terça-feira, 21 de abril de 2009

Há certas horas...


Há certas horas, em que não precisamos de um amor...
Não precisamos da paixão desmedida;
Não queremos beijos na boca,
E nem corpos a encontrarem-se na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro;
O abraço apertado ou, mesmo o estar ali, quietinha, ao lado, sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos para chorar,
que desejamos uma presença amiga,
para nos ouvir paciente, para brincar, para nos fazer sorrir...
Alguém que ria das nossas piadas sem graça...
Que ache as nossas tristezas as maiores do mundo;
Que nos teça elogios sem fim;
E, apesar de todas essas mentiras úteis,
seja para nós de uma sinceridade inquestionável.

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado;
Alguém para nos dizer:-"Acho que isso está errado, mas estou do teu lado"
Ou alguém que apenas diga: -"Sou o teu amor, estou aqui!
(William Shakespeare)
Há certas horas, como faz falta um colo... um abraço sincero... um carinho verdadeiro... um afago no coração... um encontro não só de corpos, mas de alma... como faz falta!

2 comentários:

MACAU BANGKOK O MAR DO POETA disse...

Forte e lindo seu pensamento, é bem verdade que existem certas horas em que nos encontramso mais depremidos, horas essas em que desejamos encontrar um ombro amigo onde nos apoiarmos, uma palavra singela e pura , são horas que só por elas fazem andar os ponteiros do relógio, palpitar nossos corações mas lhe falta algo a sua corda está perra ou o coração está sofrendo de arritmia, são assim esses momentos de noltagia que nos entristecem, mas sem nos magoar.
Adorei mais este seu forte pensamento.
Um abraço amigo

O Regresso de Buck Jones disse...

Simplesmente lindo e sentido...
Que bom os "ombros amigos" que vamos encontarndo pela vida fora...

Obrigado por este momento...

Buck Jones