordiais’, sonhos que herdámos dos nossos antepassados pré-históricos, como sonhar com cobras, que a maioria de nós nunca viu na vida.
E a maioria dos pesadelos são sonhos em que perdemos o controlo: por muito que tenhamos crescido e aprendido, há medos que nunca passam... Os sonhos têm significados muito menos esotéricos do que se pensa, e muito mais ligados aos nossos medos, quotidianos ou herdados, e às nossas emoções. Mas então, o que é que significa sonhar com...
1 - Perseguições – É um dos sonhos mais recorrentes nas crianças, que se sentem fisicamente mais frágeis e mais ameaçadas e ainda não aprenderam a distinguir um perigo verdadeiro de um real. Mas continua a acontecer na idade adulta. Continua a significar um estado de ansiedade na vida, seja por que motivo for, e não necessariamente que se está a sofrer de assédio no local de trabalho...
2 - Que se está a cair – Pode significar apenas uma alteração na ‘torre de controlo’ de equilíbrio do cérebro, mas pode significar também que se está a atravessar uma fase em que temos pouco controlo sobre a nossa vida.
3 - Perder dentes – Um sonho que parece absurdo (porquê perder dentes e não uma perna, ou um braço, ou cabelo?) mas que é partilhado por uma esmagadora maioria das pessoas de todo o mundo. Pode significar simplesmente... pois: problemas de dentes, passados ou futuros, que o cérebro magnifica, como se tivesse uma lupa, para que lhes prestemos atenção. Também pode ser um sonho herdado da infância (temos mais do que pensamos), ou ainda uma preocupação em manter qualquer coisa que sentimos que alguém nos quer tirar.
4 - Onda gigante – Não, não é um sonho premonitório de tsunami. É outro sonho pré-histórico, e significa geralmente que estamos a reviver um susto para que o cérebro possa libertar em segurança as tensões acumuladas. Atenção que isto não significa necessariamente (aliás, quase nunca) um susto no mar, pode ter sido uma qualquer situação de pânico, ou mesmo um trauma de qualquer espécie. O sonho coloca-nos numa situação de medo básico, que todos os humanos reconhecem, para nos fazer reviver essa emoção.
5 - Voar – Basicamente, significa desejo de liberdade, ou necessidade de ter uma visão global das coisas sem ser visto (sonhar com o próprio funeral, por exemplo, é muito comum).
6 - Um teste ou exame para o qual não estamos preparados – Não é só na infância e na adolescência que temos este sonho: a ansiedade do desempenho acontece em qualquer idade. Mas como as imagens e recordações infantis permanecem muito fortes em nós, o cérebro vai buscar essas imagens para nos fazer reviver esse medo.
7 - Sair à rua sem roupa – Outro clássico, e o mais fácil de explicar: receio do olhar dos outros. Por qualquer razão, sentimo-nos mais expostos (mudámos de emprego? Conhecemos alguém novo?) e mais sensíveis à opinião que os outros têm de nós.
8 - Sexo – Há imensas situações sexuais, e, curiosamente, as mulheres têm sonhos sexuais mais agradáveis do que os homens. E não, sonhar que se salta para cima do patrão não quer dizer que é o homem da nossa vida ou que sempre tivemos o fetiche do poder, mas simplesmente que o cérebro está numa de juntar a eito bocados do puzzle da nossa vida, e nem todos têm de fazer ‘sentido’... Sexo com o (ou a) ex pode significar apenas que o cérebro ficou momentaneamente ‘encalhado’ no passado, e não que se deseje lá voltar... Sexo com outra mulher não significa necessariamente tendências homo, mas uma celebração da feminilidade (muitas grávidas têm este sonho). Com um estranho, dizem os psiquiatras que significa uma parte de nós que não conseguimos ou não queremos aceitar, ou apenas a projeção dos nossos desejos numa ‘tela em branco’... Claro que, se o estranho for o George Clooney, não são precisas muitas explicações...

OS ANIMAIS TAMBÉM SONHAM? Quem tem animais, já se apercebeu que o seu cão ou gato mexe-se enquanto dorme, ou emite sons durante o sono. É que o bichinho pode estar a sonhar, uma vez que os sonhos de um gato ou cão, pode ser influenciado pelo ambiente em que ele vive. Se o animal está num ambiente barulhento e onde ele não recebe atenção, poderá dormir pouco, tornando-se stressado e solitário.
Por outro lado, os animais que vivem num ambiente tranquilo, que recebem carinho e atenção, tendem a ter o sono mais calmo. De acordo com especialistas, é importante ainda respeitar os animais durante o descanso e deixar que eles durmam repousadamente.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Ensino e a Crise

A crise está a produzir efeitos incríveis que ninguém planeou. Coisas do capitalismo: milhões de pessoas que estão a fazer escolhas independentes que produzem efeitos que ninguém previu.
É ver as notícias! Muitos profissionais que perderam os seus empregos, nos Estados Unidos, passaram ao ensino. Isso mesmo! Contabilistas vão para as escolas ou universidades ensinar, depois de passarem muitos anos com a “mão na massa”. Engenheiros, Arquitectos, Desenhadores, vão para as escolas e faculdades ensinar desenho industrial e por aí fora.
Em Portugal, todos estes profissionais, que mencionei, eram (e são), simplesmente, ignorados, a não ser que fossem (ou sejam) amigos ou familiares de alguém bem colocado, no governo, mas essas são outras “histórias”…
Quem não tiver mestrado ou doutoramento, o Ministério da Educação não o reconhece como professor, mesmo que seja um profissional fantástico, com o maior reconhecimento da empresa onde trabalhou, ter experiência e ser dos bons, apesar disso vale zero, só com um “canudo”!
Simplesmente porque não passou pelos rituais de iniciação, porque não gastou tempo e dinheiro a escrever dissertações, (aquelas que raramente alguém lê), onde há muita teoria, mas que na prática é uma desgraça porque …. o interesse dos burocratas está no formalismo e na papelada que dão lucro e desesperam a paciência de quem quer fazer alguma coisa na vida.
Não há muito tempo, na Feira de Ciências de uma escola secundária em Boston, Massachussets, um adolescente de 16 anos apresentou um trabalho da maior relevância para a saúde pública mundial: descobriu que o vírus da hepatite C e o vírus transmitido pelo mosquito dengue são “primos” próximos.
Esta descoberta foi um atalho que pode assim economizar muitos anos na descoberta da cura da dengue (sabendo que os vírus são primos próximos podem-se usar muitos conhecimentos já avançados sobre o vírus da hepatite C, - dengue) e este aluno, que foi tomado a sério, teve entrada imediata numa universidade por ter demonstrado competência, interesse e conhecimentos e não teve de passar pela burocracia de mais exames para atestar o que ele de facto já é ou mostrou ser. Se por exemplo Bill Gates (Microsoft) e Steven Jobs (Apple), dois grandes vencedores da vida, tivessem tido qualquer actividade académica, não teriam tido tempo para inventar nada, porque teriam perdido o seu tempo a correr atrás de disciplinas, para conseguir os certificados que legitimariam as suas descobertas.
Se, eventualmente, estes homens perdessem os seus empregos, poderiam ir dar aulas, pois ninguém duvida que tal seria uma boa aposta. Muitas universidades os receberiam de braços abertos e haveria uma grande disputa, entre as melhores universidades, para os conseguir contratar. Mas, será que em alguns outros países, entre eles, Portugal, isso seria possível? Porque, no nosso país, qualquer actividade académica exige papéis, muitos papéis e, principalmente um papel chamado de “diploma”, assinado por alguém que afirma que os estudos são verdadeiros.
No entanto há quem compre esse papel como “verdadeiro”, e aí temos muitos incompetentes a dar aulas em universidades, a pavonearem-se como sábios, sem nunca terem concretizado coisa alguma.
E assim vai o ensino…

Nota: Ressalvo, aqui, os muitos catedráticos e outros docentes de valor, que continuam, verdadeiramente, a interessar-se pelos nossos estudantes, mas infelizmente há muita “arraia-miúda” misturada que dá mau nome ao ensino superior e é aí que eu quero chegar.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A homossexualidade...


Todos nós conhecemos alguém homossexual: ou porque temos um familiar, um colega ou amigo que tem uma preferência erótica por pessoas do mesmo sexo, e homossexualidade é isso mesmo, quando está presente a possibilidade de escolha, tanto nos pensamentos e emoções, como nos comportamentos sexuais.
Para se ser “homossexual” é necessário que essa orientação seja estável e duradoura. Além dos comportamentos objectivos, inclui índices fisiológicos e cognitivos (pois é possível que haja indivíduos que se envolvam em actividades sexuais, não preferidas, através de fantasias sexuais preferidas).
Mas a homossexualidade sempre existiu e se formos consultar os arquivos, veremos que, entre os antigos romanos e gregos, era uma prática comum, inclusivé entre os grandes líderes da história como por exemplo Nero, Alexandre Magno, etc.
No século XIX, a homossexualidade era considerada como uma doença devido à ignorância e aos preconceitos, deitados por terra num estudo feito em 1957 na Universidade da Califórnia, Los Angeles, que demonstrou a invalidez dessa tese.
Aqui na China, faz mais de uma década que retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais. Mas ainda hoje há clínicas e hospitais um pouco por todo o país que prometem cortar o “mal” pela raiz e os métodos aproximam-se da tortura.
O dia 17 de Maio foi consagrado à luta contra a homofobia, e tornou-se simbólico porque já fez 20 anos que a OMS – Organização Mundial de Saúde, tirou a homossexualidade da lista de doenças.
A homossexualidade no adulto torna-se mais provável se existirem factores predisponentes na infância e na adolescência, como por exemplo os traumas psico-sexuais ou comportamentos de identificação errada do papel sexual (feminilidade/masculinidade). Esta probabilidade é tanto maior quanto o relacionamento heterossexual posterior for mais inadequado, negativo ou de aversão (por exemplo por défice de aptidões heterossexuais, por ser vítima de rejeição ou violação) podendo levar gradualmente a experiências homossexuais consideradas mais fáceis ou mais agradáveis.

Estudos vêm desmentir uma ideia muito difundida entre o público, que a homossexualidade não tem vindo a aumentar, nem a diminuir e o que acontece é que nas últimas décadas, em especial no Ocidente, há um maior desenvolvimento de uma atitude social mais tolerante e culturalmente mais aberta, facilitando o fortalecimento e a visibilidade dos movimentos “gay”, e possibilitando que haja cada vez mais homossexuais, que individualmente se assumem como tal.
Porém, qulaquer um de nós repara que, cada vez mais, os jovens têm claras tendências homossexuais. Umas alimentadas por consequência do convívio/oportunidade e outras comprovadas clinicamente desde a infância (disfunções hormonais).
Há conferências onde explicam que é urgente acabar com a ideia que a homossexualidade pode ser tratada e que há mais formas de pensar e viver a sexualidade de cada um.
De facto há dois lados e certamente existem evidências que apoiam ambos! E o que se pode concluir? Devemos acreditar que essa tendência faz parte realmente de uma suposta “natureza”? Ou aderir literalmente a uma visão radical-religiosa contra tal prática?
Poderemos ficar indiferentes aos “outros” e até ignorar essas vivências, porque cada um dorme com quem quiser na intimidade da sua casa, mas… um filho/a nosso, um irmão, ou o nosso melhor amigo/a, que decidiu escolher alguém do mesmo sexo para partilhar a sua vida, como enfrentaremos esse facto?
Há quem o aceite com naturalidade, mas ainda há muita mentalidade conservadora que continuam com a opinião que existem, apenas dois sexos (Homem e Mulher), e custa-lhes a aceitar que a homossexualidade não é um sexo, mas uma opção sexual, ou seja, uma escolha!
Um estudo, realizado por cientistas suecos e publicado na revista norte-americana “Proceedings of the National Academy of Sciences”, reforça a teoria de que a orientação sexual não é um comportamento adquirido, mas tem também uma causa biológica.

Eu, particularmente, tenho as minhas opiniões em relação à homossexualidade; porém, não tenho absolutamente nada contra os homossexuais. Tenho até, por sinal, muitos amigos gays e são pessoas fantásticas, não pelo que escolheram para si, mas pelo que realmente são como pessoas que muito admiro e estimo!
O ponto mais importante nisto tudo é que independente da escolha de cada um, todos acabam por ser iguais.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Lei Kármica

A LEI KÁRMICA, ou Lei Cósmica, que abrange todas as outras leis e consiste nos princípios multidimen-
sionais, temporais e atemporais de acção e reacção.
O espírito humano está na Terra em busca do seu aperfeiçoamento.
Assim, o amadurecimento, o amor, a aprendizagem e a evolução, são à base de toda filosofia espírita. Mas, o que muitos desconhecem ou não acreditam, é que nessa caminhada espiritual formada por várias reencarnações e missões a serem cumpridas, existe o karma.
É um princípio motivador da evolução das consciências aplicando o método "dor correctiva ou recompensa", que se aplica em todos os lugares (espaço), todos os tempos (temporalidade) e em todas as dimensões (multidimensionalidade).
A Lei do Karma ensina-nos que certos tipos de acções levam-nos inevitavelmente a resultados similares. Todos nós, na nossa actual existência, estamos a recolher aquilo que semeámos nas nossas vidas passadas e, ao mesmo tempo, estamos a semear aquilo que recolheremos na nossa próxima existência.
Nunca entendemos isto, e é assim que a humanidade não poderá escapar a esta cadeia de consequências, já que quase nunca sabemos o porquê dos nossos sofrimentos.
Quando uma pessoa semeia desgraças, provocando dano aos demais, na realidade isso mesmo virá a recolher numa outra existência ou mesmo na actual. Essa é a lei do Karma.
A lei do Karma é aquela lei que ajusta, sábia e inteligentemente, o efeito a sua causa. Todo o bem ou o mal que tenhamos feito numa vida, virá trazer-nos consequências boas ou más para esta vida ou nas próximas existências.
Não devemos esquecer os provérbios cristãos: “o que semeia raios colhe tempestades”; “com a vara com que medes serás medido”; “olho por olho, dente por dente”; “ o que a espada mata, com a espada morre”
A lei do Karma governa toda a Criação, e é uma lei imodificável. Ela é conhecida nas religiões como “justiça celestial”. Quem transgride uma lei, cria dor para si mesmo.
Na Gnosis, ela é simbolizada com uma balança: o prato direito, corresponde às boas obras e é denominado DHARMA.
O prato esquerdo, corresponde às más acções e é chamado KARMA. Esta lei é também conhecida como a lei de acção e consequência, ou causa e efeito.
A lei do Karma controla-nos e vigia-nos em cada instante e por isso qualquer acto bom ou mau nas nossas vidas têm consequências.
Todo o mal que façamos há que pagá-lo e todo o bem que façamos, ser-nos-á recompensado. Deus deu-nos o livre arbítrio e podemos fazer o que queremos, seja bom, seja mau, porém, temos que prestar contas de todos os nossos actos diante da justiça divina.
O Princípio do Livre Arbítrio, dá ao homem o direito de escolher os seus caminhos, de ser o autor da sua história e o construtor do seu destino.
Quando um ser humano vem a este mundo, traz o seu próprio destino e por isso uns nascem num colchão de penas e outros na desgraça. Se numa existência ferimos alguém, agora alguém vai ferir-nos; se matámos, agora nos matam; se roubamos, agora nos roubam e assim, “com a vara com que medimos, agora nos medem e com a desvantagem de não sabermos o porquê.”.
É preciso que fique claro que a lei do Karma é uma lei de compensação e não de vingança. É um remédio que nos é aplicado para o nosso próprio bem; desgraçadamente, as pessoas em vez de se inclinarem reverentemente diante desta ajuda, protestam e/ou blasfemam, justificam-se a elas próprias, que não podem “pagar” aquilo que não se lembram…
Quando a Lei Cósmica vai cobrar um Karma a uma pessoa, primeiro ela é submetida a um juízo interno. Se tem Dharma, quer dizer, se fez boas obras, não sofre nenhum padecimento, mas se não tem capital cósmico, paga com a dor, com o sofrimento que afinal foi ela própria quem provocou, por igualmente ter feito mal a alguém.

MORTES COLECTIVAS O karma colectivo, possui enlaces energéticos, sintonias afins, processos comuns de energias a serem tratadas, que une pessoas num determinado ponto para cumprirem uma determinada sentença de um facto inevitável, como um acidente de autocarro, avião, fuzilamentos em massa, massacres, etc.
Livro dos Espirítos" - página 348 questão 737

SUICÍDIO
De todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens, sem a luz da misericórdia.
Relativamente ao suicídio é oportuno repetir que a obra de Deus é a do amor e do bem, de todos os planos da vida, e devemos reconhecer que, se muitos Espíritos reencarnam com a prova das tentações ao suicídio e ao crime, é porque esses devem agir como alunos que, havendo perdido uma prova no seu curso, voltam ao estudo da mesma no ano seguinte, até obterem conhecimento e superioridade na matéria. Muitas almas efectuam a repetição de um mesmo esforço e, por vezes, sucumbem na luta, sem perceberem a necessidade de vigilância, sem que possamos, de modo algum, imputar a Deus o fracasso das suas esperanças, porque a Providência Divina concede a todos os seres as mesmas oportunidades de trabalho e de habilitação.
Consolador" - Emmanuel – 1940.

SUICÍDIO E LOUCURA
O homem não tem o direito de dispor da sua vida. Só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.
Não é sempre voluntário o suicídio. O louco que se mata não sabe o que faz.
Livro dos Espiritos - Allan Kardec (q. 434 e 944)

MORTES VIOLENTAS A desencarnação por acidentes, por pecado, ou por castigo expiativo, é pelo processo denso DO PERISPIRITO (CORPO ASTRAL), que não produz outra sintonia energética devida as excrescências etéreas semi-materiais presas ao seu perispírito. Estes casos fulminantes de desprendimento, proporcionam sensações muito dolorosas à alma desencarnada, em vista da situação de surpresa ante os acontecimentos supremos e irremediáveis. Quase sempre, em tais circunstâncias, a pessoa não se encontra devidamente preparada e, o imprevisto da situação, traz-lhe emoções amargas e terríveis.
Porém, esses casos, têm a interferência dos amparadores do plano espiritual, que ajudam o recém-desencarnado a desvencilhar-se das densas energias etéricas (fluídos vitais) que após esse acontecimento, elevam vibracionalmente as energias com passes, para que o desencarnado saia da zona das trevas (infradimensional).

EVOLUÇÃO
Toda a acção gera uma força energética que retorna a nós da mesma forma…
O que semeamos é o que colhemos.
E quando escolhemos acções que levam a felicidade e o sucesso aos outros, o fruto do nosso karma é igualmente a felicidade e o sucesso.
Deepak Chopra

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Morte, essa Desconhecida...


A morte chegará inexoravelmente para todos, ricos e pobres. Portanto, que oca vaidade centrar a nossa existência apenas nesta vida?!
Porque sofrem, de diversas maneiras, tantas pessoas? A uns, porque com a idade ou doenças, chegam ao fim e dói-lhes deixá-la; a outros, porque dura demais, porque não têm ou tiveram objectivos e a vida aborrece-os... Em caso algum é admissível o erro de justificar a nossa passagem pela Terra como um fim.
É preciso sair dessa lógica, e afirmarmo-nos noutra: a eterna!
É necessária uma mudança total: esvaziar-se de si mesmo, dos motivos egocêntricos, que são caducos, para renascer em Cristo, que é eterno.
É verdade, só a morte como fim inevitável, dá sentido à vida e direcção ao tempo, colocando-nos diante do desafio de realizar coisas, da urgência em ver os nossos objectivos terminados. Ter planos para o futuro, é só para quem reconhece os limites nesse futuro! Mas, contradição demasiado humana, a mesma perspectiva que dá sentido à nossa vida é encarada, quase sempre, como facto gerador de sofrimento, medo e insegurança, fonte de melancolia e algo em que nós evitamos de pensar.
Todas a religiões têm uma explicação para esse estado material, que um dia todos nós vamos atingir. Todavia, assim como estas divergem nas suas doutrinas e dogmas, a explicação para o estado da morte também é divergente não só para os doutrinadores religiosos, mas também para a própria ciência.

Apesar de todas essas explicações, jamais saberemos o que de facto é a morte ou poderemos sentir a sua dimensão senão quando chegar nossa própria hora, e para a qual jamais nos mostramos preparados, pois fomos feitos e criados com a vontade e a necessidade de viver, porque Deus assim nos fez, e é assim que Ele nos mantém nesta esfera, embora o fascínio insondável da morte sempre venha a suscitar temores e dúvidas a respeito do significado da própria vida, afinal, por que devemos morrer, se todos queremos viver?
Esta é uma condenação a qual estamos todos sujeitos a passar, mas a dor, a conturbação de perder alguém querido, que nos é arrebatado pelo anjo da morte, faz-nos às vezes indagar sobre certos mistérios, como o estado da morte.
Apesar de muito lermos sobre o assunto e sermos doutrinados “que a morte é apenas uma passagem física para outro plano”, jamais aceitamos a morte de um ente querido com um sorriso, porque os nossos sentimentos em relação àquele ser humano, ao qual estavámos apegados, a separação brusca dessa morte, não nos deixa conformar que nunca mais o poderemos ver, falar, ouvir e tocar-lhe e a saudade e o desespero instala-se no nosso coração.

Não choreis nunca os mortos esquecidos
Na funda escuridão das sepulturas.
Deixai crescer, à solta, as ervas duras
Sobre os seus corpos vãos adormecidos.

E quando, à tarde, o Sol, entre brasidos,
Agonizar... guardai, longe, as doçuras
Das vossas orações, calmas e puras,
Para os que vivem, nudos e vencidos.

Lembrai-vos dos aflitos, dos cativos,
Da multidão sem fim dos que são vivos,
Dos tristes que não podem esquecer.

E, ao meditar, então, na paz da Morte,
Vereis, talvez, como é suave a sorte
Daqueles que deixaram de sofrer.

Pedro Homem de Melo, in “Caravela ao Mar”

VIDA DEPOIS DA MORTE?

O astrofísico Stephen Hawking*, de 69 anos, afirmou numa entrevista ao jornal "The Guardian", que a vida após a morte é apenas um “conto de fadas” para pessoas com medo de morrer.
Hawking, um dos mais conhecidos cientistas do planeta, sofre desde os 21 anos os efeitos de uma doença que o impede de se mover e que, segundo os médicos, deveria ter morrido logo após os primeiros sintomas, mas que, de acordo com o próprio astrofísico, permitiu que ele aproveitasse mais a vida.
-“Eu vivi com uma perspectiva de uma morte próxima nestes últimos 49 anos. Não tenho medo da morte, mas eu também não tenho pressa em morrer, porque tenho muita coisa ainda para fazer”, disse ao jornal britânico.
- “Considero o nosso cérebro como um computador, que vai parar de trabalhar quando os seus componentes falharem. Não há céu nem vida após a morte, para computadores quebrados, isso é um conto de fadas para as pessoas com medo do escuro”, afirmou categoricamente o cientista.
Em 2010, Hawking lançou o livro "The Grand Design", no qual afirma que, não há necessidade de um criador para explicar a existência do Universo. Estas afirmações vão contra um de seus mais famosos livros, "Uma Breve História do Tempo" (hoje revisado e com o título "Uma Nova História do Tempo"), de 1988, em parceria com Leonard Mlodinow.
Nos anos 80, Hawking dizia que uma teoria do "tudo", a qual Einstein buscava e que poderia explicar todas as forças e partículas do Universo, seria o que levaria o homem a “conhecer a mente de Deus”.
Agora, o astrofísico descarta a vida após a morte e diz que devemos concentrar o nosso potencial na Terra, fazendo o melhor uso possível das nossas vidas.
Hawking, proferiu há pouco tempo uma palestra em Londres, onde afirmou que as flutuações quânticas no início do Universo, tornaram possíveis as galáxias, estrelas e, por fim, a vida humana. Falou ainda sobre a teoria M, que une a teoria das cordas e é vista por muitos cientistas como a melhor candidata à teoria do “Tudo”…

* Stephen Hawking é um Físico teórico e cosmólogo inglês, Professor lucasiano na Universidade de Cambridge, posto ocupado por Sir. Isaac Newton. Envolvido com os campos de cosmologia teórica, gravidade quântica e teoremas sobre singularidades, e também envolvido com as pesquisas sobre os buracos negros, faz debates em todo o mundo, sobre as grandes questões do Universo.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nada é nosso...

Onde está o seu coração? Se ele estiver preso ao dinheiro e às conquistas materiais, pode ser que nunca encontre o que o satisfaça, e o vazio na alma deixará para sempre uma pergunta inquietante: "E o que tens juntado, para quem será?"
Tudo que tens hoje,
pertencia a outra pessoa ontem,
e pertencerá ainda a outra,
no dia de amanhã.
Erradamente desfrutastes da ideia que isso te pertence.
É esta a falsa felicidade,
a causa dos teus sofrimentos.

Em qualquer momento,
tu podes ser um milionário e,
no seguinte, podes cair em pobreza
O inverso também é verdadeiro.
Teus e meus, grandes e pequenos,
apaga essas ideias da tua mente.

Então, tudo te pertencerá
e todos serão donos.
Esse corpo que agora usas,
Também tu, não és desse corpo...

Bhagavad Gita

Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

As Crianças e a Alimentação


Há crianças que são um castigo para comer: - Ele não come pão… Não gosta de fruta… E nem pensar em leite… Perante esta recusa, opta por colocar na lancheira guloseimas, como batata fritas, bolachas ou folhados?
Pode parecer mais consensual, mas na verdade estas opções são ricas em gorduras saturadas, sal, açúcar, conservantes. Não acha que está na altura de mudar?
Tudo começa com a primeira refeição da manhã. A preguiça encurta o tempo para o pequeno-almoço! Contudo, importa reforçar, que esta refeição deverá garantir 20 a 25%do total da energia do dia, sendo que, nas crianças, devem ser consumidas 1.800 kcal por dia, das quais 360 kcal deverão ser ingeridas ao pequeno-almoço.
Em cima da mesa deverão estar três grupos de alimentos: Lacticínios (leite meio-gordo, iogurte); Cereais integrais (cereais de pequeno-almoço, pão); Fruta (variar em função da época do ano). Mesmo que ele diga que não, insista! Por exemplo, sugira que seja ele, nas vésperas, a decidir o que vai comer e alterne as opções para não haver espaço para que diga “é sempre a mesma coisa!”.
As refeições a meio da manhã e da tarde, na escola, são os momentos certos para “recarregar as baterias” e fornecer ao organismo os nutrientes que o cérebro necessita para se manter atento e dinâmico. Nas escolas públicas do pré-escolar e do primeiro ciclo, e inserido no Programa do Leite Escolar, é assegurada a distribuição diária e gratuita de 1 porção (200 ml) de leite às crianças. É saudável e tem as doses certas de açúcar e cacau. Em muitas escolas, a fruta também faz parte da ementa dos lanches da manhã ou da tarde.

Aprender a gostar de tudo…
O problema começa quando eles dizem: “não gosto” ou “não quero” e, se insiste muito, acabam num pranto de tal forma que, em resposta à birra dos filhos e para não os ouvir mais, os pais põem na lancheira as alternativas mais calóricas: Guloseimas, salgados, bolachas, refrigerantes, etc.
Aparentemente inofensivos e bastante consensuais, estes alimentos aumentam a ingestão de gordura saturada, sal e açúcares, reduzindo a vitalidade necessária para o desenvolvimento e crescimento físico e mental, diminuindo os níveis de concentração, memorização e aprendizagem da criança.
Por outro lado, na escola, há ofertas muito apelativas aos olhos, mas nem sempre as mais saudáveis. Apesar de as cantinas terem à disposição iogurtes, fruta, leite, pão de mistura, a verdade é que são os bolos, as batatas fritas e os salgados os primeiros a desaparecer das vitrinas.
E com os próprios pais a sugerir o consumo regular de produtos menos equilibrados, não há forma de contrariar os impulsos. Assim se sugere que os pais orientem os filhos nas suas escolhas alimentares, seguindo as recomendações simples para uma alimentação equilibrada e um lanche saudável. Neste sentido existem alimentos essenciais que garantem a ingestão adequada de nutrientes indispensáveis ao rendimento escolar. Assim:
• Lacticínios – Fonte de cálcio, importante para a formação óssea; Ricos em proteínas e de elevado valor biológico com minerais e vitaminas. Origem: leite, iogurte de preferência meio-gordo; queijo fresco, curado, fundido ou requeijão;
• Cereais integrais – Fonte de vitaminas e minerais; fibras solúveis (em conjugação com a água do leite melhora o funcionamento intestinal); hidratos de carbono complexos. Onde encontrar: Pão escuro; Unidoses de cereais de pequeno-almoço com cereais integrais;
• Fruta – Alimentos ricos em nutrientes protectores reguladores das funções vitais e com propriedades antioxidantes como a fibra, vitaminas e sais minerais. Onde encontrar: Variar a fruta da época; Salada de fruta; Frutos secos;
• Hortícolas – Têm poucas calorias e muitas fibras. Apresentam acção protectora graças ao beta-caroteno, folato, vitamina C, cálcio, ferro e potássio. Onde encontrar: Folhas de alface; Tomate; Pepino; Cenoura;
• Bebidas – Um correcto aporte hídrico é essencial para regular a temperatura corporal, regular o metabolismo. Optar por bebidas pouco açucaradas, de forma a reduzir a ingestão de açúcar.
• Onde encontrar: Água; Sumos naturais de fruta ou vegetais (sem adição de açúcar); Sumos 100% e néctares (mínimo 50% de teor de fruta); Infusões de ervas aromáticas bem frescas.

O problema da obesidade infantil é real e afecta cada vez mais crianças de todo o mundo que consomem cada vez mais a fast food. O último relatório da UNICEF adverte que os adolescentes portugueses são dos mais gordos da OCDE.
A alimentação errada – rica em gorduras e açúcares - e o sedentarismo estão na génese dos números e a tendência continua a aumentar.
Aprender o quanto antes, e com a ajuda dos pais, a escolher os alimentos mais saudáveis é meio caminho andado para, quando forem autónomos, os mais novos conseguirem fazer as opções mais correctas e mais saudáveis.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia da criança


Tu, criança,
que vives a correr,
és a promessa
do que vais ser...
és a esperança
do que poderíamos ser...
és a inocência
que deveríamos ter...

Criança que brinca,
corre, pula e grita!
Que mostra ao mundo,
como se deve viver…
Vive cada momento, feliz,
como quem acredita
num mundo melhor
que ainda espera ter!

És a criança,
que um dia vai crescer!
És a esperança
da humanidade se entender!
És a realidade
que o adulto precisa ver...
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças recebem presentes.
É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de diversos abusos, que vão desde maus tratos, doenças, fome e discriminação da raça, cor e estatuto social.
Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945. Muitos países da Europa, do Médio Oriente e na China entraram em crise, ou seja, tinham péssimas condições de vida.
As crianças desses países viviam muito mal, não havia comida e os pais, que também não tinham meios de subsistência nem dinheiro para os alimentar, tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, muitos deles faziam trabalhos duros em condições desumanas e em péssimas condições para a saúde e, por isso mesmo, muitos deles não chegavam a adultos e os que chegavam, tinham sérios problemas de desnutrição (tuberculose entre outras doenças), que os levava à morte ainda jovens. A maioria dessas crianças, não sabia ler nem escrever.
Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver esse problema e foi assim que nasceu a UNICEF. (é uma agência das Nações Unidas que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades).
Mesmo assim, era difícil trabalhar ajudar as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados em aderir aos direitos da criança.
Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres, propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo e assim, foi comemorado pela primeira vez no dia 1 de Junho desse ano, mas só a 20 de Novembro desse mesmo ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU, aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança!
Porém, só nove anos depois, em 1959, é que esses direitos das crianças passaram para o papel. Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se fossem cumpridos em todo o mundo, poderiam fazer com que todas essas crianças tivessem uma vida digna e feliz.
Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:
- afecto, amor e compreensão;
- alimentação adequada;
- cuidados médicos;
- educação gratuita;
- protecção contra todas as formas de exploração;
- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Dia Mundial da Criança, é muito importante, mas infelizmente estes “direitos das crianças”, nem assim são cumpridos pois sabemos que cada vez mais, são abusadas de diversas formas em todos os cantos do mundo.
Mas as datas, dedicadas à criança, diferem em muitos países, no Japão e na China, por exemplo, é comemorado no dia 5 de Maio, na Alemanha dia 20 de Setembro, em Portugal, é festejado em 1 de Junho, pois o mês de Maio homenageia Maria, mãe de Jesus e assim, cada país dedica esse dia conforme a sua cultura e história.
O Dia das Crianças no Brasil, é festejado no dia 12 de outubro e foi criado por um político, na década de 1920. O Deputado Federal Galdino do Valle Filho, teve a idéia de criar um dia em homenagem às crianças. Os deputados aprovaram a idéia e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança, pelo presidente Arthur Bernardes, através do Decreto nº 4.867, de 5 de novembro de 1924.

Mas, somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela decidiu fazer uma promoção em conjunto com a Johnson & Johnson, para aumentar as suas vendas, lançando a "Semana do Bebê Robusto", é que a data passou a ser comemorada.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Os Caçadores e a Flauta Mágica

Havia um caçador que sonhava poder caçar sem correr riscos... um dia, alguém lhe falou de um feiticeiro que tinha poderes mágicos que mais nenhum outro possuía.
Logo que o descobriu, pediu-lhe para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse facilitar o seu trabalho nas caçadas, sem ser atacado por algum dos animais selvagens.
O feiticeiro concordou e, passados alguns dias, ele entregou-lhe uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar enquanto ouvissem o som da flauta mágica.
Entusiasmado com o instrumento, o caçador nem perdeu tempo para concretizar o velho sonho e assim, organizou uma caravana com destino a África, convidando dois outros amigos. E lá foram os três, super exitados para a grande caçada de animais selvagens. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo deparou-se com um feroz tigre junto ao rio, onde tinham acabado de se refrescar. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre começou a dançar. Foi fuzilado à queima roupa. Horas depois, novo sobressalto: a caravana foi atacada por um leopardo, que saltara de repente de uma árvore. Contudo, ao som da flauta, o animal transformou-se de agressivo em manso e dançou até o abaterem com com vários tiros.
E foi assim até o final do dia.
Os animais mortos, iam-se amontuando na carrinha e os caçadores rejubilavam de alegria por tão bela caçada, sem correrem qualquer perigo. Até que, o grupo encontrou um leão já não muito novo e, pela ferocidade, devia estar muito faminto que, logo os viu, atacou!
Como sempre acontecia em situações de perigo, a flauta soou, mas o leão não dançou, e não perdeu tempo, atacando um dos amigos do caçador-flautista, devorando-o rapidamente.
Logo a seguir, devorou o segundo e o tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava!
E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, assistiram a tudo. Um deles, que, escondido atrás de um tronco tinha observado toda a cena, comentou com sabedoria:
-“Eu sabia que eles iam ter problemas quando encontrassem um dos animais, que fosse surdo...”

Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo, pois um dia podem não dar. Tenha sempre planos de contingência, prepare alternativas para as situações imprevistas, analise as possibilidades de erro. Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir. Lembre-se do leão surdo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dignidade contra Preconceito

Ao contrário do que muita gente pensa, não é nada fácil lidar com vizinhos. O problema é ainda pior, quando a pessoa que mora ao lado é mal humorada e desocupada. Não basta ser educado e ter paciência quando os conflitos surgem.
Vamos à história desta jovem: ela tinha exactamente tudo que queria ter para ser feliz e realizada. Tinha um bom emprego como directora de marketing de uma conhecida empresa, tinha uma família linda, os pais e irmãos tratavam-na como a uma rainha por ser a única menina depois de terem vindo quatro rapazes.
Apesar de muito jovem, já tinha conquistado, com muita luta, a sua indepência: uma casa num bairro sossegado, carro, dois gatos e um cão.
Apesar de ser gordinha, vestia-se bem, era inteligente, engraçada, e excepcionalmente bem humorada. Era estimada pelos colegas e amigos.
Mas afinal nem tudo era um paraíso na vida desta jovem, porque há sempre gente que tem um especial gosto em se meter na vida alheia e arranjar complicações…
Todos os dias, quando ela saía de casa para tirar o carro da garagem, que ficava a meio de duas casas, ali estava o seu vizinho, pronto para garantir a arrelia do dia.
Ele era um homem casado, de meia idade, medíocre, chato, de humor negro ao qual a única pessoa que tinha capacidade de aturá-lo, era a própria esposa, mas que pelas regras sociais, todos, e em nome da boa vizinhança e dando algum desconto pela sua má educação, a maioria dos vizinhos faziam vista grossa às suas piadas inconvenientes e ainda oferecer-lhe um sorriso largo. A esposa, escondida por detrás da janela, assistia às cenas diárias. Ele era de facto uma criatura irritante e adorava imitá-la: a cada passo que dava no chão, era logo seguido de um som emitido pelo vizinho, que ainda tinha o desaforo de comentar:
-“Bum, bum, bum, ó menina, as suas passadas estremecessem o chão. Nem sei como esse pobre carro aguenta isto todos os dias... a vizinha, devia de vir comigo até ao ginásio, você precisa MESMO de dar um jeito nesse corpo!!”
Mas ela nem olhava para ele, nem nunca respondia. Com um meio sorriso amarelo, entrava no carro, com uma enorme vontade de chorar ou até mesmo de gritar, mas continha-se e, calada partia para o trabalho. No dia seguinte, o vizinho lá estava no seu posto, com frases novas para a atormentar.
- “Vizinha espero que você não tenha tomado café hoje, bem precisa de diminuir uns quilinhos. Olhe que andar de bicicleta ajuda, deixe o desgraçado do carro descansar…”
Mais um sorriso amarelo, mais uma frustração, afinal ela estava irrepreensivel, bem maquilhada e bem vestida, os seus colegas e amigos bem lhe diziam que tudo aquilo era a inveja do vizinho a falar, por ela ser jovem, bonita e ter uma vida própria, mas não há bela sem senão e o seu “crime” era em ter uns quilos a mais…
Não queria ligar àqueles estúpidos comentários, para o evitar, até já tinha mudado a hora de saída, mas o vizinho não desistia e até parecia que estava ali de prepósito para lhe estragar o dia logo de manhã.
Optou logo de início por nunca lhe responder, pensou que o desprezo seria o melhor para o desmotivar, até porque não queria dar qualquer motivo de conversa a uma pessoa tão antipática e metediço.
Mas começava a perder a paciência e… naquela manhã, o vizinho estava acompanhado com a esposa, que devia estar ali para se divertir às custas dela.
-“Calma vizinha para onde é que vai com tanta pressa? Se correr demais ainda pode partir o chão, por onde passar, ah, ah, ah.”
A mulher soltou um risinho nervoso e fingiu ralhar com o marido:
- Ai Carlos, deixa de dar piadas à nossa vizinha, ela deve estar atrasada para o trabalho... não é vizinha? Tenho estranhado vê-la assim tão sozinha, não me diga que não tem namorado? Nunca a vejo com ninguém...”
Ah não! Aquilo foi mesmo a gota de água que faltava para o copo transbordar. Nesse dia ela estava sem a mínima paciência para as piadinhas destrutivas, mal educadas e estava farta de ser pisada, maltratada só porque era mais gorda que aqueles dois espantalhos. Foi direita a eles, que recuaram um pouco, surpresos pela súbita energia da gorda vizinha:
- Ah olá aos dois! Pois é, todos os dias eu saio da minha casa com o bom humor que Deus me deu, mas o meu caro vizinho faz-me sempre o grande favor de tentar estragar o meu dia, com a sua falta do que fazer e pensar que despejando as suas frases inúteis e irrelevantes para mim, vai atenuar os problemas da sua vida.
Afinal diga-me qual é o seu problema em eu ser gorda ou o que esse facto incomoda a sua vidinha de insatisfação? Eu reparo que o senhor nunca me deu um “bom dia”, nunca me disse uma frase positiva, até porque eu nunca me meti na sua vida, mas já que o senhor acha que tem o direito de se meter na minha, eu também tenho esse mesmo direito, por isso, seu velho careca, preguiçoso, mal vestido, desnutrido e desocupado, pare de me dar conselhos e de tomar conta da minha vida, que eu tenho demonstrado muito bem que sei tomar conta de mim, olhe antes para o espelho e para a sua vida, que deve ser bem infeliz, para andar a bisbilhotar o que os outros fazem ou têm.
Quanto a si, “querida vizinha”, saiba que nunca me viu com ninguém, porque existe precisamente um casal de vizinhos bisbilhoteiros e abelhudos, os quais não tenho de mostrar a minha vida privada, fique a saber que a vida dos outros pertence a cada um, parece não ser o vosso caso, porque passam a vida à procura de alguma coisa da vida alheia para passarem o vosso tempo.
Agora é a minha vez de lhes dar este conselho: tratem da vossa vida e isso inclui sexo e demonstração de afecto, que parece faltar entre vocês dois, pois eu acredito que se essa área da vossa vida estivesse em forma, vocês não teriam tempo para ficar a prestar atenção na vida da vossa gorda vizinha, ao ponto de quererem dar conselhos ou saber onde anda meu namorado?! Bom era só isto que eu queria conversar com vocês, tenham um óptimo dia!
Ela virou-lhes as costas com um sorriso largo e os olhos brilhantes, deixando os seus vizinhos especados, sem reacção pelo inesperado discurso, dito de uma assentada, separando bem as palavras.
Entrou no carro com o coração a bater descompasado e foi trabalhar feliz por ter despejado tudo o que tinha acumulado durante aquelas últimas semanas de frustação.
A partir desse dia, as suas manhãs passaram a ser serenas, porque os vizinhos nunca mais apareceram de manhã, junto à garagem…