terça-feira, 2 de março de 2010

Homenagem

Quando a noite perde o rosto;
E as palavras se recusam;
Surgem os muros,
Os muros onde se ergue o desgosto.
De uma perda inesperada
Que arrasa, que dói, que confunde.
Entre palavras sem cor,
Rostos de espanto
Palavras esperadas e inesperadas
Sentidas como a poesia ou o amor.
O nome de quem se ama e se perdeu
Num ápice, num segundo.

Como é possível Deus,
Que iluminas as almas e a noite,
Nos retirares o nosso irmão, sem aviso, sem piedade?

O teu nome será gravado
Num mármore distraído,
Num papel mais tarde abandonado.
Mas as tuas palavras, serão guardadas.
Essas palavras que nos transportam
Ao teu mundo, onde a noite é a mais forte
E onde onde o silêncio é doçura.

De todas as certezas que pode ter o ser humano, a morte é sem dúvida uma delas!
Quem nasce já está fadado à morte. Mensageira estranha, por vezes, abraça antes os mais jovens e os mais sadios, deixando para trás os idosos e os doentes.
Contudo, ela chega sempre. Paradoxalmente, é um dos assuntos que quase todos nós evitamos tocar.
É por isso mesmo que, quando ela chega, surpreende sempre. Esta é a pequena e singela homenagem que faço ao meu cunhado, Humberto de Abreu, cuja doença fulminante o levou no dia 27 de Fevereiro, deixando-nos entre lágrimas de espanto.
Por tudo isto, é bom considerar que a nossa existência é muito efémera. Hoje estamos aqui, amanhã poderemos não nos encontrar mais deste lado da vida.
A ele, só lhe posso desejar que descanse em paz e que o recordaremos sempre com amor e carinho.

7 comentários:

PubEd disse...

Os meus sinceros pêsames também a todos vocês. Realmente, quem diria que tal viesse a acontecer. O Pinto Fernandes era tão cheio de vida e alegria de viver… Como tu dizes muito bem, ninguém sabe o que nos espera amanhã… pelo que acrescento, mais vale viver cada dia na sua plenitude.
Paz a sua alma, certamente que está num bom lugar a olhar por todos nós.

Maria Angela Torrao disse...

May he rest in peace

Irene Abreu disse...

Obrigada amigos, estamos ainda petrificados com esta perda. O apoio de todos, foi um balsamo consolador.

Zé Carlos disse...

Triste notícia Irene querida.

Estamos aqui no Brasil, todos com saudades de ti....

Bjs do teu amigo, ZC

MACAU BANGKOK O MAR DO POETA disse...

Estimada Amiga Irene e Esposo,
Ao tomar conhecimento do falecimento de seu cunhado, aqui estou expressando as minhas condolências. É uma dor, que infelizmente, nos bate à porta.
O meu irmão mais novo também deu a alma ao criador.
A vida é como uma vela ao menor sopro de vento de apaga.
Que Deus tenha a alma de vosso familiar no reinos dos céus.

Maria disse...

O Humberto deixou de ser visto!Mas, naodeixou de estar connosco. Bem hajam todos voces que se irao lembrar dele...como ele era. Mimi

Anónimo disse...

Olá amiga
Tenho tido o meu PC avariado e agora que vim visitar-te deparei com esta noticia triste. Lamento muito. A perda de alguém que nos é próxima, doi sempre. Envio os meus sinceros pêsamens a toda a familia.
beijinhos
Sissi